Notícias do Front Baixacultural (17)
abril 6th, 2009 § 1 Comentário
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Jango – o Jabá volta a atacar outra vez na internet (Remixtures, 3/03)
Todos nós ouvintes de rádio nos anos 80, 90 e 00 conhecemos bem o que quer dizer Jabá, palavrazinha feia para significar prática muito mais feia ainda. Pois a praga é que o tal do jabá está na moda também no meio online.
Segundo nos conta Miguel Caetano, a Jango, uma companhia responsável por uma plataforma de rádio online composta por estações temáticas que conta com cerca de seis milhões de ouvintes mensais, lançou no início do mês que recém findou o Airplay, um sistema de promoção do tipo jabá em que quanto mais uma editora ou uma pessoa pagar, quanto mais vezes as suas músicas passarão nas rádios da Jango. Nas palavras escritas no Remixtures:
Assim, quem quiser ser escutado pelo menos mil vezes poderá pagar 30 dólares. Para tal basta apenas submeter uma música e indicar o nome de artistas já conhecidos do grande público que na vossa opinião mais se assemelha ao vosso som. Por exemplo, se acham que o vosso estilo é bastante parecido com o dos Radiohead, as vossas músicas acabarão por ser ouvidas pelos utilizadores que sintonizarem a rádio personalizada dos Radiohead. De modo a segmentar mais o público-alvo, podem ainda escolher atingir apenas os ouvintes com uma determinada idade/género ou que residam numa cidade/região/país específico.
Ainda que funcione num sistema um tanto transparente, radicalmente contrário ao por baixo dos panos jabá, o tal do Airplay parte de uma suspeita premissa de quem faz a seleção das músicas é o $$, e não um editor apaixonado e conhecedor de música. É o tipo de prática que se já não gostávamos quando não tinhamos a opção de escolher, hoje mesmo é que não vamos gostar, com o mar abudante de possibilidades que a web nos proporciona.
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Qual o futuro da música? (Bravo, março de 2009)
Arthur Dapieve foi chamado à Bravo para fazer essa matéria de capa aproveitando o gancho do show do Radiohead mês passado, já que a banda, na visão de muitos, é a pauta perfeita para falar de “futuro da música”. O jornalista e escritor formulou e respondeu 10 perguntas, algumas interessantes como “O método de vender música sem que ela tenha um preço definido vai se popularizar, estabelecendo uma relação direta de mercado? “, outras nem tanto, como “Vão acabar os popstars, os artistas que marcam uma geração, como os Beatles nos anos 60 ou Madonna nos 90? Iniciaremos uma era de cauda longa em que cada vez mais artistas venderão cada vez menos de seus discos, como escreveu o jornalista americano Chris Anderson? “, dentre mais outras oito.
Uma pena que tanto as perguntas quanto as respostas não fogem muito do senso comum que todos nós, mesmo sem informações detalhadas do assunto, saberíamos formular e até responder. De qualquer forma fica a dica, nem que seja para consolidar algum conhecimento sobre o assunto.
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Luta pela liberdade não termina nunca (Trasel Blog, 2/04)
O jornalista e pesquisador Marcelo Trasel, do qual já devemos ter comentado por aqui, faz um artigo para o seu blog em que atualiza a discussão sobre a já famosa “Lei dos Cibercrimes”, ou “Lei Azeredo”, em referência ao senador Eduardo Azeredo (PSDB/MG), que propôs a lei.
O fato novo, nas palavras de Trasel, é “ a inacreditável minuta produzida pelo Ministério da Justiça de Tarso Genro, com sugestões de modificação da redação do artigo 22 do PL 89/2003“. A minuta modifica de tal forma a lei que o blogueiro Gravataí Merengue, do Imprensa Marrom, sugere a alteração do nome do projeto de lei para “Lei Tarso Genro”. Nosso Ministro da Justiça – que tanto anda, nestes últimos meses, tomando decisões polêmicas e, na maioria dos casos, acertada – agora fez bobagem.
(O fato é mais triste ainda para nós nascidos e votantes no RS, pela cortada na já pequeníssima esperança de ver um governador decente por estas plagas, já que é dado como certo que Tarso concorrerá, com chances claras de vencer, à sucessão da nossa simpática desgovernadora Yeda Crusius.)
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Pirate Bay em Porto Alegre (Baguete, 2/04)
Pete Sunde, um dos três fundadores do nosso velho conhecido Pirate Bay, estará na capital gaúcha para participar da 10ª edição do Fórum de Software Livre, de 24 a 27 de junho. A vinda de Sunde foi confirmada pelo Baguete, que obteve a informação segundo “fontes próximas” aos organizadores do evento. De qualquer modo, o sueco concedeu uma entrevista ao portal Clic RBS e confirmou sua vinda: “Eu ainda não tenho certeza quanto à data da minha chegada, eu ainda não comprei as passagens, mas estarei no Brasil para o Fórum.” Até lá, todos nós já saberemos do do resultado final do famoso julgamento.
Outra figura proeminente na comunidade livre-cultural da internet que tem sua vinda ao evento já confirmada é o barbudinho invocado Richard Stallman, ninguém menos que o criador do movimento do software livre e de quem, aliás, já falamos por aqui.
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[Leonardo Foletto.]
Crédito foto: World War II Photos
Notícias do Front Baixacultural (3)
novembro 17th, 2008 § 2 Comentários
Do lado de cá
Hoje, exepcionalmente em edição especial sobre os ações contrários ao projeto de lei do Senador Azeredo.
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Hoje é dia de blogagem política – Não ao vigilantismo (Xô Censura, 15/11)
Cada vez mais se faz as chamadas “Blogagem coletiva”, onde um grupo de blogueiros (alguns dos mais influentes incluídos) faz um post sobre determinado assunto e um destes se dá ao trabalho de compilá-los. No último sábado, o assunto foi o vigilantismo na web, mais especificamente o famigerado Projeto de Lei do Senador Azeredo. O Blog Xô Censura foi o que organizou a coisa, compilando mais de 30 posts (no link que abre essa nota) de blogueiros espalhados por todo o país – todos, como não poderia deixar de ser, contrários ao projeto. Se você não assinou ainda a petição contra o projeto, faça isso agora clicando aqui.
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Projeto sobre crimes praticados pela internet recebe críticas (Câmara dos Deputados, 13/11)
Relato sobre a audiência pública sobre o assunto, pela primeira vez com a participação de ciberativistas que são contrários ao projeto. Aqui dá para ver, na íntegra e via Google Video, as cerca de 4h40 de audiência.
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Um relato da Flashmob pela liberdade na internet contra o substitutivo do Senador Azeredo (Blog do Sérgio Amadeu, 15/11)
Sérgio Amadeu, Pedro Markun, Edney Souza, André Lemos e uma galera com poder e influência na blogosfera resolveu fazer um pequeno ato contra o projeto do Senador Azeredo em São Paulo, em plena Avenida Paulista. Comentários e fotos do evento no link acima.
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Vencemos Batalhas, a guerra contra a Lei Azeredo segue (Martelada, 15/11)
Marcelo Trasel, jornalista e pesquisador de comunicação digital da PUCRS, detona o real motivo por trás do projeto: “Porque no fim das contas é disso que se trata: os bancos estão tentando impor uma legislação estúpida para deixarem de assumir a responsabilidade por tornar seus sistemas de transação eletrônica mais seguros. Afinal, garantir a segurança de dados custa dinheiro. E dinheiro é o que os bancos deram, coincidentemente, para a campanha a senador de Azeredo e muitos outros deputados“.
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Projeto de cibercrimes: colocando os pingos no is (Dia de Folga, 15/11)
Lu Monte diz que, se o projeto de Azeredo é ruim agora, saiba que ele já foi muito pior. E só não ficou tão ruim quanto era a primeira proposta por que o senador paulista, Aloízio Mercadante (PT/SP), foi um dos que atendeu a forte pressão por mudanças que se instaurou e acabou com algumas medidas ainda mais esdrúxulas.
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Muito barulho e pouca informação contra a Lei Azeredo (Laudas Críticas, 15/11)
O Jornalista Maurício Tuffani faz uma abordagem detalhada dos temas mais polêmicos do projeto e critica alguns aspectos da campanha contrária ao projeto: “Muitos dos blogs e sites envolvidos nessa campanha de ciberativismo limitam-se a repetir o que terceiros dizem, sem dar referências das informações que veiculam“. Uma necessária visão autocrítica.
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Crédito imagem: Mário Amaya .[Leonardo Foletto]
