Notícias do Front Baixacultural (9)

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Pensando música (Pop Up!, 11/12)

O jornalista Ronaldo Evangelista, do blog Vitrola, convidou uma galera para um bate-papo  sobre música, internet, gravadoras, distribuidoras, dentre outras coisas: Maurício Tagliari, dono da gravadora YB; André Bourgeois, produtor do músico Curumim; Juliano Polimeno, do Phonobase; e Pena Schmidt, que já foi dono tanto de gravadoras grandes como de pequenas. O resultado, em vídeo, tá nesse post do blog de Bruno Nogueira, divido em 3 partes. É para ser um piloto de um programa  – Think Thank – que vai continuar. Esperemos.

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Estamos sendo observados (Veja, 17/12)

A matéria é de uma edição já antiga, mas como li nesse final de semana, linko-a aqui: trata-se de um bom relato sobre a quantas andam as intenções megalomaníacas do Google. Quer um exemplo: o projeto O3b (sigla em inglês de “os outros 3 bilhões”), que, através da instalação de um cinturão de dezesseis satélites que ficarão fixados na órbita geoestacionária sobre a linha do Equador, vai oferecer internet de alta velocidade sem fio a 3 bilhões de pessoas que moram em países pobres ou em desenvolvimento, principalmente na África, e que não têm acesso à internet por completa ausência de infra-estrutura.

(Jogada de mestre, convenhamos: além de passar adiante a fama de “empresa generosa”, sabemos todos que mais gente com acesso à internet é incremento de acessos ao Google e suas empresas, o que, por sua vez, se traduz em mais cliques nos Ad Sense e, por fim, em dinheiro de publicidade. Legal né?)

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Song From the Heart of Marketing Plan (NY Times, 24/12)

Em artigo para o principal jornal americano, o jornalista Jon Pareles levanta uma interessante questão sobre o inóspito futuro da música: “What happens to the music itself when the way to build a career shifts from recording songs that ordinary listeners want to buy to making music that marketers can use?”. O artigo não é muito longo – duas páginas, em inglês –  e vale pela abordagem algo inédita sobre um tema que todos se atiram a traçar comentários.

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Editora indepedente estabelece parceria com tracker de Bit Torrent What.cd (Remixtures, 2/01)

Miguel Caetano fez um post sobre uma atitude provavelmente inédita até aqui: uma gravadora (pequeníssima, mas enfim uma gravadora) irá permitir que os membros do What.cd, um site privado de torrent, tenham em primeira mão acesso aos novos discos produzidos sob a sua chancela. A gravadora – ou editora, no português sempre mais correto de Portugal – é a Open Eye Records, sediada em Rochester, no estado de Nova Iorque, Estados Unidos, que é especializada em promover sonoridades próximas do Hardcore e do Punk.

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Vamos trazer o criador da web para polemizar” (Link, 5/01)

O Caderno Link desta semana traz uma entrevista com Marcelo Branco, responsável pela edição brasileira do Campus Party – se você não sabe o que vai ser o Campus Party, entre aqui e descubra. O cara fala da “politização” desta próxima edição, e da presença ilustre de Tim Berners-Lee, um dos criadores da web, que estará na abertura do evento e em uma palestra sobre web 3.0 (sim, mal sabemos do que se trata a 2.0 e já se fala em 3.0).

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[Leonardo Foletto]

Crédito foto: World War II Photos