Roube este filme legendado
abril 18th, 2009 § 37 Comentários

"Eles parecem trabalhar como uma banda de rock"
O Leonardo anda fazendo uma sutil cobertura de uma questão judicial que vem atraindo muita atenção do mundo inteiro, como você pode ver aqui, aqui e aqui. O Pirate Bay canaliza em uma postura extremamente combativa as prerrogativas de inúmeros usuários de internet que compartilham conteúdo pelo mundo. Os caras têm sido acusados (e agora foram condenados) da maneira mais impiedosa e leviana possível de serem os responsáveis pelas infrações a copyright realizadas por todos que trocam arquivos por meio de seu tracker de bittorrent (o ótimo thepiratebay.org).
Meu objetivo neste post não é analisar se um tracker como o Pirate Bay se enquadra ou não em hipótese de armazenamento de obras não autorizadas ou qualquer coisa parecida. Estou aqui apenas para esclarecer a maneira como este exemplo de batalha judicial entre piratas e indústria cultural vem se desenrolando com o passar do tempo. E o que marca a peleja é uma previsível saraivada de golpes sujos, mas o interessante é que eles não têm sido aplicados pelos asquerosos e escrotos “piratas”. Os engravatados e poderosos dirigentes da indústria fonográfica, de Hollywood e suas organizações de lobby atacam sem piedade, e com ajuda de autoridades, um simples grupo de jovens nerds suecos, como se eles tivessem a ganância e o poder de um Bill Gates.
Mas não preciso ficar aqui discorrendo sobre isso quando temos um belo vídeo que trata dessa história. Steal This Film é um documentário lançado em 2006 por um grupo de produtores chamados The League of Noble Peers. Não me pergunte nada sobre eles, não sei muita coisa. Apenas que o endereço oficial da turma é esse aqui: www.stealthisfilm.com.
O documentário, de uns 32 minutinhos, traz ao público a forma como entidades de lobby, como a MPAA, trabalharam sua influência sobre as autoridades na Suécia para causar um ataque ao Pirate Bay, bem como entrevistas com os responsáveis pelo site, usuários de tecnologia de compartilhamento de arquivos, produtores e dirigentes da indústria cultural. Um dos pontos altos que considero neste filme é quando o conhecido ator americano Richard Dreyfuss, em um depoimento, solta a seguinte frase:
Então, todos os caras que começaram este negócio trapacearam alguém para chegar onde estão e agora estão sendo trapaceados, provavelmente.
Fica nítido o ressentimento do ator para com seus patrões em Hollywood. É mais um exemplo de artista que não se sente muito protegido com o modelo de lucros do copyright.
O grande empecilho para a popularização desse documentário aqui no Brasil sempre me pareceu ser a falta de legendas em português. Portanto, me pus a fazê-las (com base nas originais em inglês) e disponibilizá-las em uma versão editada do vídeo pelo BaixaCultura. Acredito ser um ótimo momento para desfrutar da primeira parte desta série (que vai para sua terceira parte atualmente), uma vez que o Pirate Bay tem sido foco de atenção como réu e militante em questões de copyright. Estas legendas são um gesto de apoio a esses caras, que têm administrado muito bem a pressão de um monte de gente grande, e também uma forma de expor o substrato ilegítimo onde se erguem decisões oficiais como a que foi proferida nestes últimos dias.
Enfim, assista logo a essa bagaça e entenda como a indústria de música e filmes americana chegou aos tribunais da Suécia. É só clicar na imagem abaixo para baixar o vídeo legendado completo pelo rapidshare (depois é só clicar em “Free user”, esperar a contagem e clicar no sugestivo botão “download”).
O vídeo disponível acima já possui as legendas embutidas. Se você já possui o vídeo original e quer apenas inserir um arquivo de legenda, pegue aqui o arquivo SRT da legenda. Ou então assista ao documentário em quatro partes em vídeos no Youtube, clicando aqui, ou vendo aí embaixo (sugiro maximizar o tamanho da tela e, àqueles com boa conexão, que liguem o botãozinho “HQ”).
Parte 1 de 4:
Parte 2 de 4
Parte 3 de 4
Parte 4 de 4
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[Edson Andrade de Alencar.]
Imagens:





