{"id":15683,"date":"2024-07-26T15:45:45","date_gmt":"2024-07-26T18:45:45","guid":{"rendered":"https:\/\/baixacultura.org\/?p=15683"},"modified":"2024-07-26T17:39:02","modified_gmt":"2024-07-26T20:39:02","slug":"reflorestar-a-internet","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/baixacultura.org\/2024\/07\/26\/reflorestar-a-internet\/","title":{"rendered":"Reflorestar a internet"},"content":{"rendered":"

Li nas \u00faltimas semanas um artigo instigante, chamado \u201c<\/span>We Need to Rewild the Internet<\/span><\/a>\u201d, publicado pela tamb\u00e9m interessante Revista Noemag, feita pelo Instituto Berggruen, sediado nos Estados Unidos – o artigo tamb\u00e9m saiu em ptbr pelo <\/span>Outras Palavras<\/span><\/a>. As autoras s\u00e3o <\/span>Maria Farrel<\/span><\/a> e <\/span>Robin Berjon<\/span><\/a>; a primeira \u00e9 escritora que trabalhou com pol\u00edticas de tecnologia em espa\u00e7os como a C\u00e2mara Internacional de Com\u00e9rcio e o Banco Mundial; o segundo, especialista em governan\u00e7a digital que trabalhou em diversos lugares, inclusive no <\/span>board<\/span><\/i> de diretores do World Wide Web Consortium. Estamos falando ent\u00e3o de duas pessoas da \u00e1rea de governan\u00e7a e <\/span>policy <\/span><\/i>digital, n\u00e3o cientistas, ativistas nem fil\u00f3sofos ou antrop\u00f3logos da tecnologia.\u00a0<\/span><\/p>\n

A \u201calternativa refloresta\u201d, como fala a vers\u00e3o publicada no Brasil, traz a inspira\u00e7\u00e3o da agroecologia para repovoar a internet de forma mais saud\u00e1vel, de modo a afastar os oligop\u00f3lios, refazer as estruturas e esperar, assim, que a diversidade da internet, tal como uma floresta, renas\u00e7a. O artigo come\u00e7a pela hist\u00f3ria da silvicultura cient\u00edfica alem\u00e3 para apresentar\u00a0 \u201cuma verdade atemporal: quando simplificamos sistemas complexos, os destru\u00edmos e as consequ\u00eancias devastadoras por vezes s\u00f3 s\u00e3o \u00f3bvias quando \u00e9 tarde demais\u201d. A \u201cpatologia do comando e controle\u201d realizada nas florestas alem\u00e3s est\u00e1 ocorrendo com a Internet, levando ambas ao mesmo destino: devasta\u00e7\u00e3o.\u00a0<\/span><\/p>\n

Maria Farrell e Robin Berjon trazem tamb\u00e9m exemplos do urbanismo para defender a diversidade como resili\u00eancia. \u201cOs bairros de uso misto eram os mais seguros, mais felizes, mais pr\u00f3speros do que os bairros planejados e controlados\u201d, citando o cl\u00e1ssico publicado em 1961 \u201c<\/span>The Death and Life of Great American Cities<\/span><\/a>\u201d, de Jane Jacobs, para defender a diversidade como resili\u00eancia. \u201cQuanto mais solu\u00e7\u00f5es propriet\u00e1rias s\u00e3o constru\u00eddas e implantadas em vez de solu\u00e7\u00f5es colaborativas baseadas em padr\u00f5es abertos, menos a Internet sobrevive como plataforma para inova\u00e7\u00e3o futura\u201d.<\/span><\/p>\n

Da\u00ed vem o <\/span>rewilding<\/span><\/i>, um termo que, na biologia, visa restaurar ecossistemas saud\u00e1veis criando espa\u00e7os selvagens e biodiversos, o que pode abrir espa\u00e7o a redes alimentares complexas para o surgimento de rela\u00e7\u00f5es inesperadas entre esp\u00e9cies. Fazer um <\/span>rewilding<\/span><\/i> com a Internet, argumenta o texto, \u00e9 mais do que uma met\u00e1fora, mas uma estrutura e um plano, que busca respostas para diversas quest\u00f5es, entre elas: como continuamos a trabalhar quando os monop\u00f3lios t\u00eam mais dinheiro e poder? Como agimos coletivamente quando eles subornam nossos espa\u00e7os comunit\u00e1rios, financiamentos e redes? E como comunicamos aos nossos aliados a sensa\u00e7\u00e3o (e a necessidade) de consertar tudo isso?<\/span><\/p>\n

P\u00f4r em pr\u00e1tica este plano passa por muitos fatores, entre eles dois principais: <\/span>descentralizar o acesso<\/b> e <\/span>dar mais autonomia aos usu\u00e1rios<\/b>. Algo como o que j\u00e1 fazem sistemas como o conhecido Fediverse, um conjunto de servidores federados usados para publica\u00e7\u00e3o na web e hospedagem de arquivos, base por tr\u00e1s de Mastodon e GnuSocial – uma proposta, ali\u00e1s, que j\u00e1 est\u00e1 em nosso \u201c<\/span>Pequeno Comp\u00eandio da Independ\u00eancia Independ\u00eancia Digital<\/span><\/a>\u201d, criado 2021 em parceria com o Goethe Institut de Porto Alegre.<\/span><\/p>\n

O texto fala que devemos garantir incentivos, tanto regulat\u00f3rios e financeiros, para apoiar alternativas que incluam o gerenciamento de recursos comuns, redes comunit\u00e1rias e \u201cuma infinidade de outros mecanismos de colabora\u00e7\u00e3o que as pessoas t\u00eam usado para fornecer bens p\u00fablicos essenciais, como estradas, defesa e \u00e1gua pot\u00e1vel\u201d. A constru\u00e7\u00e3o de novos imagin\u00e1rios tecnopol\u00edticos – algo que falamos com alguma frequ\u00eancia aqui e <\/span>balizador do projeto de Experimenta\u00e7\u00f5es Tecnopol\u00edticas dentro da Coaliz\u00e3o Direitos na Rede<\/span><\/a> – aqui \u00e9 incentivada por autores que n\u00e3o est\u00e3o trabalhando diretamente no campo ativista ou pol\u00edtico, mas no de <\/span>policy makers<\/span><\/i>. Embora em \u00e1reas te\u00f3ricas distintas, o trecho a seguir dialoga com Geert Lovink em seu \u201cExtin\u00e7\u00e3o da Internet<\/a>\u201d que publicamos ano passado: \u201cAcomodados em planta\u00e7\u00f5es tecnol\u00f3gicas r\u00edgidas em vez de ecossistemas funcionais e diversificados, \u00e9 dif\u00edcil imaginar alternativas. Mesmo aqueles que conseguem enxergar com clareza podem se sentir desamparados e sozinhos. <\/span>Rewilding<\/span><\/i> une tudo o que sabemos que precisamos fazer e traz consigo uma caixa de ferramentas e uma vis\u00e3o totalmente novas\u201d.<\/span><\/p>\n

Nessa linha, a ideia de \u201c<\/span>escolha algor\u00edtmica<\/span><\/a>\u201d, citada no texto a partir da rede Bluesky, lembra o ecossistema de produ\u00e7\u00e3o de software de c\u00f3digo aberto: \u00e9 uma proposta que permite que a comunidade traga novos algoritmos aos usu\u00e1rios, com o objetivo de substituir o \u201calgoritmo mestre\u201d convencional, controlado por uma \u00fanica empresa, por um \u201cmercado de algoritmos\u201d aberto e diversificado, dando mais transpar\u00eancia para o processo de escolha das informa\u00e7\u00f5es a serem mostradas em feeds diversos. Tal qual na ecologia, o papel do Estado aqui \u00e9 pensado para potencializar as alternativas de substitui\u00e7\u00e3o aos monop\u00f3lios\/monoculturas, sejam elas de produ\u00e7\u00e3o de alimentos ou de algor\u00edtmicos. A posi\u00e7\u00e3o da alternativa <\/span>rewilding <\/span><\/i>\u00e9 a de usar agressivamente o Estado de Direito para primeiro nivelar o capital e o poder desiguais e, em seguida, correr para preencher as lacunas com melhores maneiras de fazer as coisas.<\/span><\/p>\n

Outra ideia importante da proposta \u00e9 a de descentraliza\u00e7\u00e3o da infraestrutura. N\u00e3o \u00e9 novidade que Google, Amazon, Microsoft e Meta est\u00e3o consolidando profundamente seu controle na infraestrutura da internet a partir de aquisi\u00e7\u00f5es, integra\u00e7\u00e3o de cima pra baixo, constru\u00e7\u00e3o de redes propriet\u00e1rias, cria\u00e7\u00e3o de pontos de estrangulamento e concentra\u00e7\u00e3o de fun\u00e7\u00f5es de diferentes camadas t\u00e9cnicas em um \u00fanico \u201csilo\u201d de controle. Voc\u00ea tamb\u00e9m deve saber que quem controla a infraestrutura determina o futuro – inclusive o energ\u00e9tico, tema cada vez mais comentado hoje devido \u00e0s gigantescas necessidades de \u00e1gua e energia que os data centers necessitam para fazer tantas IAs generativas funcionarem.<\/span><\/p>\n

Contra isso, a proposta do texto \u00e9 n\u00e3o consertar, mas refazer a infraestrutura. Proposta ousada: regenerar uma infraestrutura aberta e competitiva para as gera\u00e7\u00f5es \u201cque foram criadas para assumir que duas ou tr\u00eas plataformas, duas lojas de aplicativos, dois sistemas operacionais, dois navegadores, uma nuvem\/megaloja e um \u00fanico mecanismo de busca para o mundo compreende a Internet\u201d . Se a Internet para voc\u00ea \u00e9 o enorme silo de arranha-c\u00e9us em que voc\u00ea mora e a \u00fanica coisa que voc\u00ea pode ver do lado de fora \u00e9 o outro enorme silo de arranha-c\u00e9us, ent\u00e3o como voc\u00ea pode imaginar outra coisa?<\/span><\/p>\n

Na etapa final, o artigo fala que apesar da enorme dificuldade da tarefa, \u201cmuito do que precisamos j\u00e1 est\u00e1 aqui\u201d. Os autores comentam, nesse ponto, dos limites das pol\u00edticas regulat\u00f3rias: \u201cal\u00e9m de os reguladores buscarem coragem, vis\u00e3o e novas e ousadas estrat\u00e9gias de lit\u00edgio, precisamos de pol\u00edticas governamentais vigorosas e pr\u00f3-competitivas em rela\u00e7\u00e3o a aquisi\u00e7\u00f5es, investimentos e infraestrutura f\u00edsica.\u201d<\/span><\/p>\n

Aqui tamb\u00e9m citam duas quest\u00f5es ligadas \u00e0 soberania digital – embora n\u00e3o usem o termo. Defendem que as universidades devem rejeitar o financiamento de pesquisas de empresas de tecnologia, \u201cpois ele sempre vem acompanhado de condi\u00e7\u00f5es, sejam elas ditas ou n\u00e3o\u201d. Em vez disso, precisamos de mais pesquisas tecnol\u00f3gicas financiadas publicamente com resultados divulgados publicamente – pesquisas que, por exemplo, possam investigar a concentra\u00e7\u00e3o de poder no ecossistema da Internet e as alternativas pr\u00e1ticas a ela.\u00a0<\/span><\/p>\n

Ao final da leitura, sa\u00fado o fato de que mesmo pessoas de \u201cdentro do sistema\u201d (ou quase isso) reconhe\u00e7am que devemos recuperar o controle de grande parte da infraestrutura da Internet e propor uma alternativa \u00e0 monocultura algor\u00edtmica imposta pelas big techs a partir da plataformiza\u00e7\u00e3o da vida. N\u00e3o deixo de notar tamb\u00e9m que as sa\u00eddas apontadas por eles tamb\u00e9m n\u00e3o s\u00e3o novidades, mas caminhos que outras pessoas j\u00e1 comentam faz alguns anos. Por exemplo: uma destas sa\u00eddas escrita no texto \u00e9 <\/span>manter a internet, a internet<\/b> – ou seja: defender que se mantenha aberta e colaborativa a forma como foram feitos os protocolos e padr\u00f5es t\u00e9cnicos que sustentam a infraestrutura da Internet. Algo que muita gente da \u00e1rea vem dizendo h\u00e1 anos, seja o criador da <\/span>WWW Tim Berners-Lee<\/span><\/a>, ou eu mesmo, em 2011, <\/span>num texto hoje ing\u00eanuo de defesa de uma internet livre<\/span><\/a>, onde citava Yochai Benkler e Lawrence Lessig para falar que podemos manter a internet – tamb\u00e9m tecnicamente – do jeito que ela foi feita a partir de nossa luta ativista.\u00a0<\/span><\/p>\n

Curioso que, neste mesmo texto, cito como espa\u00e7o de prote\u00e7\u00e3o desses princ\u00edpios o F\u00f3rum da Internet, evento que naquele ano (2011) era criado pelo Comit\u00ea Gestor da Internet no Brasil justamente para defender a internet como ela foi constru\u00edda. Participei desse primeiro f\u00f3rum como relator e lembro bem dos 10 princ\u00edpios defendidos, que inclu\u00eda a defesa da neutralidade (privil\u00e9gios de tr\u00e1fego devem respeitar apenas crit\u00e9rios t\u00e9cnicos e \u00e9ticos, n\u00e3o sendo admiss\u00edveis motivos pol\u00edticos, comerciais, religiosos ou qualquer outra forma de discrimina\u00e7\u00e3o ou favorecimento), da inimputabilidade (a internet \u00e9 meio, n\u00e3o fim; as medidas de combates a crimes na rede deve atingir os respons\u00e1veis finais e n\u00e3o os meios), <\/span>dentre outros oito<\/span><\/a>. De l\u00e1 pra c\u00e1, o CGI continuou defendendo esses princ\u00edpios, que, por sua vez, foram ou violados – <\/span>zero rating <\/span><\/i>manda lembran\u00e7as \u00e0 neutralidade da rede – ou se tornaram question\u00e1veis – hoje \u00e9 quase consenso por quem defende a regula\u00e7\u00e3o das plataformas a defesa da responsabilidade dos intermedi\u00e1rios, os meios, as plataformas, e n\u00e3o apenas os usu\u00e1rios finais.<\/span><\/p>\n

Outro princ\u00edpio elencado como sa\u00edda na alternativa \u201crefloresta\u201d soa um tanto velho tamb\u00e9m: que<\/span> os prestadores de servi\u00e7os \u2013 e n\u00e3o os usu\u00e1rios \u2013 sejam transparentes<\/b>. Uma frase que poderia ser bem uma varia\u00e7\u00e3o do que Julian Assange e o Wikileaks j\u00e1 traziam nos anos 2000: \u201cTranspar\u00eancia para os fortes, privacidade para os fracos<\/em>\u201d. Este era o lema\u00a0 quando defendiam uma \u00e9tica da transpar\u00eancia contra o muito falado fim da privacidade, especialmente a partir do uso de criptografia forte – <\/span>outro ponto que n\u00f3s j\u00e1 discutimos por aqui<\/span><\/a>, ainda em 2015, e que por sua vez \u00e9 a base conceitual dos <\/span>Manifestos Cypherpunks<\/span><\/a> do in\u00edcio dos anos 1990.<\/span><\/p>\n

O fato dos caminhos apontados em \u201cWe Need To Rewild The Internet\u201c soarem um tanto velhos n\u00e3o desmerece a leitura do texto e a reflex\u00e3o (e a\u00e7\u00e3o) a partir dele. Pelo contr\u00e1rio: nesse momento de acelera\u00e7\u00e3o cont\u00ednua a partir do impulso das tecnologias digitais e dos algoritmos propriet\u00e1rios na modula\u00e7\u00e3o de nossas vidas, parece que se faz necess\u00e1rio dizer novamente o que j\u00e1 foi dito. Repeti\u00e7\u00e3o como estrat\u00e9gia de fixa\u00e7\u00e3o, documenta\u00e7\u00e3o,\u00a0 mem\u00f3ria, ou de lembran\u00e7a de que, de fato, muita coisa \u201cj\u00e1 est\u00e1 aqui\u201d, falta levar adiante.<\/span><\/p>\n

[Leonardo Foletto<\/strong>]<\/p>\n

P.s<\/strong>: Depois de publicado, me lembrei que essa met\u00e1fora do reflorestar se relaciona com a ideia de permacultura digital, que vem sido trabalhada faz anos pelas Redes das Produtoras Culturais Colaborativas, especialmente a partir de Fabs Balvedi. Inclusive foi tema da Confer\u00eancia Nacional de Cultura Digital neste 2024, como contamos aqui<\/a>. Outro texto que comenta a ideia de ir contra a monocultura algor\u00edtmica da internet \u00e9 este<\/a>, recentemente publicado no blog Sou Ci\u00eancia, da Folha de S. Paulo, por Soraya Smaili , Maria Ang\u00e9lica Minhoto , Pedro Arantes e Alexsandro Carvalho. As met\u00e1foras est\u00e3o parecidas n\u00e3o s\u00e3o por acaso.<\/p>\n

 <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"

Li nas \u00faltimas semanas um artigo instigante, chamado \u201cWe Need to Rewild the Internet\u201d, publicado pela tamb\u00e9m interessante Revista Noemag, feita pelo Instituto Berggruen, sediado nos Estados Unidos – o artigo tamb\u00e9m saiu em ptbr pelo Outras Palavras. As autoras s\u00e3o Maria Farrel e Robin Berjon; a primeira \u00e9 escritora que trabalhou com pol\u00edticas de […]<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":15684,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[88],"tags":[1958,2172,2013,6650,299,316,2082,1990],"post_folder":[],"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/baixacultura.org\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/rewiliding.png","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/baixacultura.org\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/15683"}],"collection":[{"href":"https:\/\/baixacultura.org\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/baixacultura.org\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/baixacultura.org\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/baixacultura.org\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=15683"}],"version-history":[{"count":3,"href":"https:\/\/baixacultura.org\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/15683\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":15687,"href":"https:\/\/baixacultura.org\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/15683\/revisions\/15687"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/baixacultura.org\/wp-json\/wp\/v2\/media\/15684"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/baixacultura.org\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=15683"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/baixacultura.org\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=15683"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/baixacultura.org\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=15683"},{"taxonomy":"post_folder","embeddable":true,"href":"https:\/\/baixacultura.org\/wp-json\/wp\/v2\/post_folder?post=15683"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}