Notícias do Front Baixacultural (12)
fevereiro 2nd, 2009 § Deixe um comentário

(Cá estamos de volta, depois da uma semana de ausência por ocasião da cobertura da Campus party 2009)
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Internet em 2020: propriedade intelectual (Dia a Dia, bit a bit, 15/01)
Silvio Meira, de quem já linkamos um perfil, fez uma ótima série de posts só agora descoberta por mim: trata-se de um comentário detalhado dos resultados do Pew Internet Project (PIP) sobre o futuro da rede, divulgado ao final do ano passado. Ele dividiu em seis posts, cada um tratando de temas diferentes, como mobilidade, interfaces, privacidade e transparência, e, claro, propriedade intelectual. Nesse assunto, os resultados do relatório dizem que na próxima década continuará a disputa entre os donos de copyright e defensores de propriedade intelectual, de um lado, e crackers [e/ou piratas] do outro, algo que Silvio (e nós) não concorda e ilustra o porquê citando uma série de posts seus sobre o assunto.
O restante do post, como os outros sobre a pesquisa, é deveras interessante e altamente recomendável. São vários trechos que nos fazem pensar sobre todas estas questões que discutimos quase diariamente aqui no BC, e Meira traz idéias sobre problemas que permeiam nossas discussões, como nesse trecho aqui abaixo:
“aliás, tem coisa que, mesmo já estando na rede, hoje, não deveria durar muito, como venda de música como “arquivo”. música e vídeo [e software] tem que passar a ter um tratamento negocial similar à assinatura de um serviço, temporário ou permanente, ao invés de serem distribuídas como arquivos que podem se perder no seu drive, celular ou onde forem armazenadas. uma vez assinadas, o provedor cuidaria para que o conteúdo pudesse ser usado a seu bel prazer, de acordo com direitos que você adquiriu.
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As 20 coisas que você precisa saber sobre música online (Pop Up!, 20/01)
Bruno Nogueira comenta o livro “ 20 things you must know about online music”, um e-book escrito por Andrew Dubber, professor e pesquisador musical da Birmigham City University, na Inglaterra, que dá para ser baixado no site dele. O livrinho é uma compilação de posts escritos pelo professor Andrew sobre música online, com conselhos bastante práticos (as tais 20 coisas do título) sobre o assunto, voltado especialmente a quem produz música e quer sobreviver dela.
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El Partido Pirata aterriza en EEUU (El País, 30/01)
Uma filial do já conhecido Partido Pirata europeu está sendo criada nos Estados Unidos, no Estado da California. O Pirate Party americano tem as mesmas plataformas eleitorais do seu irmão mais antigo – neutralidade da rede e proteção da privacidade – e, para ser reconhecido pela Secretaria de Estado da California, juntou mais de 88 mil assinaturas de apoio. Diz o site do partido que o processo de criação do partido está andando e, em breve, eles terão sua existência reconhecida.
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Impedir a partilha de ficheiros é impossível (Remixtures, 1/02)
Nosso bravo colega além-mar Miguel Caetano fala de uma cartilha – ou “livro branco” - sobre segurança nas redes Peer-to-peer, lançada pela empresa alemã Ipoque, especializada na venda de soluções de gestão de tráfego para os fornecedores de acesso à Internet. A cartilha, que pode ser baixada mediante registro, aponta uma série de medidas que podem ser tomadas para a proteção do direito do autor em redes P2P, e chega a interessante conclusão de que a maioria das medidas inventadas até ao presente são ineficazes. Miguel faz um resumo de algumas destas medidas, dividindo-as em três tópicos: o que definitivamente não resulta, o que pode funcionar mas apenas nalguns casos e o que funciona mas sai muito caro.
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Troca de música gratuita é positiva para a economia, afirma estudo (Folha Online, 2/2)
Um estudo realizado pelo governo da Holanda (sempre ela) aponta a troca de arquivos musicais gratuita como positiva para a economia, e que as pessoas que trocam música dessa forma na internet também costumam comprar mais produtos de entretenimento. A notícia é tão boa que vou até colar um trechinho dela aqui abaixo:
As perdas dos titulares de direitos autorais sobre trocas de música, de acordo com o documento, são inferiores em relação aos impactos econômicos gerados pelos os usuários que fazem o download de músicas gratuitamente. Ao não pagar por uma música, os usuários liberam os fundos de propriedade intelectual que, por sua vez, se destinam à aquisição de outros produtos –situação que se considera positiva para a sociedade no geral.
Estamos justificados agora, RIAA e APCM?
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[Leonardo Foletto]
Crédito foto: World War II PhotosNotícias do Front Baixacultural (2)
novembro 12th, 2008 § Deixe um comentário
Expecionalmente (mesmo) hoje, uma quarta-feira.
Do lado de cá
_ A Indústria do P2P apoiou Obama. Mas será que Obama apoia a P2P? (Remixtures, quarta 5/11)
Obama recebeu apoio financeiro de diversas pessoas envolvidas diretamente com o P2P. Apoio de não mais de $1000, mas que não deixa de ser apoio. Isso, somado ao fato de Obama ter sido o presidente que melhor entende a lógica da web nos últimos tempos, pode indicar que Obama irá apoiar a P2P? Infelizmente, nada indica para esse lado, pelo contrário: Joe Biden, o vice do novo presidente, é um inimigo declarado do P2P e amigo conhecido da RIAA, a patrulha dos direitos autorais dos EUA. Mas seria por demais interessante ter um “cabo eleitoral” do P2P alguém com o poder e o respeito de Obama, hein?
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_ TV Cultura licencia em Creative Commons programa Roda Viva com Jimmy Wales (Cultura Livre, semana passada)
O Roda Viva licensiou em Creative Commons o programa onde o entrevistado é Jimmy Wales, o criador da Wikipédia. É uma iniciativa pequena, mas que pode indicar um bom começo. Ainda mais sendo o Roda Viva um dos programas da TV brasileira que mais está sabendo se adaptar à rede, haja vista o recente uso do Twitter durante o programa.
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_ São Paulo vai publicar documentos da ditadura na internet (IDG Now, quarta 12/11)
Arquivo Público de São Paulo pretende colocar à disposição do público na internet os registros documentais do período da ditadura. Uma iniciativa a servir de exemplo para o restante do país.
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_ Youtube fecha acordo com MGM para exibir seriados e filmes online (IDG Now, segunda 10/11) e Youtube será cinema (Tiago Dória, quinta 6/11)
A primeira notícia trata da parceria com a MGM pretende exibir filmes e séries do estúdio. Já foram criados dois canais no Youtube: “Impact” será usado para transmitir, em streaming, filmes de ação (?), e “American Gladiator” vai exibir episódios completos da primeira temporada do seriado (alguém conhece isso??).]
Já a segunda fala que essa ação da primeira notícia, junto com outras quantas, é parte de uma estratégia do Youtube de passar a disponibilizar filmes completos. Isso porque, segundo consta, o Youtube tá com medo da concorrência do Hulu, que apesar de ser bem menos acessado, rende mais em publicidade que o Youtube. O ruim disso é que, provavelmente, estes filmes estarão bloqueados para usuários não-residentes nos EUA…
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_ MTV cria site de exibição de clipes (Baixa Cultura, quarta 12/11)
Inacreditável: a MTV tocará música. A filial americana finalmente resolveu digitalizar seu acervo de videoclipes (não todos, mas algo perto de 22 mil) e disponibilizar no endereço MTVmusic.com. Claro que há diversos clipes que só usuários americanos podem ver, mas, ainda assim, o acervo que nós pobres sulistas do mundo podemos ver é deveras interessante. Como diriam todos, antes tarde do que nunca – ou, como diria outros, o que não faz a concorrência…
[Leonardo Foletto]
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