fotos, livros, quadros, música

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petropolis.

Vocês tem observado que nos últimos tempos cada vez mais se noticia revistas, institutos ou bibliotecas disponibilizando seus acervos/arquivos gratuitamente na web. Nós mesmos já falamos de algumas dessas iniciativas, e aqui voltamos a tratar do assunto porque o Instituto Moreira Salles é outra instituição que está disponibilizando um arquivo excelente para consulta via web, de grátis.

O acervo divide-se em quatro áreas: artes plásticas, biblioteca (literatura), fotografia e música. Nas artes plásticas, há uma coleção com mais de 1.700 obras. Entre os destaques, segundo a apresentação do acervo, estão o Highcliffe Album, importante conjunto de desenhos e aquarelas sobre o Brasil do século XIX, e a Coleção Unibanco, em sua maioria formada por pinturas modernas e contemporâneas.

Na fotografia estão 5 mil fotos das 450 mil que o instituto tem em seu arquivo, incluído algumas do século XIX e do início do século XX, – como  a que abre esse post, do Palácio Imperial, em Petrópolis, datada de 1860. Na biblioteca, outro acervo considerável, composto por livros, correspondências e outros objetos de personalidades da cultura brasileira. A biblioteca também guarda publicações do próprio IMS, como os Cadernos de Literatura Brasileira e os Cadernos de Fotografia Brasileira.

Mas é na música que a coisa fica melhor, com um  gigantesco acervo de música brasileira: mais de 100 mil gravações, incluindo perólas como “Pelo Telefone“, escrita por Donga e considerada o primeiro samba gravado, em 1917. Dá também para buscar as clássicas marchinhas que fizeram sucesso em carnavais passados e por canções de Noel Rosa, Lamartine Babo, Dorival Caymmi e Adoniran Barbosa, dentre inúmeros outros.

Todas as músicas estão catalogadas direitinho, com nome do autor, gênero musical, gravadora, data de lançamento, etc, e podem ser ouvidas em Windows Media Player e  QuickTime. Basta digitar o nome do autor ou da música, no mesmo esquema de funcionamento do  Google.

O acervo de música do IMS fazem parte de biblioteca de colecionadores  individuais, dos quais o mais conhecido é o  jornalista José Ramos Tinhorão.

Crédito foto: Klumb, Revert Henrique.