Bailarinas e zumbis na rede

um.

 

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Eu ouvia falar de Bruno Azevêdo muito antes de conhecê-lo e quando o conheci foi na véspera de ir embora pra Floripa. Acho que faltavam uns dois dias e a providência possível foi um convite prum macarrão (ou um vinho, ou os dois) no apartamento dele. Na saída, Bruno me estendeu um disquinho sem capa e com um puta desenho bacana no rótulo. O desenhista era Marcelo D’Salete e o disco era A Bailarina no Espelho, um texto de Bruno lido pelo ator César Boaes. Voltei pra casa ouvindo o disco. Levei-o comigo pra Floripa. Emprestei pruma amiga que tinha um programa de rádio e acabei encerrando minha temporada na cidade sem pegá-lo de volta. O que foi um problema, porque às vezes bate a abstinência.

Problema resolvido, acabei de pegar de volta no link do parágrafo anterior.

dois.

Cronologicamente antes do email contando da publicação da Bailarina, Bruno mescreveu falando de zumbis. Dos zumbis do Portraits as living deads, blog que reúne uma série de estudos feitos pelo desenhista e autor de quadrinhos suíço Frederik Peeters sobre mortos-vivos. Só que neste caso os mortos-vivos são, digamos, pessoas reais. Célebres e, em alguns casos ainda vivas, como Alan Moore, Britney Spears e o próprio Peeters. É um troço bonito e desconsertante ver todos aqueles renomados personagens históricos, que a rigor só existem para nós enquanto imagens, humanizados na condição de mortos. E mortos que comem gente.

 

Brad Pitt
Brad Pitt

 

Até onde sei não existe nada do autor publicado no Brasil, a não ser uma recente entrevista feita por Bruno e publicada no blog Oputaquipariu!. Antes, um texto breve sobre zumbis, modernidade, canibalismo, e outros temas atuais.

três.

Saio do silêncio em que ando metido para abrir o breve parêntese destas notas, mas não sei quando volto. Até lá!

[Reuben da Cunha Rocha.]

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