Futuro(s) apocalíptico(s): Prometeus e 2014

É exercício natural de toda e qualquer pessoa tentar prever o futuro. Uns acertam, outros erram, alguns juntam coincidências e conseguem “ver o futuro” com certa habilidade, se tornando inesquecíveis (Nostradamus, por exemplo) ou esquecíveis (lembra da Mãe Dinah?). Em geral, as pessoas se esquecem (ou nunca conseguem) prever aquilo que é mais importante – por que ninguém conseguiu prever lááá atrás algo sequer parecido com a internet?, disse Luis Fernando Veríssimo (ou algum dos tantos que se passam por ele na rede) certa vez.

O fato é que esse “nariz de cera” (termo jornalístico para definir uma introdução de matéria floreada e que nada de importante diz) todo do parágrafo acima é para dizer que a Baixa TV ganha dois vídeos “premonitórios”. A começar por “Prometeus -The Media Revolution“, curta produzido em 2007 pela “Casaleggio Associati“, empresa de consultoria e estratégia de rede com sede na Itália, que faz uma projeção de como seria a indústria da mídia e os seus efeitos sobre a sociedade em um futuro próximo.

A brincadeira premonitória do curta vai “construindo” um mundo ao longo dos próximos anos (2020, 2027, 2050…) onde:

_ Google adquiriu a Microsoft e o Amazon a Yahoo: ambos “controlam” o mundo;

_ O Flickr torna-se o maior repositório de fotos online da história e o Youtube, de vídeos;

_ Jornais e revistas são financiados pelo Estado e o mais importante torna-se o jornal “participativo” OhMyNews;

_ Download “ilegais” são punidos com prisão e o papel eletrônico (e-readers) substitui o papel normal como produto de massa;

_ Televisões e rádios desaparecem de onde estão hoje e migram para a internet;

_ Anúncios são escolhidos pelos autores e criadores de conteúdo;

_ Lawrence Lessig, o pai do Creative Commons, torna-se Secretário de Justiça dos EUA e declara ilegais os direitos autorais;

_ Dispositivos que copiam os cinco sentidos estão disponíveis nos mundos virtuais, e toda a realidade pode ser replicada no Second Life;

Dentre outras previsões, estapafúrdias ou não.

A produção tem bons insights: Lawrence Lessig acabar com os direitos autorais tem um pouco a ver com o texto do professor e ativista holandês Joost Smiers (em companhia de Marieke Van Schijndelpublicado no NY Times e traduzido pelo Cultura & Mercado, “Imagine um mundo sem Copyright“. E, claro, algumas falhas: OhMyNews, símbolo do chamado “jornalismo colaborativo”, está em franca decadência finaceira por culpa de um modelo de negócio sustentável, o “santo graal” do jornalismo na internet.

De resto, a brincadeira dá a sensação de que poderia render mais do que os 5min16s. Assim se diferenciaria mais do docficção “Epic 2014“, que veio antes (2004), também apocalíptico em suas previsões de fim da imprensa como conhecemos hoje (“As fortunas do Quarto Poder estão se acabando”, diz a voz suave em off, a trilha éterea dando um clima de futuro de filme asséptico de Hollywood).

“2014” tem a vantagem de fazer um balanço dos “inventos” da rede dos últimos anos (internet, Google, Amazon, blog, gmail, etc), o que dá um caráter mais educativo ao filmezinho – a produção é como se fosse uma “aula” passada um fictício Museu of Media History, em 2014.

Dirigida pelos jornalistas Robin Sloan e Matt Thompson, o curta traz, como Prometeus, bons insights em seus 8min55s. Mas dá a mesma impressão de um futuro imaginado por escritores de ficção científica das décadas de 1960 e 1970. Ou seja: de que o homem é muito mais criativo para criar o futuro do que para prevê-lo.

Por via das dúvidas, tirem suas próprias conclusões aqui abaixo e no BaixaTV:

Fotos: 1.

COPY! (ou como o Pirate Bay ajudou os Piratas de Tóquio)

“COPY” Official Videoclip from yasudatakahiro on Vimeo.

Fomos mais um dos que, no último 10 de março, entramos no Pirate Bay e nos deparamos com a beleza acima. Não entendemos nada (além do “Copy!) da letra, mas pela repercussão obtida na rede, estava aí mais uma bela jogadinha subversiva do Pirate Bay.

A banda que compôs a música, o Kaisoku Tokyo (“Piratas de Tóquio”, segundo o google tradutor) também gostou da jogada. Antes de aparecer no Pirate Bay, o vídeo – que havia sido postado a 3 meses no Vimeo pelo diretor, o VJ Takahiro Yasuda – tinha entre zero e 121 acessos por dia. Quando entrou na página inicial ganhou 1,5 milhão de acessos apenas no dia 10, o primeiro dia completo que passou no ar. Isso significa que pelo menos 1,5 milhão de pessoas entraram no The Pirate Bay em um dia, algo comparável ao lançamento de um clipe novo de Lady Gaga, segundo a Época.

Ficamos curiosos pra entender o funcionamento desse pequeno case de sucesso instantâneo da web. No dia seguinte, escrevemos para a banda, que não demorou a responder. O detalhe da data é importante: escrevemos no dia 11 de março, justamente o day after ao terremoto/tsunami no Japão. Uma incoveniência terrível, já que minutos após escrever o e-mail ficamos sabendo do caos no país. Menos mal que o Kaisoku Tokyo entendeu bem (a primeira coisa que eles responderam foram que estavam bem, em Tóquio).

A gurizada do Kaysoku Tokyo

A seguir, um pouco mais sobre a banda nas palavras de Tetsumaru Fukuda, o vocalista:

Our band, Kaisoku Tokyo was formed with my college friends. All of the members are students of my Art College.My friend, who made the COPY clip is Takahiro Yasuda and he is also my college friend. I, as a vocal, write all lyrics, and we, all players, make all melodies as playing. COPY was made by drumming phrase./

Ao que parece, o aparecimento do vídeo de “Copy” no Pirate Bay foi uma súbita e inusitada decisão da cúpula do site, já que a banda só ficou sabendo depois do vídeo estar lá. Se tu acompanha o Pirate Bay sabe que não é novidade essas “brincadeirinhas” com os doodles da primeira página; alguns posts atrás, Eliane Fronza destacou alguns deles em prints na sua monografia. Quem sabe os administradores do site também pudessem fazer uma competição  de desenhos para promover a página, como fez o espertalhão Google recentemente.

Como diz o vocalista Tetsumaru: “This is such a creative and ultramodern happening that unknown japanese band’s song is shown up on the website which is one of the biggest illegal download website, and I think this can be caused because of this time“.

Abaixo vai a letra completa, que Tetsumaru gentilmente enviou, atendendo ao nosso pedido de que nada além do copy tínhamos entendido dela (e precisa?).

【”COPY”official lyric in ENGLISH.】

COPY, COPY, COPY, COPY, COPY!

This one, that one,
Anything, Everything, is COPY!!

Anyone can do with ten cents.
You love fuckin’ COPY, COPY !!

COPYYYYYYYYYYYYYYYYYY!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

COPY!!!!COPY!!!!COPY!!!COPY!!!

COPY, COPY, COPY, COPY, COPY!

This one, that one
Anything, Everything, is COPY!!

Anyone can do with ten cents.
You love fuckin’ COPY, COPY !!

COPYYYYYYYYYYYYYYYYYY!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

COPY!!!!COPY!!!!
You love fuckin’ COPY, COPY!!!
You are fuckin’ COPY, COPY!!!

Créditos: Site oficial.

A pintura nos pixels

O experimentalista David Hockney, esse velhinho aí de 73 anos, voltou a receber os holofotes midiáticos recentemente. A revista Época de 24 de janeiro trouxe uma matéria sobre a nova exposição do artista plástico britânico realizada em Paris: “David Hockney, Fleurs Fraîches” (David Hockney, Flores Frescas). 200 pinturas compõem a mostra com o pequeno grande detalhe de não serem pintadas com uma tinta comum, mas sim de “tinta” virtual/eletrônica. Os “quadros”, com estilo de aquarelas,  foram produzidos diretamente no iPhone ou no iPad, e são exibidos nesses aparelhos. A exposição também é atualizada constantemente, a partir do envio de novas produções do artista.

Até aqui nada demais. Hockney é conhecido por fazer experimentos com pinturas e/ou fotografias utilizando-se de novas tecnologias. Nos anos 80 fazia mosaicos com polaroids e já na mesma década usava programas de computador para pintar – tu pode ver ele em ação na série de vídeos Painting With Light. Além disso, deve haver outros milhares de artistas que desenham apenas no meio digital. O problema é que por ter essa notoriedade apareceram pessoas querendo comprar as obras originais expostas. Só que nesse caso, não havia uma pintura original. Qual original, se as produções podem ser reproduzidas e compartilhadas ad infinitum?

Como dá pra ver, há uma modificação no suporte da pintura, algo bastante semelhante ao que ocorreu com a música digital. O artigo “A música na época de sua reprodutibilidade digital” de Sérgio Amadeu – disponível no livro O Futuro da música depois da morte do cd – contém boas ideias para se pensar a pintura feita em tela de cristal. Citando Walter Benjamin (já citado por aqui), Silveira diz que o hic et nunc (“aqui e agora”), a autenticidade, a AURA,  da obra de arte no digital não podem ser encontrados numa única obra física, mas sim no processo, na produção.

Seria como naquelas situações dos grafiteiros de paisagens no calçadão ou daqueles ilustradores que fazem caricaturas por um precinho camarada. Sem a escassez e o desgaste da “obra-prima”, o encanto maior poderia estar no início e no durante da pintura – e não no fim. Prova disso é que na exposição de Hockney alguns aparelhos mostravam, em velocidade alta, todas as etapas da elaboração da pintura. Que tal marcar para uma “pintura ao vivo” com o artista, transmitida simultaneamente para usuários conectados?

Capa desenhada no iPhone pelo artista português Jorge Colombo.

A propriedade de uma obra, e seu possível lucro, se dá por meio da negação do acesso, como diz Sérgio Amadeu: “Tratar um conjunto de idéias, um conto, alguma imagem desenhada ou uma música como um terreno ou como um pedaço valioso de metal é o necessário para exigir os mesmos direitos de propriedade.” Na matéria de Época, há alguns artistas que pensam em conferir uma propriedade física à pintura digital, como o argumento patético de “imprimir a imagem uma única vez e assiná-la”. Outros ainda afirmam que tem medo e que não vão aderir a nova forma de pintar: “O uso das novas tecnologias por si só não significa qualidade. Não dá para ficar se submetendo às novidades”. Preferências a parte, a pintura pixelada pode ter um outro efeito: valorizar ainda mais a pintura pictórica. Um quadro único, físico, provavelmente vale mais do que “n” quadros, não acha?

Por outro lado, devido a praticidade e portabilidade dos aparelhos tablets, poderá tornar a prática da pintura acessível (quando os aparelhos realmente baratearem, claro, tanto quanto um mp3 player de hoje) a quem não tinha condições, ou aptidões, de pintar em tela de pano. O que poderá aumentar a visibilidade de novos pintores, e consequentemente aumento de qualidade de boas produções, necessária para se destacar entre a variedade, como assinala Sérgio Amadeu no fim do artigo. Não dá pra negar que a facilidade  de um tablet pode aproximar as artes plásticas das pessoas e que poderá se popularizar no futuro – que aponta para variedade de marcas.

Para finalizar, é algo que também está sendo feito pelo Art Project, lançado dia 1 de fevereiro. O serviço da Google possibilita uma visita virtual a, por enquanto, 17 museus do mundo todo – menos do Brasil, que ainda não possui nenhum representante. Pode se navegar não apenas pela estrutura dos museus, como no Google Street View, mas também dar zoom nas imagens, e conferir os detalhes e as pinceladas de cada obra presente.  Dá uma olhada nesse, além de muitos outros recursos, no vídeo abaixo:

Créditos fotos: 1, 2.

[Marcelo De Franceschi]

Notícias do Front Baixacultural (20)

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(Duas notas grandes sobre o mais onipresente tema baixacultural dos últimos tempos e uma nota curta que tende a se tornar cada vez mais frequente por aqui)

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Internautas criam “Google Pirata” para compartilhar arquivos na rede (Folha Online, 24/04)

Uma das estratégias utilizadas pela defesa do caso Pirate Bay foi a de que ele não passava de um motor de pesquisa de torrents que encaminhava os usuários para os materiais protegidos por copyright. Funcionava basicamente como o Google, é o que defendiam. Pois bem: como forma de protestar contra a decisão da Justiça sueca, um grupo de apoiadores do Pirate Bay resolveu criar o The Pirate Google.  Basicamente, ele permite encontrar ficheiros torrent a partir do motor de pesquisa do Google, utilizando o Google Custom Search Engine, de pesquisas personalizadas, para filtrar os resultados, dando destaque aos torrents. Funciona da mesma forma que qualquer um pode fazer colocando um nome qualquer de arquivo e ao lado incluísse a palavrinha mágica “torrent”.

“O site foi criado em apoio a uma internet aberta, neutra e justa para todos, sem levar em conta a posição política e financeira”, afirma o texto de apresentação do site, que não identifica seus criadores. Obviamente que o site nada tem a ver com o Google, mas ainda assim a empresa resolveu se manifestar sobre o assunto. E assim o fez de uma forma um tanto estranha: através de um post no blog do Google Itália (!), como nos informa o Remixtures, onde comentam as diferenças do Google para o Pirate Bay e explicitam os ditos “pecados” dos suecos. Dois dos pontos abordados:

  1. O Google indexa todos os dados online e todo o tipo de ficheiros ao passo que o Pirate Bay se limita a indexar ficheiros torrent.
  2. O Google disponibiliza ferramentas que permitem assinalar e remover os conteúdos em violação dos direitos de autor enquanto que os “piratas” suecos sempre se vangloriaram em ridicularizar as ameaças legais enviadas pelos advogados das grandes editoras e estúdios de cinema de Hollywood ao abrigo da lei norte-americana DMCA.

O Remixtures, no post linkado acima, traz mais detalhes dos argumentos do Google explicitados no post.

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Pirate Google  e o “Ibope” do Pirate Bay (Trezentos, 28/04)

O ótimo blog coletivo Trezentos, um dos que está ali abaixo na sessão Parcerias, publicou uma interessante análise da veiculação na mídia dos resultados do caso Pirate Bay. Maíra, a autora do post, fez uma pesquisa informal em sites de jornais importantes de países – como Brasil, EUA, França e Inglaterra – sobre como andavam as notícias sobre o caso. Para isso, procurou pelas palavras “Pirate Bay” no espaço de busca interna de cada site.

Aos resultados: no Brasil, o site pesquisado foi a Folha de São Paulo, que apresentou 20 resultados para a pesquisa só no último mês. Mesmo falando de ambos pontos de vista (contrário e favorável à decisao do julgamento), Maíra concluiu que a maioria delas tende para a defesa ou o bom lado do compartilhamento. No francês Le Monde, “poucos artigos (6), falam de ambos lados mas os contrários ao compartilhamento tendem a ser um pouco mais rebuscados. Os a favor, um tanto sumários“, nas palavras da blogueira.

No Clarín, da Argentina, “só o básico do básico. A título de informação mesmo” – 4 artigos. Na BBC News, da Inglaterra,tem bastante informação com ênfase na condenação “justa” do Pirate Bay e repúdio ao livre compartilhamento. Entevistam artistas que culpam o P2P e desconhecem notícias de juízes amigos de indústrias, entre outras” – 13 resultados. No NY Times, 7 resultados condenando o pessoal do Pirate Bay veementemente.

No El País, da Espanha,Muitas matérias (13) , muito a favor. Muito próximo da opinião brasileira, talvez até mais a favor”. No belga Le Soir, 9 resultados, “uma tendência ao apenas informativo com uma maioria de matérias contra o compartilhamento de arquivos”.

A pesquisa se restringe à estes 7 países, mas já dá uma boa amostra de a quantas andam a repercurssão do caso. Para nós brasileiros, não deixa de ser surpreendente saber que o principal jornal do país noticia com bastante frequência o caso Pirate Bay,  dando um enquadramento até mesmo favorável aos suecos.

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Coldplay vai permitir download gratuito de seu novo cd (Blog do Gjol, 1/05)

Mais um que entra na (inevitável) onda: o Coldplay lançará seu próximo disco, sugestivamente chamado ‘LeftRightLeftRightLeft‘, para download gratuito no próximo dia 15 de maio. Diz a banda que o disco é um ‘presente de gratidão’ para todos que compraram os discos do Coldplay mesmo em tempos de crise. Em tempo: o disco é ao vivo.

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[Leonardo Foletto.]

Crédito fotos: World War II Photos

Notícias do Front Baixacultural (9)

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Pensando música (Pop Up!, 11/12)

O jornalista Ronaldo Evangelista, do blog Vitrola, convidou uma galera para um bate-papo  sobre música, internet, gravadoras, distribuidoras, dentre outras coisas: Maurício Tagliari, dono da gravadora YB; André Bourgeois, produtor do músico Curumim; Juliano Polimeno, do Phonobase; e Pena Schmidt, que já foi dono tanto de gravadoras grandes como de pequenas. O resultado, em vídeo, tá nesse post do blog de Bruno Nogueira, divido em 3 partes. É para ser um piloto de um programa  – Think Thank – que vai continuar. Esperemos.

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Estamos sendo observados (Veja, 17/12)

A matéria é de uma edição já antiga, mas como li nesse final de semana, linko-a aqui: trata-se de um bom relato sobre a quantas andam as intenções megalomaníacas do Google. Quer um exemplo: o projeto O3b (sigla em inglês de “os outros 3 bilhões”), que, através da instalação de um cinturão de dezesseis satélites que ficarão fixados na órbita geoestacionária sobre a linha do Equador, vai oferecer internet de alta velocidade sem fio a 3 bilhões de pessoas que moram em países pobres ou em desenvolvimento, principalmente na África, e que não têm acesso à internet por completa ausência de infra-estrutura.

(Jogada de mestre, convenhamos: além de passar adiante a fama de “empresa generosa”, sabemos todos que mais gente com acesso à internet é incremento de acessos ao Google e suas empresas, o que, por sua vez, se traduz em mais cliques nos Ad Sense e, por fim, em dinheiro de publicidade. Legal né?)

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Song From the Heart of Marketing Plan (NY Times, 24/12)

Em artigo para o principal jornal americano, o jornalista Jon Pareles levanta uma interessante questão sobre o inóspito futuro da música: “What happens to the music itself when the way to build a career shifts from recording songs that ordinary listeners want to buy to making music that marketers can use?”. O artigo não é muito longo – duas páginas, em inglês –  e vale pela abordagem algo inédita sobre um tema que todos se atiram a traçar comentários.

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Editora indepedente estabelece parceria com tracker de Bit Torrent What.cd (Remixtures, 2/01)

Miguel Caetano fez um post sobre uma atitude provavelmente inédita até aqui: uma gravadora (pequeníssima, mas enfim uma gravadora) irá permitir que os membros do What.cd, um site privado de torrent, tenham em primeira mão acesso aos novos discos produzidos sob a sua chancela. A gravadora – ou editora, no português sempre mais correto de Portugal – é a Open Eye Records, sediada em Rochester, no estado de Nova Iorque, Estados Unidos, que é especializada em promover sonoridades próximas do Hardcore e do Punk.

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Vamos trazer o criador da web para polemizar” (Link, 5/01)

O Caderno Link desta semana traz uma entrevista com Marcelo Branco, responsável pela edição brasileira do Campus Party – se você não sabe o que vai ser o Campus Party, entre aqui e descubra. O cara fala da “politização” desta próxima edição, e da presença ilustre de Tim Berners-Lee, um dos criadores da web, que estará na abertura do evento e em uma palestra sobre web 3.0 (sim, mal sabemos do que se trata a 2.0 e já se fala em 3.0).

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[Leonardo Foletto]

Crédito foto: World War II Photos