Festival CulturaDigital.br

O Festival Cultura Digital.br começa hoje amanhã, no MAM (Museu de Arte Moderna) e no Cine Odeon, no Rio de Janeiro, e vai até domingo, 4 de dezembro – e isso tu já deve saber, claro.

Também tu deve estar sabendo que o Festival é a 3º edição do que era o Fórum da Cultura Digital, e que ele migrou de São Paulo para o Rio – as duas primeiras edições foram realizadas na Cinemateca de SP, como você vê aqui.

O evento mudou de tamanho também: neste ano, teve 358 inscrições na chamada pública para participação nos quatro diferentes espaços (Mostra de experiências de cultura digital, Mão na Massa, Visualidades e Encontros de Redes). Foi feito uma triagem e os selecionados compuserem o grosso da programação, que está dividida em cinco grandes espaços: Arena, Encontro de Rede, Palestras, Laboratório Experimental e Visualidades.

As Palestras são as conferências com grandes nomes da cultura digital – Yochai Benkler, Kenneth Goldsmith, Michael Bauwens, dentre outros – que serão realizadas no Cine Odeon, em plena Cinelândia, centrão do Rio. O restante da programação será nos amplos jardins do MAM-RJ, às margens da Baía de Guanabara. O Caderno TEC, da Folha de S. Paulo, fez uma matéria e um infográfico sobre a extensa e complexa programação do evento, que gentilmente copiamos abaixo:

Se tu quiser escolher o que assistir na programação, a melhor forma é estudar o Guia (baixe aqui) e ver o que lhe agrada. Num evento complexo e onde tudo acontece (quase) ao mesmo tempo como esse, uma planilha do Google Calendar também pode ajudar na escolha do que assistir.

Pra quem não estiver no Rio, as programações das Palestras e da Mostra de Experiências serão transmitidas por streaming, direto no site (culturadigital.org.br/aovivo).

Nós estaremos circulando pelo evento, à deriva, atrás de coisas interessantes para trazer para o BaixaCultura (o que for de imediato publicaremos em nosso Twitter ou Facebook; o que não, nas próximas semanas).

De início, apostamos fortemente na programação da Mostra de Experiência, em coisas do tipo:

 _ ‘Cultural Workers Exchange’, rede de centros culturais independentes que procura abrir canais de troca entre artistas e curadores que trabalhem com mídias digitais na Europa, às 12h25 de sábado

_ “The Deleted City“, instalação de “arqueologia digital” que é um mapa de visualização dos arquivos do extinto Geocities. “A navegação pelo mapa permite a visualização de páginas html e imagens do passado recente da web”, diz a apresentação do projeto que será apresentado às 14h15, também do sábado;

_  “Amigos de Januária“, projeto de jornalismo participativo que está ensinando jovens a usarem ferramentas digitais para o monitoramento da administração municipal na cidade de Januária (MG). Além de técnicas de jornalismo, os participantes do projeto “estão aprendendo como acessar informações sobre o município que já estão disponíveis na internet em bases de dados públicas como Portal da Transparência e DataSUS, por exemplo”, diz a apresentação. Na sexta, às 17h15.

_ AMCV (Alerta Móvil de Contra Vigilância), projeto de um grupo de mexicanos que desenvolveu um aplicativo com mapas e avisos para celulares e uma página web que permite que qualquer pessoa saiba a localização das câmeras de segurança de sua cidade. Na sexta, às 19h15;

_ Hackerspaces: Uma oportunidade para o conhecimento livre em Software e Hardware Livre, em que membros do Garoa Hacker Clube, localizado na Casa da Cultura Digital, apresentam um “passo a passo” para fazer um hackerspace, no domingo às 13h40.

_ E, para encerrar a mostra de experiências, no domingo às 16h50, vale conferir “Bitcoin: A construção da nova economia sem bancos e intermediários”;

Dá pra apostar também que as discussões da Arena vão ser interessantes. Em especial, destacamos “Biohacking: vida e propriedade“, sobre os limites para o avanço das novas tecnologias e os avanços da mobilização social e tecnológica para uma ciência tecnológica e cidadã, um tema tão instigante quanto desconhecido por nós, na manhã de domingo (10h30 às 12h).

Tecnofagia: Cultura Digital e Estéticas Contemporâneas“, que vai debater o eterno mantra “Nada se cria, tudo se copia” e as possibilidades da antropofagia como recriação, diversificação e distribuição da arte e da estética, às 16h30 do domingo.

E o inevitável painel “Ocupações, Revoluções, Redes: Articulação do Movimento Global“, sobre os recentes movimentos da Primavera Árabe, o Ocupe Wall Street e os outros “Ocupe” que estão se espalhando nesse já histórico ano de 2011, às 14 do sábado, 3.

Por fim, não poderíamos de fazer o nosso jabá. “Efêmero Revisitado”, o primeiro produto de nosso selo editorial, será lançado “oficialmente” neste próximo sábado, 3 de dezembro, às 18h30, no espaço Visualidades, logo após a apresentação de Lucas Pretti, do Teatro para Alguém.

Neste mesmo espaço há outras coisas deveras interessantes, tais como:

_ Integrarte/Entregarte, projeto que cria visualizações e sonorizações de movimentos corporais para a criação de uma instalação que explora o corpo no espaço com Kinect e Processing, das 14h às 19h30 da sexta,2 dez.

_ Céu de Palavra – Pipas brancas empinadas no céu durante as três  noites do festival, das 20h às 22h,  enquanto um projetor lança imagens de trechos de poema ao céu. Para lê-los, é preciso controlar as pipas.

_ SufferRosa, aclamado projeto de Dawid Marcinkowski, um produtor audiovisual independente da Polônia. Sufferrosa (2010) é considerado um dos maiores projetos de histórias narrativas online já produzidos – seja lá o que queira significar isso (veja o trailer). Será exibido às 20h de sábado, logo depois da apresentação do “Efêmero”.

_ “Inventário de Sombras“, curiosa perfomance em que um grupo de artistas negocia com os participantes a doação de sua sombra (?), às 11h30 do domingo.

P.s: Os cartazes no corpo do post fazem parte dos “Cartazes Colaborativos“, projeto do Festival que convidou a todos que quisessem fazer  seu cartaz e apresentar para a produção.

Créditos: 123, 45, 6.

Propagandas Antipirataria [4]

Nobre usuário de um computador conectado à internet:

Se tu é daqueles que, como nós, se incomoda com a hipocrisia e o desgaste de criatividade maléfica em campanhas contra a pirataria de tudo, junte-se a nós na caça de imagens e vídeos dessas famigeradas estratetegemas endinheiradas. Quem sabe organizando-as e compilando-as em um alguns posts a hipocrisia da coisa toda se faça mais visível.

Nesse quarto episódio (aqui o primeiro, segundo e terceiro) dessa busca implacável por mais exemplos de engenhosidade a serviço dos grande$ arti$ta$, encontramos mais duas campanhas trazendo músicos de fantoches. Uma agência indiana bolou uma ação em que pessoas mendigam na rua e nos semáforos usando máscaras de gente ryca como Bono Vox, Rihana e Sting. Não seria uma ofensa aos mendigos?

Uma campanha com peças mais trabalhadas foi a “Piracy”, divulgada em março. A criação era da agência italiana TBWA e de sua revista digital  First Floor Under para promover a festa de inauguração de seu novo estúdio de criação em Milão. As sete imagens são montagens de astros  da música, já mortos, feitas a partir de 6500 CDs originais atacados por CDs piratas. Junto a um stop-motion (no fim do post), o  senso comum do trabalho foi muito reproduzido (ou pirateado?) na web, indo parar até em jornais impressos.

 

[vimeo=http://vimeo.com/20884785]

Créditos das Imagens: 1, 2 a 7.

[Marcelo De Franceschi]

Propagandas antipirataria [3]

Ah, as megacorporações, os blockbusters e os superstars… essas vítimas.  Mais casos de anúncios contra os perigosos piratas.

O primeiro deles vem da Indonésia, da Microsoft de lá. Vi num fórum um pessoal rindo do que está escrito na propaganda, que graças ao Google Tradutor deu pra entender mais ou menos o seguinte: “Não deixe que o software pirata matá-lo lentamente. Software pirata pode danificar seu disco rígido. E pior ainda, eliminar os dados existentes nele. Use o software original para garantir a segurança e confiabilidade”. Então, se a cópia fiel do programa pode acabar com o computador, o programa é ruim.

Depois, de não muito longe da Indonésia, vem a Big Flix, a maior videolocadora da Índia. Com a desculpa de “Não mate os arrasa-quarteirões”, ela nos mostra o Homem-Aranha, o Shrek, e o Wall-E soterrados por DVDs piratas. Até parece que é a Pixar e a Columbia Pictures que estão em declínio. As grandes locadoras não, nem se fala nisso.

E por fim, a melhor. Também da Índia, mas de uma loja de discos, uma campanha que transforma artistas multimilionários em vulneráveis bonecos de Vudú atacados por cursores de mouse. Vai que os mestres do marketing do Kiss tenham um déficit ou que a Lady Gaga deixe de ganhar algum dos seus 62 milhões de dólares por causa do compartilhamento das músicas. E imagina se o 50 cent tiver que cobrar menos por seus shows do que os míseros 200 paus que ele cobrou em São Paulo, ou perder um pouco dos seus 500 milhões de dólares. Pobrezinhos.

Créditos das imagens:
[1]
[2, 3, 4]
[5, 6, 7, 8]
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[Marcelo De Franceschi]

Propagandas antipirataria [2]

Seguimos aumentando nosso albúm de figurinhas, como anunciado aqui. Dessa vez, além de anúncios da coitada indústria cinematográfica, temos alguns da crescente indústria dos games. Ainda há uma propaganda bem chinela do governo da Maurícia [!] e por fim uma campanha para uma revista de música da Índia. Caso alguém tiver outras imagens pra trocar é só dar um toque que colocamos aqui.

Fontes:

[1, 2, 3]

[4, 5, 6,]

[7]

[8]

[Marcelo De Franceschi.]

Propagandas antipirataria: o retorno [1]

Há muito tempo figuraram aqui algumas imagens antipirataria (neste e neste post), a maioria delas antigas ou muito amadoras. Pois decidimos procurar outras do tema, mas mais atuais e com um acabamento mais profissional, mesmo que ainda todas com conceitos forçados e baseadas em falácias. Encontramos várias campanhas então faremos uma série desse tipo para intercalar com a série de posts ensaísticos. Saca só a genialidade do pessoal.

Fontes:

[1]

[2]

[3]

[4]

[5]

[6 e 7]

[8]

[Marcelo De Franceschi]

Pirateando imagens

O terrorismo de certas pessoas e entidades com a pirataria rende boas imagens. Quando uma das empresas que mais investem no “combate à pirataria”, a Recording Industry Association of America, a famosa RIAA, não bola seus próprios cartazes anti-pirataria (como o que abre o post anterior), alguém faz o serviço por ela.













Tiradas daqui.

Se alguém souber de mais imagens do tipo, só avisar.

[Leonardo Foletto.]