{"id":10906,"date":"2017-06-23T14:40:35","date_gmt":"2017-06-23T14:40:35","guid":{"rendered":"https:\/\/baixacultura.org\/?p=10906"},"modified":"2017-06-23T14:40:35","modified_gmt":"2017-06-23T14:40:35","slug":"um-panorama-de-enfrenta","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/baixacultura.org\/2017\/06\/23\/um-panorama-de-enfrenta\/","title":{"rendered":"Um panorama de Enfrenta!"},"content":{"rendered":"
Projeto de mapeamento de coletivos que realizamos na Espanha no in\u00edcio deste 2017, Enfrenta!<\/a> surgiu como um projeto ligado a n\u00f3s, mas feito para andar sozinho. Nesta postagem, apresentamos um pouco do que descrevemos em nosso di\u00e1rio de viagem, das cidades que passamos e dos coletivos e pessoas que entrevistamos: o link de cada t\u00f3pico leva para para o relato completo no site do projeto. Estamos neste final de 1\u00ba semestre de 2017 na 2\u00ba fase de Enfrenta!, que consiste em elaborar produtos a partir do material que trouxemos, entre eles as mais de 30 entrevistas que fizemos durante a viagem. No 2\u00ba semestre traremos mais informa\u00e7\u00f5es sobre o livro, primeiro material a sair do projeto.<\/p>\n DERIVA POR LAVAPI\u00c9S<\/a><\/p>\n ZEMOS, ENREDA & ALAMEDA: SEVILLA<\/a><\/p>\n A capital da Andaluzia foi nossa 2\u00ba parada da viagem espanhola. Ficamos uma semana, encontramos o Zemos98<\/a>, <\/span>coletivo parceiro neste interc\u00e2mbio, andamos por boa parte do Casco Antigo, um dos tr\u00eas mais antigos e extensos da Europa<\/a>, entrevistamos o Enreda<\/a>, uma cooperativa de solu\u00e7\u00f5es tecnol\u00f3gicas ativa h\u00e1 mais de 8 anos na Espanha. Alameda de H\u00e9rcules<\/a> foi o lugar que mais frequentamos na cidade, muito por conta de estarmos instalados h\u00e1 duas quadras dela, no hostel La Caja Habitada (que, ali\u00e1s estava tendo durante os dias que l\u00e1 estivemos um interessante encontro de pe\u00e7as curtas art\u00edsticas chamado Encuentros Concentrados<\/a>).<\/p>\n CONHECENDO VALENCIA<\/a><\/p>\n Das cidades que escolhemos para o mapeo de Enfrenta! em Espanha, Valencia, nossa 3\u00ba parada, era a que menos informa\u00e7\u00f5es t\u00ednhamos de partida, apesar de ser a terceira maior do pa\u00eds, com 790 mil habitantes (e 1,5 milh\u00e3o na regi\u00e3o metropolitana). Ao final dos quatro dias que passamos na cidade, foi se descortinando uma Valencia menos convencional e de mais resist\u00eancia ao status quo, em especial contra a gentrifica\u00e7\u00e3o \u2013 esse ub\u00edquo mal moderno \u2013 de alguns espa\u00e7os p\u00fablicos locais. Ajudou a enxergarmos isso a entrevista que fizemos com Irene Reig Alberolla e Laura Murillo Paredes, da La Factoria C\u00edvica<\/a>, organizada por integrantes do est\u00fadio Carpe Via<\/a> e com apoio da rede internacional Civic Wise<\/a>, e localizada num interessante espa\u00e7o na Marina de Valencia. A ainda a fala com Daniel Alvar\u00e9z e David Pardo, ambos professores da Universidade de Valencia e do espa\u00e7o Hackers C\u00edvicos da cidade.<\/p>\n BARCELONA LIVRE, HACKER, ATIVISTA & CRIATIVA<\/a><\/p>\n Barcelona foi, ao lado de Madrid, a cidade que mais dias permanecemos. Isso signfica que deu pra entender razoavelmente bem o que \u00e9 e como funciona a cidade, apesar dos dias chuvosos e do frio que nos perseguiram por l\u00e1. Fizemos tr\u00eas postagens em nosso di\u00e1rio de viagem na cidade. A primeira dedicamos a uma quest\u00e3o pol\u00edtica-urbanista<\/a>, assunto da vez em janeiro de 2017 por l\u00e1: o PEUAT, plano de regula\u00e7\u00e3o de turismo proposto por Ada Colau e o Barcelona en Com\u00fa<\/a>. A ideia \u00e9 regular o crescimento de hot\u00e9is em \u00e1reas que est\u00e3o saturadas de turistas, como na regi\u00e3o em torno de La Rambla, Raval, Sagrada Fam\u00edlia, Ciutat Vella, Barceloneta. Em algumas regi\u00f5es n\u00e3o se poder\u00e3o construir novos espa\u00e7os para abrigar turistas nem mesmo quando fecharem outros; em outras, mais afastadas do centro, ser\u00e1 permitido. Se pra alguns lugares turismo \u00e9 sin\u00f4nimo de cultura, $$ e \u201cdesenvolvimento\u201d, em Barcelona tamb\u00e9m \u00e9 de gentrifica\u00e7\u00e3o: 15% do espa\u00e7o da cidade tem mais de 50% das vagas de hospedagem, o que faz com que em alguns bairros tenha mais turistas que moradores.<\/p>\n A segunda tratou do catal\u00e3o<\/a>, essa l\u00edngua peculiar pra n\u00f3s, brasileiros, que \u00e0s vezes remete a um portugu\u00eas “errado”, fora do que se chama “norma culta” no Brasil, enquanto em outras parece mais um franc\u00eas. E a terceira<\/a> falou dos coletivos e pessoas que entrevistamos na cidade. Barcelona \u00e9 uma cidade especial para o \u201cenfrentamento\u201d ao status quo: h\u00e1 um ecossistema de cooperativas, ativismo criativo & cultura livre que se reconhece e age em sintonia<\/span> sem (muito) esfor\u00e7o. H\u00e1 um hist\u00f3rico de d\u00e9cadas com (poucos) retrocessos grandes no \u00e2mbito pol\u00edtico institucional, e essa continuidade, somada \u00e0 uma efervesc\u00eancia cultural e de busca de autonomia que a cidade carrega h\u00e1 pelo menos um s\u00e9culo, explica um pouco a quantidade de gente a buscar alternativas econ\u00f4micas\/pol\u00edticas\/de vida ao \u201ccapitalismo\u201d que encontramos na cidade. Deixamos\u00a0a Catalunya com uma certa alegria de ter vivido e registrado bons momentos, pensamentos e sensa\u00e7\u00f5es.<\/span><\/p>\n BILBAO, DONOSTIA E O PA\u00cdS BASCO COLABORATIVO<\/a><\/p>\n O quarto lugar de parada de #enfrenta pela Espanha foi o Pa\u00eds Basco, mais precisamente Bilbao<\/a>, maior cidade da regi\u00e3o,\u00a0349 mil habitantes (na regi\u00e3o em torno, 910 mil). Como na Catalunha (e at\u00e9 com mais peso hist\u00f3rico), o Pa\u00eds Basco \u00e9 um estado com autonomia relativa em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 Espanha, um idioma (o milenar \u2013 nasceu antes do latim! \u2013 e curioso\u00a0euskera<\/a>) e um movimento separatista, que j\u00e1 foi mais forte com o ETA<\/a> (em portugu\u00eas, P\u00e1tria Basca e Liberdade) e hoje est\u00e1 menos intenso. L\u00e1 tivemos uma excelente conversa com Ricardo, um dos integrantes do coletivo Colaborabora<\/a> e figura atuante na cena \u201cprocom\u00fan\u201d da Espanha. Tamb\u00e9m demos uma breve passeada por Donostia (tamb\u00e9m chamada de San Sebasti\u00e1n), cidade cerca de 1h30 de Bilbao famosa pelas belas praias e por um conhecido festival de cinema internacional. Mas olhando de perto, com uma outra perspectiva, sempre se acha algo mais do que aquilo pelo qual uma cidade \u00e9 famosa.<\/p>\n<\/a><\/p>\n
<\/a>
\nChegamos em Madrid em pleno dia 25 de dezembro \u2013 mas no caminho do Aeroporto de Barajas ao centro s\u00f3 o com\u00e9rcio nas propagandas do metr\u00f4 nos lembrou que era natal. Nos instalamos em Lavapi\u00e9s, bairro da regi\u00e3o central de Madrid, para ficarmos uns dias antes de uma viagem a Portugal. Por l\u00e1 \u00e9 que derivamos uns dias: bairro multicultural de Madrid, Lavapi\u00e9s tem africanos, paquistaneses, indianos (ou seriam de Bangladesh?) que dominam as calles estreitas com seus restaurantes, mercados, lojas e em conversas acaloradas em diversos idiomas pelas esquinas do Bairro. Ouve-se menos o espanhol que o \u00e1rabe ou alguma das diversas l\u00ednguas do continente africano ou da \u00cdndia.<\/p>\n<\/a><\/p>\n
<\/p>\n
<\/a><\/p>\n
<\/a><\/p>\n
<\/p>\n
<\/p>\n
<\/p>\n
<\/p>\n
<\/p>\n