Brega S/A encerra o ciclo “copy, right?”

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No 3º e último dia do ciclo “copy, right?”, o Cineclube Lanterninha Aurélio e o BaixaCultura.org apresentam o filme “Brega S/A”, documentário dirigido por Vladimir Cunha e Gustavo Godinho, finalizado em setembro deste ano. O filme  trata da surpreendente cena tecnobrega de Belém do Pará, um fenômeno cultural que nos últimos tempos tem atraído a atenção mundial por conta de sua inovadora estratégia de comercialização, onde a pirataria entra como mais um elemento parceiro na circulação do que um “inimigo” a ser eliminado. De Chris Anderson (em seu livro mais recente, “Free – O futuro dos preços“) à Ronaldo Lemos (autor de Tecnobrega – O Pará reiventando o negócio da música”, ao lado de Oona Casto”), passando ainda pelo documentário “Good Copy, Bad Copy” (o 1º exibido no ciclo), todos que tratam e/ou se interessam por música e/ou cultura livre no planeta estão procurando saber, afinal, que diabos tem no tecnobrega do Pará.

O filme teve sua estréia oficial na MTV Brasil no sábado 3 de fevereiro, às 24h, sendo que foi disponibilizado para download na página da produtora Greenvision, responsável pela realização do documentário, na segunda feira 5 de outubro. Segue um texto de apresentação do filme, que também pode ser encontrado no blog da produtora:

Criado em estúdios precários e improvisados e vendido ao grande público através de discos piratas e gravações caseiras, o tecnobrega é a trilha sonora oficial da periferia de Belém do Pará. A música das festas de aparelhagem, dos balneários populares, das feiras livres, dos bares e dos salões de dança de terra batida e teto de zinco. O som que define parte de uma cidade, o seu lado menos visível, mas nem por isso menos importante.

Como qualquer movimento cultural que nasce do underground para depois atingir as massas, o tecnobrega vive de acordo com as suas próprias regras. A principal delas, ser um estilo musical que se estabeleceu como segmento de mercado sem o apoio de grandes gravadoras, estações de rádio ou emissoras de televisão. Para vender sua música, nada do aparato comumente utilizado pela indústria do entretenimento, apenas as aparelhagens de som e os camelôs que vendem discos piratas no centro da cidade.

Dirigido por Vladimir Cunha e Gustavo Godinho, “Brega S/A” é um documentário que pretende retratar esse peculiar fenômeno cultural e social através de personagens como DJ Maluquinho, que se auto-pirateia e enriquece sem precisar de empresário ou gravadora; Marcos Maderito, o “Garoto Alucinado”, que sobrevive de compor tecnobregas para as turmas e gangues de rua de Belém; Beto Metralha, que toca um programa de TV inteiro de um quarto nos fundos do quintal de sua casa; e os DJs Dinho, Ellysson e Juninho, as maiores estrelas do universo das aparelhagens paraenses.

A idéia inicial do filme surgiu no ano de 2003, quando Vladimir Cunha, um dos diretores do documentário, passou a se envolver com a cena tecnobrega e as festas de aparelhagem de Belém do Pará. Não só pela curiosidade em entender melhor a mutação sonora que levou à criação do gênero como também para compreender a relação entre o barateamento e a facilidade de acesso à tecnologia e essa nova cadeia de produção e distribuição que começava a se formar. Uma forma de fazer circular a produção artística local que, progressivamente, foi substituindo o modelo adotado pelas grande gravadoras.

Depois de quase três anos de pesquisa, somente em 2006 foram iniciadas as primeiras captações, que terminaram somente em junho de 2009. Sem leis de incentivo e renúncia fiscal, Vladimir e Gustavo Godinho passaram, com recursos próprios, a documentar o dia-a-dia de produtores, músicos e DJs ligados à cena tecnobrega paraense. Com isso, foi possível radiografar toda a cadeia produtiva do tecnobrega: das gravações em estúdios de fundo de quintal ao processo de distribuição através de pirateiros, camelôs e festas de aparelhagem“.

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Dê uma olhada no trailer aqui abaixo:


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“Brega S/A”, de Vladimir Cunha e Gustavo Godinho.

30/12, 19h, de graça

Cineclube Lanterninha Aurélio

Auditório do Centro Cultural Cesma, 3º andar, Professor Braga, nº55

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[Leonardo Foletto.]

Roube Este Filme I e II no ciclo copy, right?

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Dando sequência ao  ciclo “copy, right?”, o BaixaCultura.org e o Cineclube Lanterninha Aurélio novamente  orgulhosamente apresentam os filmes “Roube Este Filme I” e “Roube Este Filme II”, dois capítulos-documentários sobre a complexa relação entre o compartilhamento de arquivos via web, a dita propriedade destes arquivos, e como a internet insere novas possibilidades que bagunçam tudo aquilo que pensávamos estar estruturado sobre direitos de autor, pirataria digital e formas de distribuição e circulação da cultura na sociedade. Ambos filmes são dirigidos pelo inglês Jamie King e produzidos pela misteriosa The League of Noble Peers, um grupo de produtores que pouco mais se sabe além do fato deles serem alemães e ingleses e terem produzidos as duas partes de “Roube Este Filme”.

[A liga parece ter um modo de atuação, digamos assim, parecido ao do coletivo italiano Wu Ming, especialmente no caso do autor-fantasma (ou coletivo) Luther Blisset, detalhado brilhantemente no livro Guerrilha Psíquica, da ótima coleção Baderna da Editora Conrad.  Saca a fala do grupo, presente no Roube Este Filme II: “People always ask us, who are The League of Noble Peers? And we tell them: You are, I am, even your bank manager is… insert yourself here, because we all produce information now, we all reproduce information, we all distribute it…]

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O primeiro Roube Este Filme (no original, Steal this film), lançado em 2006 via arquivo torrent na própria página oficial do documentário, tem como ponto central a forma como entidades de lobby, como a MPAA (Motion Picture of America, a associação dos grandes estúdios de cinema dos Estados Unidos), trabalharam sua influência sobre as autoridades na Suécia para causar um ataque ao Pirate Bay em maio de 2006, quando a empresa onde ficavam hospedados os servidores do site (o host) foi invadida por policiais e teve os seus computadores apreendidos. Para contar essa história em 32 minutos, os produtores entrevistaram desde os responsáveis pelo Pirate Bay até produtores e dirigentes da indústria do entretenimento, passando ainda por figurões de Hollywood (como o ator Richard Dreyfuss, autor de uma das falas mais lúcidas sobre a polêmica toda), membros do Partido Pirata Sueco e usuários de tecnologias de compartilhamento de arquivos.

Os que visitam essa página faz algum tempo devem se lembrar de que já falamos bastante do Roube Este Filme I num dos posts mais comentados e discutidos deste um pouco mais de um ano de BaixaCultura. Aliás, os que estão entrando agora também devem ver o banner que se encontra aqui do lado, que leva justamente ao já linkado post, que não está ali por acaso: nosso parceiro Edson fez a tradução das legendas do filme para o português e as disponibilizou, seja já sincronizada com o filme  e prontinho pra baixar, no Youtube dividido em quatro partes ou, ainda, só a legenda mesmo, em formato srt.

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Roube Este Filme II, lançado oficialmente em novembro de 2007 na conferência “The Oil of the 21st Century – Perspectives on Intellectual Property“, em Berlim, Alemanha,  além de ser um poquito mais longo (44 minutos) que o primeiro, vai mais além na discussão do contexto econômico/tecnológico/cultural que está diante das chamadas “copyrights wars”, as batalhas entre o livre compartilhamento de bens culturais e o repressão à estas práticas através da tentativa de endurecimento das leis de direitos autorais. Esta segunda parte traça também um paralelo entre o impacto da imprensa e o da Internet em termos de tornar a informação acessível para além de um grupo privilegiado de “controladores” da informação. O argumento central do filme é de que a natureza descentralizada da Internet faz com que a aplicação dos direitos de autor hoje seja praticamente impossível – pelo menos se considerar estes direitos tais como eles foram estabelecidos primeiramente no século XVI na Europa e como ainda hoje se configuram.

Segundo matéria do jornal britânico The Guardian, ambas partes de “Steal This Film” se inserem no coração de um estilo de documentário-manifesto, onde os cineastas praticam, em seu próprio filme, aquilo que defendem perante à sociedade. É por conta dessa estratégia que as duas partes estão disponíveis nos mais variados formatos para download na página oficial dos filmes, bem como as legendas em mais de 10 línguas, todas produzidas e enviadas espontaneamente pelo público mundo afora.

Dentre os diversos festivais que os dois documentários foram exibidos, destacam-se o Sheffield International Documentary Film 2008, na Inglaterra, Tampere Film Festiva 2008, na Finlândia, South By Southwest festival 2008, em Austin, nos Estados Unidos (este, um dos principais festivais de música e cultura alternativa do mundo) além de uma rumorosa exibição no International Documentary Film Festival em Amsterdã, Holanda, uma das raras ocasiões onde o diretor Jamie King falou sobre o filme e a The League of Noble Peers. Ambos os documentários também já foram exibidos em diversos canais estrangeiros, como o History Channel, Canal + Poland, TV 4 Sweden e o Noga, de Isreal.

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Chegou a vez do Lanterinha Aurélio exibí-los em Santa Maria, nesta quarta-feira 23 de dezembro, às 19h, no Auditório do Centro Cultural da Cesma, 3º andar. Apareçam, divulguem para os amigos aparecerem e bora lá!

[Leonardo Foletto.]

Primeiro dia do “copy, right?” (e algumas pensatas que surgem)

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Com algum atraso,  tenho que dizer, em primeiro lugar, que o primeiro dia do ciclo “copy, right?” foi bastante produtivo. A presença do público foi satisfatória; compareceram entre 30 e 40 pessoas, sendo que 25 assinaram a ata de presença. Como a foto acima indica, não foi um público para encher o auditório do Centro Cultural da Cesma, mas dizem que a média do Cineclube costuma ser  nessa faixa de pessoas. A divulgação pela cidade foi abrangente, com direito a espaço nos dois jornais principais, e-mails para listas diversas e cartazinhos espalhados (pessoalmente) por alguns cantos do centro da cidade – muito embora tudo tenha sido feito com pouca antecedência.

Apresentado o ciclo, foi exibido “Good Copy, Bad Copy“, de 59 minutos de duração, seguido de alguns comentários meus e a abertura para o debate, como de praxe em cineclubes. Aí foi minha grande surpresa; debateu-se de verdade. E não apenas sobre o filme, mas sobre diversas questões que compõe o pano de fundo de Good Copy, Bad Copy, da neutralidade da rede até reações desproporcionais contra a dita “pirataria” digital como o Hadopi francês e a Lei Azeredo; da democratização cultural, agora possível (ou utópica?), até as dificuldades (ou potencialidades?) de um músico para sobreviver no variadíssimo cenário musical planetário de hoje; da apropriação (nefasta, diga-se) dos termos comunismo e socialismo na tentativa de entender o sistema da internet até o incrível modelo de negócio do tecnobrega do Pará, tema dos últimos 20 minutos do filme – provavelmente os vinte minutos que mais chamaram a atenção do público, um pouquinho a frente do exemplo da Indústria de Cinema da Nigéria (Nollywood), ambas criativas e orgulhosas formas de negócios  oriundas da periferia mundial e à margem da Grande e Poderosa Indústria do Entretenimento.

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[Para todos aqueles que quiserem saber mais sobre Nollywood, recomendo a reportagem “Cinema Noir“, da Trip da janeiro deste ano. Da sacada do título à pauta criativa e antenada, passando pelo texto descolado (no bom sentido, veja bem) comum aos textos da revista, é um baita exemplo de reportagem bem feita, daquelas que bons pares de sapato são mais importantes do que horas em telefone, pra ficar numa metáfora ao gosto de Tchekov. Pros que querem saber mais sobre o tecnobrega do Pará, recomendo estarem presentes no terceiro dia (30/12) do ciclo para assistir “Brega S/A”, ou lerem o bom Tecnobrega: o pará reiventando o negócio da música, de Ronaldo Lemos e Oona Casto, disponível também em pdf.]

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O debate final teve opiniões tão distintas quantos as idades dos debatedores, o que particularmente me agradou bastante, pois uma das ideias centrais do ciclo era justamente propor o debate sobre estes assuntos aqui por Santa Maria – e os filmes, nesse sentido, seriam propulsores dos questionamentos. Nas opiniões, pode-se notar que  a esperança de que a rede venha a democratizar a sociedade (e aí entram cultura, política, gostos e possibilidades criativas) convive com a expectativa de que mais essa oportunidade venha a passar, especialmente por ação da poderosa mão (invisível?) do mercado, que não admite perder o que conquistou durante os últimos séculos – e se inserem nesse guarda-chuva ações como as que visam combater a “pirataria” digital, algumas resultantes em leis que ferem frontalmente a dita neutralidade  original da rede. Apesar dos pesares, nota-se que a esperança continua sendo maior que a discrença, o que me fez resgatar um cético otimismo, quase esquecido nos últimos meses perante a maré tortuosa de más notícias.

Ao fim, o tempo de conversa/debate/discussão foi quase o mesmo que o da exibição do filme, no que eu agradeço muito às pessoas que estiveram presentes na quarta-feira passada.

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Dj DInho Tupinambá e sua trupe de fãs mirins nas ruas de Belém

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Mais do que qualquer outra coisa, ver “Good Copy, Bad Copy” novamente me fez querer pensar em mais e mais exemplos de alternativas à margens da Indústria. Casos como o do tecnobrega e o de Nollywood nos dizem muito, é certo, e funcionam bem porque essencialmente são pensados (ou foram pensados, mesmo que sem se dar conta disso) a partir das particularidades de uma dada região. Querer aplicar estes exemplos à realidade do planeta inteiro, como A alternativa a ser seguida por todos, é indício de fracasso; nestes relativíssimos tempos atuais, uma solução nunca é A solução se nela não forem consideradas as particularidades do lugar de onde se está pensando. É mais ou menos o que dizia Gil no final desse post, quando perguntado por músicos de uma banda paulista qual seria a saída para ganhar dinheiro com sua música: “O problema é que vocês querem que apareça outro modelo único, que não vai exigir esforço algum e te traga o sono de volta, dizia Gil, no que continuava ao afirmar que hoje é exigido que venhamos a pensar um modelo próprio para a necessidade de cada um, a partir das características da obra de cada um.

É nesse sentido que busco exemplos, de todos os lugares do mundo, que contenham as mais distintas características possíveis. É a experiência dessa diversidade de situações combinadas com a necessidade real e prática de um grupo de pessoas de um dado lugar que surgirão novos modelos à margens da dita Indústria do Entretenimento. Quanto mais exemplos melhor, pois é sinal de que estamos, de alguma forma, aceitando a provocação de Gil na busca de uma estratégia própria e criativa de vivermos de nossa arte. Além do que muitos, milhares e milhões de exemplos são um sinal efetivo da ruína da nefasta indústria que sustenta artistas montados em suas luxuosas, moribundas e preguiçosas fortunas,  o que, logicamente, é danado de bom, não?

[Leonardo Foletto.]

Créditos fotos: Marcelo Cabala e Marcelo De Franceschi.
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Ciclo copy, right?

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O BaixaCultura, em parceria com o Cineclube Lanterinha Aurélio, ligado à Cooperativa dos Estudantes de Santa Maria (Cesma), orgulhosamente apresenta o ciclo “copy, right?“, a ocorrer em três quartas-feiras deste mês de dezembro no auditório do Centro Cultural da Cesma, em Santa Maria-RS, com a exibição de quatro filmes que discutem cultura livre, direito autoral, pirataria digital e outros temas que este blog vem falando desde há um pouco mais de um ano.

O ciclo começa na quarta feira depois de amanhã, 9 de dezembro, com “Cópia Boa, Cópia Má”, auto-referenciado como um “documentário sobre o estado atual do copyright e da cultura”, dirigido e produzido pelos dinamarqueses Andreas Johnsen, Ralf Chistensen e Henrik Moltke e tema de nosso primeiro post, no longínquo 15 de setembro de 2008. Lançado em 2007, o filme, com duração de 59 minutos, levanta questões delicadas relativas aos copyrights e a propriedade intelectual, trazendo interpretações tanto do ponto de vista dos entusiastas da cultura do remix quanto dos defensores da manutenção do status quo dos direitos autorais.

No segundo dia serão exibidos “Roube este Filme I” e “Roube Este Filme II“, ambos produzidos pela misteriosa The League of Noble Peers e finalizados em 2006 e 2007, respectivamente. O primeiro documentário, de 32 minutos, é centrado no caso do Pirate Bay, e também é um velho conhecido nosso, já tendo aparecido por aqui na nossa postagem campeã de comentários até agora. O segundo, com duração de 44 minutos, busca entender questões tecnológicas e culturais que estão por trás da chamada “copyright wars”, além de discutir algumas transformações culturais e tecnológicas em andamento com o advento da internet.

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Por fim, na quarta feira dia 30, antevéspera do reveillon, será exibido o brasileiro “Brega S/A“, documentário dirigido por Vladimir Cunha e Gustavo Godinho, finalizado em setembro deste ano. O filme trata da surpreendente cena tecnobrega de Belém do Pará, um fenômeno cultural que nos últimos tempos tem atraído a atenção mundial por conta de sua inovadora estratégia de comercialização, onde a pirataria entra como mais um elemento parceiro na circulação do que um “inimigo” a ser eliminado.

Como os filmes a serem exibidos e o próprio nome do ciclo sugerem, a ideia que percorre esta amostra é a da cópia livre, do livre compartilhamento de informação e de ideias. Todos os documentários estão disponíveis gratuitamente na rede, e alguns deles – caso dos exibidos no primeiro e no segundo dia do ciclo – incentivam a exibição/reprodução e até remixagem de seus conteúdos. Eles partem do princípio, que há tempos vem sido discutido por aqui, de que a criação intelectual se defende ao compartilhar, algo que vem a calhar com outra ideia, trazida pelo notório coletivo italiano Wu Ming, de que obras intelectuais não devem ser apenas produtos do intelecto, mas produtoras de intelecto, como bem Reuben tratou de explicar quando postou a sua tradução de um dos inúmeros textos do coletivo.

Vale lembrar que a cada dia do ciclo um convidado irá comentar os filmes no auditório da Cesma, um tipo de prática corriqueira e importantíssima na atividade cineclubista. Além disso, por aqui também teremos um acompanhamento especial do ciclo; um post com informações básicas sobre cada filme alguns dias antes de sua exibição, e outro com algumas críticas e comentários logo na sequência da exibição dos filmes, como forma de estimular o debate e o confronto saudável de ideias para além do espaço do cineclube.

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Para finalizar, o lembrete:

Ciclo Copy, right?


Cineclube Lanterninha Aurélio

Auditória da Cesma, Professor Braga 55

19h, de graça

9/12 – Cópia Boa, Cópia Má (Dinamarca, 2007, 59 min)

23/12 – Roube Este Filme I (Reino Unido/Alemanha, 2006, 32 min)

Roube Este Filme II (Reino Unido/Alemanha, 2007, 44 min)

30/12 – Brega S/A (Brasil, 2009, 60 min)

Apareçam!

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[Leonardo Foletto.]

P.s: Agradecimentos ao Cabala e a Cesma pelo apoio na organização do ciclo, e à Carla pelo “apoio gráfico”.

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“Pirataria” Digital na Universidade

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Já havia comentado via twitter, mas por aqui não: ontem participei da aula de Comunicação Digital da Universidade Federal de Santa Maria, no Rio Grande do Sul, com uma apresentação sobre “Pirataria” digital. O convite me foi feito pela professora Luciana Mielniczuk, minha orientadora na graduação na UFSM e desde então parceria de sempre, a quem eu agradeço pela oportunidade.

A apresentação foi centrada na questão da mudança de paradigma na Indústria Cultural a partir do advento da internet, e de como o direito autoral hoje precisa ser urgentemente revisto a fim de poder acompanhar o desenvolvimento tecnológico (e o consequente cultural) da sociedade. Fiz uma pequena revisão sobre a questão da autoria através dos tempos, e também comentei algo sobre o Copyleft e o Creative Commons. Foi uma ótima experiência, em todos os sentidos. Agradeço aos alunos e a Luciana pela receptividade.

Aqui abaixo está o ppt da apresentação, estruturado de forma bem simplificada e didática. Críticas e sugestões de melhoria para uma próxima apresentação são mais que bem-vindos.

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[Leonardo Foletto.]

Crédito foto: 1.

Futuro da música depois da morte do CD

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O título da postagem é de um livro que já citei por aqui – e que, aliás, vale a leitura, que pode ser feita baixando de graça o pdf. Mas é também mais ou menos o assunto que eu, Atílio Alencar, Jefferson Bernardo e Leonardo Palma discutimos no programa Onda Ânomala, o podcast organizado pelo coletivo Macondo, de Santa Maria, que é veiculado na rádio do Portal Fora de Eixo e também na página do próprio Macondo.

Discutimos é costume de dizer, porque ninguém discutiu e sim conversou. Leonardo com suas costumeiras e produtivas contribuições teóricas, Atílio e Jefferson com a boa experiência que a manutenção de um lugar como o Macondo traz para falar sobre futuro da música, morte do cd e assemelhados. O Macondo, aliás, é um caso a parte no interior do Rio Grande. De uma modesta experiência hippie-anárquica a coletivo cultural e uma das principais casas de shows do interior do estado não passaram mais do que cinco anos. Nesse período, tocaram no palco da casa figuras conhecidas do cenário (outrora) independente nacional como Wander Wildner, Júpiter Maça, Vanguart, Matanza, Autoramas, Zefirina Bomba, AMP, Feicheleres, Graforréia Xilarmônica, Superguidis, Pública, Identidade, dentre outros, além de diversas iniciativas não-musicais – com destaque especial para a recente criação da sala  Dobradiça, um local dedicado (mais) as artes plásticas que funciona em anexo à sede do Macondo.

Para escutar o Onda Anômala, basta ir aqui e clicar no programa do dia 19 de setembro. Mais sobre o Macondo tem aqui, e também no documentário recém-lançado (o cartaz que abre este post é dele), que conta muito bem a história dos cinco anos da casa, com direito a algumas histórias da já clássica primeira sede, certamente um dos lugares onde mais se viu estranhezas de todo o tipo no interior do RS e onde eu mais tomei Bavária (da clássica) na vida.

[Leonardo Foletto.]

Créditos foto: 1.

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Legendando um anônimo

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A imagem é a linguagem universal, certo? Nem sempre. Existem imagens que não passam tudo que queremos e correm o risco de ser mal interpretadas. Isso é facilmente detectável quando assistimos algum vídeo no youtube e o nosso inglês auditivo, muitas vezes o meu, não é capaz de traduzir tudo que escuta. Felizmente o Youtube criou um aplicativo bem prático para que os usuários que possuem vídeos possam criar suas legendas. O CaptionTube surgiu oficialmente em abril deste ano e permite selecionar vídeos próprios ou alheios e editar traduções para que o máximo de pessoas possa compreendê-los. Para ter acesso ao aplicativo, basta ter uma conta de e-mail no google.

É um aplicativo feito no Google App Engine e a funcionalidade é muito simples, bem mais fácil de usar do que programas para editar legendas como o Subtitle Workshop por exemplo. Ainda existem três vídeos didáticos que explicam direitinho como o negócio funciona. Um ótimo exemplo de video legendado pelo sistema é a animação japonesaBlassreiter”, que foi “sapeada” em inglês.

Caso faça uma legenda para um vídeo que não seja seu, você precisa avisar por e-mail o outro usuário. Ainda  é possível que o aplicativo envie diretamente as legendas pelo sistema de mensagem do youtube. Foi o que fiz quando produzi uma legenda para o video logo aqui abaixo . É um discurso de um anônimo defendendo Peter Sunde e os criadores do Pirata Bay contra a condenação. O texto estava ali na descrição do vídeo mas resolvi treinar em cima dele. Foi bem fácil, no copiar, colar. Sites de letras de músicas poderiam fazer isso, pois acho bem melhor acompanhar as letras das músicas assistindo a imagem do que ficar lendo numa coluna ao lado. Espero que um dia o cara confira a mensagem e acople, no Youtube mesmo, mas sei que nem todo mundo que tem conta no site confere as atualizações – a maioriamais ali para ver os vídeos classificados como impróprios pra menores e pra escrever besteira nos comentários.



Enquanto aquele que subiu o video do discurso do anônimo não vê a mensagem (com as legendas) enviada, só resta colocar o texto aqui abaixo para que, pelo menos, você tente acompanhar o discurso no video:

Today, four people have been convicted.

Convicted for a crime they did not commit. Convicted for a crime that was invented by a handful of people jonesing for power. Convicted for a crime that was bought by lobbyists and by think tanks actively perverting our freedoms, hidden from the public eye, for their benefit. Convicted by a system that exists ostensibly for our protection, but whose actions directly and verifiably contradict that false justification. Mowed down by a system corrupted beyond recovery.

Coercion is wrong; every human being understands that, from the instant he is born. Assaulting peaceful people and robbing them blind is wrong; it doesn’t matter who orders the assault, whether he has a badge or not, whether he has a gun or not, whether he has a court or not. Putting peaceful people in cages is wrong, regardless of the circumstance. Forbidding people to use their legitimately owned things however they see fit, without physical harm to others, is tyranny. In short: Initiating force upon your fellow man is wrong. Everybody understands these elementary moral principles; thus, the results of that understanding comes as no surprise to anybody: everybody shares online.

But there are powerful people; a handful of individuals who would rather live off rent-seeking perpetually than wait tables for a decent, moral living. And they lie to everybody, insinuating that what we do is robbery. And they legislate water be dry and ideas be property, in open contradiction to the laws of Nature. And they enlist misguided authors and artists into their cause. And they co-opt the massive apparatus available in governments around the globe, expressly designed to literally rip resistors apart, to break their spirits in rape-infested cages, and to destroy their reputations so as to turn them into shells of their former selves.

We will not respect them. We will not respect that conviction. We will refuse to regard it as moral or just, because it is neither of those. We fully support Peter Sunde when he says that he will burn every dime he has to the ground before handing it to evildoers, and we will do the same. And if they come after us, they can expect us to respond in kind. No respect can be reserved to those who violate elementary morality, and no respect will be afforded to these perverts from this point onwards.

It is not riches and business ingenuity we oppose. It is merely the use of violence and coercion for profit, however “legalized” it has become. That is it.

Justice will only truly be served when aggressors are put to rest. By any means necessary.

[Esta é a primeira -esperamos que de muitas – colaboração do Marcelo De Franceschi para  BaixaCultura. Marcelo é estudante de jornalismo do 6º semestre da UFSM e de tanto fazer o papel de uma espécie de “revisor” das postagens por aqui, apontando erros de informação ou letras esquecidas ou acrescidas nos textos, acabou sendo convidado para estar do outro lado do balcão. Marcelo é natural da histórica São Sepé, região central do Rio Grande, cidade que tem esse nome em homenagem ao mais conhecido índio destas plagas, Sepé Tiarajú, um “herói guarani missioneiro rio-grandense” que vale a pena ter sua história conhecida.]

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Felicitaciones

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Faz um ano hoje que começávamos com o BaixaCultura. Em 15 de setembro de 2008, o post que inaugurava esse espaço usava o documentário Good Copy, Bad Copy para fazer uma espécie de manifesto do que pensávamos sobre toda essa questão que tratamos aqui durante este ano. Mais ou menos isso dizia o texto:

Os argumentos falaciosos [da Indústria Cultural que criminaliza o download]  mascaram o problema do acesso com a histeria em torno da violação de direitos e do lucro indevido, sem nenhuma vergonha do anacronismo ademais antidemocrático (afinal, o acesso à cultura diz muito da qualidade de uma democracia) do tratamento dispensado a questões como a da cópia livre ou o sampler, essa técnica já secular.

Secular, pois é. Praticada na literatura desde Lautrèamont e, décadas depois, adotada por surrealistas, situacionistas, e uma pá de outros doidos defensores de que numa sociedade entupida de informação, a utilização de materiais pré-existentes pode ser bem mais subversiva do que produzir a partir dum vago princípio de originalidade.

Depois vieram dub, rap, hip hop, os soundsystems, respostas da periferia (econômica, mas também geográfica) ao caráter unidirecional da cultura pop. Respostas mais e mais ameaçadoras para a indústria à medida que a tecnologia digital se torna largamente acessível para qualquer um que queira produzir e compartilhar cultura. Nesse ponto, não apenas os modos de produção, mas também os de distribuição e consumo de produtos culturais necessitam de revisão.

A lógica industrial da cultura [a lógica cultural dominante ao longo do século 20] se baseia num esquema feroz de controle autoral (o copyright), mais ou menos feroz a depender do volume de grana envolvido [no Brasil, pelo menos, os contratos de edição de livro são bastante flexíveis se comparados aos acordos abusivos da indústria fonográfica]. Quando a tecnologia digital torna impossível esse controle, e aos lucros cada vez menores da indústria se equipara uma produção cultural descentralizada, diversificada e auto-gerenciada; quando a reação da indústria é uma dispendiosa campanha “contra a pirataria” por vezes redundando em leis ignorantes, é aí que o toque dado por Ronaldo Lemos em seu depoimento ao filme serve como uma luva: a sociedade é a grande concorrente da indústria.

Bueno, passou um ano – que seriam dez, na cronologia utilizada pelo saudoso COL, bastante apropriada nestes tempos ultrarápidosturbobeta de redes e mais redes. A ideia inicial do blog travestiu-se de diferentes versões de uma nota só, a mesma que guiou a criação do BaixaCultura e mui provavelmente permanece como sendo a que dá estofo emocional/motivacional pra o que aqui se faz. A saber: a defesa do livre compartilhamento de arquivos (culturais ou não) na rede. A saber (2): o entendimento de que a internet foi genialmente desenvolvida de maneira descentralizada e livre, e assim deve permanecer – o que não significa que não devam existir algumas regras que sejam utilizadas para a manutenção de seu (bom) funcionamento desta maneira. A saber (3): a ideia de que as histórias  – e as ideias, e os produtos culturais – devem ser acessíveis a todos, pois como já dizia Wu Ming, “ninguém tem idéias que não tenham sido direta ou indiretamente influenciadas por suas relações sociais, pela comunidade de que faz parte etc. e então se a gênese é social também o uso deve permancer tal qual“.

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Floripa

O tempo passou e voou e sobrevoou e aterrisou e partiu e Florianópolis deixou de ser a sede social do BaixaCultura. Primeiro pra Reuben, que após uma passagem turbulenta pela ilha cansou da insularidade e resolveu tentiar um lugar mais sólido, tipo São Paulo. Lá começou outro mestrado, que o  jogou em caminhos mais cosmopolitas, em novas direções e em diferentes rumos. Nem percebeu quando já estava algo distante do BaixaCultura, o que também aconteceu com Edson, por motivos diferentes. Não se sabe se por teimosia, esperança (naqueles princípios citados logo acima) ou imprudência, Leonardo continuará editando este espaço. Agora com eventuais (bastante eventuais, por sinal) colaborações de Reuben, Edson e outros que poderão se juntar por aqui. Algumas novidades de formação e formatação são aguardadas para breve.

[Baixacultura.org]

De quem é a música?

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ilustradiario

“De quem é a música?” é o nome do texto que foi publicado na edição deste final de semana do Diário de Santa Maria, jornal do Grupo RBS que tem sede em Santa Maria-RS e cobre a região central do Estado. Foi escrito por mim a partir de um outro texto que fizemos em conjunto (eu, Reuben e Edson) e que  foi publicado no jornal O Imparcial, de São Luís-MA, em 16 de março deste ano (Caderno Ímpar, pág.2)

Trata-se de um remix de várias postagens publicadas aqui versando sobre o caso Pirate Bay, a história do copyright e os embates frequentes entre a Indústria Cultural e a dita “pirataria digital”. O texto saiu na seção Ideias , do Caderno Mix (espécie de caderno de cultura do fim de semana), e pode ser lido aqui.

[Leonardo Foletto.]

Crédito: 1.

Notícias do Front Baixacultural (15)

wargirls

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Discografias fora do ar (15/03)

Aconteceu, afinal. A comunidade Discografias do Orkut, eternamente ameaçada de fechamento pelos fiscais da cultura, fechou. A explicação oficial:

“Informamos a todos os membros da comunidade ‘Discografias’ e relacionadas (Trilhas Sonoras de Filmes, Trilhas Sonoras de Novelas, Coletâneas (V.A.), Pedidos, Dicas/Dúvidas e Índice Geral), que encerramos as atividades devido às ameaças que estamos sofrendo da APCM e outros orgãos de defesa dos direitos autorais.

Nosso trabalho foi árduo para manter as comunidades organizadas, sem auferir nenhum tipo de vantagem financeira com elas, somente com o intuito de contribuir de alguma forma para a cultura e entretenimento.

Não é com o fechamento desta comunidade e outras equivalentes que as gravadoras irão aumentar seus lucros.

Muitos artistas perderão seus meios de divulgação.

Milhares de membros terão que procurar outras atividades no Orkut que não seja o download de músicas e afins. O número de sites e blogs de conteúdo similar, mais programas como eMule, limewire, de torrents e outros P2P, cresce em progressão geométrica.

Perdem eles, perdemos todos, mas enfim, tudo em nome do dinheiro das grandes corporações. Nada em nome da cultura.

Tais entidades de defesa dos direitos autorais, como a R.I.A.A. nos Estados Unidos e APCM no Brasil, que é a representante legal de:

UNIVERSAL MUSIC DO BRASIL LTDA.;
WARNER MUSIC BRASIL LTDA.;
SONY – BMG BRASIL LTDA.;
SIGLA – SISTEMA GLOBO DE GRAVAÇÕES AUDIO VISUAIS LTDA;
EMI MUSIC LTDA.;
COLUMBIA PICTURES INDUSTRIES INC.;
DISNEY ENTERPRISES INC.;
METRO-GOLDWYN-MAYER STUDIOS INC.;
PARAMOUNT PICTURES CORPORATION;
TWENTIETH CENTURY FOX FILM CORPORATION;
UNIVERSAL CITY STUDIOS INC.;
WARNER BROS.;
UNITED ARTISTS PICTURES INC.;
UNITED ARTISTS CORPORATION;
UBV – UNIÃO BRASILEIRA DE VÍDEO E ASSOCIADAS

Sendo ainda representante de IFPI – International Federation of the Phonographic Industry e MPA – Motion Picture Association no Brasil, se dizem “sem fins lucrativos”, vamos acreditar nisso, né gente? Como todos acreditam nas histórias da carochinha.

Portanto, deixamos aqui os dados de contato do orgão responsável pelo fechamento das comunidades e de um de seus representantes:

APCM – ANTI-PIRATARIA CINEMA E MÚSICA
RUA HADDOCK LOBO, 585SÃO PAULOSP – BRAZIL
INTERNET ANTI-PIRACY UNIT

Telefone: +55 (11) 3061-1990x244

e-mail: anti-piracy@apcm.org.br

=>Bruno Henrique Tarelov: btarelov@apcm.org.br

Fone: 55 11 30611990 ramal 238

Fax: 55 11 30611221

Agradecemos a todos que de um jeito ou de outro, colaboraram para que nossas comunidades fossem tão populares. Valeu, gente!

A Moderação

Observação

A APCM só perseguia nossas comunidades, e assim, os links postados pelos nossos membros estavam sendo rapidamente denunciados e excluídos, pois eles querem aparecer e só deletam de onde está mais fácil e tem maior visibilidade na mídia.

O pessoal que baixava de nossas comunidades vai poder continuar a procurar os links no lugar de maior acervo: O Google.

Atentem para a sutil cacetada do finzinho da nota. Por agregar quase 1 milhão de pessoas, a Discografias era no mínimo um poderoso espaço simbólico, mas após seu fechamento as atividades ilícitas de download de discos seguem seu curso inabaladas. Só que em vez de digitar o nome do disco procurado no search da comunidade, você terá que fazê-lo no próprio Google. Acabo de saber, via Cibermundi, que a APCM [Associação Antipirataria Cinema e Música] deu a seguinte declaração a respeito do fechamento da Discografias:

“A comunidade, assim como outras fontes de infrações aos direitos de artistas e produtores, foi e continua sendo observada pelo Departamento de Internet da Associação, que considera um avanço positivo a sua exclusão da rede mundial de computadores.”

Fora a lenga-lenga sobre “proteger os direitos de artistas”, notem que a Associação prefere ver um avanço naquilo que, a rigor, não serve pra nada. Imagine quantos blogs de download surgiram na rede antes que você terminasse de ler esta frase.

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Artistas em defesa do download gratuito (Folha de S.P., 12/03)

The Featured Artists Coalition é o nome da associação que reúne mais de 140 músicos que criticam uma proposta do governo britânico de classificar o download de músicas como crime. Entre os artistas, Robbie Williams, Annie Lennox e, claro, Ed O’Brien, do Radiohead. O argumento, vejam só, é de que deve caber aos próprios artistas decidir quando suas músicas podem ou não ser utilizadas gratuitamente. Uma contrapartida [bastante justa, por sinal] sugerida pelo grupo seria a cobrança direta a sites como Youtube e MySpace pela utilização de duas músicas em publicidade.

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BaixaCultura no Cronópios (11/03)

Enquanto o mundo aguarda o resultado do julgamento do Pirate Bay, você, intrépido leitor, pode ler a singela reflexão que fizemos sobre o caso, publicada pelo cronopíssimo Cronópios [link direto pro texto aí no título] na última semana, e pelo jornal O Imparcial (São Luís – MA) na última segunda-feira. O texto é assinado coletivamente, prática que pretendemos manter sempre que publicarmos fora do espaço deste blog sobre assuntos referentes à sua temática. Agradecimentos a Pipol (co-editor do Cronópios), de quem partiu o convite para publicar no site, e a Zema Ribeiro, que intermediou a publicação do texto no jornal.

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Para entender a Internet (17/03)

Foi lançado oficialmente ontem, via twitter, o desde já fundamental livro “Para Entender a Internet: Noções, práticas e desafios da comunicação em rede“. É  como um dicionário da rede, onde cada especialista – acadêmicos e não-acadêmicos – escreve um verbete. A lista de colaboradores é extensa e qualificada: Alex Primo (interação), Alexandre Matias (cultura do remix), Ana Brambilla (Jornalismo colaborativo), Edney Souza (blog), Luli Radfahrer (mobile), Raquel Recuero (rede social), Ronaldo Lemos (creative commons), Sérgio Amadeu (pirataria), Soninha Francine (internet e lei eleitoral), apenas para ficar entre os que mais conheço.

A idéia do livro é reunir textos originais de ativistas, acadêmicos e profissionais que estão ajudando a inventar/moldar a cultura da Web no Brasil. É uma experiência de produção de conteúdo educativo usando a Rede que começou na Campus Party em janeiro de 2009. É também um projeto colaborativoliteralmente – publicado com licença CC e aberto a interferências.

O organizador e idealizador do projeto é Juliano Spyer, que explica: “Apesar de terem sido produzidos pensando no leitor com pouca familiaridade com a Web, os textos vão além das simplificações e dos modismos para, ao mesmo tempo, ensinar e provocar”. O livro está disponível para visualização no blog linkado acima e, lá mesmo, para download em PDF.

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A volta do Sabor Graxa (10/03)

Bruno Brum, um dos grandes poetas que Minas Gerais pariu nos últimos anos, está de casa nova. A decisão de voltar com o blog foi acompanhada de uma outra, que merece enorme atenção: lá você encontra disponíveis pra download os dois livros do autor, Mínima Idéia (2004) e Cada (2007). Bruno também edita, junto com Makely Ka, a Revista de Autofagia, cuja terceira edição está no forno, e cujas duas primeiras você também baixa no blog de Bruno. Entra lá pra mais informações.

[Reuben da Cunha Rocha. Leonardo Foletto.]

Utilizando o RSS feed

Pode não parecer, mas essa parte do blog é bem legal
Pode não parecer, mas essa parte do blog é bem legal

A imagem que você vê aí em cima é dos links para o feed RSS do BaixaCultura. Muita gente sabe  como usar o RSS e não precisa de explicação para sacar que o Baixa Cultura também tem esse serviço; para esses, este post é só mais um lembrete, e pode terminar aqui.

Para outros tantos que podem estar se perguntando: “Que diabo é isso?”, esse post é para avisar  que o RSS trata-se de algo muito simples, que ajuda bastante o blog e facilita a vida dos leitores.

A Wikipédia é um poço de praticidade, nós já sabemos, mas só leia o que ela tem a dizer sobre RSS se você tiver saco e quer saber de todos os detalhes do negócio. Prometemos que nossa explicação logo abaixo é mais direta.

RSS é o sistema pelo qual se reúne o conteúdo de um determinado site, disponibilizando-o de forma prática em nossos navegadores ou agregadores. Por exemplo: você veio aqui no blog e gostou do que viu, mas com tanta coisa interessante na web, você acaba se esquecendo que ele existe e, portanto, nunca mais o acessa. Meses depois você vê alguém linkando um post do BaixaCultura e então pensa: “Putz! Eu tinha esquecido desse blog!“. Então, você resolve voltar lá e clica em um dos (ou nos dois) links de feed que estão em cima. Agora você terá uma espécie de botão no seu navegador que vai dar acesso atualizado a todos os posts ou comentários do blog. Ou, então, o RSS do BaixaCultura vai estar no seu agregador – recomendamos o Google Reader, mas existe uma série de opções para escolher – informando das últimas atualizações do blog.

rss

[Edson Andrade de Alencar. Leonardo Foletto]