Pós-fotografia, obsolescência programada e cultura digital em charla

Na quinta-feira 13 de julho de 2017 estreiou a “BaixaCharla”, nossa conversa mensal ao vivo, via streaming, com pessoas da cultura livre, remix, cultura hacker e subversões em geral, realizada em parceria com o FotoLivre.org. A charla pilota foi com o fotógrafo/artista visual Leo Caobelli, na Planta Baja, novo espaço cultural de Porto Alegre, sede da CalmaLab, empresa que Leo dirige. Falamos sobre remix, pós-fotografia, privacidade, obsloscência programada, até da Casa da Cultura Digital em SP, onde nos conhecemos em 2010, ele como integrante da Garapa, eu (Leonardo) ainda como parte da finada Fli Multimídia, empresa que fazia a comunicação/produção do Fórum da Cultura Digital 2010.

O mote da fala foi o último projeto de Leo, “Algum pequeno oásis de fatalidade perdido num deserto de erros“, que resgata imagens perdidas em HDs vendidos por kg como sucatas Brasil (e Uruguai e Nigéria) afora. O projeto é a pesquisa de mestrado em artes visuais no Instituto de Artes da UFRGS e tem circulado pelo RS com oficinas e exposições, onde aparatos (jogos!) foram montados para as pessoas brincarem com imagens do já grande acervo em HDs resgatados de Leo. Abaixo confira a charla na íntegra, seguido de fotos (por Sheila Uberti, do FotoLivre) e imagens do trabalho de Leo.

 

 

 

Por dentro de um shopping popular

Como vários centros urbanos pelo Brasil, Santa Maria, no coração do Rio Grande do Sul, tem o seu comércio informal: centenas de pessoas vendendo produtos de maneira improvisada, muitas vezes sem nota fiscal e sem um lugar apropriado pra isso. De alguns anos pra cá, uma forma de organizar os camelôs e concentrá-los num mesmo ambiente ganhou força em várias cidades brasileiras, e foi nessa onda que Santa Maria, há pouco mais de um ano, ganhou o seu “centro de compras popular”.

Passado este primeiro período de adaptação, a mudança dos camelôs das ruas centrais de Santa Maria para o Shopping Independência, mesmo com um aparente alto movimento, ainda não está estável. As opiniões dos comerciantes se dividem quanto à situação. As pequenas dimensões das bancas de 2mx2mx2,70m, a ausência de um sistema de ar e ventilação, e a falta de visibilidade para os produtos são os pontos negativos mais comentados. Entre os positivos, são citadas a limpeza, a organização e a segurança.

A desmontagem do camelódromo ocorreu em 25 junho de 2010, conforme o edital, sendo uma ação efetuada pela atual gestão da prefeitura com o objetivo de “revitalizar” a avenida Rio Branco, uma das vias mais movimentadas da cidade. O custo do projeto é orçado em R$ 1, 63 milhões. Para abrigar os trabalhadores, foi reformado o prédio do antigo Cine Independência [leia um pouco da memória do cinema santamariense, aqui] no centro, há poucos metros do local de origem.

Foi feito um acordo da prefeitura com uma administradora, prevendo que esta cuide da segurança, da sinalização e da administração do condomínio (água, luz, telefone, internet e taxa de uso de elevadores). Em troca, a empresa tem o direito de alugar o último piso para prestadoras de serviços. A parceria tem duração de dez anos, prorrogáveis por igual período.

O tema do comércio informal, que já tratamos de raspão aqui no Baixa, foi o escolhido por nosso correspondente em Santa Maria Marcelo De Franceschi para iniciar um novo tipo de “gênero” de posts por aqui: o ensaio fotográfico. Marcelo fez várias visitas ao Shopping Popular de Santa Maria na semana passada para fotografar e produzir os textos que você vê logo abaixo.

Antes de fazer as fotos, Marcelo requisitou autorização à empresa CPC Administradora Ltda, responsável pelo recinto. O gerente, Érico Abreu Rodrigues, apenas pediu para não haver imagens de CDs e DVDs, cuja queixa crime independe de denúncia; nem de óculos e relógios, que dependem de uma representação. O Ministério Público Federal e Estadual já recebeu denúncias, e recomendou à prefeitura a fiscalização de mercadorias. De nossa parte, também pedimos licença em cada box e conversamos com os vendedores.

Branco por fora, a esterilidade do edifício é apenas superficial. Ao andar pelos corredores, entra-se num caleidoscópio de produtos, pessoas e histórias. No total, são 208 bancas distribuídas em 106 no primeiro andar e 102 no segundo, com valores de aluguéis variando entre R$ 105 e R$ 490. Há ainda o terceiro andar, com praça de alimentação, cujo valor cobrado para montar um empreendimento é de R$ 1500. O local abre todos os dias: de segunda a sábado das 9h às 21h, sem fechar ao meio dia e, nos domingos e feriados, das 11h às 19h. Camelôs, ambulantes e artesãos se dividem em cada box, decorando o seu pequeno espaço a sua maneira e como conseguem.

Paulo César Marques Medeiros (foto acima, clique para ampliar), pai de quatro filhos, trabalhou durante dez anos como ambulante, até que se fixou na formação do camelódromo de Santa Maria, em 1991. Sua principal reinvidicação é a de seus direitos políticos: “Cada um dos que estavam na Rio Branco tinha o seu próprio alvará de funcionamento. Agora que nós pagamos aluguel, a CPC ficou encarregada da manutenção do prédio”. Ele explica que a empresa fez uma parceria público-privada com a prefeitura de receber  o aluguel em troca de reformar e cuidar do edifício por dez anos.

Ela diz ter sido a primeira camelô da cidade. Segundo Luíza Halm de Fraga, de 54 anos, ainda no fim dos anos 70, viu alguns brinquedos em promoção em supermercado da época e decidiu vendê-los na Rua do Acampamento. Hoje, a TV é sua inspiração: “O que passa na TV eu vendo”, gaba-se. Mãe de duas filhas, foi uma das poucas que queria a mudança para o Shopping. “Parecia uma favela lá na Rio Branco”. Segundo ela, a maioria dos compradores do segundo andar, mesmo que em menor número, gosta do atendimento, pois ali trabalham mais proprietários dos boxes, cujo atendimento é melhor.

“Eu vendo meus enxovais para a 3ª geração de uma família. Foi para avó, depois para filha, agora para a neta”, descreve Lenir Ziegler Leal, de 60 anos e 40 de casada. Com 17 anos como camelô, o que mais vende não são os bazares que a rodeiam, mas a prolífica produção têxtil. Numa manhã faz uma toca, que vende por 10 R$; e em quatro dias faz um enxoval completo de bebê, vendido de 200 a 300 R$. Localizada no segundo andar, sua banca não possui identificação; ela foi a última a ser sorteada para se mudar para o Shopping, e diz que em breve vai providenciar a plaquinha de identificação da banca.

Na loja 87, fica o Universo dos Adesivos, de Antônio de Almeida Pimentel. Antes de se fixar ali, foi andarilho  por quase 30 anos. Vendia brinco, pulseira, ripa, artesanato, produtos de carpintaria, dentre outras coisas que aprendeu a fazer na estrada. Há seis meses, tem seu carro chefe na venda de cartelas dos adesivos da família, febre nacional de alguns anos pra cá, colocadas atrás dos carros para “identificar” a família que anda no veículo. Sobre o shopping, um amigo que não quis se identificar comentou que “vem bastante gente que não vinha antes, como famílias passeando”.

O box da Jú fica no segundo andar, mas isso não lhe incomoda. Júlia Bonini Witzel, 58 anos, tem duas filhas e três netinhas e diz que suas vendas melhoraram 500% com a mudança de local. Sua estimativa de venda por dia está entre 15 e 18 bolsas. Há casos de mulheres que fazem fila, esperando ela chegar de São Paulo com os mais novos lançamentos da moda, que agora, segundo ela, é cor de rosa e cor de berinjela. Jú trabalhou 11 anos junto aos camelôs na Rio Branco e era uma das que não queriam se mudar para o shopping.

A banca mais cheirosa da cidade. Essa é a de Eliane Souza, de 45 anos, com suas paredes abarrotadas de incensos indianos de todas as cores e cheiros possíveis, e cujas vendas caíram com o shopping: “Mesmo aqui embaixo, ainda é pouco comparado ao que era na rua, com os objetos a vista de quem passava”, desabafa. Ela complementa a venda com peças de lã encomendadas. De suas agulhas rosas saem blusões, mantas, polainas, e tocas que disputam o espaço  padrão com os espetos, murais, molduras e outros objetos de madeira feitos pelo marido.


O jovem Francisco Conrado Neto de 19 anos faz cursinho para prestar vestibular em Administração. Nas horas vagas, trabalha para o pai, José Conrado, ajudando no sustento da mãe e de mais três irmãos. O boneco vestido do uniforme do  Corinthians pendurado em um canto do box faz revelar que não são gaúchos: vieram de Feira de Santana, Bahia, há 20 anos. “Hoje trabalhamos mais com armações, mas meu pai tinha lentes desde aquela época, e nunca ninguém teve problema”, conta.

Laurize Gonzalez trabalha há oito anos para a padaria Chave de Ouro, hoje localizada no terceiro andar. Ela conta que servia almoço no camelódromo da Rio Branco. “O ambiente melhorou 100%, mas as vendas caíram 60, 70% “, avalia. Quando vendia na rua, da janela do carro o pessoal que passava pedia e comprava os alimentos. Segundo ela, o elevador do shopping vive pifando, o que a obriga a subir no braço o carrinho que empurra entre os andares, vendendo aos camelôs.

Chás e ervas são a especialidade de Aldori da Silva Militz, de 43 anos, há 15 anos.  Sua antiga localização era em frente a Catedral de Nossa Senhora da Conceição, na avenida Rio Branco, perto da atual morada. Lá, porém, suas vendas eram muito melhores, talvez pelo fato de ficar na calçada, próxima ao corre corre das pessoas: “Com o passar do tempo do Shopping, o movimento aumentou, mas ainda assim a venda nem se compara ao que era”. Dentre as que mais saem estão Alcachofra, Marcela, Arnica, Cavalinha, e Nó-de-Cachorro, além de xarope e mel. Mesmo com o pouco movimento, ele tem conseguido pagar o aluguel da banca, que para ele tem um bom tamanho.

Tímida mas muito simpática, Cleuza Machado, de 60 anos, não gosta de aparecer em público. Todavia, seus principais produtos são cosméticos, como perfumes e cremes. Seu pai já era camelô antes da formação do camelódromo, quando possuíam uma tendinha na antiga Rua 24 horas [rua que, copiada da de mesmo nome em Curitiba, funcionou por pouco tempo em SM]. Logo depois se mudar para a banca número 82, deu o nome ao box de Cíntia e Cleuza Presentes, tendo de deixar de vender brinquedos e bazares, por causa das caixas grandes. Após um tempo, devido ao aluguel cobrado, precisou dispensar a vendora que dá outro nome a banca – Cíntia, sua sobrinha.

Debaixo da escada que leva ao segundo piso, o artesão Sérgio Lima de Oliveira oferta cuias gravadas na hora, e também entalhadas, pintadas e modeladas em forma de bichos, como tatu, galinhas, pinguins, gatos e até casas de passarinhos. “Aqui é complicado porque dá impressão que tu tá preso, parece uma caverna”, relata. Ao invés de uma cortina de ferro, sua banca é protegida apenas por um grosso vidro, deixando a produção sempre à mostra,  mas ele diz confiar na equipe de segurança do Shoppping. Antigamente Sérgio trabalhava na Praça Saldanha Marinho. Hoje em dia, o que dificulta as vendas é o local um tanto escondido.

Da banca Diferenza, Jayne Nogues Gonçalves trabalha com todos os tipos de bijuteria. Sua antiga banca, também na praça Saldanha Marinho mas em outro local, era uma das mais conhecidas da região – tinha uns painéis violetas montados e desmontados todos os dias. Fazer isso por 15 anos chegou até a lhe render uma L.E.R. no ombro. Naquela época, segundo ela, a venda era maior pela exposição dos adereços, mas o espaço organizado e prático de hoje ajuda bastante. Só está pendente a falta de organização da administração, que tem empurrado para a prefeitura a questão do ar-condicionado, que por sua vez repassa para a administradora.

O Miro, ou Claudiomiro Dias, vende acessórios automotivos há 20 dos seus 38 anos. Ele está satisfeito pela higiene do lugar, apesar do espaço pequeno e do ar abafado: “a gente sente que o ar é pesado aqui”. Iluminado pelo “Multilazer Flash”, um raio verde que chama a atenção de quem passa, ele conta que auto-falante é o equipamento mais vendido, mas também saem muitos aparelhos, tweeters, cornetas. Tudo com nota há cerca de cinco anos. “Teve gente que veio para cá e se legalizou. Isso não falam na imprensa”, diz.

Aos 70 anos, Sonia Shirlei Chagas, possui a banca batizada com o nome da filha de sua única filha: a neta “Inara”. Com a experiência de 40 anos como vendedora, diz que melhorou a segurança e a conservação com a mercadoria. O que mais vende agora são os brinquedos cartelados e carrinhos eletrônicos. Agora, porque a mercadoria é trocada a cada estação ou data. No verão, possui mais infláveis, e no inverno roupas de lã. Próximo ao Dia das Crianças, é claro, possui brinquedos; e no Dia dos Namorados, até flores.

Tendo 15 de seus 50 anos como relojoeiro, Vanderlei Oliveira Lemos, ou só Lemos, trabalhava com um amigo numa banca da Rio Branco. De acordo com ele, devia haver mais organização da administradora do shopping popular. “Eu pago isso como se fosse um condomínio. Para mim, devia haver uma reunião com todo mundo para discutir e decidir o que deveria ser feito” afirma. Dessa forma, decisões como fabricação de crachás para os vendedores, regimento do Shopping e até a taxa de impressão do boleto de pagamento do aluguel, seriam melhor definidas.

Maria de Fátima Andrade da Silva, de 50 anos, herdou do falecido marido a venda de vinis usados. Já o ajudava na Rio Branco desde 2001. O grande pôster na parede oposta a dos vinis a denuncia: é fã do Roberto Carlos, a ponto de dar o nome do cantor ao filho de 20 anos. Como se não bastasse, diz que de 1988 até hoje não perdeu um show do cantor em Porto Alegre e até possui uma tatuagem com o rosto do Rei no pulso direito. Os vinis de RC estão entre os mais procurados. Mesmo vendendo outros produtos, ela prefere não aderir ao comercio de CDs ‘piratas’: “Não, eu prefiro o original, que às vezes vende, às vezes não, mas tem o seu valor”, confessa.

Falida, financeiramente. Assim se considera Elaine Pinheiro Machado, camelô há 28 anos. Ela decidiu não investir na identificação do box; ficaria invisível aos visitantes, pois, assim como boa parte de seus produtos, seriam tapados por um pilar de sustentação do prédio. Para manter a família de três filhos, Elaine voltou a ser sacoleira e viaja de vez em quando para vender em outras cidades: “Em três dias em Quaraí [na fronteira oeste do RS, divisa com o Uruguai] eu ganho o equivalente do mês inteiro aqui”.

No terceiro andar, trabalhadores apontam as rachaduras e também as goteiras que surgem em dias de chuva forte. As rachaduras aumentaram com o tempo desde a chegada, há sete meses, de Marcus Botelho de Lima, dono de uma lan-house que já reclamou de supostas irregularidades na praça. “Só vai melhorar quando cair o terceiro andar em cima das bancas”, ele prevê. O teto também tem seus problemas. O pingamento vindo das rachaduras das telhas se agravam quando temporais ocorrem. “Além disso, muita gente já escorregou e caiu nos azulejos com o piso molhado”, dizem os donos de uma lancheria.

A memória visual do mundo

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Uma das coisas mais bacanas que a rede possibilita é o acesso a um eito de coisas já produzidas nesse mundo. O limite da memória é o espaço de armazenamento nos discos rígidos, que, por sua vez, a cada momento diminuem de tamanho e aumentam sua capacidade, o que torna a memória praticamente infinita. E olha que praticamente é um eufemismo: a memória virtual é infinita, pelo menos aos nossos anseios particulares.

Aos poucos, o mundo inteiro vai tendo a noção de que é muito melhor disponibilizar aquilo que se tem – nem que seja de graça – do que armazenar algo para que ninguém veja. É assim que o Google vai aos poucos digitalizando o arquivo de várias bibliotecas de universidades americanas e que os artistas vão colocando tudo que produzem na rede, por exemplo. E é assim que restrições à essas atitudes, como o copyright, estão fadados ao fracasso, pois sua força policialesca é muito menor que a sanha do ser humano em querer compartilhar aquilo que tem.

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Se toda a lógica da nossa produção artística foi dominada pelo copyright nos últimos dois séculos é porque não havia a possibilidade – financeira, moral ou mesmo física – de compartilhar tudo aquilo que produzíamos. Mas hoje isso é possível, o que fatalmente determina o fim dessa lógica. Ainda que tenha gente tentando arduamente lutar contra isso, o desejo intrínseco do ser humano de compartilhar o saber, e não aprisioná-lo solitariamente dentro de cabeças iluminadas, é maior que qualquer tipo de controle externo oriundo, acima de tudo, do desejo de lucro.

Dito isso é que iniciativas como a  da Revista Life, tradicional publicação americana recém-extinta, são bem-vindas. Elas indicam que as cabeças pensantes da indústria cultural realmente estão tendo que pensar, e não agir como guris emburrados que, por não quererem jogar bola com os amigos, pegam a bola para si e levam para casa, se esquecendo que é muito melhor arrumar outra bola e continuar o jogo do que ficar parado chorando.

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Bueno, mas antes que eu me perca, que diabos de coisa a revista Life fez mesmo? Disponibilizou, via Google, todo seu acervo de fotos, 2 milhões de imagens que datam desde 1860. Para quem não sabe, a revista foi uma das principais referências em reportagens foto-jornalísticas e teve publicação contínua de 1936 até 2000, com uma retomada de 2004 a 2007. As fotos estão livre para uso pessoal e particular, menos comercial.

Outras iniciativas parecidas existem aos montes na rede – lembro agora dessa aqui, com fotos também incríveis da II Guerra Munidal. Mas a da Life é simbólica: a revista tem um acervo incrível, e a sua disponibilização gratuita indica um movimento importante, dentro da Indústria Cultural, rumo a uma lógica sem copyright.

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Créditos fotos: Revista Life

[Leonardo Foletto]

Atualização 2/12: A Revista Life não disponibilizou TODO o seu acervo de fotos, como está colocado no post, mas sim 20% de suas fotos, 97% delas inéditas. O banco de imagens total da revista tem cerca de 10 milhões de imagens. As informações corretas foram publicadas aqui, no blog do Tiago Dória.

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