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	<title>Baixa Cultura &#187; Download</title>
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		<title>Baixa Cultura &#187; Download</title>
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		<title>Nova (velha) onda de ataques a blogs de download</title>
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		<pubDate>Thu, 06 Oct 2011 19:59:39 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[E a indústria parece que não aprende. Depois de tirar da rede (por pouco tempo, claro) diversos blogs de download de música agora parece que a bola da vez são os de download de filmes. Nestes últimos meses, dois dos principais blogs para quem gosta de filme, digamos, mais alternativos aos &#8220;blockbusters&#8221; que o cinema [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=baixacultura.org&amp;blog=4369641&amp;post=5524&amp;subd=baixacultura&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:justify;"><a href="http://baixacultura.files.wordpress.com/2011/10/laranjafechado2.png"><img class="aligncenter size-full wp-image-5540" title="laranjafechado2" src="http://baixacultura.files.wordpress.com/2011/10/laranjafechado2.png?w=500&#038;h=380" alt="" width="500" height="380" /></a>E a indústria parece que não aprende. Depois de tirar da rede (por pouco tempo, claro) diversos blogs de download de música agora parece que a bola da vez são os de download de filmes. Nestes últimos meses, dois dos principais blogs para quem gosta de filme, digamos, mais alternativos aos &#8220;blockbusters&#8221; que o cinema nos empurra, foram tirados do ar sem muita explicação: <a href="http://laranjapsicodelica.blogspot.com/" target="_blank">Laranja Psicodélica</a> e <a href="http://cinemacultura.blogspot.com/" target="_blank">Cinema e Cultura</a>.</p>
<p style="text-align:justify;">Segundo a <a href="http://www.orkut.com.br/Community?cmm=96230791" target="_blank">comunidade no Orkut do Laranja</a>, &#8220;<em>o espaço foi deletado pelo próprio sistema Blogger por motivos, até então, desconhecidos. Certamente pelo mesmo motivo que outros grandes blogs de downloads de filmes também o foram: censura</em>&#8220;. A ação em questão ocorreu ali pelo dia 20 de setembro, cerca de 5 meses depois do Cinema Cultura ser deletado da mesma forma pelo <a href="http://twitter.com/#%21/blogger" target="_blank">Blogger</a> &#8211; que foi o 1º sistema a realmente popularizar o blog, e que pertence ao <a href="http://info.abril.com.br/aberto/infonews/022003/17022003-9.shl" target="_blank">Google desde 2003</a>.</p>
<p style="text-align:justify;">O que está por trás dessas eliminações sumárias de páginas e mais páginas de informações e links? Interesses da indústria do copyright, é claro. Há uma porção de gente cada vez mais afim de limar todos os links para download de conteúdo supostamente protegido por copyright da internet &#8211; em especial a toda-poderosa <a href="http://www.mpaa.org/" target="_blank">MPAA</a>, nos Estados Unidos, e a <a href="http://www.apcm.org.br/" target="_blank">APCM</a> no Brasil, ambas parte de <a href="http://baixacultura.org/2009/05/01/as-confusoes-de-uma-industria-da-pesada/" target="_blank">uma indústria da pesada que causa muita confusão boba</a>. E que parte de uma utopia fiscalizatória que, em sua raiz, quer controlar toda a movimentação das pessoas na rede, uma ideia tão execrável quanto impossível.</p>
<div id="attachment_5533" class="wp-caption aligncenter" style="width: 510px"><a href="http://baixacultura.files.wordpress.com/2011/10/illegal2kp.png"><img class="size-full wp-image-5533" title="illegal2kp" src="http://baixacultura.files.wordpress.com/2011/10/illegal2kp.png?w=500&#038;h=375" alt="" width="500" height="375" /></a><p class="wp-caption-text">Olha o exagero!</p></div>
<p style="text-align:justify;">São casos parecidos ao que <a href="http://baixacultura.org/?s=cortando+o+barato" target="_blank">falamos por aqui</a>, primeiro do <a href="http://sombarato.net/" target="_blank">Som Barato</a>, depois do <a href="http://umquetenha.org/uqt/" target="_blank">Um Que Tenha</a>, <a href="http://lacuevadeltopo.com/" target="_blank">Blog Del Topo</a> e outros tantos,  blogs que disponibilizavam uma porção de conteúdo demais de bom &#8211; e que, vale lembrar, continuam fazendo isso, mostrando a total inutilidade dessas medidas. Nestes novos casos, há ainda uma preocupante tendência em tirar do ar primeiro, depois avisar &#8211; quando avisam.</p>
<p style="text-align:justify;">Antes, no caso do Som Barato por exemplo, em 2008, o Google mandava primeiro uma notificação aos mantenedores dos blogs, em que justificavam a censura por conta do <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Digital_Millennium_Copyright_Act" target="_blank">DMCA</a>, uma lei dos Estados Unidos (!) que, dentre outras coisas, permite que detentores de direitos autorais solicitem aos provedores de serviços online que bloqueiem o acesso a conteúdos que violem direitos autorais ou os retirem de seus sistemas.</p>
<div id="attachment_5534" class="wp-caption aligncenter" style="width: 410px"><a href="http://baixacultura.files.wordpress.com/2011/10/copying_is_not_piracy.png"><img class="size-full wp-image-5534" title="Copiar é pirataria?" src="http://baixacultura.files.wordpress.com/2011/10/copying_is_not_piracy.png?w=500" alt=""   /></a><p class="wp-caption-text">Copiar é pirataria?</p></div>
<p style="text-align:justify;">Os recentes casos do Laranja Psicodélica e do Cinema Cultura são mais uma mostra do descompasso entre a realidade e as leis que regulam a sociedade. Descompasso que coloca zilhões de pessoas na ilegalidade por <em>compartilhar</em> conteúdo, além de criminalizar os próprios consumidores que financiam a Indústria Cultural, no maior tiro no pé que ela deu e continua a dar em sua história.</p>
<p style="text-align:justify;">Antes de terminar esse post por aqui, uma ressalva necessária: se você é autor, de qualquer obra intelectual que seja, você precisa ser protegido de alguma forma. O que discutimos é que, ao ignorarem ou corroborarem tais ações de um defensor de interesses de monopólio, as autoridades que regulam estão nitidamente protegendo alguns poucos, que podem ter um controle sobre a cultura de uma forma que jamais se teve em outro momento histórico.</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>P.s:</strong> O Cinema Cultura e o Laranja Psicodélica já voltaram a rede, <a href="http://cinemacultura.com/" target="_blank">neste</a> (Cinema) e <a href="http://www.laranjapsicodelicafilmes.blogspot.com/" target="_blank">neste</a> (Laranja) endereços. Mas não espalhem, ok?</p>
<address>Créditos fotos: <a href="http://beatplay.wordpress.com/2010/09/15/anti-piracy-lesson-1-free-pays/">1,2</a></address>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/baixacultura.wordpress.com/5524/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/baixacultura.wordpress.com/5524/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/baixacultura.wordpress.com/5524/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/baixacultura.wordpress.com/5524/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/baixacultura.wordpress.com/5524/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/baixacultura.wordpress.com/5524/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/baixacultura.wordpress.com/5524/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/baixacultura.wordpress.com/5524/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/baixacultura.wordpress.com/5524/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/baixacultura.wordpress.com/5524/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/baixacultura.wordpress.com/5524/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/baixacultura.wordpress.com/5524/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/baixacultura.wordpress.com/5524/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/baixacultura.wordpress.com/5524/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=baixacultura.org&amp;blog=4369641&amp;post=5524&amp;subd=baixacultura&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Paródias by &#8220;Weird Al&#8221; Yankovic</title>
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		<pubDate>Mon, 04 Jul 2011 18:06:50 +0000</pubDate>
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			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://baixacultura.files.wordpress.com/2011/07/weirdalyankovic.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-5052" title="WeirdAlYankovic" src="http://baixacultura.files.wordpress.com/2011/07/weirdalyankovic.jpg?w=500&#038;h=280" alt="" width="500" height="280" /></a></p>
<p style="text-align:justify;">Cantor, comediante, produtor, escritor e acordeonista, Alfred Matthew Yankovic &#8211; ou &#8220;Weird [<em>Esquisito</em>] Al&#8221; Yankovic &#8211; é mais conhecido fantasiado  das mais engraçadas formas possíveis imitando alguma celebridade da música pop do que como na foto acima, com cara limpa e jeitão de loco. Tu provavelmente já viu ou ouviu algum clipe/música dele, mas talvez não sabia que ele lançou seu último disco, &#8220;ALpocalypse&#8221; no último 21 de junho, e continua parodiando a cultura pop a torto e direito.</p>
<p style="text-align:justify;">Desde o final dos anos 70, ele se aproveita da melodia de outras músicas para fazer algo que todo mundo já fez uma vez na vida: usar a criatividade para criar paródias e dar risada. Após cursar arquitetura na Universidade Politécnica da Califórnia, estado onde nasceu, e ser DJ numa rádio da mesma universidade, Yankovic gravou o single &#8220;<a href="http://www.youtube.com/watch?v=C4_G7HHJ0GE">My Bologna</a>&#8220;, sua versão gaiteira de &#8220;My Sharona&#8221; do grupo The Knack, agradando aos músicos e aos ouvintes da estação. A partir daí,<del> </del>não parou mais.</p>
<p style="text-align:justify;">Em 1983, lançou seu primeiro CD, <a href="https://secure.wikimedia.org/wikipedia/pt/wiki/%22Weird_Al%22_Yankovic_%28%C3%A1lbum%29">homônimo</a>, com canções satirizando outras e também com melodias originais, criadas em seu <a href="http://www.google.com/url?sa=t&amp;source=web&amp;cd=1&amp;ved=0CC4QFjAA&amp;url=http%3A%2F%2Fpt.wikipedia.org%2Fwiki%2FAcorde%25C3%25A3o&amp;rct=j&amp;q=acorde%C3%A3o%20sanfona&amp;ei=wucRTqvSLOK40AHntdGpDg&amp;usg=AFQjCNFWXpj1Cwv3NRp37sclIKhyYPKm4A&amp;cad=rja" target="_blank">acordeão</a> &#8211; ou sanfona/gaita, escolha a palavra que tu quiser. Já nesse ano, ano de nascimento da MTV, Yankovic sabia da força do videoclipe e lançou logo dois:  <a href="http://www.youtube.com/watch?v=beTsDOBRs8I&amp;feature=channel_video_title" target="_blank">I Love Rocky Road</a> e <a href="http://www.youtube.com/watch?v=6ZlLQLFq_H4&amp;feature=channel_video_title">Ricky</a>. A notoriedade, no entanto, só veio no segundo album: &#8216;Weird Al  in 3-D&#8217;, de 1984, com a pérola <a href="http://www.youtube.com/watch?v=ZcJjMnHoIBI">Eat It</a>, paródia de Beat It do Rei do Pop Michael Jackson. Outro destaque foi o surgimento de suas polka <em>pot-pourri</em>, nas quais junta trechos de outros sucessos numa mesma música &#8211; levada, claro, pelo seu acordeão/sanfona/gaita.</p>
<p style="text-align:center;"><a href="http://baixacultura.files.wordpress.com/2011/07/weird_al_accordion_at_show.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-5073" title="Weird Al Yankovic Live On Stage" src="http://baixacultura.files.wordpress.com/2011/07/weird_al_accordion_at_show.jpg?w=500&#038;h=333" alt="" width="500" height="333" /></a>Al e sua indefectível sanfona/gaita, em chamas</p>
<p style="text-align:justify;">Daí em diante, Weird Al ironizou videoclipcamente vários medalhões da cultura pop:  Madonna em &#8216;<a href="http://www.youtube.com/watch?v=notKtAgfwDA">Like a Surgeon</a>&#8216;, Nirvana em <a href="http://www.youtube.com/watch?v=FklUAoZ6KxY">Smells Like Nirvana</a>, Extreme em <a href="http://www.youtube.com/watch?v=kWD5gdpt4Dw">You Don&#8217;t Love me Anymore</a>, Red Hot Chilli Peppers em <a href="http://www.youtube.com/watch?v=BtV_nQKhkdY">Bedrock Anthem</a>, Bob Dylan no genial <a href="http://www.youtube.com/watch?v=Nej4xJe4Tdg">Bob</a> feito só com palíndromos; e filmes, como Forrest <a href="http://www.youtube.com/watch?v=hQwWaWFjd0Y">Gump</a>, <a href="http://www.youtube.com/watch?v=gh4zvQfDhi0">Jurassic Park</a> e Star Wars em <a href="http://www.youtube.com/watch?v=hEcjgJSqSRU">The Saga Begins</a>. Ainda sobrou tempo para produzir uma a versão de <a href="https://secure.wikimedia.org/wikipedia/pt/wiki/Peter_and_the_Wolf">Pedro e o Lobo</a>, do compositor russo <a href="https://secure.wikimedia.org/wikipedia/pt/wiki/Serguei_Prokofiev">Serguei Prokofiev</a>.</p>
<p style="text-align:justify;">Nesses 30 anos de carreira, Yankovic sempre procurou pedir permissão para parodiar ou fazer covers de outras músicas. Na verdade, ele nem precisaria, já que se tratam de casos que se encaixam no conceito de &#8220;<a href="https://secure.wikimedia.org/wikipedia/pt/wiki/Fair_use">fair use</a>&#8220;, ou uso justo, existente no copyright estadunidense. Caso haja um processo, o que é julgado é a paródia (o trabalho ridicularizando o mesmo trabalho no qual é baseado, necessitanto do trabalho original) ou a sátira (o trabalho ridicularizando outros assuntos, dispensando o trabalho original). Porém, não é tão simples.</p>
<p style="text-align:justify;">Como nas composições Al sempre faz uso de paródia, isto é, uma imitação cômica que necessita da obra original, teoricamente elas não precisariam de autorização. Essa é a explicação do blog <a href="http://www.technicallylegal.org/weird-parody-al-yankovic-and-fair-use/">Technically Legal</a>. Mesmo assim, Yankovic recorre a burocracia necessária para evitar possíveis processos, como <a href="http://www.weirdal.com/aaarchive.htm">dito em seu site oficial:</a> &#8220;<em>Well, as I always say, we live in a country where anybody can sue anybody else for any reason at any time, so it&#8217;s always a gray area.</em>&#8221; [Bem, como eu sempre digo, vivemos em um país onde qualquer um pode processar alguém por qualquer motivo, a qualquer hora, então essa é sempre uma área cinzenta].</p>
<p style="text-align:center;"><a href="http://baixacultura.files.wordpress.com/2011/07/internet_leaks-weird_al_yankovic.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-5075" title="Internet_Leaks-Weird_Al_Yankovic" src="http://baixacultura.files.wordpress.com/2011/07/internet_leaks-weird_al_yankovic.jpg?w=500&#038;h=500" alt="" width="500" height="500" /></a>Capa do EP <a href="https://secure.wikimedia.org/wikipedia/en/wiki/Internet_Leaks">Internet Leaks</a>, de 2009</p>
<p style="text-align:justify;">Às vezes ele consegue autorização somente para as músicas, às vezes somente para o clipe, às vezes para nenhuma das duas coisas. O site <a href="http://www.11points.com/Music/11_Artists_Who_Wouldn%27t_Give_Weird_Al_Permission_For_a_Parody">11 Points mostrou 11 casos</a> conhecidos nos quais artistas caretas disseram &#8216;não&#8217; para paródias. Teve a Yoko Ono, que não permitiu a gravação de Gee I&#8217;m a Nerdy (versão de Free as a Bird); a gravadora do chato James Blunt que negou na última hora You&#8217;re Pitiful (depois disponibilizada na internet); o rapper Coolio, que mudou de ideia depois de autorizar a paródia de <a href="https://secure.wikimedia.org/wikipedia/en/wiki/Gangsta%27s_Paradise_%28song%29">Gangsta Paradise</a> (vejam só, que era <a href="http://www.youtube.com/watch?v=YFK6H_CcuX8">sampleada</a> de <a href="http://www.youtube.com/watch?v=b0S4SiLxt1s">Pastime Paradise</a>); Eminem, que não deixou fazerem um clipe de <a href="http://www.youtube.com/watch?v=hJuqE9KuwGc">Couch Potato</a>; entre outros, como Paul McCartney, Prince, Michael Jackson e Jimmy Page. Lady Gaga quase entrou nessa lista. Ela só <a href="http://g1.globo.com/pop-arte/noticia/2011/04/lady-gaga-aprova-parodia-de-born-way-feita-por-weird-al-yankovic.html">permitiu a mais recente paródia, Perform This Way</a>, em abril, dois meses antes do lançamento de ALpocalypse.<del></del></p>
<p style="text-align:justify;">Quanto aos medleys de várias músicas em estilo bandinha, aí é outro departamento. Conforme o <a href="http://www.weirdal.com/aaarchive.htm#1298">pergunte ao Al</a>, sempre houve um acordo com os detentores das músicas originais:</p>
<blockquote>
<p style="text-align:justify;"><em>&#8220;In principle I don&#8217;t need permission, but if I paid everybody their full royalty rate for songs in the medley, I would wind up LOSING money on each album! So each and every songwriter needs to agree to only take their rightful share of the royalties (meaning, if a Green Day song takes up 11% of the medley, then Green Day will only get 11% of the songwriting royalties for that one song). We can&#8217;t make exceptions because it&#8217;s a &#8220;favored nations&#8221; deal, meaning that if one person gets the full amount, EVERYBODY gets the full amount. Obviously, a whole lot of artists have been good sports about this &#8211; but it&#8217;s a mountain of paperwork every time I do a medley.&#8221;</em></p>
<p style="text-align:justify;"><em>["Em princípio, eu não preciso de permissão, mas se eu pago todos os royalties deles para músicas no medley, eu acabaria perdendo dinheiro em cada álbum! Assim, todos e cada compositor têm de concordar em receber apenas a sua parte justa dos royalties (ou seja, se uma música do Green Day ocupa 11% do medley, em seguida, o Green Day só vai ficar 11% dos royalties de composição por aquela canção). Não podemos abrir exceções, porque é um acordo de "nações favorecidas", o que significa que se uma pessoa recebe o montante total, TODOS ficam com o valor total. Obviamente, um monte de artistas tem levado na esportiva - mas é uma montanha de papelada toda vez que eu faço um medley.]</em></p>
</blockquote>
<p><a href="http://baixacultura.files.wordpress.com/2011/07/dont_download_this_song_weird_al.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-5071" title="don't_download_this_song_weird_al" src="http://baixacultura.files.wordpress.com/2011/07/dont_download_this_song_weird_al.jpg?w=500&#038;h=316" alt="" width="500" height="316" /></a></p>
<p style="text-align:justify;">Com suas letras engenhosas e seus clipes malucos, Al ganhou três Grammys latinos e sempre esteve entre os mais vendidos da lista da Billbboard, seja na 139ª posição do primeiro album ou nas 10ª e 9ª dos dois últimos, de <a href="http://oglobo.globo.com/cultura/mat/2006/10/24/286380175.asp">2006</a> e <a href="http://splitsider.com/2011/06/weird-al-brings-the-alpocalypse-to-the-billboard-charts">2011</a>. Pois justamente nesses últimos, a internet acabou virando alvo: ganharam músicas o  site de fofocas <a href="https://secure.wikimedia.org/wikipedia/pt/wiki/TMZ.com">TMZ</a> e o site de classificados <a href="https://secure.wikimedia.org/wikipedia/pt/wiki/Craigslist">Craigslist</a>, que ainda teve a  participação de Ray Manzarek, ex-tecladista dos The Doors. Além da rede, o copyright e suas &#8220;infrações&#8221; também renderam um single.</p>
<p style="text-align:justify;">A canção &#8216;<a href="https://secure.wikimedia.org/wikipedia/en/wiki/Don%27t_Download_This_Song">Don&#8217;t Download This Song</a>&#8216; [Não baixe essa canção], do disco <a href="https://secure.wikimedia.org/wikipedia/en/wiki/Straight_Outta_Lynwood#cite_note-AICN-14">Straight Outta Lynwood</a>, soa como hino <em>We are the World</em> e é uma crítica cáustica ao pensamento da indústria do copyright: dos processos feitos sem discriminação contra uma criança de <a href="http://recordingindustryvspeople.blogspot.com/2007/03/riaa-insists-on-deposing-tanya.html">7 anos de idade</a> e uma <a href="http://www.theregister.co.uk/2005/02/05/riaa_sues_the_dead/">falecida vovó</a>, passando pelas extravagâncias de  artistas ricassos à culpa exercida pelas campanhas, que relacionam o compartilhamento de arquivos com o roubo de bebidas, o tráfico de crack e até atropelamentos. Na época, sarcasticamente foi feito <a href="http://web.archive.org/web/20071006210636/www.dontdownloadthissong.com/DDTSecard.html">um site</a> disponibilizando &#8220;Don&#8217;t Download This Song&#8221; para baixar, e é ela que tu vê aqui abaixo, com <a href="http://letras.terra.com.br/weird-al-yankovic/794656/traducao.html"> letra</a> e clipe oficial. A discografia de Weird Al Yankovic está nesse link <a href="http://rock4shared.blogspot.com/2010/04/discografia-weird-al-yankovic.html">aqui</a> e o último disco, <a href="http://www.4shared.com/file/wFLCRjqr/Alpocalypse.htm">aqui</a>.<del></del></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="text-align:center; display: block;"><a href="http://baixacultura.org/2011/07/04/parodias-by-weird-al-yankovic/"><img src="http://img.youtube.com/vi/zGM8PT1eAvY/2.jpg" alt="" /></a></span></p>
<p style="text-align:center;"><strong>Once in a while</strong> [De vez em quando]<br />
<strong>Maybe you will feel the urge.</strong> [Talvez você sinta a vontade]<br />
<strong>To break into national copyright law</strong> [De quebrar a Lei dos Direitos Autorais]<br />
<strong>By downloading mp3</strong>s [Baixando mp3s]<br />
<strong>From file sharing sites</strong> [De sites de compartilhamento de arquivos]<br />
<strong>Like morpheus or grokster or limewire or kazaa.</strong> [Como morpheus ou grokster ou limewire ou kazaa]<br />
<strong>But deep in your Heart.</strong>  [Mas no fundo do seu coração]<br />
<strong>You know the guilt would drive you mad</strong> [Você sabe que a culpa lhe deixará louco]<br />
<strong>And the shame would leave a permanent scar</strong> [E a vergonha vai deixar uma cicatriz permanente]<br />
<strong>Cause you start out stealing songs</strong> [Porque você começa roubando músicas]<br />
<strong>Then you&#8217;re robbing liquor stores</strong> [E depois está roubando loja de bebidas]<br />
<strong>And selling Crack</strong> [E vendendendo Crack]<br />
<strong>And running over school kids with your car</strong> [E atropelando crianças com seu carro]</p>
<p style="text-align:center;">[Refrão]:</p>
<p style="text-align:center;"><strong>So Don&#8217;t Download This Song</strong> [Então Não Baixe Essa Música]<br />
<strong>The record store is where you belong</strong> [A loja de discos é lugar a que você pertence]<br />
<strong>Go and buy the CD like you know that you should</strong> [Vá e compre um CD como sabe que deveria]<br />
<strong>Oh Don&#8217;t Download This Song</strong> [Oh Não Baixe Essa Música]</p>
<p style="text-align:center;"><strong>Oh you don&#8217;t want to mess</strong> [Oh você não quer se meter]<br />
<strong>With the R I Double A</strong> [Com a R I Duplo A]<br />
<strong>They&#8217;ll sue you if you burn that Cdr.</strong> [Eles vão lhe processar se você gravar esse CD-Rom]<br />
<strong>It doesn&#8217;t matter if you&#8217;re a grandma</strong> [Não importa se você é uma vovó]<br />
<strong>Or a seven year old girl</strong> [Ou uma garota de sete anos]<br />
<strong>They&#8217;ll treat you like the evil Hard-bitten criminal scum you are</strong> [Eles vão lhe tratar como lixo criminoso e maldoso que você é]</p>
<p style="text-align:center;">[Refrão]</p>
<p style="text-align:center;"><strong>Don&#8217;t take away money</strong> [Não tire o dinheiro]<br />
<strong>From artists just like me</strong> [De artistas como eu]<br />
<strong>How else can I afford another solid gold Humvee</strong> [De que forma eu posso comprar um outro Humvee de ouro puro]<br />
<strong>And diamond studded swimming pools</strong> [E piscinas cravadas de diamante]<br />
<strong>These things don&#8217;t grow on trees</strong> [Essas coisas não nascem em árvore]<br />
<strong>So all I ask is everybody Pleaseeeeee</strong> [Então tudo que eu peço é que todos Por Favor]</p>
<p style="text-align:center;">[Refrão]</p>
<p style="text-align:center;"><strong>Don&#8217;t Download This Song (Oh please don&#8217;t you do it or you)</strong> [Não Baixe Essa Música (Oh por favor não faça isso ou você)]<br />
<strong>Might Wind up in Jail like Tommy Chong (Remember Tommy)</strong> [Pode acabar na cadeia como Tommy Chong (Lembre-se de Tommy)]<br />
<strong>Go and buy the CD (Right Now) like you know that you should (Go out and Buy it)</strong> [Vá e compre o CD (Agora) como você sabe que deveria fazer (Saia e compre-o)]<br />
<strong>Oh Don&#8217;t Download This Song.</strong> [Oh Não Baixe Essa Música]</p>
<p style="text-align:center;"><strong>Don&#8217;t Download This Song (No no no no no no)</strong> [Não baixe essa música (Não não não não não não)]<br />
<strong>Or you&#8217;ll burn in hell before to long (And you deserve it)</strong> [Ou você vai queimar no inferno (e você merece)]<br />
<strong>Go and buy the CD (Just buy it) like you know that you should (You should get it)</strong> [Vá e compre o CD (Apenas compre-o) como você sabe que deve (Você deveria tê-lo)]</p>
<p>Crédito das Imagens: <a href="http://www.go386.com/247/2010/07/hard-rock-orlando-ready-to-get-weird.html">1</a>,<a href="http://www.flickr.com/photos/mystifyme07/5538718656/sizes/l/in/set-72157626171925621/">2</a>, <a href="http://web.archive.org/web/20071006210636/www.dontdownloadthissong.com/DDTSecard.html">4</a>.</p>
<p style="text-align:right;"><em>[Marcelo De Franceschi]</em></p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/baixacultura.wordpress.com/3130/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/baixacultura.wordpress.com/3130/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/baixacultura.wordpress.com/3130/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/baixacultura.wordpress.com/3130/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/baixacultura.wordpress.com/3130/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/baixacultura.wordpress.com/3130/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/baixacultura.wordpress.com/3130/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/baixacultura.wordpress.com/3130/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/baixacultura.wordpress.com/3130/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/baixacultura.wordpress.com/3130/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/baixacultura.wordpress.com/3130/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/baixacultura.wordpress.com/3130/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/baixacultura.wordpress.com/3130/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/baixacultura.wordpress.com/3130/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=baixacultura.org&amp;blog=4369641&amp;post=3130&amp;subd=baixacultura&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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			<media:title type="html">Weird Al Yankovic Live On Stage</media:title>
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		<title>(Além) Do Regime de Propriedade Intelectual</title>
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		<pubDate>Thu, 09 Sep 2010 15:31:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>baixacul</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Quase sempre é bom conversar com quem tem mais estrada do que a gente. Criar rugas de tanto forçar o raciocínio para acompanhar quem fala e conta por onde esteve, tentando entender e depois talvez questionar, ouvir, ficar em silêncio por um tempo e formar uma visão melhor, ou mais dúvidas. Alargar os horizontes do [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=baixacultura.org&amp;blog=4369641&amp;post=3533&amp;subd=baixacultura&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://baixacultura.files.wordpress.com/2010/09/capa_do_regime_de_propriedade_intelectual.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-3535" title="capa_Do_Regime_De_Propriedade_Intelectual" src="http://baixacultura.files.wordpress.com/2010/09/capa_do_regime_de_propriedade_intelectual.jpg?w=500" alt=""   /></a></p>
<p style="text-align:justify;">Quase sempre é bom conversar com quem tem mais estrada do que a gente. Criar rugas de tanto forçar o raciocínio para acompanhar quem fala e conta por onde esteve, tentando entender e depois talvez questionar, ouvir, ficar em silêncio por um tempo e formar uma visão melhor, ou mais dúvidas. Alargar os horizontes do pensamento.</p>
<p style="text-align:justify;">No recém lançado livro “<a href="http://www.tomoeditorial.com.br/index.php?m=livro&amp;cod_livro=705" target="_blank">Do Regime de Propriedade Intelectual: Estudos Antropológicos</a>” dá pra encontrar várias dessas pessoas. Uma compilação de 13 textos com as mais recentes pesquisas sobre esse campo que não deveria ter cercas, quiçá apenas demarcações. A organização é de <strong>Ondina Fachel Leal</strong> e <strong>Rebeca Hennemann Vergara de Souza</strong>, professoras integrantes do Grupo de Trabalho Antropologia da Propriedade Intelectual (<a href="http://www6.ufrgs.br/antropi/doku.php" target="_blank">ANTROPI</a>), da UFRGS.</p>
<p style="text-align:justify;">Os artigos vão além das áreas sempre abordadas quando se fala de propriedade intelectual. Mais do que cultura e software livre, direito autoral e música, também foram desbravados pelos pesquisadores temas que ainda nem nos atrevemos a falar: o patenteamento de medicamentos e suas conseqüências para a saúde pública &#8211; não só mundial, mas brasileira inclusive; e a regulação de produtos agrícolas por meio de certificações.  É de se ressaltar igualmente uma etnografia num camelódromo e uma análise de um movimento ambientalista de resistência da Costa Rica.</p>
<p style="text-align:justify;">Lançado pela <a href="http://www.tomoeditorial.com.br/index.php?c=Home&amp;m=index" target="_blank">Tomo Editorial</a>, o volume foi logo disponibilizado pra baixar, com o exagero de ter a marca gigante do Creative Commons em cada página. A iniciativa é condizente com o trato apresentado desde o começo do livro, como diz o professor da Universidade de Brasília, Pedro de Rezende<strong>: </strong>“<em>o usufruto e o gozo de criações do espírito, de obras cuja utilidade esteja ligada ao intelecto, presumem compartilhamento, pela ação do entendimento. E que tais criações presumem prévios compartilhamentos, pois não surgem do vácuo</em>”.</p>
<p style="text-align:justify;">Um conteúdo derivado de livros e novas pesquisas não deveria nunca ficar limitado apenas ao papel de novos livros, mas deveria ter – e está tendo – sua circulação facilitada através do compartilhamento gratuito, o que fatalmente potencializa novos entendimentos, pesquisas e o saudável e necessário diálogo do conhecimento. Ainda que isso seja uma obviedade, convém reforçar a ideia, porque as vezes se esquece que uma pesquisa sem diálogo é um monólogo estéril e pueril, não é mesmo?</p>
<p style="text-align:justify;">.</p>
<p style="text-align:right;"><em>[Marcelo De Franceschi]</em></p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/baixacultura.wordpress.com/3533/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/baixacultura.wordpress.com/3533/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/baixacultura.wordpress.com/3533/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/baixacultura.wordpress.com/3533/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/baixacultura.wordpress.com/3533/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/baixacultura.wordpress.com/3533/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/baixacultura.wordpress.com/3533/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/baixacultura.wordpress.com/3533/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/baixacultura.wordpress.com/3533/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/baixacultura.wordpress.com/3533/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/baixacultura.wordpress.com/3533/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/baixacultura.wordpress.com/3533/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/baixacultura.wordpress.com/3533/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/baixacultura.wordpress.com/3533/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=baixacultura.org&amp;blog=4369641&amp;post=3533&amp;subd=baixacultura&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Os encartes da Apanhador Só</title>
		<link>http://baixacultura.org/2010/07/15/os-encartes-da-apanhador-so/</link>
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		<pubDate>Thu, 15 Jul 2010 14:59:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>baixacul</dc:creator>
				<category><![CDATA[Entrevista]]></category>
		<category><![CDATA[Matérias]]></category>
		<category><![CDATA[Resenhas]]></category>
		<category><![CDATA[Apanhador Só]]></category>
		<category><![CDATA[Capas de disco]]></category>
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		<description><![CDATA[Os cinco pneus da bicicleta da banda gaúcha Apanhador Só têm rodado muito mais pelo Brasil desde o lançamento do primeiro cd. O quarteto liberou as 13 músicas em seu site oficial no dia 11 de abril &#8211; dez dias antes de fazerem um show de graça no Teatro Renascença, em Porto Alegre. Atualmente eles [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=baixacultura.org&amp;blog=4369641&amp;post=3244&amp;subd=baixacultura&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:justify;"><a href="http://baixacultura.files.wordpress.com/2010/07/capaapanhador.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-3310" title="capaApanhador" src="http://baixacultura.files.wordpress.com/2010/07/capaapanhador.jpg?w=500&#038;h=440" alt="" width="500" height="440" /></a></p>
<p style="text-align:justify;">Os cinco pneus da bicicleta da banda gaúcha Apanhador Só têm rodado muito mais pelo Brasil desde o lançamento do primeiro cd. O quarteto liberou as 13 músicas em seu <a href="http://www.apanhadorso.com/">site oficial</a> no dia 11 de abril &#8211; dez dias antes de fazerem um show de graça no Teatro Renascença, em Porto Alegre. Atualmente eles estão em São Paulo, mas um dos lugares por onde passaram foi Santa Maria, no bar Macondo Lugar em 26 de junho.</p>
<p style="text-align:justify;"><a href="http://baixacultura.files.wordpress.com/2010/07/img08_color_flat.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-3309" title="img08_color_flat" src="http://baixacultura.files.wordpress.com/2010/07/img08_color_flat.jpg?w=500&#038;h=500" alt="" width="500" height="500" /></a>Até então não tínhamos nos surpreendido com a atitude deles de disponibilizar gratuitamente a produção &#8211; que já rendeu mais de 7 mil downloads feitos. O que nos chamou atenção &#8211; além da apresentação tranquila das belas faixas do disco, boa parte delas acompanhadas pelo coro que era entoado no recheado espaço &#8211; foi o acabamento dado ao suporte físico das 13 músicas. Mais precisamente o encarte do cd.</p>
<p style="text-align:justify;"><a href="http://baixacultura.files.wordpress.com/2010/06/img03_color_flat.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-3249" title="img03_color_flat" src="http://baixacultura.files.wordpress.com/2010/06/img03_color_flat.jpg?w=500&#038;h=500" alt="" width="500" height="500" /></a></p>
<p style="text-align:justify;">Ao custo de 15 reais, 15 cartões (ou cards), no lugar de um esperado encarte de abrir, vêm junto ao disco dentro da caixa de papelão envelopada por uma capa mais fina. Em cada quadrado, as letras das canções estão ali &#8211; escritas à mão pelos integrantes &#8211; mas do outro lado há ilustrações que auxiliam na assimilação das composições. Agrupados, formam um bonito mural, sem uma interpretação definida, mas cuja graça reside nessa subjetividade, nessa indefinição. Afinal seria um tanto sem graça ter um único significado, principalmente por se tratar de música e poesia.</p>
<p style="text-align:justify;"><a href="http://baixacultura.files.wordpress.com/2010/06/img01_color_flat.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-3247" title="img01_color_flat" src="http://baixacultura.files.wordpress.com/2010/06/img01_color_flat.jpg?w=500&#038;h=500" alt="" width="500" height="500" /></a>Tal iniciativa de se fazer um acabamento gráfico maior sobre o disco é um bom exemplo para as gravadoras e para a industria cultural como um todo. Com a inevitável disseminação digital do conteúdo, é preciso criar maneiras de justificar a existência do produto material. Poucas pessoas, no máximo os fãs doentes, querem comprar um produto, no caso um cd, e receber uma caixinha de plástico com fotinhos e/ou as letras. Para vender e despertar a curiosidade de muitas pessoas, é preciso usar a criatividade e pensar em novas, e baratas, formas de valorizar uma criação artística. E isso pode ser realizado investindo no aspecto visual. Transpondo o exemplo para outros suportes pode se citar livros com capas mais trabalhadas, como essas edições dos <a href="http://faceoutbooks.com/#267967/Jules-Verne-Series">livros de Júlio Verne</a>; filmes que venham com um livreto sobre a produção, como a coleção de dvds da <a href="http://www.cinematecaveja.com.br/colecao.php">cinemateca Veja</a>. Nos discos, podem ser criados adesivos, imãs, pôsteres, papercrafts, jogos de carta, de tabuleiro, enfim, n alternativas atrativas. O blog <a href="http://encarte.tumblr.com/">Encarte</a>, infelizmente desatualizado, mostra outros ótimos exemplos. Isso ainda traz de volta a reclamada interação da música com a arte do disco, que antigamente era de vinil e de maior tamanho. O caso da Apanhador Só mostra o quanto o cenário independente tem se movimentado e buscado outras maneiras de lucrar com seu trabalho, dando uma lição em muita gente que fica chorando prejuízos.</p>
<p style="text-align:justify;"><a href="http://baixacultura.files.wordpress.com/2010/06/img02_color_flat.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-3248" title="img02_color_flat" src="http://baixacultura.files.wordpress.com/2010/06/img02_color_flat.jpg?w=500&#038;h=500" alt="" width="500" height="500" /></a>Os desenhos dos cartões [alguns estão espalhados no post] foram feitos pelo ilustrador <a href="http://fgummo.blogspot.com/">Fabiano Gummo</a> e o projeto gráfico foi de Rafael Rocha, diretor de arte da <a href="http://www.noize.com.br/">revista Noize</a>. Rafael que decidimos entrevistar por e-mail para saber como foi a concepção do encarte diferenciado &#8211; e fomos gentilmente atendidos. Na conversa abaixo ele conta sobre o planejamento e de sua visão sobre o ato de se investir mais no meio material como forma de fazer valer a venda da música. Ele é baixista de uma banda recente, a <a href="http://myspace.com/wannabejalva">Wannabe Jalva</a>, que possui três músicas gravadas e também liberadas <a href="http://bit.ly/wannabejalva">pra baixar</a>.</p>
<p style="text-align:justify;"><a href="http://baixacultura.files.wordpress.com/2010/06/img05_color_fotopb.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-3251" title="img05_color_fotoPB" src="http://baixacultura.files.wordpress.com/2010/06/img05_color_fotopb.jpg?w=500&#038;h=500" alt="" width="500" height="500" /></a></p>
<blockquote>
<p style="text-align:justify;"><strong>De onde partiu a ideia de fazer o encarte com cartões, de ti, do ilustrador ou da banda?</strong></p>
<p style="text-align:justify;">Rafael Rocha: A Ideia partiu de mim mesmo, a partir de várias reuniões com o Alexandre (vocalista da banda), algumas junto com o Gummo (ilustrador), e de vários processos de estudo e brain solitário em cima do projeto. Essa idéia surgiu da viagem que eu tinha ao escutar o som da Apanhador, que tem muitas linguagens, e diferentes estilos unidos através do som característico que a banda faz. Então, a ideia dos cartões foi algo que representasse cada música como uma arte separada, e a união de todas, compusesse uma obra final. Justamente como é o disco.</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>Tinha a intenção de agregar um valor a mais para a musica, para que realmente valesse o suporte físico?</strong><br />
Com certeza, a idéia, desde o começo, era fazer algo rebuscado e que também agregasse valor ao disco em si. E também considerei desde o começo, que a Apanhador, pelo seu primeiro EP &#8220;Embrulho para levar&#8221;, já tinha projetos gráficos muito bacanas e rebuscados, então, dar continuidade a isto era algo natural.</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>Como foi a composição dos desenhos, eles tem algum esquema para fazer sentido?</strong><br />
A composição dos desenhos, inicialmente, era para fazer uma história, ou algum sentido concreto e de fácil assimilação. Porém, deixei totalmente nas mãos do Gummo para ele criar e pirar em como ele quisesse chegar a este resultado. O resultado foi algo muito interessante, bem na linha de como é o seu trabalho, com um traço bem característico, com algumas referências que se repetem ao longo das cards e criam uma ligação muito bacana. E o mais interessante é a forma que eles devem ser apreciados, um a um, a partir da composição inicial das letras das músicas e do desenho da bicicleta.</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>Quais as influências do trabalho? Conhece algum outro cd que tenha o encarte diferenciado?</strong><br />
As influências vem de todo o lugar. Meu trabalho de Direção de Arte e Design tem uma relação bem orgânica, de unir elementos feitos à mão com a utilização do computador e a fotografia, acho a união destas estéticas muito interessante.<br />
Eu sempre, desde piá, tinha um sonho de trabalhar pro resto da vida com encarte de discos. Minha vida se move a música. Na NOIZE, na Wannabe Jalva (revista em que trabalho e minha banda)&#8230; Infelizmente, os discos fisícos são cada vez mais raros. Porém, vivemos um momento de transição e acredito em futuro muito positivo para o mercado musical, relacionado as artes gráficas.<br />
De outros projetos que eu gosto posso citar alguns discos do Of Montreal, White Stripes, Pearl Jam, os discos em vinil do Caetano, entre outros. Nos útlimos 3 anos apenas comprei discos pelo projeto gráfico. Sou completamente maluco por isso.</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>Aceitaria novos trabalhos semelhantes? Acha que esse design de discos e encarte, essa imbricação entre arte e música, é uma área, um serviço, que será mais procurada tanto pelas bandas independentes quanto pelas gravadoras?</strong><br />
Aceitaria de FATO! Acho que agora a fuga, para se querer vender discos de fato, é investir no projeto gráfico, entregar algo a mais. Mas, vejo o futuro virando para a produção de vinil ao invés de CDs, e com artes cada vez mais impactantes e rebuscadas. As gravadoras tem que absorver o &#8220;low cost&#8221; no meio virtual e investir mais nos discos físicos como um material que o fã que tem esse desejo tangível queria MESMO ter. Eu gostaria muito que isso acontecesse. Para isso, precisamos de uma união de pensamentos entre gravadoras/selos, designers e principalmente do público, que tem que consumir este material.</p>
</blockquote>
<p style="text-align:justify;">.</p>
<p style="text-align:right;"><em>[Marcelo De Franceschi]</em></p>
<div id="_mcePaste" style="position:absolute;left:-10000px;top:3933px;width:1px;height:1px;overflow:hidden;">envelopada</div>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/baixacultura.wordpress.com/3244/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/baixacultura.wordpress.com/3244/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/baixacultura.wordpress.com/3244/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/baixacultura.wordpress.com/3244/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/baixacultura.wordpress.com/3244/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/baixacultura.wordpress.com/3244/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/baixacultura.wordpress.com/3244/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/baixacultura.wordpress.com/3244/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/baixacultura.wordpress.com/3244/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/baixacultura.wordpress.com/3244/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/baixacultura.wordpress.com/3244/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/baixacultura.wordpress.com/3244/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/baixacultura.wordpress.com/3244/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/baixacultura.wordpress.com/3244/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=baixacultura.org&amp;blog=4369641&amp;post=3244&amp;subd=baixacultura&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Uma amostra do trabalho dos Uploaders</title>
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		<pubDate>Tue, 02 Mar 2010 12:38:21 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[. Mui provavelmente, depois de ter baixado gigabytes de discos e filmes, já deve ter lhe ocorrido a seguinte pergunta: &#8220;mas quem será que colocou esse monte de arquivo pra mim?&#8221; Afinal, alguém comprou (ou copiou de alguém) o produto e botou lá, depois de um bom trabalho, pra gente consumir de graça. E é [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=baixacultura.org&amp;blog=4369641&amp;post=2713&amp;subd=baixacultura&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>.</p>
<p><a href="http://baixacultura.files.wordpress.com/2010/03/flash_face_pirata.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-2712" title="flash_face_pirata" src="http://baixacultura.files.wordpress.com/2010/03/flash_face_pirata.jpg?w=500" alt=""  ></a></p>
<p style="text-align:justify;">Mui provavelmente, depois de ter baixado gigabytes de discos e filmes, já deve ter lhe ocorrido a seguinte pergunta: &#8220;mas quem será que colocou esse monte de arquivo pra mim?&#8221; Afinal, alguém comprou (ou copiou de alguém) o produto e botou lá, depois de um bom trabalho, pra gente consumir de graça. E é sobre eles, e um pouco sobre como eles põem os arquivos pra todo mundo baixar, que vamos falar um pouco aqui. Uma singela homenagem a esses nobres compartilhadores.</p>
<p>.</p>
<p style="text-align:justify;">Há quase um ano, a revista Trip publicou&nbsp;<a href="http://revistatrip.uol.com.br/revista/175/especial/os-capitaes-da-pirataria.html">uma matéria</a> buscando conhecer o perfil e entender o porquê dessas pessoas comuns se prestarem a fazer todo o trabalho de graça. Para apurar as informações, a repórter precisou ser sabatinada pelos desconfiados &#8220;criminosos&#8221; frequentadores do fórum do The Pirate Bay, até que conseguiu conversar com eles. Alguns inclusive aceitaram fazer umas espécies de retratos falados, no site&nbsp;<a href="http://flashface.ctapt.de/">FlashFace</a>, que ilustram a matéria [e que também utilizamos para abri este post]. Então deu pra descobrir&nbsp; quais os motivos que os movem e quais os custos da filantropia digital. Os esforços para fazer isso são claros. Tempo, dedicação e organização são imprescindíveis pra criar algo de qualidade, tudo na faixa.&nbsp; E as razões também não poderiam ser mais simples. Eles ganham um pouco de conhecimento e de diversão, e em troca querem reconhecimento e agradecimento, na forma de um comentário ou até amizade, vinda de quem só baixa. Uma situação bem semelhante quando nós do Baixacultura escrevemos ou traduzimos algo, vide principalmente&nbsp;<a href="http://baixacultura.org/2009/04/18/roube-este-filme-legendado/">aqui</a> e&nbsp;<a href="http://baixacultura.org/2010/02/13/lionshare-ficcao-p2p/">aqui</a>. Dentre seis depoimentos que aparecem na reportagem de&nbsp;Ana Magalhães Silva, um é bem emblemático sobre&nbsp;alguns dos motivos dos uploaders:</p>
<blockquote>
<p style="text-align:justify;">&#8220;Acho absurdo você ter que pagar R$ 100 num DVD de um filme&#8230; se os valores fossem mais acessíveis talvez não houvesse pirataria. Sempre que eles fecham um site de download, aparecem outros dez. Faço upload há dois anos e o que me motiva a lançar mais é o agradecimento dos usuários.&#8221;</p>
</blockquote>
<p style="text-align:justify;">O trecho é do jovem usuário chamado Júnior, autor de um video que reproduzimos abaixo. Nele, é mostrado como subir um cd de músicas e como é criado o respectivo arquivo .torrent.&nbsp; Criar uma conta em um servidor de hospedagem de arquivos é fácil, mas criar um torrent não é muito popular. Torrents podem ser mais rápidos de baixar e os arquivos baixados podem&nbsp; ser muito mais pesados que aqueles comportados por sites.&nbsp; Entretanto,&nbsp; o processo é um pouco mais complicado do que simplesmente enviar o conteúdo. O seguinte tutorial foi criado para ajudar os membros do fórum&nbsp;<a href="http://www.bj-share.net/login.php">Bj-share</a>, um dos maiores sites de torrent do Brasil, que possui regras muito bem definidas sobre os deveres de quem o utiliza e os tipos de arquivos que devem ser colocados, além de informações para iniciantes.</p>
<span style="text-align:center; display: block;"><a href="http://baixacultura.org/2010/03/02/uma-amostra-do-trabalho-dos-uploaders/"><img src="http://img.youtube.com/vi/JeGg906d38s/2.jpg" alt="" /></a></span>
<p style="text-align:justify;">Antes mesmo desse processo de semeação dos arquivos, existe ainda&nbsp; um outro processo bem mais demorado: a digitalização. Ripar um cd é um ato simples, mas e um livro ou um filme? São processos muito mais exaustivos e dispendiosos. Livros e revistas podem ter suas páginas diretamente escaneadas e postas num arquivo pdf, ou então ter as palavras reconhecidas e gerar um documento mais flexível.&nbsp;Esta forma é mostrada no site&nbsp;<a href="http://ebooksgospel.com.br/">E-books Gospel</a>, de onde vem um belo exemplo. “Ninguém pode ser dono absoluto do conhecimento” é o mandamento da página, que possui 151 livros em português e que inclusive disponibiliza o link pra baixar o programa escaneador dos livros. Juntamente com o livro baixado, vem um &#8220;leia-me&#8221; em forma de imagem explicando que o conteúdo livre visa &#8220;apenas a edificação espiritual e o fornecimento de bons livros aos menos previlegiados e acesso a cultura e conhecimento&#8221;. E que assim seja. Abaixo, a video-aula mostra a minuciosa ação de escanear página por página e depois corrigir possíveis erros.</p>
<p style="text-align:justify;"><span style="text-align:center; display: block;"><a href="http://baixacultura.org/2010/03/02/uma-amostra-do-trabalho-dos-uploaders/"><img src="http://img.youtube.com/vi/Xq0O8ITeQ0Q/2.jpg" alt="" /></a></span></p>
<p style="text-align:justify;">Outro arquivo mais difícil de ser criado é um filme de 700 megabytes, ou mais. Ripar um dvd pode demorar horas. E depois tem o processo de conversão e por fim a criação do torrent. Existem muitas maneiras de se fazer a ripagem, mas uma nos pareceu bem simples. O português Ricardo Santos possui um&nbsp;<a href="http://www.ricardouk.com/">blog</a> onde desde 2006 publica resenhas e dicas sobre programas gratuitos. Numa dessas ele mostra num vídeo guia como criar um arquivo de um dvd e depois gravá-lo em outro. Todos os programas utilizados estão disponíveis no<a href="http://www.ricardouk.com/2009/05/video-guia-ripar-dvd-converter-para-divx-e-gravar-varios-divx-num-dvd.html">texto original</a>.</p>
<p style="text-align:justify;"><span style="text-align:center; display: block;"><a href="http://baixacultura.org/2010/03/02/uma-amostra-do-trabalho-dos-uploaders/"><img src="http://img.youtube.com/vi/XZKkT5ayeks/2.jpg" alt="" /></a></span></p>
<p style="text-align:justify;">E uma prática tão demorada quanto chupar um filme é a produção de uma legenda para uma série ou longa-metragem. E se se quer fazer algo que preste não é recomendável ser feito à duas mãos. Geralmente uma equipe inteira é necessária para traduzir, sincronizar e revisar corretamente as legendas ansiosamente esperadas por muitos aficionados nas produções norte-americanas. A&nbsp;<a href="http://www.darksite.tv/">Equipe Darkside</a> por exemplo possui 20 pessoas para decifrar todas as dificuldades dos episódios de séries que normalmente nem estrearam no Brasil. Mais de 50 séries já passaram pela equipe, que ainda disponibiliza lições bem completas de treinamento para quem quiser se aprofundar. Para ter acesso as informações é preciso fazer um cadastro, mas no canal do grupo no YouTube eles já deixaram duas divertidas vídeo aulas. Uma é sobre a&nbsp;<a href="http://www.youtube.com/watch?v=zJVm6Es4kLU">formatação</a> e outra sobre a&nbsp;<a href="http://www.youtube.com/watch?v=KWzV-U4Mijs">adequação</a> das legendas. O grupo também aceita novos integrantes e, para quem está começando, especifica os&nbsp;<a href="http://www.darksite.tv/padroes">padrões técnicos</a> para a produção de legendas entendíveis.</p>
<p style="text-align:justify;">Claro que há também softwares e games mas queremos destacar aqui que toda essa trabalheira é realizada por quase profissionais. Digo quase pois a diferença é que eles não ganham um tostão por isso. São como voluntários de uma ONG que beneficia milhares de pessoas que só querem ter acesso à cultura e à informação. Então, agora que você já sabe um pouco como funciona, que tal dizer um &#8220;muito obrigado&#8221; ou começar a fazer a sua parte e devolver o que baixou?</p>
<p style="text-align:justify;">**</p>
<p style="text-align:justify;">P.s: Demos uma de uploaders e atualizamos o link do filme &#8220;Ai que vida&#8221;, que tinha expirado, deste&nbsp;<a href="http://baixacultura.org/2009/10/14/o-fenomeno-ai-que-vida-e-pirataria-digital/">nosso post</a>.</p>
<p style="text-align:justify;">[<b>Marcelo De Franceschi</b>.]</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/baixacultura.wordpress.com/2713/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/baixacultura.wordpress.com/2713/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/baixacultura.wordpress.com/2713/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/baixacultura.wordpress.com/2713/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/baixacultura.wordpress.com/2713/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/baixacultura.wordpress.com/2713/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/baixacultura.wordpress.com/2713/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/baixacultura.wordpress.com/2713/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/baixacultura.wordpress.com/2713/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/baixacultura.wordpress.com/2713/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/baixacultura.wordpress.com/2713/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/baixacultura.wordpress.com/2713/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/baixacultura.wordpress.com/2713/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/baixacultura.wordpress.com/2713/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=baixacultura.org&amp;blog=4369641&amp;post=2713&amp;subd=baixacultura&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Compacto.Rec e a rede musical dos coletivos</title>
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		<pubDate>Wed, 28 Oct 2009 21:00:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>baixacul</dc:creator>
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		<description><![CDATA[. Como bem disse o Leonardo na última postagem, houve uma crescente organização dos coletivos culturais nos últimos anos. No fim do mesmo ano de surgimento do Macondo Lugar, em 2005, inicia-se a organização do Circuito Fora do Eixo (CFE) uma rede de trabalhos concebida por produtores culturais das cidades de Cuiabá (MT), Rio Branco [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=baixacultura.org&amp;blog=4369641&amp;post=2379&amp;subd=baixacultura&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>.</p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-2384" title="compacto rec" src="http://baixacultura.files.wordpress.com/2009/10/compacto-rec1.jpg?w=500" alt="compacto rec"   /></p>
<p style="text-align:justify;">Como bem disse o Leonardo na última postagem, houve uma crescente organização dos coletivos culturais nos últimos anos. No fim do mesmo ano de surgimento do Macondo Lugar, em 2005, inicia-se a organização do <strong>Circuito Fora do Eixo</strong> (CFE) uma rede de trabalhos concebida por produtores culturais das cidades de Cuiabá (MT), Rio Branco (AC), Uberlândia (MG) e Londrina (PR). Os agitadores culturais queriam uma circulação maior da produção musical independente de suas cidades, não deixando-a restrita ao seu público. Assim, decidiram formar um coletivo maior, possibilitando trocas culturais e informacionais entre eles.</p>
<p style="text-align:justify;">E é isso que está acontecendo com o projeto Compacto.Rec. “A idéia é produzir uma compilação mensal com músicas, letras, release e fotos através da rede de veículos integrados.” diz <a href="http://docs.google.com/View?id=dccpnjd2_8hh5vpwc4" target="_blank">o release</a> do mais recente lançamento, o álbum &#8220;Strange&#8221; da banda <a href="http://www.myspace.com/boddahdiciro" target="_blank">Boddah Diciro</a>, do Tocantins. O álbum, além de ser distribuído <a href="http://www.compactorec.blogspot.com/" target="_blank">no site do Compacto.Rec</a>, é divulgado internamente entre os <a href="http://maps.google.com.br/maps/ms?hl=pt-BR&amp;ie=UTF8&amp;msa=0&amp;msid=118435725618498465864.0004604dde164a3f18651&amp;source=embed&amp;ll=-18.895893,-47.988281&amp;spn=37.951787,56.513672&amp;z=4" target="_blank">45 coletivos de todo o Brasil</a> que fazem parte do CFE.</p>
<p style="text-align:justify;">De 2007 até este ano o projeto já tinha lançado três cds sem peridiocidade definida, quando em abril começou a ser trabalhado o disco da banda <a href="http://www.myspace.com/madamesaatan" target="_blank">Madame Saatan</a>, do Pará. Do grupo veio a idéia que originou o projeto, que a princípio seria quinzenal e teria inscrições. Hoje o grupo que pretende ter sua música espalhada tem que ter uma relação de proximidade com um coletivo e o coletivo indica para votação no Circuito.</p>
<p style="text-align:justify;">.</p>
<p style="text-align:justify;"><img class="aligncenter size-full wp-image-2385" title="rinoceronte" src="http://baixacultura.files.wordpress.com/2009/10/rinoceronte.jpg?w=500" alt="rinoceronte"   />.</p>
<p style="text-align:justify;">
<p style="text-align:justify;">O disco de setembro foi da banda mineira <a href="http://www.myspace.com/porcasborboletas" target="_blank">Porcas Borboletas</a>, com seu cd <a href="http://compactorec.wordpress.com/2009/08/18/porcas-borboletas-a-passeio/" target="_blank">“A Passeio”.</a> O próximo, em novembro, será o EP do power trio <a href="http://www.google.com/url?q=http://rinoceronterock.blogspot.com/&amp;ei=SDbmSr6dIeaRjAfM3f2hBA&amp;sa=X&amp;oi=spellmeleon_result&amp;resnum=1&amp;ct=result&amp;ved=0CAYQhgIwAA&amp;usg=AFQjCNEYNs3Cuv4dkja5pqVQe6XHNqaG1Q" target="_blank">Rinoceronte</a> (o da bonita arte acima) daqui de Santa Maria, que numa definição insuficiente pode ser dito como uma banda que faz um hard rock  pesado, calcado em bandas setentistas do estilo, de Free à Black Sabbath.</p>
<p style="text-align:justify;">O que o pessoal está arquitetando é perfeitamente explicado no artigo “Industria Cultural, Industria Fonográfica, Tecnologia e Cibercultura” da mestranda <strong>Lucina Reitenbach Viana</strong>. No artigo, ela faz um pequeno histórico da industria fonográfica no Brasil e propõe a inserção de uma nova fase do desenvolvimento dessa “indústria”: a fase intitulada “em rede”, iniciada nos meados dos anos 1990.</p>
<blockquote>
<p style="text-align:justify;"><em>“Partindo do uso das tecnologias digitais, temos o rompimento da unificação de gostos e costumes outrora impostos pela indústria fonográfica, permitindo novas formas de trabalho acerca da música que conseqüentemente geram outras formas de organização, armazenagem, distribuição e consumo, diminuindo o abismo existente entre artista e público.”</em></p>
</blockquote>
<p style="text-align:justify;">O artigo é o de número 10 dos 11 artigos do e-book <a href="http://go2.wordpress.com/?id=725X1342&amp;site=monitorando.wordpress.com&amp;url=http://www.ntdi.ufsc.br/ebook_multimidia.pdf" target="_blank">“Comunicação Multimídia: Objeto de reflexão no cenário do século 21”</a>, organizado pela Professora Maria José Baldessar da Universidade Federal de Santa Catarina.</p>
<p style="text-align:justify;">O Circuito Fora do Eixo está ligado nisso e é uma iniciativa pioneira no Brasil. O projeto do Compacto.Rec permite uma concentração da imensa e crescente diversidade musical do nosso tempo, aliada a uma distribuição plural. A apresentação do <a href="http://www.foradoeixo.org.br/" target="_blank">Portal Fora do Eixo</a> representa mui bien o cenário alternativo que se forma:</p>
<blockquote>
<p style="text-align:justify;"><em>“A rede cresceu e as relações de mercado se tornaram ainda mais favoráveis às pequenas iniciativas do setor da música, já que os novos desafios da indústria fonográfica em função da facilidade de acesso à qualquer informação criou solo ainda mais fértil para os pequenos empreendimentos, especialmente àqueles com características mais cooperativas.&#8221;</em></p>
</blockquote>
<p style="text-align:justify;"><strong>[Marcelo De Franceschi].</strong></p>
<p style="text-align:justify;">Créditos Imagens: <a href="http://images.google.com/imgres?imgurl=http://www.espacocubo.blogger.com.br/compacto%2520rec.jpg&amp;imgrefurl=http://www.espacocubo.blogger.com.br/2007_07_01_archive.html&amp;usg=__TqBo3TVgprEpu_oOI8nXH23oRZU=&amp;h=257&amp;w=250&amp;sz=26&amp;hl=pt-BR&amp;start=2&amp;um=1&amp;tbnid=KbIcgn9Y3fmWkM:&amp;tbnh=112&amp;tbnw=109&amp;prev=/images%3Fq%3Dcompacto%2Brec%26hl%3Dpt-BR%26client%3Dfirefox-a%26rls%3Dorg.mozilla:pt-BR:official%26sa%3DG%26um%3D1" target="_blank">1</a>,<a href="http://images.google.com/imgres?imgurl=http://c1.ac-images.myspacecdn.com/images02/21/l_c78495cca36e404e8a55e2bea1d07514.jpg&amp;imgrefurl=http://blogs.myspace.com/index.cfm%3Ffuseaction%3Dblog.viewcustom%26friendId%3D368589602%26blogId%3D511856789%26swapped%3Dtrue&amp;usg=__KJpFTK8wccBd7kHwTuDl4vF5oeg=&amp;h=400&amp;w=394&amp;sz=36&amp;hl=pt-BR&amp;start=4&amp;um=1&amp;tbnid=8Qh95syB9u23gM:&amp;tbnh=124&amp;tbnw=122&amp;prev=/images%3Fq%3Drinoceronte%2Bep%26hl%3Dpt-BR%26client%3Dfirefox-a%26rls%3Dorg.mozilla:pt-BR:official%26sa%3DG%26um%3D1" target="_blank">2</a>.</p>
<p style="text-align:justify;">
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/baixacultura.wordpress.com/2379/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/baixacultura.wordpress.com/2379/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/baixacultura.wordpress.com/2379/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/baixacultura.wordpress.com/2379/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/baixacultura.wordpress.com/2379/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/baixacultura.wordpress.com/2379/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/baixacultura.wordpress.com/2379/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/baixacultura.wordpress.com/2379/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/baixacultura.wordpress.com/2379/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/baixacultura.wordpress.com/2379/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/baixacultura.wordpress.com/2379/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/baixacultura.wordpress.com/2379/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/baixacultura.wordpress.com/2379/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/baixacultura.wordpress.com/2379/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=baixacultura.org&amp;blog=4369641&amp;post=2379&amp;subd=baixacultura&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>O fenômeno Ai que vida! e a &#8220;pirataria&#8221; digital</title>
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		<pubDate>Wed, 14 Oct 2009 13:17:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>baixacul</dc:creator>
				<category><![CDATA[Comentários]]></category>
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		<description><![CDATA[. O cartaz que abre este post é de “Ai que Vida!”, longa-metragem produzido no Maranhão e no Piauí, 24º filme do jornalista e cineasta maranhense Cícero Filho. É muito provavelmente o primeiro dos 24 que tu deve ter ouvido falar &#8211; se é que ouviu. Trata-se de um pequeno fenômeno do cinema (independente) nacional: [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=baixacultura.org&amp;blog=4369641&amp;post=2345&amp;subd=baixacultura&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>.</p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-2347" title="aiquevidadvd" src="http://baixacultura.files.wordpress.com/2009/10/aiquevidadvd.jpg?w=500" alt="aiquevidadvd"   /></p>
<p style="text-align:justify;">
<p style="text-align:justify;">O cartaz que abre este post é de “<a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Ai_que_Vida!" target="_blank">Ai que Vida!</a>”, longa-metragem produzido no Maranhão e no Piauí, 24º filme do jornalista e cineasta maranhense <strong>Cícero Filho</strong>. É muito provavelmente o primeiro dos 24 que tu deve ter ouvido falar &#8211; se é que ouviu. Trata-se de um <a href="http://www.overmundo.com.br/overblog/filme-piauiense-ai-que-vida-e-sucesso-de-publico" target="_blank">pequeno fenômeno</a> do cinema (independente) nacional: produzido em 2007, ainda hoje encontra-se em cartaz em alguns cinemas da região Nordeste, especialmente nos estados do Piauí e Maranhão. Em sua semana de estréia, no já longínquo setembro de 2007, fez mais espectadores no Cinema Riverside, em Teresina, do que fez, no mesmo cinema,  o badalado <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Harry_Potter_and_the_Order_of_the_Phoenix_%28filme%29">Harry Potter e Ordem da Fênix</a>, 5º filme do bruxo criado pela hoje bilionária escocesa J.K. Rowling, em um mês.</p>
<p style="text-align:justify;">Cícero e sua equipe de 25 pessoas começaram as gravações com R$ 800,00 no bolso e uma câmera digital mini-dv, emprestada por uma faculdade de comunicação de Teresina, além de três atores profissionais no elenco. Escolheram como cenário a pequena Amarante, distante 170 KM de Teresina, a capital piauiense, pois <a href="http://www.overmundo.com.br/overblog/filme-piauiense-em-detalhes" target="_blank">segundo o co-roteirista</a>, diretor de arte e <strong>Diógenes Machado</strong>, :&#8221;<em>A cidade é o berço da cultura de nosso estado. A terra do cavalo piancó, do inegualavel poeta Da Costa e Silva, das mais belas construções arquitetônicas do Piauí.</em>&#8220;</p>
<p style="text-align:justify;">Com ajuda da prefeitura, que hospedou a equipe de Cícero de graça, e dos moradores da cidade, que fizeram desde figuração até empréstimos de carros e casas para a gravação do filme, vinte e cinco dias depois estava finalizado o processo de gravação do filme. O orçamento extrapolou o inicial e  chegou aos R$30 mil. Problema? Que nada, é costume, como de novo nos conta o co-roteirista Diógenes: &#8220;<em>Como sempre, pouca gente acretitava no nosso trabalho, só quando terminamos de gravar foi que os empresários resolveram ajudar. Começou a aparecer mil reais dali, cinco mil de um lado, quatro mil do outro e felizmente conseguimos angariar fundos para começar a edição</em>&#8220;.</p>
<p style="text-align:justify;">Quatro meses na ilha de edição depois, Ai que Vida! estava pronto para estrear. Mas onde? A primeira rede de cinemas de Teresina que foi procurada pela equipe não topou exibir o filme, nem mesmo numa segunda-feira e com direito a 80% da bilheteria das sessões. &#8220;O<em> diretor dos cinemas nos disse que não adiantaria 80% da bilheteria no contrato já que não ia dar ninguem mesmo</em>&#8220;, conta Diógenes. Foram duas semanas de negociação, que de nada adiantaram. A equipe tentou outro cinema, o <strong>Riverside</strong>, localizado num shopping de mesmo nome, que aceitou; ficariam uma semana em cartaz, para ver no que dava. O resultado foi um sucesso estrondoso, com todas as sessões da semana lotadas e mais renda do que um mês de exibição do último Harry Potter. Como prêmio ganharam mais uma semana de exibição, também lotada, e a partir daí o filme se espraiou pelo <strong>Cine Praia Grande</strong>, em São Luís, capital do vizinho estado do Maranhão, e por festivais de cinema como o de Brasília e da Paraíba.</p>
<p style="text-align:justify;">Dá uma olhada no trailer do filme antes de continuar lendo a postagem:</p>
<p style="text-align:justify;">.</p>
<p style="text-align:justify;">
<p style="text-align:justify;"><span style="text-align:center; display: block;"><a href="http://baixacultura.org/2009/10/14/o-fenomeno-ai-que-vida-e-pirataria-digital/"><img src="http://img.youtube.com/vi/_zfypOwnKrc/2.jpg" alt="" /></a></span></p>
<p style="text-align:justify;">
<p style="text-align:justify;">**</p>
<p style="text-align:justify;">
<p style="text-align:justify;">Através de um patrocínio do Governo do Estado do Piauí, foram produzidas 300 cópias de DVD, que logo foram distribuídas nas locadoras da capital Teresina. Mas a demanda foi maior que os 300 DVDs, tamanha a identificação dos espectadores com a <a href="http://www.overmundo.com.br/overblog/ai-que-vida-cinema-popular-do-piaui" target="_blank">história simples e popularíssima</a>, carregada de citações à cultura local e ao modo de vida das pessoas da região.  Então, a própria população tratou de trocar/vender/copiar adoidado <a href="http://www.piauihoje.com/materia.asp?notcod=12332" target="_blank">os dvds nos camelôs</a>, num fenômeno parecido com <a href="http://www1.folha.uol.com.br/folha/ilustrada/ult90u323878.shtml" target="_blank">o do Tropa de Elite</a>, que já era conhecido de boa parte do público brasileiro quando estreou oficialmente nos cinemas em 12 de outubro &#8211; e foi a maior bilheteria no período de uma semana no Brasil em todo o ano de 2007, com cerca de 180 mil espectadores.</p>
<p style="text-align:justify;">A cópia/troca dos DVDs do &#8220;Ai que Vida!&#8221; não foi nenhum pouco condenada por Cícero, segundo o próprio afirmou <a href="http://www.cabecadecuia.com/noticias/37031/filme-ai-que-vida-de-cineasta-maranhense-vira-febre-no-nordeste.html" target="_blank">em entrevista ao site Cabeça de Cuia</a>:</p>
<blockquote>
<p style="text-align:justify;"><em>“Ai que vida” se alastrou, tudo culpa da pirataria. Fico feliz, ao ver que o filme está sendo aceito de forma positiva pela população. Difundir o cinema para a população menos favorecida é um foco primordial do meu trabalho. Meu maior lucro é ver as pessoas comentando que gostaram muito do filme, que se retrataram com o enredo e as personagens!”.</em></p>
</blockquote>
<p style="text-align:justify;">
<div id="attachment_2361" class="wp-caption aligncenter" style="width: 385px"><img class="size-full wp-image-2361" title="camelos" src="http://baixacultura.files.wordpress.com/2009/10/camelos1.jpg?w=500" alt="Camelôs, a &quot;origem de todo o mal&quot;"   /><p class="wp-caption-text">Camelôs, a &quot;origem de todo o mal&quot;</p></div>
<p style="text-align:justify;">
<p style="text-align:justify;">
<p style="text-align:justify;">Assim como <a href="http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EMI67015-15220,00.html" target="_blank">Tropa de Elite, Wolverine, SICKO</a> e outros tantos,  &#8220;Ai Que Vida!&#8221; é prova de que uma coisa não necessariamente anula a outra. Ou em palavras mais adequadas: <strong>que a dita &#8220;pirataria&#8221; não necessariamente anula a renda obtida no cinema</strong>, como querem nos fazer crer os incomodativos comerciais exibidos antes daquele DVD que alugamos na locadora da esquina. Ao contrário, em alguns casos pode aumentar tanto o burburinho em torno da produção que ela vai circular ainda mais, o que fatalmente resultará em mais prestígio ao seu autor, o que, por sua vez, poderá render mais contatos e condições de produção de uma nova (e melhor) obra cinematográfica.</p>
<p style="text-align:justify;">Como já <a href="http://baixacultura.org/2009/03/07/mais-tributos-mais-empregos-mais-downloads/" target="_blank">falamos por aqui</a>, <strong>a pirataria gera mais grana do que querem nos fazer crer.</strong><span style="margin:0;padding:0;"> Nisso,</span><strong> </strong><span style="margin:0;padding:0;">o jurista Lawrence Liang, um hábil indiano que investiga questões relacionadas com pirataria, economia informal, direitos de autor e cultura livre no <a style="color:#2361a1;text-decoration:underline;margin:0;padding:0;" href="http://www.altlawforum.org/">Alternative Law Forum</a> de Bangalore, tem algo a nos dizer, via <a href="http://remixtures.com/2007/06/sobre-a-etica-da-pirataria-ou-a-falta-dela/" target="_blank">entrevista no Remixtures</a>:</span></p>
<blockquote>
<p style="text-align:justify;"><span style="margin:0;padding:0;"><em>Todo o circuito da pirataria cria economias locais bastante dinâmicas. Gera emprego, permite a transferência de tecnologia, possibilita o surgimento de inovações locais. Se olharmos o fenómeno de um ponto de vista de uma economia global da informação, onde somos uma multinacional que controla os direitos de um filme ou de uma música, sim, é mau para a economia. Mas se estivermos interessados no desenvolvimento das economias locais, bem como da inovação local, diria que é algo positivo para a economia.</em></span></p>
</blockquote>
<p style="text-align:justify;">Pode notar: quem joga a culpa pela &#8220;morte da indústria cinematográfica&#8221; no vazamento de uma cópia dita &#8220;pirata&#8221; frequentemente são aqueles cineastas/produtores decadentes que estão vendo seu lucro fácil de décadas se esvaírem em milhares de mãos espalhadas pelos mais obscuros quartos ao redor do planeta. Aqueles que se escondem em castelos encantados por lucros de décadas gerado por multinacionais que se acostumaram a controlar os direitos de toda e qualquer produto cultural que o dinheiro lhes permite comprar.</p>
<p style="text-align:justify;">**</p>
<p style="text-align:justify;">
<div id="attachment_2358" class="wp-caption aligncenter" style="width: 431px"><img class="size-full wp-image-2358" title="aiquevida" src="http://baixacultura.files.wordpress.com/2009/10/aiquevida.jpg?w=500" alt="O casal romântico Valdir e Charleni à frente de todo o elenco do filme"   /><p class="wp-caption-text">O casal romântico Valdir e Charleni à frente de todo o elenco do filme</p></div>
<p style="text-align:justify;">O cenário que se avizinha mui provavelmente permite espaço para todos que souberem aproveitar bem as potencialidades de cada mídia. Como disse Gilberto Gil no final <a href="http://baixacultura.org/2009/10/06/cibercultura-em-debate/" target="_blank">desta postagem</a>, não adianta buscar uma resposta pronta a pergunta-que-não-quer-calar &#8220;c<em>omo vou ganhar dinheiro</em>?. Ao que parece, as respostas estão por aí, escondidas em cada tipo de produção, em cada tipo de mídia, em cada tipo de orçamento, em cada tipo de objetivo desejado. O hábito secular de ir ao cinema não irá acabar duma hora pra outra, substituído pela solitária prática de ver um filme numa tela de 14 polegadas em um sistema de som <em>abelhudo</em> de caixinhas de sons toscas; vai, sim, é <em>dividir espaço </em>com esse novo hábito e outros tantos que surgem (e mais e mais vão surgir) de acordo com as possibilidades e criatividades de cada um.</p>
<p style="text-align:justify;">Para fechar, vale citar o que <a href="http://www.filmeb.com.br/quemequem/html/QEQ_profissional.php?get_cd_profissional=PE186" target="_blank">Giba Assis Brasil</a>, veterano cineasta gaúcho, disse em matéria na <a href="http://www.aplauso.com.br/site/portal/default.asp" target="_blank">revista Aplauso</a> de setembro, que infelizmente só circula no estado do Rio Grande do Sul:</p>
<blockquote>
<p style="text-align:justify;"><em>&#8220;A industria está perdida. No caso do DVD, estão errando o alvo e deixando grandes corporações criminosas ganharem dinheiro as suas custas. Seria mais inteligente se mudassem a sua política de preços. Ou que arranjassem alternativas para vender cópias pela Internet a preço baixo. Em vez disso, preferem chamar garotos que baixam filmes de ladrões e criar uma ficção segundo a qual o compartilhamento está associado ao tráfico de drogas. Ninguém vai acreditar nisso. Eles vão perder de novo.”</em></p>
</blockquote>
<p style="text-align:justify;">Se relacionamos a fala de Giba com <a href="http://remixtures.com/2009/10/pirataria-da-mais-dinheiro-a-ganhar-aos-detentores-de-direitos-do-que-downloads-legais/#IDComment38595491" target="_blank">esse post</a> do Remixtures começamos a entender que algumas coisas são mais complicadas do que parecem&#8230;</p>
<p style="text-align:justify;">.</p>
<p style="text-align:justify;">[<strong>Marcelo De Franceschi. Leonardo Foletto</strong>.]</p>
<address>Créditos fotos: <a href="http://images.google.com.br/imgres?imgurl=http://www.sleek.com.br/wp-content/uploads/2009/01/aiquevida.jpg&amp;imgrefurl=http://www.sleek.com.br/2009/01/14/merchan/ai-que-vida/&amp;usg=__4l--BKErccaK6vf3PuqMu_A46pg=&amp;h=419&amp;w=300&amp;sz=51&amp;hl=pt-BR&amp;start=1&amp;um=1&amp;tbnid=WYhvfvoAKEHltM:&amp;tbnh=125&amp;tbnw=89&amp;prev=/images%3Fq%3Dai%2Bque%2Bvida%26hl%3Dpt-BR%26client%3Dfirefox-a%26rls%3Dorg.mozilla:pt-BR:official%26sa%3DN%26um%3D1" target="_blank">1</a>, <a href="http://g1.globo.com/Noticias/Rio/foto/0,,15209702-EX,00.jpg" target="_blank">2</a>, <a href="http://images.google.com.br/imgres?imgurl=http://www.overmundo.com.br/_overblog/img/1190792415_val_e_cha_povo_tras.jpg&amp;imgrefurl=http://www.overmundo.com.br/overblog/filme-piauiense-em-detalhes&amp;usg=__A6d956Nd4eI3i1ezh-de8kU7sIQ=&amp;h=286&amp;w=421&amp;sz=29&amp;hl=pt-BR&amp;start=4&amp;um=1&amp;tbnid=nJFp-5ZEf2gdRM:&amp;tbnh=85&amp;tbnw=125&amp;prev=/images%3Fq%3Dai%2Bque%2Bvida%2Bovermundo%26hl%3Dpt-BR%26client%3Dfirefox-a%26rls%3Dorg.mozilla:pt-BR:official%26sa%3DG%26um%3D1" target="_blank">3</a>.</address>
<address> </address>
<address>.</address>
<p style="text-align:justify;"><strong>P.s:</strong> Antes que nos esqueçamos<strong>: </strong>se você ficou louco pra assistir ao filme “Ai que vida!”, <a href="http://www.megaupload.com/?d=8JDK6DEH">baixe aqui o arquivo</a>, que está em boa qualidade. E se você gostou também da trilha sonora, não deixa de assistir ao clipe da música tema <strong><a href="http://www.youtube.com/watch?v=tPM6o-EjM8s" target="_blank">aqui</a>.<br />
</strong></p>
<p style="text-align:justify;">
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/baixacultura.wordpress.com/2345/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/baixacultura.wordpress.com/2345/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/baixacultura.wordpress.com/2345/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/baixacultura.wordpress.com/2345/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/baixacultura.wordpress.com/2345/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/baixacultura.wordpress.com/2345/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/baixacultura.wordpress.com/2345/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/baixacultura.wordpress.com/2345/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/baixacultura.wordpress.com/2345/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/baixacultura.wordpress.com/2345/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/baixacultura.wordpress.com/2345/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/baixacultura.wordpress.com/2345/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/baixacultura.wordpress.com/2345/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/baixacultura.wordpress.com/2345/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=baixacultura.org&amp;blog=4369641&amp;post=2345&amp;subd=baixacultura&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Quem baixa música não é pirata, mas divulgador</title>
		<link>http://baixacultura.org/2009/08/04/quem-baixa-musica-nao-e-pirata-mas-divulgador/</link>
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		<pubDate>Tue, 04 Aug 2009 21:31:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>baixacul</dc:creator>
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		<category><![CDATA[História da Música]]></category>
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		<category><![CDATA[Música]]></category>

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		<description><![CDATA[Depois de quase um mês de nossa última postagem, resolvemos acabar com o limbo que andava corroendo este humilde espaço virtual. O semestre acabou, as férias não vieram e os afazeres inadiáveis foram feitos (ainda que com atraso). Então, bora lá. . Como (pouco) falamos aqui nas duas últimas postagens, em fins de junho ocorreram [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=baixacultura.org&amp;blog=4369641&amp;post=2043&amp;subd=baixacultura&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:justify;">
<p style="text-align:justify;"><img class="aligncenter size-full wp-image-2059" title="download_music_movies" src="http://baixacultura.files.wordpress.com/2009/08/download_music_movies1.jpg?w=500" alt="download_music_movies"   /></p>
<p style="text-align:justify;"><em>Depois de quase um mês de nossa última postagem, resolvemos acabar com o limbo que andava corroendo este humilde espaço virtual. O semestre acabou, as férias não vieram e os afazeres inadiáveis foram feitos (ainda que com atraso). Então, bora lá.</em></p>
<p style="text-align:justify;">.<a href="http://musicaparabaixar.org.br/?p=267" target="_blank"><br />
</a></p>
<p style="text-align:justify;">Como (pouco) falamos aqui nas duas últimas postagens, em fins de junho ocorreram dois eventos importantes na capital gaúcha. O primeiro, maior, foi o <a href="http://fisl.softwarelivre.org/10/www/" target="_blank">10º Fórum Internacional de Software Livre</a>. O segundo, menor mas nem por isso menos importante, foi o <a href="http://musicaparabaixar.org.br/" target="_blank">I Fórum do Movimento de Música para Baixar</a>, organizado pelo movimento de mesmo nome que reúne algumas figuras ativas da cultura brasileira, especialmente da música. Por iniciativa de um integrante deste movimento, <strong><a href="http://www.leoni.art.br/" target="_blank">Leoni</a></strong>, e com ajuda do designer <strong>Marcelo Pereira</strong>, é que saiu, em meados de julho, um manifesto que agrupa alguns dos preceitos defendidos pelo MPB (<em>Música Para Baixar</em>, e não outra cousa que você possa estar imaginando). A ideia do manifesto é sintetizado pela frase que dá título à esta postagem, <strong>Quem baixa música não é pirata, é divulgador!, </strong>que desde já pode ser adotado como um interessante slogan para o movimento.</p>
<p style="text-align:justify;">Por concordarmos e apoiarmos o texto,  publicamos o manifesto aqui abaixo, na íntegra, como fizeram alguns parceiros nossos como o <a href="http://www.culturadigital.br/blog/2009/07/07/manifesto-do-movimento-musica-para-baixar-mpb/" target="_blank">Cultura Digital</a> e o <a href="http://partidopirata.org/node/125" target="_blank">Partido Pirata</a>.</p>
<blockquote>
<p style="text-align:justify;"><em>É a partir do surgimento da democratização da comunicação pela rede cibernética, que a conjuntura na música muda completamente.</em></p>
<p style="text-align:justify;"><em>Um mundo acabou. Viva o mundo novo!</em></p>
<p style="text-align:justify;"><em>O que antes era um mercado definido por poucos agentes, detentores do monopólio dos veículos de comunicação, hoje se transformou numa fauna de diversidade cultural enorme, dando oportunidade e riqueza para a música nacional – não só do ponto de vista do artista e produtor(a), como também do usuário(a).</em></p>
</blockquote>
<blockquote>
<p style="text-align:justify;"><em>Neste sentido, formamos aqui o<strong> </strong>Movimento Música Pra Baixar:</em><em> reunião de artistas, produtores(as), ativistas da rede e usuários(as) da música em defesa da liberdade e da diversidade musical que circula livremente na Internet.</em></p>
</blockquote>
<blockquote>
<p style="text-align:justify;"><strong><em>Quem baixa música não é pirata, é divulgador! Semeia gratuitamente projetos musicais.</em></strong></p>
<p style="text-align:justify;"><em>Temos por finalidade debater e agir na flexibilização das leis da cadeia produtiva, para que estas não só assegurem nossos direitos de autor(a), mas também a difusão livre e democrática da música.</em></p>
<p style="text-align:justify;"><em>O MPB afirma que a prática do “jabá” nos veículos de comunicação é um dos principais responsáveis pela invisibilidade da grande maioria dos artistas. Por isso, defendemos a criminalização do “jabá” em nome da diversidade cultural.</em></p>
<p style="text-align:justify;"><em>O MPB irá resistir a qualquer atitude repressiva de controle da Internet e às ameaças contra as liberdades civis que impedem inovações. A rede é a única ferramenta disponível que realmente possibilita a democratização do acesso à comunicação e ao conhecimento, elementos indispensáveis à diversidade de pensamento.</em></p>
<p style="text-align:justify;"><em>Novos tempos necessitam de novos valores. Temas como economia solidária, flexibilização do direito autoral, software livre, cultura digital, comunicação comunitária e colaborativa são aspectos fundamentais para a criação de possibilidades de uma nova realidade a quem cria, produz e usa música.</em></p>
<p style="text-align:justify;"><em>O MPB irá promover debates e ações que permitam aos agentes desse processo, de uma forma mais ampla e participativa, tornarem-se criadores(as) e gestores(as) do futuro da música.</em></p>
<p style="text-align:justify;"><em>O futuro da música está em nossas mãos. Este é o manifesto do movimento Música Para Baixar.</em></p>
<p style="text-align:justify;"><em><br />
</em></p></blockquote>
<p style="text-align:justify;"><img class="aligncenter size-full wp-image-2060" title="logo-mpb" src="http://baixacultura.files.wordpress.com/2009/08/logo-mpb1.jpg?w=500" alt="logo-mpb"   /></p>
<p style="text-align:justify;">
<p style="text-align:justify;">Manifestos como esse costumam ser interessantes por, dentre outras coisas, agrupar interesses e ideias comuns num único espaço, o que facilita a organização de um movimento para a defesa de preceitos comuns perante à sociedade &#8211; além de serem belos produtos para puxar a frente de batalha quando há uma guerra contínua e longa pela frente, como <a href="http://baixacultura.org/2009/04/28/os-caca-piratas/" target="_blank">aqui parece ser o caso</a>.</p>
<p style="text-align:justify;">Sabemos todos que a atual <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Music_industry" target="_blank">indústria musical</a> se erigiu, durante o século XX, num contexto onde a produção cultural se realizava numa série de processos que custavam bastante dinheiro, desde a gravação à reprodução.  O resultado disso é que a produção e a distribuição se restringia àqueles que tivessem condições financeiras para isso, uma minoria endinheirada que, para se manter, precisava (ou julgava que precisava) vender (caro) aquilo que produzia.</p>
<p style="text-align:justify;">Hoje, como boa parte de nós sabemos, o custo para produção e &#8211; principalmente &#8211; para a distribuição de um produto cultural (ou artefato, cultural para  atualizarmos ou variarmos a nomenclatura)  é muito menor do que era há um pouco mais dez anos atrás, quando fazer uma cópia de um CD era mais caro do que comprar um novo. A diminuição nos custos permite com que muito mais pessoas possam produzir a sua música e distribuí-la na rede para todo o planeta. Permite, também, uma variedade muito maior daquela música que podemos escutar; cada um, em sua própria casa, pode escolher o que escutar, seja algo próximo como um ótimo <a href="http://www.youtube.com/watch?v=tplmOgOnaW4&amp;feature=related" target="_blank">jazz instrumental brasileiro</a> ou um hit pop em incrível <a href="http://www.youtube.com/watch?v=9Uqwt5OQUPs" target="_blank">versão folk de uma banda da Ucrânia</a>. É dado para nós a incrível possibilidade de não depender mais de uma pessoa, com interesses muitas vezes estritamente comerciais, para a determinação daquilo que vamos escutar, o que nos abre literalmente diversos oceanos de diversidade e qualidade musical que nunca antes sabíamos que existia.</p>
<p style="text-align:justify;">Este novo contexto exige novas estratégias de distribuição e comercialização para a música. Exige um repensar de toda uma instituição que muito se deu bem no século XX, <a href="http://www.unesp.br/aci/jornal/147/musica.htm" target="_blank">mas que hoje não vai mais se manter os mesmos princípios antes usados</a>. Determinar como serão estas novas estratégias, tanto de distribuição quanto de comercialização, é algo que <a href="http://blog.go2nplay.com/?tag=distribuicao" target="_blank">muitos estão querendo fazer</a>,  e um manifesto como o do <em>Movimento Música Para Baixar</em> é, no fundo, uma forma de unir pessoas para pensar como que isso vai se dar, não?</p>
<p style="text-align:justify;">.</p>
<p style="text-align:justify;">Para assinar o manifesto,  <a href="http://www.petitiononline.com/mpb/petition.html" target="_blank">clique aqui</a>. Cerca de 1500 pessoas já assinaram. Destaco em especial um deles, o rei do Bom-Fim porto-alegrense <a href="http://www.neilisboa.com.br/" target="_blank">Nei Lisboa</a>.</p>
<address><a href="http://musicaparabaixar.org.br/" target="_blank"></a></address>
<p style="text-align:justify;">[<strong>Leonardo Foletto</strong>.]</p>
<address>Créditos fotos:<a href="http://www.electronichouse.com/images/uploads/download_music_movies.jpg" target="_blank"> um</a>, <a href="http://musicaparabaixar.org.br/" target="_blank">dois</a></address>
<address>.</address>
<address> </address>
<p style="text-align:justify;">
<p style="text-align:justify;">
<p style="text-align:justify;">
<p style="text-align:justify;">
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/baixacultura.wordpress.com/2043/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/baixacultura.wordpress.com/2043/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/baixacultura.wordpress.com/2043/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/baixacultura.wordpress.com/2043/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/baixacultura.wordpress.com/2043/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/baixacultura.wordpress.com/2043/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/baixacultura.wordpress.com/2043/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/baixacultura.wordpress.com/2043/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/baixacultura.wordpress.com/2043/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/baixacultura.wordpress.com/2043/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/baixacultura.wordpress.com/2043/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/baixacultura.wordpress.com/2043/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/baixacultura.wordpress.com/2043/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/baixacultura.wordpress.com/2043/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=baixacultura.org&amp;blog=4369641&amp;post=2043&amp;subd=baixacultura&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>As confusões de uma indústria da pesada</title>
		<link>http://baixacultura.org/2009/05/01/as-confusoes-de-uma-industria-da-pesada/</link>
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		<pubDate>Fri, 01 May 2009 11:17:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator>baixacul</dc:creator>
				<category><![CDATA[Comentários]]></category>
		<category><![CDATA[Direito Autoral]]></category>
		<category><![CDATA[APCM]]></category>
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		<category><![CDATA[Indústria Cultural]]></category>
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		<description><![CDATA[Resolvi escrever esse post simplesmente para falar de três grandes e recentes trapalhadas do lado engravatado da força. Se por um lado parecem ser acontecimentos isolados, por outro escancaram um padrão de reações repressivas e inconsequentes de um punhado de gente que simplesmente tem grana o bastante para exercer a prática de suas visões particulares [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=baixacultura.org&amp;blog=4369641&amp;post=1836&amp;subd=baixacultura&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_1844" class="wp-caption aligncenter" style="width: 460px"><img class="size-full wp-image-1844" title="apcm-2" src="http://baixacultura.files.wordpress.com/2009/04/apcm-2.jpg?w=500" alt="apcm-2"   /><p class="wp-caption-text">Um internauta invadiu o site da APCM pra deixar um recadinho de apoio.</p></div>
<p style="text-align:center;">
<p style="text-align:justify;">Resolvi escrever esse post simplesmente para falar de três grandes e recentes trapalhadas do lado engravatado da força. Se por um lado parecem ser acontecimentos isolados, por outro escancaram um padrão de reações repressivas e inconsequentes de um punhado de gente que simplesmente tem grana o bastante para exercer a prática de suas visões particulares de justiça em um âmbito público, sem precisar passar pelo incômodo de respeitar soberanias de países e vontades populares que alcançam cada vez mais altos níveis de manifestação social.</p>
<p style="text-align:justify;">Pra começar, vou relembrar aqui o <a href="http://baixacultura.org/2009/04/17/acusados/" target="_blank">julgamento</a> dos quatro administradores do <strong>Pirate Bay</strong>. Logo que saiu a notícia da condenação (que, na verdade, &#8220;vazou&#8221; do tribunal, dá pra acreditar?), tenho certeza que entre a maioria dos compartilhadores bateu uma certa tristeza e até uma preocupação. Mas logo algumas coisas foram sendo esclarecidas e, poupando a todos da pequena novela que já foi transmitida por <a href="http://baixacultura.org/2009/04/17/acusados/" target="_blank">aqui</a> e em outros <a href="http://torrentfreak.com/" target="_blank">sites</a>, o panorama em que estacionamos é o seguinte: a condenação não amedrontou os membros do Pirate Bay, que, além de recorrerem da decisão, alegam que tudo não passa de um &#8220;teatrinho para a mídia&#8221;, como diz o <strong>Peter Sunde</strong>, em uma reação digna de um prenúncio para a notícia de que o juiz do caso, <a href="http://www1.folha.uol.com.br/folha/informatica/ult124u555088.shtml" target="_blank"><strong>Sr. Tomas Norstrom</strong></a>, teria participado de entidades de proteção ao copyright, o que veio a ser confirmado.</p>
<p style="text-align:justify;">Essa irregularidade do juiz é apenas um pouco da sujeira da indústria cultural que acabou escapando por baixo do grande tapete (ou cobertor?) que se chama <strong>Estado</strong>. Com a ajuda das autoridades a indústria cultural consegue inventar crimes, utilizar a polícia como se fosse sua, mudar legislações sem qualquer respaldo de concordância popular e esmagar o interesse público. Quem assistiu ao documentário <a href="http://baixacultura.org/2009/04/18/roube-este-filme-legendado/" target="_blank"><em><strong>Roube Este Filme</strong></em></a> sabe disso. Essa prática constante de desrespeito e arrogância só poderia ter culminado no circo que foi montado para condenar o Pirate Bay. Só que o tiro saiu pela culatra. Após a rápida propagação da notícia, o Partido Pirata da Suécia obteve seu maior registro diário de militantes, conseguindo, inclusive, ultrapassar barreira para representação no Parlamento europeu, como nos diz o grande <strong><a href="http://remixtures.com/2009/04/administradores-do-pirate-bay-considerados-culpados-de-ajudarem-a-partilhar/" target="_blank">Remixtures</a></strong>. Isso sem falar, das manifestações físicas e virtuais que ocorreram em protesto à decisão. Como se vê, <strong>além da seriedade e legitimidade do julgamento estarem em xeque, as consequências parecem levar invariavelmente a uma maior impopularidade das causas da indústria</strong>.</p>
<p style="text-align:justify;"><img class="aligncenter size-full wp-image-1856" title="sunde-winning" src="http://baixacultura.files.wordpress.com/2009/04/sunde-winning.jpg?w=500" alt="sunde-winning"   /></p>
<p style="text-align:justify;">
<p style="text-align:justify;">Outro caso interessante eu li no Remixtures. Se o Youtube fosse um jornal (e não funcionasse com jabá) a <strong><a href="http://remixtures.com/2009/04/susan-boyle-recebe-0e-por-mais-de-100-milhoes-de-visualizacoes-no-youtube/#comments" target="_blank">Susan Boyle</a></strong> estaria na primeira página. Ela é a senhora de dotes visuais extremamente modestos que, em uma aparente surpresa, arrebentou em sua performance no programa de TV <em>Britain&#8217;s Got Talent</em>, uma versão britânica saída da mesma fôrma de que saiu o brasileiro <em>Ídolos</em>. O vídeo foi visualizado à exaustão nos últimos dias e, enquanto o canal de TV onde o programa é transmitido (ITV) e o Youtube discutiam e não chegavam a acordo nenhum sobre a divisão dos lucros sobre as exibições do vídeo, a provável marca de 75 milhões (<em>and counting&#8230;</em>) de exibições deixava de render cerca de 1,87 milhões de dólares, o que seria embolsado se o vídeo já tivesse sido monetizado.</p>
<p style="text-align:justify;">Olhando esse caso da Susan Boyle, alguns podem pensar de chofre: &#8220;Tá vendo?! Todo mundo consumindo de graça o talento desta cantora e ela sem ganhar um centavo. Que injustiça!&#8221;. Entretanto, caros e afoitos amigos, o que fica nítido, ao menos àqueles que realmente entederam a situação, é que conteúdo gratuito gera grandes receitas. Veja só: ninguém (ou quase ninguém) em sã consciência pagaria pra simplesmente assistir a um vídeo de uma única apresentação da Susan Boyle. As pessoas assistem por ser gratuito e isso poderia ter gerado muita grana, inclusive para a cantora, sem ela ainda nem ter gravado um disco ou um dvd. <strong>No entanto, essa grana não apareceu por culpa de quem mesmo?</strong> Ah, sim! Dos caras que sempre dizem defender os interesses dos artistas. Ficaram ali, <strong>discutindo suas próprias perspectivas máximas de lucro</strong>, enquanto a cantora não era representada por ninguém. Depois dizem que o vilão é o usuário de internet&#8230; Aliás, você sabia que alguns <a href="http://remixtures.com/2009/04/piratas-compram-10-vezes-mais-musica-do-que-os-restantes-internautas/#more-4880" target="_blank">estudos</a> (cada vez mais numerosos) demonstram que quem mais compra cd original é uma rapaziada que costumam chamar de &#8220;<strong>piratas</strong>&#8220;?</p>
<p style="text-align:justify;"><img class="aligncenter size-full wp-image-1839" title="loucademiacapa3-2" src="http://baixacultura.files.wordpress.com/2009/04/loucademiacapa3-2.jpg?w=500" alt="loucademiacapa3-2"   /></p>
<p style="text-align:justify;">Por último, gostaria de comentar a atuação de nossa querida e tupiniquim <a href="http://www1.folha.uol.com.br/folha/informatica/ult124u554387.shtml" target="_blank"><strong>APCM</strong></a> (Associação Antipirataria de Cinema e Música), nossa <em>wannabe</em> MPAA. É muito reconfortante saber que uma entidade dirigida por um ex-policial federal que simplesmente tem &#8220;<a href="http://baixacultura.org/2009/04/28/os-caca-piratas/" target="_blank">saudades de prender</a>&#8221; (nem sei por quê. O que ele faz hoje chega a ser mais arbitrário) <a href="http://www1.folha.uol.com.br/folha/informatica/ult124u554395.shtml">retira do ar</a> links que muitas vezes englobam estratégias espontâneas de divulgação de certos artistas. A própria comunidade do Orkut <strong>Discografias</strong>, fechada por pressão da APCM, era um acervo de divulgação para muitas bandas independentes. No entanto, esses aspectos são esquecidos quando o assunto é o interesse de grandes gravadoras. Para o Direito não existe diferença entre <strong>Roberto Carlos</strong> e o seu vizinho adolescente que tem uma originalíssima banda <em>a la </em><strong>CPM 22</strong>. Se você é autor, de qualquer obra intelectual que seja, você deve ser protegido. Entretanto, as autoridades do nosso país, ao ignorarem ou corroborarem tais ações de um defensor de interesses de monopólio, estão nitidamente protegendo alguns poucos.</p>
<p style="text-align:justify;">Mas, olhando o lado tão heróico da APCM, de derrubar links para download não autorizado, o mais cômico é que essa turma de xerifes sente orgulho do que faz. Eles dizem estar fazendo um bom trabalho pelo fato de muitas pessoas estarem incomodadas com sua ação. <strong>Mas, diabos, essas pessoas são os próprios consumidores de quem financia esse tão temido grupo de extermínio!</strong> Mais acima eu citei pesquisas que apontam piratas como bons compradores de conteúdo original. Não sei se é o caso aqui no Brasil (entretanto, aposto que é), mas, com certeza, muita gente já deixou de comprar cd original por pura antipatia pela APCM. No próprio <a href="http://www.orkut.com.br/Main#Community.aspx?cmm=54570232">Orkut</a> há uma diferença um tanto gritante entre comunidades <a href="http://www.orkut.com.br/Main#UniversalSearch.aspx?searchFor=C&amp;q=APCM&amp;loc=C" target="_blank">que amam e que odeiam a MPAA tupiniquim</a>. Pode parecer um número pequeno, mas some a isso a volta da comunidade Discografias, o fato de o Orkut não ser mais um bom ambiente para manifestação de compartilhadores e os <a href="http://www.gizmodo.com.br/conteudo/comunidade-discografias-e-fechada-por-pressao-da-apcm-ex-membros-reorganizam-links-de" target="_blank">telefonemas e mensagens enviados aos xerifes</a>, com reclamações <strong>contra</strong> e não <strong>para</strong> a APCM, e você terá uma pequena fração da péssima popularidade dessa turminha da pesada. Achar que sair por aí derrubando links vai fazer as pessoas correrem para comprar o original ou não disponibilizar/procurar novos links é um tanto infantil. O que eleva número de vendas legais é o uso de novas formas de negócio na rede e não uma repressão infundada.</p>
<p style="text-align:justify;">Enfim, a indústria faz o que bem entende, tenta de todos os modos, se atrapalha, <strong>mas não consegue convencer o próprio consumidor a desistir do compartilhamento de obras intelectuais</strong>. <strong>Também pudera, é meio difícil mostrar-se lesado quando filmes, música e informática, por exemplo, geram (e ostentam) cada vez mais riqueza</strong>. A indústria não consegue assumir (embora as explore veladamente) novas formas de negócio porque simplesmente teme perder a forma antiga. A sedutora diferença é que esta forma antiga garante a asfixia de conteúdo, o monopólio. As corporações não querem perder o controle sobre o que vamos consumir. Querem que tudo continue passando por suas mãos enquanto todo mundo pensa que passa pelas mãos dos autores, essa sacralizada massa de manobra. Com isso fecho esse post e deixo a intenção de falar sobre a produção marginal/independente/livre em um outro texto.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;">[<strong>Edson Andrade de Alencar.</strong>]</p>
<address><em>Imagens:</em></address>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><a href="http://www.ovelho.com/content/site-da-associa%C3%A7%C3%A3o-anti-pirataria-%C3%A9-hackeado-em-resposta-ao-fechamendo-do-legendastv" target="_blank"><em>1<br />
</em></a></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><a href="http://knowfuture.wordpress.com/2009/04/18/more-on-the-pirate-bay-conviction/" target="_blank">2</a></p>
<p><a href="http://ostrankera.blogspot.com/2009/04/loucademia-de-policia-colecao-dublada.html" target="_blank"><em>3</em></a></p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/baixacultura.wordpress.com/1836/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/baixacultura.wordpress.com/1836/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/baixacultura.wordpress.com/1836/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/baixacultura.wordpress.com/1836/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/baixacultura.wordpress.com/1836/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/baixacultura.wordpress.com/1836/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/baixacultura.wordpress.com/1836/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/baixacultura.wordpress.com/1836/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/baixacultura.wordpress.com/1836/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/baixacultura.wordpress.com/1836/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/baixacultura.wordpress.com/1836/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/baixacultura.wordpress.com/1836/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/baixacultura.wordpress.com/1836/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/baixacultura.wordpress.com/1836/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=baixacultura.org&amp;blog=4369641&amp;post=1836&amp;subd=baixacultura&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>Notícias do Front Baixacultural (19)</title>
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		<pubDate>Tue, 21 Apr 2009 13:02:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>baixacul</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Pirate Bay]]></category>

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		<description><![CDATA[Como verás nos textos abaixo, o caso The Pirate Bay foi o assunto da semana na área de cobertura do BaixaCultura: . Criadores do Pirate Bay teriam pena maior se estivessem no Brasil, diz advogado (IDG Now, 17/04) A decisão do caso Pirate Bay ainda repercute, e não poderia deixar de ser. O IDG Now [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=baixacultura.org&amp;blog=4369641&amp;post=1785&amp;subd=baixacultura&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter size-full wp-image-1787" title="ww2-06" src="http://baixacultura.files.wordpress.com/2009/04/ww2-06.jpg?w=500&#038;h=386" alt="ww2-06" width="500" height="386" /></p>
<p><em>Como verás nos textos abaixo, o caso The Pirate Bay foi o assunto da semana na área de cobertura do BaixaCultura:</em></p>
<p><em>.</em></p>
<p><a href="http://idgnow.uol.com.br/internet/2009/04/17/criadores-do-pirate-bay-teriam-pena-maior-se-estivessem-no-brasil-diz-advogado/" target="_blank">Criadores do Pirate Bay teriam pena maior se estivessem no Brasil, diz advogado</a> (IDG Now, 17/04)</p>
<p style="text-align:justify;">A decisão do caso Pirate Bay ainda repercute, e não poderia deixar de ser. O IDG Now ouviu especialistas dos dois lados da questão aqui no Brasil e fez duas matérias, cada qual com uma opinião sobre o assunto. Para o advogado Renato Opice Blum, da <a href="http://www.opiceblum.com.br/lang-pt/02_publicacoes.html" target="_blank">Blum advogados</a>, que já <a href="http://baixacultura.org/2009/01/23/campus-parte-4/" target="_blank">apareceu neste blog</a> na cobertura da Campus Party, considerou   “a pena baixa, pela quantidade de obras (que tiveram seus direitos autorais infringidos)”. Diz ele que a lei brasileira prevê pena mínima de dois anos de detenção para os condenados por “infração por contribuição”.</p>
<p style="text-align:justify;">Representante máximo do que nós do BC não apoiamos, ele ainda afirma, na cara de pau lustrada a óleos e mais óleos pagos pelas gravadoras e assemelhados, que &#8221; <em>decisões como essa são importantes para que a sociedade aprenda a lidar “com uma nova realidade de costumes tecnológicos”. “Vai haver maior acesso (às músicas), mas, por outro lado, existem proteções que devem ser respeitadas. Isso pode sugerir até uma diminuição de preços (no futuro), mas não quer dizer que todo mundo tem o direito de copiar o que quer. As leis precisam ser respeitadas</em>.”</p>
<p style="text-align:justify;">Já a outra matéria do IDG Now diz que&#8230;</p>
<p style="text-align:justify;"><a href="http://idgnow.uol.com.br/internet/2009/04/17/pirate-bay-decisao-e-ineficaz-diz-especialista-em-direito-digital/" target="_blank">Decisão é ineficaz, diz especialista em direito digital</a> (IDG Now, 17/04)</p>
<p style="text-align:justify;">O nosso conhecido <a href="http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.jsp?id=K4755957Y7" target="_blank">Ronaldo Lemos</a> aparece como fonte da matéria escrita pelo editor assistente do IDG Now <strong>Pedro Marques</strong> para afirmar que “<em>A decisão não vai mudar nada. Nos últimos 15 anos, os sites estão sendo condenados e, mesmo após fecharem, existem inúmeros outros que acabam surgindo e prestando o mesmo serviço</em>”. Para ele, “<em>o que coibiria mesmo a pirataria seria um serviço competitivo e inovador</em>”. Como alternativa, Lemos sugere a criação de um serviço de download ilimitado, onde as pessoas pagariam uma taxa fixa e poderiam baixar quantas músicas quisessem. “<em>Isso é o que o consumidor quer: um catálogo abundante e a possibilidade de baixar (músicas) sem limite. Essa idéia é muito positiva e, se a indústria tivesse tomado esse caminho, a história seria bem diferente, hoje</em>.”</p>
<p style="text-align:justify;">Para finalizar, o professor de <a href="http://www.direitorio.fgv.br/cts/index.html" target="_blank">direito da FGV</a> comenta mais um pouco sobre a decisão: “<em>Acho ruim, porque o que acontece é que está havendo uma expansão dos direitos autorais e isso começa a passar por cima de direitos individuais, como a privacidade. Não é que não deva existir direito autoral, mas o ideal é que haja um equilíbrio</em>.”</p>
<p style="text-align:justify;">.</p>
<p style="text-align:justify;"><a href="http://oglobo.globo.com/tecnologia/mat/2009/04/15/paulo-coelho-declara-apoio-ao-the-pirate-bay-755282027.asp" target="_blank">Paulo Coelho declara apoio ao The Pirate Bay</a> (O Globo Digital, 15/04)</p>
<p style="text-align:justify;">O arauto da literatura brasileira de auto-ajuda no exterior,  nosso picareta-mor que enganou até os velhinhos da Academia Brasileira de Letras, o incomparável mago Paulo Coelho declarou apoio na semana passada ao The Pirate Bay. Diz ele: &#8220;<em>Eu apoio o site abertamente. Até mesmo me voluntariei a viajar à Suécia para discutir o caso dos conteúdos abertos, mas nunca recebi uma resposta</em>&#8221; .Paulo Coelho mantem um blog com o sugestivo nome &#8220;<a href="http://piratecoelho.wordpress.com/" target="_blank">Pirate Coelho</a>&#8221; e é um apoiador da causa dos piratas: <em>&#8220;Desde o início dos tempos os seres humanos têm a necessidade de compartilhar &#8211; desde comida até a arte. A troca é parte da condição humana. Uma pessoa que não troca não é apenas egoísta, mas amarga e solitária&#8221;</em>.</p>
<p style="text-align:justify;">Na matéria do O Globo ainda consta que o mago &#8220;<em>publicou um texto em que propõe uma forma diferente de se ver os piratas. Segundo ele, &#8216;o conceito do pirata como um ladrão selvagem e sem sentimentos, que se mantém até hoje, foi criado pelo governo britânico como forma de propaganda&#8217;&#8221;. </em>E por que criaram o conceito? O nosso imortal da ABL explica:</p>
<blockquote>
<p style="text-align:justify;"><em>Porque os piratas foram os primeiros a se rebelar contra as condições desumanas nos navios mercantes e da Marinha Britânica, em que capitães tiranos transformavam a vida da tripulação em um verdadeiro inferno.&#8221;Eles até mesmo abrigavam escravos africanos fugidos e viviam com eles como iguais. Os piratas demonstraram de forma clara, e subversiva, que os navios não precisavam ser comandados de forma brutal e opressiva como ocorria na marinha mercante e no serviço militar britânico&#8221;. </em></p>
</blockquote>
<p style="text-align:justify;">Paulo Coelho &#8211; apesar de sua literatura, ou por causa dela &#8211; também disponibiliza todos os seus livros em PDF de grátis no seu <a href="http://www.paulocoelho.com/" target="_blank">Site Oficial</a>. Está lá, inclusive, sua última obra, o <em>&#8220;thriller&#8221;  &#8220;</em><a href="http://www.paulocoelho.com/o-vencedor-esta-so/o-vencedor-esta-so-de-paulo-coelho.pdf" target="_blank">O Vencedor Está Só</a><em>&#8220;.</em></p>
<p style="text-align:justify;">.</p>
<p style="text-align:justify;"><a href="http://www.guardian.co.uk/technology/2009/apr/16/piracy" target="_blank">Is it time to stop using the word &#8216;piracy&#8217;?</a> (The Guardian, 16/04)</p>
<p style="text-align:justify;">A confusão deve ter acontecido com muita gente: &#8220;<a href="http://g1.globo.com/Noticias/Mundo/0,,MUL854385-5602,00.html" target="_blank">Piratas na somália prosperam em nação sem lei</a>&#8220;. Opa, peraí: de que piratas estamos falando mesmo? A partir dessa idéia, o artigo do The Guardian discute o uso do termo pirataria para designar coisas tão distintas quanto roubo de cargas nos mares sem lei da Somália quanto &#8220;roubo&#8221; de filmes e música através de downloads.</p>
<p style="text-align:justify;">O <a href="http://baixacultura.org/2008/11/20/ce/" target="_blank">nosso velho conhecido Richard Stallman</a> sugere o uso de outras palavras para designar a situação quando na web: &#8220;<em>unauthorised copying&#8221;, &#8220;prohibited copying</em>&#8221; – e até mesmo um irônico &#8220;sharing information with your neighbour&#8221;. Já John Gruber, do <a href="http://daringfireball.net/2008/10/contains_spoilers" target="_blank">Daring Fireball blog</a>, sugere uma já usada para este mesmo fim: &#8220;<em>bootlegging</em>&#8220;. E aí, alguma sugestão para o português?</p>
<p style="text-align:justify;">.</p>
<p style="text-align:justify;"><a href="http://www.nytimes.com/2009/04/13/technology/internet/13iht-piracy13.html?_r=1" target="_blank">Should Online Scofflaws be denied web acess?</a> (NY Times, 12/04)</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>Eric Pfanner</strong>, correspondente em Paris do NY Times, escreve um interessante artigo em torno da pergunta:  até que ponto o acesso à internet é um direito humano fundamental?A partir daí, ele faz um balanço das últimas decisões a favor e contrárias à pirataria na rede em lugares como <a href="http://baixacultura.org/2009/04/13/noticias-do-front-baixacultural-18/" target="_blank">França</a>, União Européia, Nova Zelândia e Estados Unidos, claro. Apesar da postura algo conservadora do texto, é um dos mais lúcidos e informativos relatos do &#8220;estado da arte&#8221; da proibição de acesso a internet e de como vem sendo tratada a questão da pirataria em diversos locais do planeta.</p>
<p style="text-align:justify;">.</p>
<p style="text-align:justify;">[<strong>Leonardo Foletto</strong>.]</p>
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<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/baixacultura.wordpress.com/1785/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/baixacultura.wordpress.com/1785/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/baixacultura.wordpress.com/1785/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/baixacultura.wordpress.com/1785/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/baixacultura.wordpress.com/1785/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/baixacultura.wordpress.com/1785/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/baixacultura.wordpress.com/1785/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/baixacultura.wordpress.com/1785/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/baixacultura.wordpress.com/1785/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/baixacultura.wordpress.com/1785/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/baixacultura.wordpress.com/1785/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/baixacultura.wordpress.com/1785/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/baixacultura.wordpress.com/1785/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/baixacultura.wordpress.com/1785/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=baixacultura.org&amp;blog=4369641&amp;post=1785&amp;subd=baixacultura&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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