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	<title>Baixa Cultura &#187; Cultura Digital</title>
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		<title>Compartilhamento &amp; jornalismo com o Pirate Bay</title>
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		<pubDate>Mon, 30 Jan 2012 17:25:20 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Quase um ano depois, o Pirate Bay volta a ser assunto nesta página. E, não, não é porquê agora o maior tracker de bit torrrent do mundo lançou uma plataforma de divulgação de artistas, a PromoBay. Muito menos por conta de Paulo Coelho estar inaugurando este novo espaço, figurando na Home do PB e logo aqui em [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=baixacultura.org&amp;blog=4369641&amp;post=6243&amp;subd=baixacultura&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:justify;"><a href="http://baixacultura.files.wordpress.com/2012/01/pirate-coelho.png"><img class="aligncenter size-full wp-image-6244" title="pirate coelho" src="http://baixacultura.files.wordpress.com/2012/01/pirate-coelho.png?w=500&#038;h=366" alt="" width="500" height="366" /></a></p>
<p style="text-align:justify;">Quase um ano depois, o <a href="http://baixacultura.org/tag/pirate-bay/" target="_blank">Pirate Bay</a> volta a ser assunto nesta página. E, não, não é porquê agora o maior tracker de bit torrrent do mundo lançou uma plataforma de divulgação de artistas, a <a href="http://thepiratebay.org/promo" target="_blank">PromoBay</a>. Muito menos por conta de Paulo Coelho estar inaugurando este novo espaço, figurando na <a href="http://thepiratebay.org/" target="_blank">Home do PB</a> e logo aqui em cima.</p>
<p style="text-align:justify;">O assunto aqui é, <a href="http://baixacultura.org/2011/02/15/pirate-bay-jornalismo-e-cultura-livre/" target="_blank">como no texto de Eliane Fronza de quase um ano atrás</a>, uma pesquisa acadêmica de fim de curso. O jornalista capixaba, anarco-individualista e caoísta autodidata <a href="https://plus.google.com/114743031165414126909/about" target="_blank">Filipe Siqueira</a> resolveu pesquisar a forma com que dois veículos jornalísticos vêem o compartilhamento na rede. Para isso, escolheu acompanhar a cobertura do já lendário caso do processo contra o Pirate Bay, que foi pauta frequente em 2009, tando dos cadernos que cobrem tecnologia e cultura digital (raros) quanto de blogs, como foi o nosso caso.</p>
<p style="text-align:justify;">Filipe teve a irresponsabilidade de nos escolher como um desses veículos &#8211; embora até hoje não saibamos se é jornalismo o que aqui se encontra &#8211; o que nos deixou, de qualquer forma, muito honrados. Ao nosso lado, o capixaba estudou <a href="http://www.estadao.com.br" target="_blank">O Estado de São Paulo</a>. Seria fácil imaginar que a nossa cobertura do caso e a do Estadão tenha sido <em>beeeem</em> diferente, dada às tradições &#8220;republicanas&#8221; e &#8220;conservadoras&#8221; do diário paulista e o nosso total descompromisso com estes dois &#8220;palavrões&#8221;. Além, é claro, da gritante diferença de tamanho das duas estruturas, que não vamos nem comentar.</p>
<p style="text-align:justify;">Mas a coisa não foi <em>beeeem</em>assim. O melhor é ler o trabalho, intitulado &#8220;<strong>Compartilhamento e Jornalismo: Um estudo do Pirate Bay no jornal Estado de São Paulo e no blog BaixaCultura</strong>&#8220;, ao final desse post, para entender a que conclusão ele chegou.</p>
<p style="text-align:justify;">Antes, como é de praxe por aqui, o próprio Filipe apresenta o trabalho e as motivações que o levaram a estudar o assunto.</p>
<p style="text-align:justify;"><a href="http://baixacultura.files.wordpress.com/2012/01/the-pirate-bay-flag-20090904110825.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-6246" title="the-pirate-bay-flag-20090904110825" src="http://baixacultura.files.wordpress.com/2012/01/the-pirate-bay-flag-20090904110825.jpg?w=500&#038;h=332" alt="" width="500" height="332" /></a></p>
<blockquote>
<p style="text-align:justify;"><em>Sou de uma geração que levou o ato de Compartilhar até às últimas consequências. Se essa habilidade potencialmente poderosa nos humanos foi um dos motivos mais primordiais por trás de nossa evolução, a partir da reta final do século passado, com o desenvolvimento de ferramentas digitais, ela deu origem a um embate cada vez mais entranhado nas decisões corporativas e governamentais. Siglas como o ACTA e SOPA são nomenclaturas de entidades ditatoriais que crescem cada vez mais para abocanhar uma das principais características da Internet: a liberdade de Compartilhamento.</em></p>
<p style="text-align:justify;"><em>Essa guerra foi o principal gatilho na escolha do tema da minha Monografia &#8211; do curso de Jornalismo das Faculdades Integradas Espirito-Santenses (FAESA). Já tinha escrito várias matérias sobre a treta em volta do Pirate Bay para meu blog, o <a href="http://www.nerdssomosnozes.com/" target="_blank">Nerds Somos Nozes</a>, e considerava que já tinha uma certa base para cair de cabeça em uma pesquisa acadêmica.</em></p>
<p style="text-align:justify;"><em>Não deu outra. No início imaginei fazer uma reportagem investigativa profunda para descobrir a motivação de tais pessoas pelo ato de compartilhar. Mas após conversas com a orientadora do meu projeto, decidir me debruçar em um tema mais acadêmico, com uma pesquisa que usasse a mídia como principal suporte de investigação.</em></p>
<p style="text-align:justify;"><em>O resultado foi selecionar o Estadão e o blog BaixaCultura para servirem de veículos analisados &#8211; e com naturezas, imaginava eu, completamente opostas. Depois escolhi &#8211; obviamente &#8211; as notícias e artigos do emblemático ano de 2009, quando os fundadores (e o colaborador financeiro) do site foram julgados e condenados na Suécia, no fato mais importante para o compartilhamento desde 2006, para servirem como objeto de análise.</em></p>
<p style="text-align:justify;"><em>Uma das inspirações óbvias foi outro trabalho aqui da Biblioteca do BaixaCultura, Jornalismo e Cultura Digital: um estudo de caso do The Pirate Bay na Folha de S. Paulo, de Eliane Fronza, que decidi homenagear (alguns diriam remixar) até no nome, que ficou Compartilhamento e jornalismo &#8211; um estudo do Pirate Bay no jornal Estado de São Paulo e no blog Baixacultura.</em></p>
<p style="text-align:justify;"><em>Durante as pesquisas acabei por ir muito mais além do que achava que iria no início. Iniciei meu trabalho com um levantamento histórico do início das leis de direitos autorais e o motivo estritamente político e protecionista delas. Logo depois tratei de contar o processo de criação das modernas ferramentas de compartilhamento, a Internet e o ambiente social e contracultural da época.<strong> Sem grupos como os hackers, os hippies, os punks e os aditivos psicodélicos, provavelmente nunca veríamos uma Internet livre e vanguardista como a conhecemos.</strong></em></p>
<p style="text-align:justify;"><em>Depois estudei a chamada Indústria Cultural, seus métodos e os efeitos do lobby representado por ela em governos. O resultado &#8211; nada surpreendente &#8211; termina por agrupar nas mesmas páginas o pioneirismo de Richard Stallman e a estratégia agressiva de grupos de tecnobrega, especialmente o Calypso. <strong>A lama dos métodos usados por grupos extremamente protecionistas terminou por dar vida a iniciativas inéditas que aproximou e democratizou o acesso do público de bens culturais.</strong></em></p>
<p style="text-align:justify;"><em>Novidade? Não! Mas acredite, a frieza do Método Científico pode dar vazão a coisas essencialmente bem construídas e criativas &#8211; basta aplica-lo da forma correta. A reta final do meu trabalho consistiu em fazer um levantamento &#8220;completo&#8221; da história do Pirate Bay e do julgamento propriamente dito, reunido em pouco mais de 25 páginas.</em></p>
<p style="text-align:justify;"><em>As notícias e artigos analisados numa comparação metódica e explicada de forma completamente na reta final do trabalho guarda surpresas e uma série de hipóteses intrigantes. Como não sou de estragar surpresas, deixo para cada um ler e entender por si mesmo.</em></p>
<p style="text-align:justify;"><em>A banca me deu nota máxima &#8211; com um &#8220;Com Louvor&#8221; ao lado &#8211; após a apresentação, e os professores  me convidaram a escrever um artigo científico de 15 páginas sobre minha pesquisa para facilitar a inscrição dela em conferências de comunicação e outros eventos.</em></p>
<p style="text-align:justify;"><em>Pra mim foi um passeio, além de ter realizado parcialmente de um dia escrever um livro &#8211; 217 páginas de Monografia (160, se excluirmos os anexos) podem ser considerados um livro de respeito, creio. Gostei mesmo de colocar no mesmo estudo autores que considero fundamentais, como Robert Anton Wilson, Hakim Bey, Timothy Leary, Lawrence Lessig e Jean Baudrillard.</em></p>
<p style="text-align:justify;"><em>O estudo está aí abaixo, espero que curtam a viagem!</em></p>
</blockquote>
<p style="text-align:right;"><em>Filipe Siqueira</em></p>
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<address>Créditos imagens: Reprodução, <a href="http://info.abril.com.br/aberto/infonews/fotos/the-pirate-bay-flag-20090904110825.jpg" target="_blank">Info</a>.</address>
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		<title>Dias decisivos para o #SOPA</title>
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		<pubDate>Mon, 16 Jan 2012 01:01:51 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Enquanto o SOPA (Stop Online Piracy Act) nos Estados Unidos não é votada (dizem que será em 24 de janeiro), os protestos contrários a lei que poderá bloquear domínios de sites supostamente envolvidos com pirataria correm soltos. A ação mais saliente que está sendo planejada é o blecaute por algumas horas dos sites que compõe a NetCoalition, coalizão de empresas [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=baixacultura.org&amp;blog=4369641&amp;post=6198&amp;subd=baixacultura&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:justify;"><a href="http://baixacultura.files.wordpress.com/2012/01/stop-sopa.jpeg"><img class="aligncenter size-full wp-image-6199" title="stop sopa" src="http://baixacultura.files.wordpress.com/2012/01/stop-sopa.jpeg?w=500&#038;h=500" alt="" width="500" height="500" /></a></p>
<p style="text-align:justify;">Enquanto o <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Stop_Online_Piracy_Act" target="_blank">SOPA</a> (Stop Online Piracy Act) nos Estados Unidos não é votada (dizem que será em 24 de janeiro), os protestos contrários a lei que poderá bloquear domínios de sites supostamente envolvidos com pirataria correm soltos.</p>
<p style="text-align:justify;">A ação mais saliente que está sendo planejada é <a href="http://blogs.estadao.com.br/link/google-e-facebook-preparam-blackout/" target="_blank">o blecaute</a> por algumas horas dos sites que compõe a <a href="http://www.netcoalition.com/" target="_blank">NetCoalition</a>, coalizão de empresas contrárias à lei que inclui Facebook, AOL, eBay, Facebook, Foursquare, Google, LinkedIn, Twitter, PayPal e Wikimedia.</p>
<p style="text-align:justify;">O blecaute, que ainda não tem data para acontecer, é uma ação política das empresas de internet contra os principais defensores do SOPA: emissoras de televisão, grupos de mídia, empresas de transmissão de eventos esportivos, editoras de livros, operadoras de cartão de crédito, empresas farmacêuticas, além de muitas associações que representam diversos setores, como artistas, compositores, atores, estúdios de cinema, policiais, empresas de telecomunicações.</p>
<p style="text-align:justify;">[<em>A lista completa dos apoiadores tu vê<a href="http://theoriesofconspiracy.com/2011/11/list-of-major-companies-supporting-sopa.htm" target="_blank"> aqui</a> e uma parte dos que se opoem tem <a href="http://blogs.estadao.com.br/link/lei-antipirataria-opoe-empresas-nos-eua/" target="_blank">aqui</a>, ao fim do post.</em>]</p>
<div id="attachment_6204" class="wp-caption aligncenter" style="width: 510px"><a href="http://baixacultura.files.wordpress.com/2012/01/sopa-empresas.jpg"><img class="size-full wp-image-6204" title="" src="http://baixacultura.files.wordpress.com/2012/01/sopa-empresas.jpg?w=500&#038;h=270" alt="" width="500" height="270" /></a><p class="wp-caption-text">Infográfico do Link Estadão com as empresas que apoiam ou se opõem ao SOPA</p></div>
<p style="text-align:justify;">Segundo os cálculos da<a href="http://maplight.org/" target="_blank"> Maplight.org</a>, uma organização que divulga as fontes de dinheiro de campanhas políticas, o lobby a favor do SOPA já arrecadou<a href="http://maplight.org/content/72899" target="_blank"> quatro vezes mais</a> dinheiro do que os lobistas contrários. São quase US$2.000.000 vindos de companhias como Time Warner e RIAA, contra meros US$500.000 provenientes de empresas do Vale do Silício como Google, eBay e Yahoo. [<em>Com informações do <a href="http://youpix.com.br/fights/tudo-o-que-voce-precisa-saber-sobre-o-sopa/" target="_blank">YouPix</a></em>].</p>
<p style="text-align:justify;">A <a href="http://blogs.estadao.com.br/link/condominio-fechado/" target="_blank">matéria publicada no Link Estadão da semana passada</a> diz que a indústria da tecnologia dos EUA, principal opositora do SOPA, ainda não aprendeu a fazer lobby, prática histórica na indústria cultural – e capaz de influenciar tanto a política interna quanto a externa do país.</p>
<p style="text-align:justify;">Na fala de <a href="http://www.linkedin.com/pub/michael-mcgeary/6/647/210" target="_blank">Michael McGeary</a>, diretor do Engine, escritório de advocacia especializado em startups, ao Link:</p>
<blockquote>
<p style="text-align:justify;"><em>“A indústria de conteúdo nos EUA tem sido muito boa ao longo do tempo em influenciar decisões políticas. Por décadas, eles controlaram a direção dos governos nesta área e facilitaram a aprovação de leis invasivas, não-intuitivas e não-inovativas, como a Sopa”.</em></p>
</blockquote>
<p style="text-align:justify;">O site Spacial Situation <a href="http://www.spatialsituation.com/sopa-map/">publicou um mapa interativo</a> com os deputados norte-americanos que são contra ou favor da lei.</p>
<p style="text-align:justify;"><a href="http://baixacultura.files.wordpress.com/2012/01/sopa-congresso.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-6203" title="mapa sopa nos eua" src="http://baixacultura.files.wordpress.com/2012/01/sopa-congresso.jpg?w=500&#038;h=267" alt="" width="500" height="267" /></a></p>
<p style="text-align:justify;">*</p>
<p style="text-align:justify;">O <a href="http://pt.scribd.com/" target="_blank">Scribd</a>, plataforma de compartilhamento de documentos na web que usamos para nossa Biblioteca, foi um dos primeiros a protestar. Em meados de dezembro, o site aplicou um efeito que fez desaparecer as palavras de um documento no site, colocando a frase <em>&#8220;See the words disappearing? See why in 10 seconds</em>&#8221; na parte superior da página.</p>
<p style="text-align:justify;">Tocar na famosa &#8220;<a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Primeira_Emenda_%C3%A0_Constitui%C3%A7%C3%A3o_dos_Estados_Unidos" target="_blank">Primeira Emenda</a>&#8221; da Constituição dos Estados Unidos, que diz ser proibido limitar a liberdade de expressão, é mexer em um dos pontos mais caros aos americanos. E o SOPA, se aprovado, tocará sensivelmente: para funcionar, ele vai ter de instituir um aparato de monitoramento na rede que, além de complicado de ser feito do ponto de vista tecnológico, é ainda mais do ponto de vista ético, porque viola a privacidade do usuário.</p>
<p style="text-align:justify;">Vai ferir consideravelmente a liberdade de expressão, pois as denúncias serão baseadas em acusações passíveis de julgamento (qualquer um poderia fazer uma acusação, mas nem todo mundo conhece os parâmetros certos para fazer isso).</p>
<p style="text-align:justify;">Os pacotes de dados trocados entre usuários podem ser examinados em buscas de irregularidades e infrações de direito autoral. Para isso, bastará a decisão de um juiz e a perseguição estará instalada.</p>
<p style="text-align:justify;">Com isso, a internet nos Estados Unidos pode ser tão vigiada quanto a da &#8220;comunista&#8221; China.</p>
<p style="text-align:justify;"><a href="http://baixacultura.files.wordpress.com/2012/01/sopa-china.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-6205" title="sopa china" src="http://baixacultura.files.wordpress.com/2012/01/sopa-china.jpg?w=500" alt=""   /></a></p>
<p style="text-align:justify;">As penas para as infrações são, como tudo aqui, abusivas. Como explica didaticamente esse <a href="http://www.terra.com.br/noticias/tecnologia/infograficos/sopa-eua/" target="_blank">infográfico do Terra</a>, &#8220;o site identificado como reprodutor de conteúdo ilegal seria bloqueado. Com isso, o acesso dos usuários a ele seria negado. Outra consequência seria o bloqueio das contas de publicidade – que são, basicamente, o meio de subsistência desses sites.&#8221;</p>
<p>Assim continua a explicar o Terra:</p>
<blockquote>
<p style="text-align:justify;">&#8220;<em>As consequências indiretas da medida seriam que sites que se autocensuram ganhariam mais relevância na medida em que sites que não possuem esse sistema desapareceriam dos resultados das buscas online. Além disso, a medida dificultaria a criação de novas startups porque limita a criatividade</em>.&#8221;</p>
</blockquote>
<p style="text-align:justify;">***</p>
<p style="text-align:justify;"><a href="http://baixacultura.files.wordpress.com/2012/01/sopa_blocked1.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-6210" title="SOPA_blocked" src="http://baixacultura.files.wordpress.com/2012/01/sopa_blocked1.jpg?w=500" alt=""   /></a></p>
<p style="text-align:justify;">Enquanto o blecaute geral não sai, alguns sites e pessoas já organizam seus protestos. É o caso do <a href="http://pt.reddit.com/" target="_blank">Reddit</a>, site de compartilhamento de notícias e <a href="http://pastebin.com/D4XcDKBu" target="_blank">um dos mais ativos contra o SOPA</a>, que nesta quarta feira, 18 de janeiro, vai parar por 12 horas em protesto ao projeto de lei.</p>
<p style="text-align:justify;">O <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Anonymous" target="_blank">Anonymou</a>s planeja uma ação na mesma quarta-feira: deixará muda sua conta no Twitter, <a href="http://twitter.com/AnonymousIRC">@AnonymousIRC</a>. O protesto já tem hashtag: #SOPAblackout ou #J18.</p>
<p style="text-align:justify;">No Brasil, o movimento <a href="http://meganao.wordpress.com/" target="_blank">Mega Não</a> está promovendo um blecaute contra o Sopa na mesma quarta-feira, das 8h as 20, uma ação que já conta com o apoio de <a href="http://www.cgi.br/">CGI.br</a>, <a href="http://www.trezentos.blog.br/">Trezentos</a>, <a href="http://idec.org.br/">IDEC</a>, <a href="http://www.revistaforum.com.br/">Revista Forum</a>, <a href="http://softwarelivre.org/">Software Livre Brasil</a>, <a href="http://www.ganesha.org.br/">Pontão Ganesha</a>, <a href="http://foradoeixo.org.br/">Fora do Eixo</a> e <a href="http://partidopirata.org/">Partido Pirata do Brasil</a> e já está marcado como<a href="http://www.facebook.com/events/282502988471409/" target="_blank"> evento no Facebook</a>.</p>
<p style="text-align:justify;"><a href="http://baixacultura.files.wordpress.com/2012/01/sopa-blackout1.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-6208" title="sopa blackout" src="http://baixacultura.files.wordpress.com/2012/01/sopa-blackout1.jpg?w=500" alt=""   /></a></p>
<p style="text-align:justify;">Os desenvolvedores do Google Chrome fizeram uma extensão ao navegador que alerta o usuário se o site visitado apóia o SOPA, o <a href="https://chrome.google.com/webstore/detail/gagmjmoimnkgoijihaaeodbefhcapjcj?utm_source=chrome-ntp-icon" target="_blank">No SOPA</a>. O Firefox já se adiantou à aprovação e saiu com o <a href="https://addons.mozilla.org/pt-PT/firefox/addon/desopa/" target="_blank">DeSOPA</a>, plugin feito pelo desenvolvedor Tamer Rizk que permite a qualquer usuário do navegador acessar sites bloqueados pelo SOPA.</p>
<p style="text-align:justify;">Já dois estudantes dos EUA criaram <a href="https://market.android.com/details?id=com.boycottsopa.android" target="_blank">um aplicativo para Android</a> [sistema operacional de telemóveis baseado em Linux e criado pelo Google] com o qual o usuário pode ler o código de barra de um produto e, assim, descobrir se ele pertence a alguma empresa que apoia o SOPA.</p>
<p style="text-align:justify;">Nas últimas semanas, quem entrou no Pirate Bay foi convidado a assistir um vídeo-protesto chamado &#8220;SOPA Cabana&#8221;, feito pelo rapper Dan Bull. O cara pediu aos seus seguidores no Twitter ideias para escrever uma canção sobre o SOPA. Após concluir a música, ele <a href="https://www.facebook.com/itsDanBull/posts/10150475207808399" target="_blank">foi ao Facebook</a> e pediu voluntários para tirarem fotos mostrando partes da letra. O resultado tu vê aqui abaixo:</p>
<p style="text-align:justify;"><span style="text-align:center; display: block;"><a href="http://baixacultura.org/2012/01/15/dias-decisivos-para-o-sopa/"><img src="http://img.youtube.com/vi/1w6GtwOvnWM/2.jpg" alt="" /></a></span></p>
<p style="text-align:justify;">Uma forma que nós, brasileiros, podemos apoiar na oposição ao SOPA é através das petições online. Tem<a href="http://www.avaaz.org/en/save_the_internet" target="_blank"> essa petição da Avaaz</a>, com o nome &#8220;Save the Internet&#8221;; as do site <a href="http://demandprogress.org/" target="_blank">DemandProgress</a>, que faz várias petições, desde convencer a <a href="http://www.wikipediablackout.com/" target="_blank">Wikipedia a participar do blecaute</a> até demonstrar seu descontentamento com a coisa toda e <a href="http://stopcensorship.org/" target="_blank">pedir para o senador Ron Wyden</a>, do estado do Oregon, para ler o seu nome durante a tentativa de obstrução do projeto.</p>
<p style="text-align:justify;">É importante nos manter informado sobre o que acontece por lá. Porque tu sabe: se o SOPA passar, não vai demorar muito pra algum burocrata lobbysta de terno e gravata  querer fazer o mesmo por aqui.</p>
<p style="text-align:justify;"><em><strong>P.s:</strong> Para saber mais sobre o SOPA, vale ler <a href="http://www.trezentos.blog.br/?p=6642" target="_blank">essa entrevista com Sérgio Amadeu</a> e ver <a href="http://www.youtube.com/watch?v=K3ORTCseHD8&amp;feature=player_embedded" target="_blank">este vídeo</a>, legendado (e <a href="http://baixacultura.org/2011/11/24/mafalda-y-los-argentinos-tentam-explicar-a-sopa-dos-eua/" target="_blank">já postado aqui</a>) por nós.</em></p>
<address>Créditos das imagens: <a href="http://www.google.com.br/imgres?q=vote+no+on+sopa+stop+internet+censorship&amp;um=1&amp;hl=pt-BR&amp;biw=1024&amp;bih=600&amp;tbm=isch&amp;tbnid=7_BXEB4D" target="_blank">1</a>, <a href="http://blogs.estadao.com.br/link/google-e-facebook-preparam-blackout/" target="_blank">2</a>, <a href="http://www.google.com.br/imgres?q=china+stop+online+piracy+act&amp;um=1&amp;hl=pt-BR&amp;biw=1024&amp;bih=600&amp;tbm=isch&amp;tbnid=6aFwAj4jUa73LM:&amp;imgrefurl=http://nerdpai.com" target="_blank">China</a>, <a href="http://www.facebook.com/media/set/?set=a.10150590130502386.439216.513962385&amp;type=1" target="_blank">Sopa Blackout</a>, <a href="http://www.google.com.br/imgres?q=sopa+internet&amp;um=1&amp;hl=pt-BR&amp;biw=1024&amp;bih=600&amp;tbm=isch&amp;tbnid=lX0HRgBdh3gUHM:&amp;imgrefurl=http://" target="_blank">American Censorship</a>, </address>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/baixacultura.wordpress.com/6198/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/baixacultura.wordpress.com/6198/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/baixacultura.wordpress.com/6198/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/baixacultura.wordpress.com/6198/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/baixacultura.wordpress.com/6198/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/baixacultura.wordpress.com/6198/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/baixacultura.wordpress.com/6198/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/baixacultura.wordpress.com/6198/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/baixacultura.wordpress.com/6198/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/baixacultura.wordpress.com/6198/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/baixacultura.wordpress.com/6198/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/baixacultura.wordpress.com/6198/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/baixacultura.wordpress.com/6198/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/baixacultura.wordpress.com/6198/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=baixacultura.org&amp;blog=4369641&amp;post=6198&amp;subd=baixacultura&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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			<media:title type="html">mapa sopa nos eua</media:title>
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		<title>&#8220;Efêmero Revisitado&#8221; para download</title>
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		<pubDate>Tue, 20 Dec 2011 14:18:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>baixacul</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Depois do lançamento no Festival CulturaDigital.br, prometemos e, com alguma demora, aqui estamos cumprindo: “Efêmero Revisitado: Conversas sobre teatro e cultura digital&#8221; na íntegra, pra download e visualização on-line. Colocamos o livro no Scribd no Issuu, aquela site/ferramenta muito usado para disponibilizar revistas; e em PDF, pra download simples, neste link do rapidhsare (só clicar no [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=baixacultura.org&amp;blog=4369641&amp;post=6024&amp;subd=baixacultura&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:justify;">Depois do lançamento no <a href="http://baixacultura.org/2011/12/09/festival-culturadigital-br-3-notas-pessoais-e-aleatorias/" target="_blank">Festival CulturaDigital.br</a>, prometemos e, com alguma demora, aqui estamos cumprindo: “Efêmero Revisitado: Conversas sobre teatro e cultura digital&#8221; na íntegra, pra download e visualização on-line.</p>
<p>Colocamos o livro no Scribd</p>
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<p style="text-align:justify;">no <a href="http://issuu.com/leonardofoletto/docs/efemerorevisitado" target="_blank">Issuu</a>, aquela site/ferramenta muito usado para disponibilizar revistas;</p>
<p style="text-align:justify;">e em PDF, pra download simples, <a href="https://rapidshare.com/files/4190716991/efemero_revisitado_.pdf" target="_blank">neste link do rapidhsare</a> (só clicar no &#8220;save&#8221;, mais a direita).</p>
<p style="text-align:justify;">Para obter a versão impressa do livro, <del>estamos esquematizando uma distribuição via Estante Virtual que, esperamos, até o fim de 2011 esteja azeitado,</del> escreva para baixacultura@gmail.com que a gente conversa. Por enquanto, são três os lugares onde você pode encontrá-lo:</p>
<p style="text-align:justify;">_ São Paulo (SP): <a href="http://www.casadaculturadigital.com.br/" target="_blank">Casa da Cultura Digital</a>, Rua Vitorino Carmilo, 459, Barra Funda. Tel: (11) 3662 0571</p>
<p style="text-align:justify;">_ Santa Maria (RS): <a href="http://www.cesma.com.br/" target="_blank">Cesma</a> (Cooperativa dos Estudantes de Santa Maria), Rua Professor Braga, 55, Centro. Tel: (55) 3222-5584;</p>
<p style="text-align:justify;">_ Porto Alegre (RS): <a href="http://www.casafdepoa.org" target="_blank">Casa Fora do Eixo</a>, Rua José do Patrocínio, 34, apto 111, Cidade Baixa. Tel: (51) 3225-3975;</p>
<p style="text-align:justify;">
<p><strong>Selo</strong></p>
<p style="text-align:justify;">&#8220;Efêmero&#8221; é o primeiro projeto do Selo BaixaCultura, braço impresso da página, que quer publicar livros, revistas, zines, coletâneas e assemelhados que se encaixam no vasto cabedal de temas que tratamos por aqui desde setembro de 2008: cultura livre, (contra) cultura digital, remix, plágio, copyleft, direito autoral, software livre, ativismo nas redes (e ruas), cut-up, pirataria, comunicação digital, anarquia &amp; utopia criativa, vanguardas digitais, contracultura, etc.</p>
<p style="text-align:justify;">O próximo lançamento do Selo é para o 1º semestre de 2012 (mais detalhes nos próximos meses). Trata-se de uma revista com textos sobre cultura livre, estética do plágio, cópia, remix e cultura digital, alguns inéditos, outros traduções, outros ainda versões remixadas do que já publicamos por aqui.</p>
<p style="text-align:justify;">
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/baixacultura.wordpress.com/6024/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/baixacultura.wordpress.com/6024/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/baixacultura.wordpress.com/6024/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/baixacultura.wordpress.com/6024/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/baixacultura.wordpress.com/6024/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/baixacultura.wordpress.com/6024/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/baixacultura.wordpress.com/6024/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/baixacultura.wordpress.com/6024/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/baixacultura.wordpress.com/6024/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/baixacultura.wordpress.com/6024/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/baixacultura.wordpress.com/6024/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/baixacultura.wordpress.com/6024/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/baixacultura.wordpress.com/6024/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/baixacultura.wordpress.com/6024/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=baixacultura.org&amp;blog=4369641&amp;post=6024&amp;subd=baixacultura&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Festival CulturaDigital.br (3): notas pessoais e aleatórias</title>
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		<pubDate>Fri, 09 Dec 2011 21:36:40 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Continuemos de onde parou o relato sobre o FestivalCulturaDigital.br: da festa no primeiro dia, logo após a conferência de abertura oficial do evento e da palestra de Benkler. A festa serviu para lavar a alma e matar a fome de diversão de muita gente que estava li no Odeon. Cerveja, champanhes e canapés liberados, mas [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=baixacultura.org&amp;blog=4369641&amp;post=5971&amp;subd=baixacultura&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:justify;"><a href="http://baixacultura.files.wordpress.com/2011/12/festival-cultura-digital-2.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-6006" title="festival cultura digital 2" src="http://baixacultura.files.wordpress.com/2011/12/festival-cultura-digital-2.jpg?w=500&#038;h=333" alt="" width="500" height="333" /></a></p>
<p style="text-align:justify;">Continuemos de onde parou o relato sobre o <a href="http://culturadigital.org.br/" target="_blank">FestivalCulturaDigital.br</a>: da festa no primeiro dia, logo após a conferência de abertura oficial do evento e da palestra de Benkler.</p>
<p style="text-align:justify;">A festa serviu para lavar a alma e matar a fome de diversão de muita gente que estava li no Odeon. Cerveja, champanhes e canapés liberados, mas extremamente disputados pela multidão que se apertava no hall, mezanino e entrada do Odeon, a maioria entretida com o tete a tete com amigos/conhecidos/novos amigos &#8211;  afinal de contas, são essas conversas uma das coisas mais importantes de um Festival como o CulturaDigital.br.</p>
<p style="text-align:justify;">O fato do Odeon ser localizado em plena Cinelândia &#8211; região central do Rio, onde, por exemplo, o <a href="http://ocupario.org/" target="_blank">OcupaRio</a> estava acampado até domingo passado &#8211; trouxe algumas intervenções à festa. Em especial, teve um grupo de teatro, devidamente maquiado e paramentado para uma performance que não bem lembro qual, que ficaram na frente do cinema, aparentemente felizes por haver um público grande para suas ações. Depois de alguma tensão, dizem que até que entraram no coquetel e se misturaram à plebe do Festival. Não recordo se houve incidentes no Odeon, mas o certo é que o coquetel (que virou balada) foi divertido e serviu para desfazer um pouco a sisudez da abertura oficial.</p>
<p style="text-align:center;"><a href="http://baixacultura.files.wordpress.com/2011/12/dsc03716.jpg"><img class="size-full wp-image-6007 aligncenter" title="Efêmero e baixa" src="http://baixacultura.files.wordpress.com/2011/12/dsc03716.jpg?w=500&#038;h=281" alt="" width="500" height="281" /></a></p>
<div id="attachment_6008" class="wp-caption aligncenter" style="width: 510px"><a href="http://baixacultura.files.wordpress.com/2011/12/100_0329.jpg"><img class="size-full wp-image-6008" title="100_0329" src="http://baixacultura.files.wordpress.com/2011/12/100_0329.jpg?w=500&#038;h=375" alt="" width="500" height="375" /></a><p class="wp-caption-text">Leonardo e Lucas no debate sobre teatralidade digital</p></div>
<p style="text-align:justify;">O lançamento do &#8220;Efêmero Revisitado&#8221; e apresentação do Teatro para Alguém, que estava marcado para o sábado às 18h, acabou ocorrendo no domingo, ao meio dia. O que tinha tudo para ser uma troca negativa, já que às 18h de sábado o Festival estava fervilhando de ideias e pessoas circulando, acabou sendo uma troca muito boa.</p>
<p style="text-align:justify;">O pessoal que esteve presente na tenda de Visualidades estava interessado, perguntou, pegou seus livros e, ao que parece, gostou muito dos vídeos que Lucas, do Teatro para Alguém, mostrou, com destaque especial para este mostrado logo abaixo, que diz muito sobre a dificuldade de se encaixar nesse mundão fazendo algo que se gosta.</p>
<p style="text-align:justify;"><span style="text-align:center; display: block;"><a href="http://baixacultura.org/2011/12/09/festival-culturadigital-br-3-notas-pessoais-e-aleatorias/"><img src="http://img.youtube.com/vi/qEzOcpveUnY/2.jpg" alt="" /></a></span></p>
<p style="text-align:justify;">Até o início da semana que vem, sem falta, o &#8220;Efêmero&#8221; estará para download. Aos que gostaram do TPA, vale acompanhar <a href="http://www.teatroparaalguem.com.br" target="_blank">o site do grupo</a>, que estreia novas produções semana que vem.</p>
<p style="text-align:justify;">*</p>
<p style="text-align:justify;"><div class='embed-vimeo' style='text-align:center;'><iframe src='http://player.vimeo.com/video/29523075' width='400' height='300' frameborder='0'></iframe></div></p>
<p style="text-align:justify;">Projeto dos mais interessantes da Mostra de Experiências do Festival é o chamado &#8220;<em>Deleted City</em>&#8220;, que propõe um estudo arqueológico da rede através de um backup gigante do Geocities, aquela ferramente de construir sites popular nos anos 1990 que tu deve ter conhecido.</p>
<p style="text-align:justify;">[<em>Não ouviu falar? tratava-se de um serviço de hospedagem gratuito de sites do portal Starmedia. Ele contava com um bom espaço de armazenamento para a época e agrupava as páginas em "bairros" e "cidades", conforme seus temas. Em 1999, o serviço foi comprado pelo Yahoo! (por 3,5 milhões de dólares!), e acabou sendo descontinuado em 2009</em>]</p>
<p style="text-align:justify;"><a href="http://twitter.com/#!/mariwell" target="_blank">Mariel Zasso</a>, repórter da Revista Select e companheira de cervejas festivas, fez <a href="http://www.select.art.br/article/reportagens_e_artigos/culturadigitalbr-deleted-city" target="_blank">uma matéria </a>sobre o projeto que inclui, também, uma entrevista com o holandês <strong>Richard Vigjen</strong>, idealizador do Deleted City. Um trechinho da conversa vai aqui abaixo; antes, brinque tu também com o <a href="http://wonder-tonic.com/geocitiesizer/" target="_blank">Geocities-Izer</a>, que transforma seu site em um &#8220;lindo&#8221; Geocities, como fiz com o Baixa aqui abaixo.</p>
<p style="text-align:justify;"><a href="http://baixacultura.files.wordpress.com/2011/12/geocities-baixa.png"><img class="aligncenter size-full wp-image-5998" title="geocities baixa" src="http://baixacultura.files.wordpress.com/2011/12/geocities-baixa.png?w=500&#038;h=259" alt="" width="500" height="259" /></a></p>
<blockquote>
<p style="text-align:justify;"><em><strong>Você comentou que a década de 1999-2009 foi um período em que a &#8220;world wide web&#8221; e seus netcitizens estava em busca de uma identidade. E hoje, quais você pensa que são as questões da web e dos seus webcidadãos?</strong></em></p>
<p style="text-align:justify;"><em>Eu acho que a internet como um meio público é algo que foi tomando forma entre 1995 &#8211; 1999. Foi quando mais gente teve a oportunidade de participar, já que antes a internet era privilégio de grandes instituições. Quando a rede foi aberta ao público, ela passou a ser usada por pessoas cujo o primeiro interesse não era a tecnologia em si, mas o seu potencial de comunicação em relação a seus próprios interesses. E como a internet é um meio aberto por definição, as pessoas começaram a experimentar vários meios de fazer isso, baseados em metáforas como uma biblioteca digital, uma cidade virtual, e coisas do tipo – eram conceitos do mundo existente (ou da ficção científica) sendo aplicados a esse novo meio. A coisa mais importante para mim é isso, quando você compra o acesso a essa rede, como você deveria usá-la ou como ela deveria ser é deixado a seu critério. Os provedores não disseram como a internet deveria ser porque eles mesmos não sabiam.</em></p>
<p style="text-align:justify;"><em>Eu acho que hoje isso está mudando: ainda há uma evolução em como a internet é usada. De homepages para blogs, de redes sociais a pesquisas em tempo real. Mas esses conceitos cada vez mais vem sendo vendidos como um produto para você consumir. Especialmente com a internet migrando dos provedores de acesso, que apenas vendiam acesso, para celulares: o papel do usuário como consumidor está se tornando dominante. O mesmo acontece com a migração dos PCs de uso geral para dispositivos dedicados, como os tablets. E com os fabricantes e operadores de telefones e tablets vendendo a internet como um produto (quase como uma torradeira ou uma cafeteira), há menos espaço para seus usuários questionarem o sistema, para chegarem a novas soluções ou modelos alternativos.</em></p>
</blockquote>
<p style="text-align:justify;">*</p>
<p style="text-align:justify;"><a href="http://baixacultura.files.wordpress.com/2011/12/oleo-mam-festival.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-5997" title="oleo mam festival" src="http://baixacultura.files.wordpress.com/2011/12/oleo-mam-festival.jpg?w=500" alt=""   /></a></p>
<p style="text-align:justify;">Umas das coisas mais inusitadas que aconteceu no FestivalCulturaDigital.br nada teve que ver (a priori) com o digital. Trata-se do &#8220;happening&#8221; da foto acima. Uma pessoa &#8211; não se sabe quem &#8211; surgiu nos jardins do festival com um pote com óleo e começou a girar, girar, até que soltou o pote contra as paredes do MAM. O que se formou foi um anel manchado de óleo, a que a pessoa acrescentou uma folha de papel com informações sobre o porquê do protesto &#8211; que tinha a ver com <a href="http://noticias.r7.com/rio-de-janeiro/noticias/cabral-cobra-declaracao-do-presidente-da-chevron-sobre-vazamento-na-bacia-de-campos-20111130.html" target="_blank">o vazamento de óleo na baía de Campos</a>, interior do RJ, de um local explorado pela petroleira Chevron, ou com a Petrobras, uma das patrocinadoras do Festival, não se sabe ao certo.</p>
<p style="text-align:justify;">A organização do MAM, por medo de estragar a fachada do prédio, mandou colocar areia para facilitar a retirada da mancha, como dá pra ver na foto abaixo, feito por Lucas Pretti, que, como diversos outros, não concordou com o &#8220;abafamento&#8221; do protesto.</p>
<p style="text-align:justify;"><a href="http://baixacultura.files.wordpress.com/2011/12/oleo-festival.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-5996" title="Óleo no festival" src="http://baixacultura.files.wordpress.com/2011/12/oleo-festival.jpg?w=500&#038;h=374" alt="" width="500" height="374" /></a></p>
<p style="text-align:justify;">*</p>
<p style="text-align:justify;">Outro dos muitos destaques da Mostra de Experiências que, aos poucos, vamos falando por aqui foi o &#8220;<a href="http://www.uff.br/mapasonoro/" target="_blank">Mapa Sonoro do Estado do RJ</a>&#8220;, uma plataforma para mapeamento das paisagens sonoras das cidades do Rio e de Niterói, produzido por uma equipe da  Universidade Federal Fluminense coordenada pela professora <a href="http://www.uff.br/ppgcom/?page_id=1008" target="_blank">Simone Pereira de Sá</a>.</p>
<p style="text-align:justify;"><a href="http://baixacultura.files.wordpress.com/2011/12/mapa-sonoro.png"><img class="aligncenter size-full wp-image-5999" title="mapa sonoro do rj" src="http://baixacultura.files.wordpress.com/2011/12/mapa-sonoro.png?w=500&#038;h=280" alt="" width="500" height="280" /></a></p>
<p style="text-align:justify;">A ideia, ainda em fase inicial de implementação, é tão simples quanto ótima: a pessoa grava um barulho característico de seu cotidiano (o cachorro chato da esquina, o chafariz de uma praça calma, o vendedor ambulante que vende Mate nas praias, etc), georeferencia no Google Maps, cria um pequeno texto explicando o porquê do barulho e publica um post na ferramenta. Juntando todos, temos uma interessante cartografia dos barulhos de uma cidade, dos afetivos aos incomodativos, dos tradicionais aos inusitados.</p>
<p style="text-align:justify;">*</p>
<p style="text-align:justify;"><a href="http://baixacultura.files.wordpress.com/2011/12/ginger-festival.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-6000" title="ginger festival" src="http://baixacultura.files.wordpress.com/2011/12/ginger-festival.jpg?w=500&#038;h=331" alt="" width="500" height="331" /></a></p>
<p style="text-align:justify;">Ginger Coons (na foto acima) foi uma das presenças internacionais na cobertura multimídia do evento. A moça veio de Toronto, no Canadá, especialmente para cobrir o Festival pela revista em que é a publisher, a <a href="http://libregraphicsmag.com/" target="_blank">Libre Graphics Magazine</a>, revista de design e cultura focada alinhada com a filosofia do software livre. Ela fez diversos tuítes sobre o evento (<a href="http://twitter.com/ossington" target="_blank">@ossington</a>, do dia 2 a 5 de dezembro), além de posts para o <a href="http://libregraphicsmag.com/blog/" target="_blank">blog de sua revista</a>. Destaco em especial dois: <a href="http://libregraphicsmag.com/blog/2011/12/diy-and-criticality/" target="_blank">DIY and Criticality</a>, em que ela começa dizendo ter se surpreendido com popularidade dos hackerspaces, e <a href="http://libregraphicsmag.com/blog/2011/12/culturadigital-br-day-3-hugues-sweeney/" target="_blank">neste texto</a> sobre Hugues Sweeney, seu compatriota, diretor de interatividade do <a href="http://www.nfb.ca/" target="_blank">National Film Board of Canada</a>.</p>
<p style="text-align:justify;">*</p>
<div id="attachment_6005" class="wp-caption aligncenter" style="width: 510px"><a href="http://baixacultura.files.wordpress.com/2011/12/buraco-2-festival.jpg"><img class="size-full wp-image-6005" title="" src="http://baixacultura.files.wordpress.com/2011/12/buraco-2-festival.jpg?w=500&#038;h=333" alt="" width="500" height="333" /></a><p class="wp-caption-text">Entrada do &quot;estúdio&quot; do Buraco Cavernoso</p></div>
<div id="attachment_6001" class="wp-caption aligncenter" style="width: 510px"><a href="http://baixacultura.files.wordpress.com/2011/12/buraco-festival.jpg"><img class="size-full wp-image-6001" title="Buraco Cavernoso no Festival" src="http://baixacultura.files.wordpress.com/2011/12/buraco-festival.jpg?w=500&#038;h=333" alt="" width="500" height="333" /></a><p class="wp-caption-text">... e dentro do estúdio improvisado</p></div>
<p style="text-align:justify;">Outra iniciativa deveras interessante que esteve no Festival foi o <strong>Buraco Cavernoso</strong>, um programa de uma webtv chamada <a href="http://www.youtube.com/user/angutv" target="_blank">Angu TV</a>. Capitaneada pelo carioca <a href="http://twitter.com/#!/marcio_bertoni" target="_blank">Márcio Bertoni</a> (o de amarelo à direita), o Buraco usa um sistema baratíssimo (pelo menos em comparação a outros sistemas audiovisuais) baseado em câmera de segurança, que, além de relativamente simples de mexer, dá uma estética interessante para a exibição na web.</p>
<p style="text-align:justify;">No festival, o Buraco gravou diversas coisas na íntegra, especialmente os debates políticos da Arena. No terceiro dia, Bertoni montou seu estúdio numa salinha do espaço multimídia e, nele, fez diversas entrevistas &#8211; inclusive com este que vos escreve. Bertoni, figuraça flamenguista que não nega o sotaque chiado de sua terra, puxava as pessoas que estavam dando sopa pelos arredores e arrastava para uma conversa bem informal no estúdio improvisado, que tinha uma bandeira pirata como seu símbolo. Vale conferir os vídeos produzidos no festival no link <a href="http://www.ustream.tv/channel/buraco-cavernoso" target="_blank">http://www.ustream.tv/channel/buraco-cavernoso</a>.</p>
<p style="text-align:justify;">**</p>
<p style="text-align:justify;">Por fim, não dá pra esquecer a bela junção de encerramento do festival. Começou ali por volta das 17h, quando a <a href="http://www.orquestravoadora.com.br/site/index.html" target="_blank">Orquestra Voadora</a>, um grupo/bloco de músicos do RJ que toca tudo quanto é música somente com instrumentos de sopro e percussão, se reuniu para um grande ensaio aberto nos jardins do MAM. Logo começou a juntar gente, mais gente depois do encerramento do Brasileirão 2011, no que culminou numa grande celebração alto-astral, coisas que só o RJ e a vista da baía da Guanabara conseguem dar o clima certo.</p>
<p style="text-align:justify;">Ali pelas 19h30, a orquestra liderou o cortejo para uma tenda, onde a <a href="http://www.myspace.com/spokfrevo" target="_blank">Spok Frevo Orquestra</a> encarregou de fazer o show de encerramento, um frevo-jazz quase todo instrumental pra lá de dançante. Lindo desfecho para um belo Festival, que as fotos abaixo dão uma mostra.</p>
<p style="text-align:justify;"><a href="http://baixacultura.files.wordpress.com/2011/12/orquestra-voadora.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-6002" title="orquestra voadora" src="http://baixacultura.files.wordpress.com/2011/12/orquestra-voadora.jpg?w=500&#038;h=333" alt="" width="500" height="333" /></a></p>
<p style="text-align:justify;"><a href="http://baixacultura.files.wordpress.com/2011/12/orquestra-voadora-2-festival.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-6003" title="orquestra voadora 2 festival" src="http://baixacultura.files.wordpress.com/2011/12/orquestra-voadora-2-festival.jpg?w=500&#038;h=331" alt="" width="500" height="331" /></a></p>
<p style="text-align:justify;"><a href="http://baixacultura.files.wordpress.com/2011/12/orquestra-voadora-festival-3.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-6009" title="orquestra voadora festival 3" src="http://baixacultura.files.wordpress.com/2011/12/orquestra-voadora-festival-3.jpg?w=500&#038;h=333" alt="" width="500" height="333" /></a></p>
<p style="text-align:right;"><a href="http://baixacultura.files.wordpress.com/2011/12/spok-orquestra-festival.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-6010" title="spok orquestra festival" src="http://baixacultura.files.wordpress.com/2011/12/spok-orquestra-festival.jpg?w=500&#038;h=333" alt="" width="500" height="333" /></a>[Leonardo Foletto viajou ao Rio para participar da cobertura colaborativa do festival].</p>
<address>Créditos fotos: Pedro Caetano (1, 5, 11), Rafael Vilela (8, 12) e Bruno Fernandes (9, 10, 12, 13), da equipe de fotógrafos oficiais do Festival (<a style="font-style:italic;text-align:0;" href="http://www.flickr.com/photos/festivalculturadigitalbr/" target="_blank">Flickr</a>), e Leonardo Foletto (2), Francelle Cocco (3), Lucas Pretti (6).</address>
<p style="text-align:justify;">_</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/baixacultura.wordpress.com/5971/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/baixacultura.wordpress.com/5971/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/baixacultura.wordpress.com/5971/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/baixacultura.wordpress.com/5971/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/baixacultura.wordpress.com/5971/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/baixacultura.wordpress.com/5971/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/baixacultura.wordpress.com/5971/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/baixacultura.wordpress.com/5971/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/baixacultura.wordpress.com/5971/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/baixacultura.wordpress.com/5971/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/baixacultura.wordpress.com/5971/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/baixacultura.wordpress.com/5971/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/baixacultura.wordpress.com/5971/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/baixacultura.wordpress.com/5971/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=baixacultura.org&amp;blog=4369641&amp;post=5971&amp;subd=baixacultura&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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			<media:title type="html">festival cultura digital 2</media:title>
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			<media:title type="html">Efêmero e baixa</media:title>
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			<media:title type="html">100_0329</media:title>
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			<media:title type="html">geocities baixa</media:title>
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			<media:title type="html">oleo mam festival</media:title>
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			<media:title type="html">Óleo no festival</media:title>
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			<media:title type="html">mapa sonoro do rj</media:title>
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			<media:title type="html">ginger festival</media:title>
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		<media:content url="http://baixacultura.files.wordpress.com/2011/12/buraco-2-festival.jpg" medium="image" />

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			<media:title type="html">Buraco Cavernoso no Festival</media:title>
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		<title>Festival Cultura Digital.br (2): um balanço geral e subjetivo</title>
		<link>http://baixacultura.org/2011/12/06/festival-cultura-digital-br-2-um-balanco-geral-e-subjetivo/</link>
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		<pubDate>Tue, 06 Dec 2011 21:51:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>baixacul</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Foi diferente do ano passado. Nem melhor nem pior, mas diferente. Em 2010, a Cinemateca, com sua beleza cuidada a pão de ló, e São Paulo, com sua ordem e praticidade às vezes fria, tornaram as coisas mais geométricas, para remixar a metáfora da Estética do Frio de Vitor Ramil. Este ano o palco do [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=baixacultura.org&amp;blog=4369641&amp;post=5939&amp;subd=baixacultura&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:justify;"><a href="http://baixacultura.files.wordpress.com/2011/12/festival.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-5952" title="festival" src="http://baixacultura.files.wordpress.com/2011/12/festival.jpg?w=500&#038;h=332" alt="" width="500" height="332" /></a></p>
<p style="text-align:justify;">Foi diferente do <a href="http://baixacultura.org/2010/12/01/um-relato-relaxado-do-forum-da-cultura-digital-2010/" target="_blank">ano passado</a>. Nem melhor nem pior, mas diferente.</p>
<p style="text-align:justify;">Em 2010, a Cinemateca, com sua beleza cuidada a pão de ló, e São Paulo, com sua ordem e praticidade às vezes fria, tornaram as coisas mais geométricas, para remixar a metáfora da <a href="http://www.vitorramil.com.br/estetica.htm" target="_blank">Estética do Frio</a> de Vitor Ramil.</p>
<p style="text-align:justify;">Este ano o palco do agora Festival Cultura Digital.br foi o Rio de Janeiro &#8211; mais precisamente o MAM, às marges da baía de Guanabara. E o Rio é o clichê brasileiro: a malandragem, a desordem, a beleza incontestável e a espontaneidade convivendo juntas, as vezes num caos insuportável por sua ineficiência e as vezes num mesmo caos maravilhoso pela sua fricção &#8211; seguida de combustão &#8211; criativa.</p>
<p style="text-align:justify;">O Festival este ano teve um pouco desses dois lados do caos, embora o lado bom do não previsto se salientasse mais que o da bagunça. A seguir, um panorama geral e subjetivo em alguns parágrafos e fotos sobre os dias 2 e 4 de dezembro de 2011, no MAM-RJ.</p>
<p style="text-align:justify;">*</p>
<p style="text-align:justify;"><a href="http://baixacultura.files.wordpress.com/2011/12/mam-2.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-5962" title="mam 2" src="http://baixacultura.files.wordpress.com/2011/12/mam-2.jpg?w=500&#038;h=333" alt="" width="500" height="333" /></a></p>
<div id="attachment_5943" class="wp-caption aligncenter" style="width: 510px"><a href="http://baixacultura.files.wordpress.com/2011/12/mam-rj.jpg"><img class="size-full wp-image-5943" title="mam rj" src="http://baixacultura.files.wordpress.com/2011/12/mam-rj.jpg?w=500&#038;h=333" alt="" width="500" height="333" /></a><p class="wp-caption-text">Pátio do MAM-RJ à noite</p></div>
<p style="text-align:justify;">O local escolhido como sede do Festival se revelou uma boa surpresa &#8211; pelo menos para quem desconhecia o <a href="http://www.mamrio.com.br/" target="_blank">MAM</a>. Uma das principais obras modernistas do país, erguida em 1948 em projeto do arquiteto <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Afonso_Eduardo_Reidy" target="_blank">Afonso Reidy</a>, o museu é, na verdade, um grande parque aberto, com pátio repleto de verde que se estende até a baía de Guanabara.</p>
<p style="text-align:justify;">Com seus metros e metros de gramas e sombras de árvores para sentar debaixo, é um lugar convidativo, que muitos cariocas costumam frequentar espontaneamente no final de semana. Aliado a isso o fato de que o MAM é encravado no centro do Rio, a algumas quadras da Cinelândia, têm-se uma mudança quase radical de cenário para o evento no ano passado, a Cinemateca, espaço deveras bonito mas ermo e fechado.</p>
<p>*</p>
<p style="text-align:justify;"><a href="http://baixacultura.files.wordpress.com/2011/12/onibus-hacker-2.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-5945" title="onibus hacker 2" src="http://baixacultura.files.wordpress.com/2011/12/onibus-hacker-2.jpg?w=500&#038;h=333" alt="" width="500" height="333" /></a></p>
<p style="text-align:justify;"><a href="http://baixacultura.files.wordpress.com/2011/12/busao-hacker.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-5963" title="busao hacker" src="http://baixacultura.files.wordpress.com/2011/12/busao-hacker.jpg?w=500&#038;h=333" alt="" width="500" height="333" /></a></p>
<p style="text-align:justify;">O <a href="http://onibushacker.org/" target="_blank">Ônibus Hacker</a> foi o grande xodó do Festival &#8211; se tu preferir, foi o destaque &#8220;hype&#8221; da programação, como bem apontou<a href="http://oglobo.globo.com/infograficos/festivalculturadigital/" target="_blank"> este infográfico</a> que circulou no O Globo sobre a programação do evento.</p>
<p style="text-align:justify;">[<em>Caso tu ainda não conheça, aí vai: o ônibus é um projeto da comunidade <a href="http://thacker.com.br/" target="_blank">Transparência Hackday</a> e é, neste 2011, um dos maiores cases de crowdfunding no Brasil, com quase R$60 mil arrecadados <a href="http://catarse.me/pt/projects/167-onibus-hacker" target="_blank">via Catarse</a></em>]</p>
<p style="text-align:justify;">O busão teve sua<a href="http://www.youtube.com/watch?v=ZbPZNp4khM4&amp;feature=channel_video_title" target="_blank"> chegada festejada na quinta</a> à noite, promoveu oficinas e mini-cursos e, o principal de tudo, foi a atração turística do Festival. Todos que lá estiveram quiseram dar uma conferida nos seus interiores e ver de perto o que ali se passava. Inclusive Gilberto Gil, embaixador do Festival e que muito circulou pelos aposentos do MAM, acompanhado de Claudio Prado, Jorge Mautner e Nélson Jacobina, como mostra a foto abaixo.</p>
<p style="text-align:justify;"><a href="http://baixacultura.files.wordpress.com/2011/12/onibus-hacker-1.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-5940" title="onibus hacker 1" src="http://baixacultura.files.wordpress.com/2011/12/onibus-hacker-1.jpg?w=500" alt=""   /></a></p>
<p style="text-align:justify;">Ainda que em fase embrionária, sem muitos apetrechos nos seus interiores, o busão destacou-se também por sua versatilidade. Nele que foi projetado a transmissão ao vivo dos jogos das rodada final do Brasileirão 2011, auxiliado pela internet wifi de 10 gigabits oferecida pela RNP e a Proderj e por aqueles sites que sempre &#8220;pirateiam&#8221; a transmissão dos jogos de futebol no Brasil.</p>
<p style="text-align:justify;">Diga-se que o sinal não foi dos melhores, caía nas horas mais importantes, mas serviu para juntar pelo menos umas 30 pessoas a volta e ecoar alguns gritos de torcida rivais &#8211; caso de Corinthians e Palmeiras, que tinham o maior nº por ali. A foto abaixo dá um panorama geral da coisa.</p>
<div id="attachment_5953" class="wp-caption aligncenter" style="width: 510px"><a href="http://baixacultura.files.wordpress.com/2011/12/dsc03734.jpg"><img class="size-full wp-image-5953" title="Final do Brasileirão 2011 live at Festival Cultura Digital.br" src="http://baixacultura.files.wordpress.com/2011/12/dsc03734.jpg?w=500&#038;h=281" alt="" width="500" height="281" /></a><p class="wp-caption-text">Final do Brasileirão 2011 live at Festival Cultura Digital.br</p></div>
<p>**</p>
<div id="attachment_5948" class="wp-caption aligncenter" style="width: 510px"><a href="http://baixacultura.files.wordpress.com/2011/12/experiencias.jpg"><img class="size-full wp-image-5948" title="experiencias" src="http://baixacultura.files.wordpress.com/2011/12/experiencias.jpg?w=500&#038;h=333" alt="" width="500" height="333" /></a><p class="wp-caption-text">Sala onde ocorreu a Mostra de Experiências</p></div>
<p style="text-align:justify;">A<strong> Mostra de experiências </strong>foi a única atividade no MAM realizada num lugar totalmente fechado &#8211; no caso, a Cinemateca do museu. É a que teve o maior número de projetos do exterior, de China a Holanda, passando por Estados Unidos, Colômbia, Inglaterra, França, Japão, Estônia, México, além de projetos de inúmeros locais do Brasil.</p>
<p style="text-align:justify;">Funcionava de um modo semelhante aos congressos acadêmicos, com cada pessoa/grupo apresentando sua experiência em 15 minutos, só que sem o espaço para o debate, já que as experiências eram muitas e o tempo para isso pouco. Nessa estrutura, a mostra era como um grande mosaico de coisas, em que o púbico assistia e, se gostasse muito ou quisesse trocar uma ideia com  o palestrante da vez, procurava a pessoa em questão ao final da apresentação.</p>
<p style="text-align:justify;">No último post apontamos alguns projetos que nos pareceram interessantes, e foi uma pena que conseguimos ver apenas alguns dos citados e falar com alguns dos envolvidos. Boa parte dos projetos apresentados merecem um post a parte, e é por isso que deixaremos para as próximos semanas para comentarmos um pouco mais de cada um deles. Enquanto isso, tu pode ter mais uma noção do que ali ocorreu <a href="http://culturadigital.org.br/2011/12/um-dia-na-mostra-de-experiencias/" target="_blank">nesse relato de Daniel Castro</a>, monitor do streaming do lugar. Aliás: em breve, todos os vídeos deste espaço (que foram transmitidos ao vivo pela rede) estarão disponíveis no site do <a href="http://culturadigital.org.br" target="_blank">culturadigital.org.br</a>.</p>
<p style="text-align:justify;">***</p>
<div id="attachment_5942" class="wp-caption aligncenter" style="width: 510px"><a href="http://baixacultura.files.wordpress.com/2011/12/cine-odeon.jpg"><img class="size-full wp-image-5942" title="cine odeon" src="http://baixacultura.files.wordpress.com/2011/12/cine-odeon.jpg?w=500&#038;h=333" alt="" width="500" height="333" /></a><p class="wp-caption-text">Fachada do Odeon na abertura oficial do Festival, na sexta 2 de dezembro</p></div>
<p style="text-align:justify;"><a href="http://baixacultura.files.wordpress.com/2011/12/odeon-vista-interna.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-5964" title="odeon vista interna" src="http://baixacultura.files.wordpress.com/2011/12/odeon-vista-interna.jpg?w=500" alt=""   /></a></p>
<p style="text-align:justify;">O Cine Odeon, maravilhoso cinema incrustado em plena Cinelândia, foi palco das Palestras, reservados aos nomes conhecidos da cultura digital, da literatura e da cultura em geral.  Não estivemos na maioria dos debates do Odeon, e, confessamos, também ouvimos pouco falar deles; das pessoas com quem conversamos, ouvimos ótimos comentários<a href="http://baixacultura.org/tag/kenneth-goldsmith/" target="_blank"> do velho conhecido Kenneth Goldsmith</a>, do <a href="http://www.ubuweb.com/" target="_blank">UbuWeb</a> e de Hughes Sweeney, do <a href="http://www.nfb.ca/" target="_blank">National Film Board of Canada</a>, que realiza os documentários interativos mais fantásticos do planeta, auxilados por uma estrutura que, infelizmente, só países como o Canadá parecem ter condições de ter hoje.</p>
<p style="text-align:justify;">[<em>Sweeney organizou alguns vídeos no Festival para a chamada Mostra Tudo, e a Revista Select compilou alguns desses num post. <a href="http://www.select.art.br/article/selects/videos-para-postar-no-facebook" target="_blank">Olha lá</a></em>]</p>
<p style="text-align:justify;">Assim como a Mostra de Experiências, as Palestras serão subidas para o site oficial, e esperamos vê-las para sacar o que rolou de legal nelas. Particularmente, queremos entender o que Paulo Coelho falou de pirataria e se ele, assim como o pessoal do Festival no guia de programação, também confundiu pirataria com copyleft, uma falha infelizmente comum.</p>
<div id="attachment_5959" class="wp-caption aligncenter" style="width: 510px"><a href="http://baixacultura.files.wordpress.com/2011/12/abertura.jpg"><img class="size-full wp-image-5959" title="abertura" src="http://baixacultura.files.wordpress.com/2011/12/abertura.jpg?w=500&#038;h=333" alt="" width="500" height="333" /></a><p class="wp-caption-text">Momento vergolha alheia na abertura do festival</p></div>
<div id="attachment_5965" class="wp-caption aligncenter" style="width: 510px"><a href="http://baixacultura.files.wordpress.com/2011/12/mamberti-festival.jpg"><img class="size-full wp-image-5965" title="mamberti festival" src="http://baixacultura.files.wordpress.com/2011/12/mamberti-festival.jpg?w=500&#038;h=333" alt="" width="500" height="333" /></a><p class="wp-caption-text">A Sergio Mamberti, do MInC, coube ler a carta de Ana de Hollanda</p></div>
<p style="text-align:justify;">A palestra de Abertura do Festival, na noite de sexta-feira, merece um comentário à parte. Iniciou com algum atraso, o que deixou impaciente o público que lotava os mais de 500 lugares do Odeon. E começou mal, com uma mesa composta de representantes da Petrobras, RNP, MAM, Secretaria de Cultura do RJ, MinC, além de <a href="http://twitter.com/rodrigosavazoni" target="_blank">Rodrigo Savazoni</a>, diretor geral do Festival, e <a href="http://twitter.com/ivanabentes" target="_blank">Ivana Bentes</a>, professora da UFRJ (mas que não se sabe porquê esteve ali, ainda mais sendo a primeira a apresentar o Festival). Uma politicagem que, ainda que compreensível pelos arranjos feitos para a realização do Festival, se mostrou longa e desnecessária para a abertura de um evento.</p>
<p style="text-align:justify;">O auge da coisa toda foi mostrar um vídeo de Eliane Costa, gerente de patrocínio da Petrobras. Ela comentou um pouco sobre a importância do festival e, a certa altura, falou que não estava presente ali por ter ido à França iniciar seu doutorado na Sorbonne. Perguntas de boa parte do público: que diabos eu tenho que ver com isso? Por que esse vídeo está sendo mostrado aqui, na abertura do festival, espaço dos mais nobres?</p>
<p style="text-align:justify;">Na sequência de Eliane, aconteceu o momento mais polêmico da noite. Sérgio Mamberti, atual secretário de Políticas Culturais do MinC, leu uma carta de sua chefe, a ministra Ana de Hollanda &#8211; e por tudo que a gestão de Ana fez com a cultura digital neste ano, era mais que esperado que  haveria vaias da plateia na simples menção de seu nome.</p>
<p style="text-align:justify;">Em resumo bem simplificado, a carta lida por Mamberti dizia que a atual gestão do MinC não &#8220;rompeu&#8221; com a cultura digital como alguns falam, e que ela, a cultura digital, teve avanços sim em sua gestão. A resposta de uma parte da plateia foi &#8220;<em>Ministra do ECAD</em>!&#8221;, seguida do coro &#8220;<em>Não, não nos representa!</em>&#8220;, o que causou algum constrangimento entre todos.</p>
<p style="text-align:justify;">No fim das contas, há de se salientar a coragem de Sérgio Mamberti em ler até o fim a carta &#8211; justo ele, já um senhor de idade, muito simpático e mais alinhado aos avanços digito-culturais do que a ministra Ana.</p>
<div id="attachment_5941" class="wp-caption aligncenter" style="width: 510px"><a href="http://baixacultura.files.wordpress.com/2011/12/benkler-abertura.jpg"><img class="size-full wp-image-5941" title="benkler abertura" src="http://baixacultura.files.wordpress.com/2011/12/benkler-abertura.jpg?w=500&#038;h=331" alt="" width="500" height="331" /></a><p class="wp-caption-text">O poderoso Benkler solito no palco</p></div>
<div id="attachment_5958" class="wp-caption aligncenter" style="width: 510px"><a href="http://baixacultura.files.wordpress.com/2011/12/benkler.jpg"><img class="size-full wp-image-5958" title="benkler" src="http://baixacultura.files.wordpress.com/2011/12/benkler.jpg?w=500&#038;h=333" alt="" width="500" height="333" /></a><p class="wp-caption-text">... e num papo arretado com Gil</p></div>
<p style="text-align:justify;">Depois da abertura oficial, lá pelas 21h e pouco, iniciou a conferência de abertura propriamente dita, de Yochai <a href="http://benkler.org/" target="_blank">Benkler</a>, um dos principais teóricos do digital e autor de livros fundamentais como &#8220;<a href="http://cyber.law.harvard.edu/wealth_of_networks/Main_Page" target="_blank">The Wealth of Networks</a>&#8221; e &#8220;<a href="http://cyber.law.harvard.edu/node/7087" target="_blank">The Penguin and the Leviathan</a>&#8220;, que defendeu muito dos preceitos da internet livre e animou muita gente a fazer o mesmo.</p>
<p style="text-align:justify;">Uma frase <a href="http://twitter.com/#!/culturadigital/status/142760706670985217" target="_blank">muito tuítada</a> proferida na palestra, dita em resposta ao revelação de entrevistador Gilberto Gil, deu o tom da fala: &#8220;<strong>Manteremos a liberdade na internet? Benkler: Not if we don&#8217;t fight</strong>&#8220;.</p>
<p style="text-align:right;">[Leonardo Foletto viajou ao festival para participar da cobertura colaborativa].</p>
<address> </address>
<address>Créditos fotos: Aloysio Araripe (1), Bruno Fernandes (2, 3,4, 5, 6, 8, 9), Rafael Vilela (12) e Pedro Caetano (10, 11, 13) da ótima equipe de fotógrafos do Festival (fotos disponíveis no <a href="http://www.flickr.com/photos/festivalculturadigitalbr/" target="_blank">Flickr oficial do evento</a>) e Leonardo Foletto (7).</address>
<p style="text-align:justify;">
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/baixacultura.wordpress.com/5939/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/baixacultura.wordpress.com/5939/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/baixacultura.wordpress.com/5939/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/baixacultura.wordpress.com/5939/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/baixacultura.wordpress.com/5939/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/baixacultura.wordpress.com/5939/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/baixacultura.wordpress.com/5939/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/baixacultura.wordpress.com/5939/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/baixacultura.wordpress.com/5939/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/baixacultura.wordpress.com/5939/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/baixacultura.wordpress.com/5939/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/baixacultura.wordpress.com/5939/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/baixacultura.wordpress.com/5939/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/baixacultura.wordpress.com/5939/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=baixacultura.org&amp;blog=4369641&amp;post=5939&amp;subd=baixacultura&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Festival CulturaDigital.br</title>
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		<pubDate>Thu, 01 Dec 2011 22:07:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator>baixacul</dc:creator>
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		<description><![CDATA[O Festival Cultura Digital.br começa hoje amanhã, no MAM (Museu de Arte Moderna) e no Cine Odeon, no Rio de Janeiro, e vai até domingo, 4 de dezembro &#8211; e isso tu já deve saber, claro. Também tu deve estar sabendo que o Festival é a 3º edição do que era o Fórum da Cultura Digital, e [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=baixacultura.org&amp;blog=4369641&amp;post=5920&amp;subd=baixacultura&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:center;"><a href="http://baixacultura.files.wordpress.com/2011/12/cartaz-1.jpg"><img class="aligncenter  wp-image-5925" title="cartaz 1" src="http://baixacultura.files.wordpress.com/2011/12/cartaz-1.jpg?w=350&#038;h=495" alt="" width="350" height="495" /></a></p>
<p style="text-align:justify;">O <a href="http://culturadigital.org.br/" target="_blank">Festival Cultura Digital.br </a>começa <del>hoje</del> amanhã, no MAM (<a href="http://www.mamrio.com.br/" target="_blank">Museu de Arte Moderna)</a> e no Cine Odeon, no Rio de Janeiro, e vai até domingo, 4 de dezembro &#8211; e isso tu já deve saber, claro.</p>
<p style="text-align:justify;">Também tu deve estar sabendo que o Festival é a 3º edição do que era o <a href="http://culturadigital.br/forum2010/" target="_blank">Fórum da Cultura Digital</a>, e que ele migrou de São Paulo para o Rio &#8211; as duas primeiras edições foram realizadas na Cinemateca de SP, como <a href="http://baixacultura.org/2010/11/09/guia-para-o-forum-da-cultura-digital-2010-1/" target="_blank">você vê aqui</a>.</p>
<p style="text-align:justify;">O evento mudou de tamanho também: neste ano, teve <a href="http://culturadigital.org.br/projetos/" target="_blank">358 inscrições na chamada pública</a> para participação nos quatro diferentes espaços (Mostra de experiências de cultura digital, Mão na Massa, Visualidades e Encontros de Redes). Foi feito uma triagem e<a href="http://culturadigital.org.br/2011/11/confira-os-selecionados-da-chamada-publica/" target="_blank"> os selecionados</a> compuserem o grosso da programação, que está dividida em cinco grandes espaços: <a href="http://culturadigital.org.br/sala/arena/" target="_blank">Arena</a>, <a href="http://culturadigital.org.br/sala/encontro-de-rede/" target="_blank">Encontro de Rede</a>, <a href="http://culturadigital.org.br/sala/sala-odeon-petrobras/" target="_blank">Palestras</a>, <a href="http://culturadigital.org.br/sala/laboratorio-experimental/" target="_blank">Laboratório Experimental</a> e <a href="http://culturadigital.org.br/sala/tenda-visualidades/" target="_blank">Visualidades</a>.</p>
<p style="text-align:center;"><a href="http://baixacultura.files.wordpress.com/2011/12/cartaz-2.jpg"><img class="aligncenter  wp-image-5926" title="cartaz 2" src="http://baixacultura.files.wordpress.com/2011/12/cartaz-2.jpg?w=350&#038;h=490" alt="" width="350" height="490" /></a></p>
<p style="text-align:justify;">As Palestras são as conferências com grandes nomes da cultura digital &#8211; <a href="http://culturadigital.org.br/palestrante/yochai-benkler/" target="_blank">Yochai Benkler</a>, <a href="http://culturadigital.org.br/palestrante/kenneth-goldsmith/" target="_blank">Kenneth Goldsmith</a>, <a href="http://culturadigital.org.br/palestrante/michel-bauwens/" target="_blank">Michael Bauwens</a>, dentre outros &#8211; que serão realizadas no Cine Odeon, em plena Cinelândia, centrão do Rio. O restante da programação será nos amplos jardins do MAM-RJ, às margens da Baía de Guanabara. O Caderno TEC, da Folha de S. Paulo, fez <a href="http://www1.folha.uol.com.br/tec/1014685-festival-propoe-conexao-entre-tecnologia-cultura-e-politica.shtml" target="_blank">uma matéria</a> e um infográfico sobre a extensa e complexa programação do evento, que gentilmente copiamos abaixo:</p>
<p style="text-align:justify;"><a href="http://baixacultura.files.wordpress.com/2011/12/infografico-folha.jpeg"><img class="aligncenter size-full wp-image-5924" title="infografico folha" src="http://baixacultura.files.wordpress.com/2011/12/infografico-folha.jpeg?w=500&#038;h=934" alt="" width="500" height="934" /></a></p>
<p style="text-align:justify;">Se tu quiser escolher o que assistir na programação, a melhor forma é estudar o Guia (<a href="http://www.facebook.com/l.php?u=http%3A%2F%2Fculturadigital.org.br%2F2011%2F11%2Fveja-e-baixe-a-programacao-completa-do-festival%2F&amp;h=HAQEOfpxYAQE7kddwG0WtsoZsp3vGsN30uss3AUism1WTtA" target="_blank">baixe aqui</a>) e ver o que lhe agrada. Num evento complexo e onde tudo acontece (quase) ao mesmo tempo como esse, uma <a href="http://culturadigital.org.br/programacao/grade/" target="_blank">planilha do Google Calendar</a> também pode ajudar na escolha do que assistir.</p>
<p style="text-align:justify;">Pra quem não estiver no Rio, as programações das <strong>Palestras</strong> e da <strong>Mostra de Experiências</strong> serão transmitidas por streaming, direto no site (<a href="http://culturadigital.org.br" target="_blank">culturadigital.org.br/aovivo</a>).</p>
<p style="text-align:justify;">Nós estaremos circulando pelo evento, à deriva, atrás de coisas interessantes para trazer para o BaixaCultura (o que for de imediato publicaremos em nosso <a href="http://twitter.com/baixacultura" target="_blank">Twitter</a> ou <a href="http://www.facebook.com/Baixacultura" target="_blank">Facebook</a>; o que não, nas próximas semanas).</p>
<p style="text-align:center;"><a href="http://baixacultura.files.wordpress.com/2011/12/cartaz-3.jpg"><img class="aligncenter  wp-image-5927" title="cartaz 3" src="http://baixacultura.files.wordpress.com/2011/12/cartaz-3.jpg?w=350&#038;h=495" alt="" width="350" height="495" /></a></p>
<p style="text-align:justify;">De início, apostamos fortemente na programação da Mostra de Experiência, em coisas do tipo:</p>
<p style="text-align:justify;"> _ ‘<a href="http://culturadigital.org.br/project/cultural-workers-exchange-engine-room-europe-trans-europe-halles/" target="_blank">Cultural Workers Exchange</a>’, rede de centros culturais independentes que procura abrir canais de troca entre artistas e curadores que trabalhem com mídias digitais na Europa, às 12h25 de sábado</p>
<p style="text-align:justify;">_ &#8220;<a href="http://www.deletedcity.net/" target="_blank">The Deleted City</a>&#8220;, instalação de &#8220;arqueologia digital&#8221; que é um mapa de visualização dos arquivos do extinto Geocities. &#8220;A navegação pelo mapa permite a visualização de páginas html e imagens do passado recente da web&#8221;, diz a <a href="http://culturadigital.org.br/project/the-deleted-city/" target="_blank">apresentação do projeto</a> que será apresentado às 14h15, também do sábado;</p>
<p style="text-align:justify;">_  &#8221;<a href="http://amigosdejanuaria.wordpress.com./" target="_blank">Amigos de Januária</a>&#8220;, projeto de jornalismo participativo que está ensinando jovens a usarem ferramentas digitais para o monitoramento da administração municipal na cidade de Januária (MG). Além de técnicas de jornalismo, os participantes do projeto &#8220;estão aprendendo como acessar informações sobre o município que já estão disponíveis na internet em bases de dados públicas como Portal da Transparência e DataSUS, por exemplo&#8221;, diz <a href="http://culturadigital.org.br/project/projeto-de-jornalismo-cidadao-amigos-de-januaria/" target="_blank">a apresentação</a>. Na sexta, às 17h15.</p>
<p style="text-align:justify;">_ AMCV (<a href="http://culturadigital.org.br/project/amcv-alerta-movil-de-contra-vigilancia/" target="_blank">Alerta Móvil de Contra Vigilância</a>), projeto de um grupo de mexicanos que desenvolveu um aplicativo com mapas e avisos para celulares e uma página web que permite que qualquer pessoa saiba a localização das câmeras de segurança de sua cidade. Na sexta, às 19h15;</p>
<p style="text-align:justify;">_ <a href="http://culturadigital.org.br/project/hackerspaces-uma-oportunidade-para-o-conhecimento-livre-em-swhw/" target="_blank">Hackerspaces: Uma oportunidade para o conhecimento livre em Software e Hardware Livre</a>, em que membros do <a href="http://garoa.net.br/wiki/P%C3%A1gina_principal" target="_blank">Garoa Hacker Clube</a>, localizado na Casa da Cultura Digital, apresentam um &#8220;passo a passo&#8221; para fazer um hackerspace, no domingo às 13h40.</p>
<p style="text-align:justify;">_ E, para encerrar a mostra de experiências, no domingo às 16h50, vale conferir &#8220;<a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Bitcoin" target="_blank">Bitcoin</a>: A construção da nova economia sem bancos e intermediários&#8221;;</p>
<p style="text-align:center;"><a href="http://baixacultura.files.wordpress.com/2011/12/cartaz-4.jpg"><img class="aligncenter  wp-image-5929" title="cartaz 4" src="http://baixacultura.files.wordpress.com/2011/12/cartaz-4.jpg?w=350&#038;h=495" alt="" width="350" height="495" /></a></p>
<p style="text-align:justify;">Dá pra apostar também que as discussões da Arena vão ser interessantes. Em especial, destacamos &#8220;<strong>Biohacking: vida e propriedade</strong>&#8220;, sobre os limites para o avanço das novas tecnologias e os avanços da mobilização social e tecnológica para uma ciência tecnológica e cidadã, um tema tão instigante quanto desconhecido por nós, na manhã de domingo (10h30 às 12h).</p>
<p style="text-align:justify;">&#8220;<strong>Tecnofagia: Cultura Digital e Estéticas Contemporâneas</strong>&#8220;, que vai debater o eterno mantra &#8220;Nada se cria, tudo se copia&#8221; e as possibilidades da antropofagia como recriação, diversificação e distribuição da arte e da estética, às 16h30 do domingo.</p>
<p style="text-align:justify;">E o inevitável painel &#8220;<strong>Ocupações, Revoluções, Redes: Articulação do Movimento Global</strong>&#8220;, sobre os recentes movimentos da Primavera Árabe, o Ocupe Wall Street e os outros &#8220;Ocupe&#8221; que estão se espalhando nesse já histórico ano de 2011, às 14 do sábado, 3.</p>
<p style="text-align:center;"><a href="http://baixacultura.files.wordpress.com/2011/12/cartaz-5.jpg"><img class="aligncenter  wp-image-5930" title="cartaz 5" src="http://baixacultura.files.wordpress.com/2011/12/cartaz-5.jpg?w=350&#038;h=490" alt="" width="350" height="490" /></a></p>
<p style="text-align:justify;">Por fim, não poderíamos de fazer o nosso jabá. “Efêmero Revisitado”, o primeiro produto de nosso selo editorial, será lançado “oficialmente” neste próximo sábado, 3 de dezembro, às 18h30, no espaço <a href="http://culturadigital.org.br/sala/tenda-visualidades/" target="_blank">Visualidades</a>, logo após a apresentação de Lucas Pretti, do Teatro para Alguém.</p>
<p style="text-align:justify;">Neste mesmo espaço há outras coisas deveras interessantes, tais como:</p>
<p style="text-align:justify;">_ <a href="http://culturadigital.org.br/project/integrarte-entregarte/" target="_blank">Integrarte/Entregarte</a>, projeto que cria visualizações e sonorizações de movimentos corporais para a criação de uma instalação que explora o corpo no espaço com Kinect e Processing, das 14h às 19h30 da sexta,2 dez.</p>
<p style="text-align:justify;">_ <a href="http://culturadigital.org.br/project/ceu-da-palavra/" target="_blank">Céu de Palavra</a> - Pipas brancas empinadas no céu durante as três  noites do festival, das 20h às 22h,  enquanto um projetor lança imagens de trechos de poema ao céu. Para lê-los, é preciso controlar as pipas.</p>
<p style="text-align:justify;">_ <strong>SufferRosa</strong>, aclamado projeto de <a href="http://www.dawidmarcinkowski.com/">Dawid Marcinkowski</a>, um produtor audiovisual independente da Polônia. <a href="http://www.sufferrosa.com/">Sufferrosa</a> (2010) é considerado um dos maiores projetos de histórias narrativas online já produzidos &#8211; seja lá o que queira significar isso (veja o <a href="http://vimeo.com/17457313">trailer</a>). Será exibido às 20h de sábado, logo depois da apresentação do &#8220;Efêmero&#8221;.</p>
<p style="text-align:justify;">_ &#8220;<a href="http://culturadigital.org.br/project/inventario-das-sombras/" target="_blank">Inventário de Sombras</a>&#8220;, curiosa perfomance em que um grupo de artistas negocia com os participantes a doação de sua sombra (?), às 11h30 do domingo.</p>
<p style="text-align:center;"><a href="http://baixacultura.files.wordpress.com/2011/12/cartaz-6.jpg"><img class="aligncenter  wp-image-5931" title="cartaz 6" src="http://baixacultura.files.wordpress.com/2011/12/cartaz-6.jpg?w=350&#038;h=490" alt="" width="350" height="490" /></a></p>
<p style="text-align:justify;">P.s: Os cartazes no corpo do post fazem parte dos &#8220;<a href="http://culturadigital.org.br/cartazes-colaborativos/" target="_blank">Cartazes Colaborativos</a>&#8220;, projeto do Festival que convidou a todos que quisessem fazer  seu cartaz e apresentar para a produção.</p>
<p style="text-align:justify;">Créditos: <a href="http://culturadigital.org.br/cartaz/ileine-machado/" target="_blank">1</a>, <a href="http://culturadigital.org.br/cartaz/raoni-pontes/" target="_blank">2</a>, <a href="http://culturadigital.org.br/cartaz/kadu-supanik/" target="_blank">3</a>, <a href="http://culturadigital.org.br/cartaz/lucas-pretti/" target="_blank">4</a>, <a href="http://culturadigital.org.br/cartaz/marcelo-s-masili/" target="_blank">5</a>, <a href="http://culturadigital.org.br/cartaz/daniel-andrade/" target="_blank">6</a>.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/baixacultura.wordpress.com/5920/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/baixacultura.wordpress.com/5920/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/baixacultura.wordpress.com/5920/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/baixacultura.wordpress.com/5920/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/baixacultura.wordpress.com/5920/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/baixacultura.wordpress.com/5920/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/baixacultura.wordpress.com/5920/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/baixacultura.wordpress.com/5920/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/baixacultura.wordpress.com/5920/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/baixacultura.wordpress.com/5920/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/baixacultura.wordpress.com/5920/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/baixacultura.wordpress.com/5920/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/baixacultura.wordpress.com/5920/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/baixacultura.wordpress.com/5920/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=baixacultura.org&amp;blog=4369641&amp;post=5920&amp;subd=baixacultura&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Efêmero revisitado: conversas sobre teatro e cultura digital</title>
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		<pubDate>Tue, 29 Nov 2011 15:47:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>baixacul</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Lembram desse post, uma entrevista com Rubens Velloso sobre teatralidade digital? Pois bem: o produto final da qual aquela entrevista era uma parte acaba de ser finalizado. Trata-se do livro “Efêmero Revisitado: Conversas sobre teatro e cultura digital“, 192 páginas de pesquisa e entrevistas sobre o pantanoso terreno da relação entre teatro, teatralidade, tecnologia e cultura [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=baixacultura.org&amp;blog=4369641&amp;post=5887&amp;subd=baixacultura&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:center;"><a href="http://baixacultura.files.wordpress.com/2011/11/efemerorevisitado.png"><img class="aligncenter  wp-image-5897" title="efemerorevisitado" src="http://baixacultura.files.wordpress.com/2011/11/efemerorevisitado.png?w=331&#038;h=461" alt="" width="331" height="461" /></a></p>
<p style="text-align:justify;">Lembram <a href="http://baixacultura.org/2011/06/07/grandes-experimentais-da-cultura-digital-livre-1-rubens-velloso/" target="_blank">desse post</a>, uma entrevista com Rubens Velloso sobre teatralidade digital?</p>
<p style="text-align:justify;">Pois bem: o produto final da qual aquela entrevista era uma parte acaba de ser finalizado. Trata-se do livro “<strong>Efêmero Revisitado: Conversas sobre teatro e cultura digital</strong>“, 192 páginas de pesquisa e entrevistas sobre o pantanoso terreno da relação entre teatro, teatralidade, tecnologia e cultura digital.</p>
<p style="text-align:justify;">O livro, produzido a partir de uma pesquisa financiada pela Bolsa Funarte de Reflexão Crítica e Produção Cultural para Internet de 2010, é o primeiro projeto do <strong>Selo BaixaCultura</strong>, que pretende ser o braço impresso deste site e que, logo, ganhará uma página própria abaixo da BaixaTV com mais detalhes.</p>
<p style="text-align:justify;">O Selo faz parte de umas reformas que <a href="http://baixacultura.org/2011/09/21/chamada-para-construir-uma-biblioteca/" target="_blank">ensaiamos anunciar</a> antes, que incluem uma reformulação completa da Biblioteca e da BaixaTV. Iniciaremos esse processo em janeiro de 2012, mas já andamos estudando algumas coisas. Sugestões e colaborações são sempre bem-vindas.</p>
<p style="text-align:justify;">Mas vamos ao livro, tema desse post.</p>
<div id="attachment_5898" class="wp-caption aligncenter" style="width: 322px"><a href="http://baixacultura.files.wordpress.com/2011/11/contracapa.png"><img class=" wp-image-5898 " title="contracapa" src="http://baixacultura.files.wordpress.com/2011/11/contracapa.png?w=312&#038;h=431" alt="" width="312" height="431" /></a><p class="wp-caption-text">Contracapa</p></div>
<p style="text-align:justify;">Ele está divido em duas partes: <strong>Contextos</strong> e <strong>Experimentos &amp; Reflexões</strong>.</p>
<p style="text-align:justify;">Em <strong>Contextos</strong>, estão dois capítulos: o primeiro chamado “<strong>Teatro e tecnologia, uma longa história</strong>“, uma tentativa de ampliar o contexto de certos momentos da relação entre teatro e tecnologia na história que vai desde o surgimento do mecanismo do <em>deus ex machina </em>na Grécia Antiga até o <em>happening </em>e a performance, passando pela uso da luz elétrica por <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Adolphe_Appia" target="_blank">Adolphe Appia</a> e <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Edward_Gordon_Craig" target="_blank">Gordon Craig</a>, a <em>Gesamtkunstwerk </em>(<a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Gesamtkunstwerk" target="_blank">obra de arte total</a>) de Wagner e pelas vanguardas históricas do inicio do século XX.</p>
<p style="text-align:justify;">O segundo, ”<strong>Mídias e cultura digital no teatro</strong>“, traz uma visão panorâmica do estado da arte da discussão sobre teatro e as tecnologias digitais. Começa no período pré-internet, com o início do boom do uso de mídias no teatro e dos experimentos que vão resultar no conceito de <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Teatro_p%C3%B3s-dram%C3%A1tico" target="_blank">teatro pós-dramático</a>, de Hans-Thies Lehmann, passa pela discussão sobre o que seria o teatro digital (<em>atores+bits?</em>) a partir do <a href="http://www.teatroparaalguem.com.br/2011/01/manifesto-binario/" target="_blank">Manifesto Binário</a>, do grupo catalão<a href="http://www.lafura.com/web/index.html" target="_blank"> La Fura Dels Baus</a>, e do conceito da pesquisadora dos Estados Unidos <a href="http://www.nadjaart.com/" target="_blank">Nadja Masura</a>. E, por fim, fala-se da dificuldade de se categorizar em um mundo híbrido como o de hoje e de um futuro possível para o teatro digital: a aproximação das artes cênicas com a ideia dos jogos eletrônicos/digitais (os populares videogames).</p>
<p style="text-align:justify;">A parte II, <strong>Experimentos &amp; Reflexões</strong>, traz seis entrevistas e conversas realizadas para a pesquisa. Buscou-se, inicialmente, destacar as opiniões, análises e experiências de dois dos principais grupos que trabalham com teatro e a cultura digital no Brasil: <a href="http://www.teatroparaalguem.com.br/" target="_blank">Teatro para Alguém</a>, representados aqui por seus fundadores <strong>Renata Jesion e Nelson Kao</strong>, e <a href="http://www.gag.art.br/phila_7/" target="_blank">Phila7</a>, através de seu diretor <strong>Rubens Velloso</strong>.</p>
<p style="text-align:justify;">Na sequência, há a entrevista com o ator e diretor <strong>Leonardo Roat</strong>, que recentemente defendeu uma dissertação acadêmica sobre o assunto e continua a pesquisa no doutorado em Ciências da Linguagem na Unisul, em Santa Catarina;  com  <strong>Tommy Pietra</strong>, do <a href="http://teatroficina.uol.com.br/" target="_blank">Teatro Oficina</a>, grupo que tem uma larga experiência no uso das mídias na cena; <strong>Renato Ferracini</strong>, do <a href="http://www.lumeteatro.com.br/" target="_blank">Lume Teatro</a> e professor da pós-graduação em teatro da Unicamp, que embora não se dedique à pesquisa na área, tem sua opinião sobre os meandros da relação entre o teatro e a tecnologia digital como ator, pesquisador, diretor e espectador crítico do que assiste.</p>
<p style="text-align:justify;">Encerra-se esta parte com a conversa com <strong>Fabrício Muriana, Maurício Alcântara e Juliene Codognotto</strong>, da <a href="http://www.bacante.com.br/" target="_blank">Bacante</a>, importante centro de crítica teatral na rede, espectadores frequentes dos mais variados espetáculos do país e oriundos de uma experiência de trabalho com teatro e a tecnologia digital na <a href="http://trupedechoque.blogspot.com/p/textos.html." target="_blank">II Trupe de Choque</a>.</p>
<p style="text-align:justify;">Ao final do livro, há ainda um <strong>Glossário</strong>, com mais detalhes sobre alguns dos inúmeros nomes citados durante o trabalho, além das <strong>Referências</strong>, dos <strong>Agradecimentos</strong> e de outros dados indispensáveis para um livro - como a Ficha Catalográfica, o papel em que foi impresso, etc.</p>
<p>**</p>
<div class="mceTemp mceIEcenter">
<div id="attachment_5910" class="wp-caption aligncenter" style="width: 510px"><a href="http://baixacultura.files.wordpress.com/2011/11/cartaz_festival-72.jpg"><img class="size-full wp-image-5910" title="cartaz_festival-72" src="http://baixacultura.files.wordpress.com/2011/11/cartaz_festival-72.jpg?w=500&#038;h=700" alt="" width="500" height="700" /></a><p class="wp-caption-text">Cartaz oficial do Festival CulturaDigital.br, por Renata Tonezi e Luiza Peixe</p></div>
</div>
<p style="text-align:justify;">&#8220;Efêmero Revisitado&#8221; será lançado &#8220;oficialmente&#8221; neste próximo sábado, 3 de dezembro, às 18h30, no <a href="http://culturadigital.org.br/" target="_blank">Festival CulturaDigital.br</a>, no Rio de Janeiro, dentro da programação do espaço <a href="http://culturadigital.org.br/sala/tenda-visualidades/" target="_blank">Visualidades</a>, logo após a apresentação de Lucas Pretti, do Teatro para Alguém.  [<em>Festival que, tu já deve saber, estaremos cobrindo in loco a partir desta sexta-feira; mais infos em breve neste mesmo local</em>]. Cariocas e outros que estejam pelo Rio neste dia e hora, apareçam!</p>
<p style="text-align:justify;">Produzimos um &#8220;aperitivo&#8221; (ao fim do post) para quem quiser dar uma olhada no livro antes do lançamento, com a apresentação, prefácio, sumário e primeiro capítulo. Depois de sábado, ele será disponibilizado na íntegra para download em &#8220;N&#8221; formatos, bem como para navegar, no site <a href="http://culturadigital.br/teatralidadedigital" target="_blank">culturadigital.br/teatralidadedigital</a>.</p>
<p style="text-align:justify;">Será também distribuído para professores, universidades, grupos, companhias e escolas de teatro, bem como outros interessados na complexa relação entre o teatro e a cultura digital – se você é um deles, escreva para baixacultura@gmail.com que a gente conversa.</p>
<p style="text-align:justify;">Quando ele estiver disponível na íntegra, pode deixar que falaremos por aqui também.</p>
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<div style="font-size:10px;text-align:center;width:100%"><a href="http://www.scribd.com/doc/74135319">View this document on Scribd</a></div>
<div>.</div>
<div></div>
<div><strong><em>Ficha Técnica do livro</em></strong></div>
<div>
<div><em>Projeto gráfico: Calixto Bento / <a href="http://www.clxb.com.br/" target="_blank">www.clxb.com.br</a></em></div>
<div><em>Capa: Montagem sobre fotos de Nelson Kao e Alessandra Fratus</em></div>
<div><em>(em <a href="http://www.flickr.com/teatroparaalguem" target="_blank">http://www.flickr.com/teatroparaalguem</a>).</em></div>
<div><em>Revisão: Ben-Hur Demeneck, Juliana Bassaco, Marcelo De Franceschi</em></div>
<div><em>Transcrição das entrevistas: Leonardo Foletto, Giane Lara, Marcelo</em></div>
<div><em>De Franceschi, Leonardo Foletto.</em></div>
<div><em>Edição: Leonardo Foletto</em></div>
<div>.</div>
<div></div>
</div>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/baixacultura.wordpress.com/5887/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/baixacultura.wordpress.com/5887/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/baixacultura.wordpress.com/5887/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/baixacultura.wordpress.com/5887/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/baixacultura.wordpress.com/5887/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/baixacultura.wordpress.com/5887/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/baixacultura.wordpress.com/5887/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/baixacultura.wordpress.com/5887/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/baixacultura.wordpress.com/5887/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/baixacultura.wordpress.com/5887/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/baixacultura.wordpress.com/5887/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/baixacultura.wordpress.com/5887/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/baixacultura.wordpress.com/5887/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/baixacultura.wordpress.com/5887/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=baixacultura.org&amp;blog=4369641&amp;post=5887&amp;subd=baixacultura&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>SOPA dos EUA quer censurar a internet</title>
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		<pubDate>Thu, 24 Nov 2011 11:29:49 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Nas últimas semanas, a ofensiva anti &#8220;pirataria&#8221; ganhou mais um capítulo na sua já longa história &#8211; e se tu acompanha esse blog no Twitter ou Facebook já deve saber disso. A novidade sobre o assunto vem em forma de um nebuloso projeto de lei no país onde nasceu a internet, os Estados Unidos. Trata-se [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=baixacultura.org&amp;blog=4369641&amp;post=5826&amp;subd=baixacultura&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:justify;"><a href="http://baixacultura.files.wordpress.com/2011/11/sopa-2.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-5847" title="sopa 2" src="http://baixacultura.files.wordpress.com/2011/11/sopa-2.jpg?w=500&#038;h=370" alt="" width="500" height="370" /></a></p>
<p style="text-align:justify;">Nas últimas semanas, a ofensiva anti &#8220;pirataria&#8221; ganhou mais um capítulo na sua já longa história &#8211; e se tu acompanha esse blog no<a href="http://twitter.com/#!/baixacultura" target="_blank"> Twitter</a> ou <a href="http://pt-br.facebook.com/Baixacultura" target="_blank">Facebook</a> já deve saber disso.</p>
<p style="text-align:justify;">A novidade sobre o assunto vem em forma de um nebuloso projeto de lei no país onde nasceu a internet, os Estados Unidos. Trata-se do SOPA (<a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Stop_Online_Piracy_Act" target="_blank">Stop Online Piracy Act</a>), que, dentre outras coisas, pretende dar aos provedores de acesso o poder de tirar do ar, sem ordem judicial, sites que violem a legislação dos EUA, assim como também permite a criação de listas negras para suspender determinados IPs ou domínios.</p>
<p style="text-align:justify;">Outro absurdo do projeto é o poder dado aos sites de publicidade (como o Google Ad Sense, por exemplo) de cortar um serviço sem notificar os usuários. Para isso, basta que o site em questão esteja envolvido em alguma infração de copyright (disponibilizar uma música para download sem autorização expressa do autor, por exemplo) e seja denunciado pelo SOPA &#8211; assim que receberem o comunicado, os provedores de acesso dos EUA podem bloquear em até 5 dias o <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Domain_Name_System" target="_blank">DNS</a> do site.</p>
<p style="text-align:justify;">Ou seja: em questão de 5 dias, um site pode sair do ar, ter todos seus contratos de publicidade encerrados, tudo através de uma simples denúncia do SOPA.</p>
<div id="attachment_5857" class="wp-caption aligncenter" style="width: 510px"><a href="http://baixacultura.files.wordpress.com/2011/11/sopa-1.png"><img class="size-full wp-image-5857" title="sopa 1" src="http://baixacultura.files.wordpress.com/2011/11/sopa-1.png?w=500&#038;h=571" alt="" width="500" height="571" /></a><p class="wp-caption-text">O telefone é também arma política para proteger a internet</p></div>
<p style="text-align:justify;">O projeto vem conseguindo angariar apoio entre os <a href="http://idealab.talkingpointsmemo.com/2011/10/bipartisan-stop-online-piracy-act-spooks-the-web.php" target="_blank">dois pólos da política norte-americana</a>, Democratas e Republicanos. De outro lado, de tão descabido, o SOPA uniu Mozilla, Creative Commons, Google, Facebook, Twitter, Linkdin e Zynga <a href="http://blogs.estadao.com.br/link/empresas-se-unem-contra-lei-antipirataria/" target="_blank">contra o projeto</a>, que, segundo o senador  Zoe Lofgren, da Califórnia, pode significar o “<a href="http://blogs.estadao.com.br/link/uma-lei-para-vigiar-e-punir/" target="_blank">fim da internet como a conhecemos</a>”.</p>
<p style="text-align:justify;">A esperança (ou não) é que tanto o Senado quanto a sociedade estadunidense estão discutindo amplamente o projeto. Mais de 1 milhão de <a href="http://staff.tumblr.com/post/12930076128/a-historic-thing" target="_blank">e-mails contrários ao SOPA e  87,834 chamadas telefônicas</a> chegaram ao Congresso de lá, dentre outras ações que o gráfico acima mostra. [<em>As ligações se deram através da organização de um Tumbrl chamado <a href="http://www.tumblr.com/protect-the-net" target="_blank">Protect the Net</a></em>].</p>
<p style="text-align:justify;">Mesmo na mídia, muita coisa tem sido produzida para alertar a sociedade da gravidade da coisa; em especial, dê uma olhada <a href="http://mashable.com/2011/11/16/sopa-infographic/" target="_blank">nesse</a> infográfico, da Mashable, <a href="http://www.mainstreet.com/article/smart-spending/technology/how-stop-online-piracy-act-could-affect-you" target="_blank">nessa matéria</a> do site MainStreet e nesta <a href="http://www.wired.com/threatlevel/2011/11/blacklist-bill-analysis/" target="_blank">análise da Wired</a>.</p>
<p style="text-align:justify;"><div class='embed-vimeo' style='text-align:center;'><iframe src='http://player.vimeo.com/video/32637506' width='400' height='300' frameborder='0'></iframe></div></p>
<p style="text-align:justify;">A organização <a href="http://fightforthefuture.org/" target="_blank">Fight for the Future</a>, assim como a Eletronic Frontier Foundation (<a href="https://www.eff.org/" target="_blank">EFF</a>) e outras tantas que defendem a liberdade na rede nos EUA, estão preparando várias formas de barrar o projeto. Vale dar uma olhada no vídeo produzido pela Fight for the Future (acima) para entender a gravidade do &#8220;Protect IP&#8221;, um <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Protect_IP_Act" target="_blank">projeto de lei semelhante ao SOPA</a> e tão nefasto quanto.</p>
<p style="text-align:justify;">Tu pode estar se perguntando &#8220;mas o que eu tenho a ver com isso?&#8221;. Os argentinos do <a href="http://derechoaleer.org/2011/11/infografia-otra-vez-sopa.html" target="_blank">Derecho a Leer</a> fizeram um belo infográfico (aqui abaixo) com a querida Mafalda para explicar que, sim, mesmo nós latino-americanos temos muito que ver com o SOPA.</p>
<p style="text-align:justify;"><a href="http://baixacultura.files.wordpress.com/2011/11/infografia-otra-vez-sopa-560.png"><img class="aligncenter size-full wp-image-5846" title="infografia-otra-vez-sopa-560" src="http://baixacultura.files.wordpress.com/2011/11/infografia-otra-vez-sopa-560.png?w=500&#038;h=4573" alt="" width="500" height="4573" /></a></p>
<address> </address>
<p>P.s: Vale acompanhar os posts da parceira <a href="http://twitter.com/#!/faconti" target="_blank">Faconti</a> sobre o SOPA <a href="http://faconti.tumblr.com/" target="_blank">aqu</a>i.</p>
<address>Créditos: <a href="http://stupiddope.com/2011/11/16/stop-online-piracy-act-help-save-the-internet/" target="_blank">1</a>, <a href="http://derechoaleer.org/2011/11/infografia-otra-vez-sopa.html" target="_blank">2</a>. Agradecimentos ao <a href="http://twitter.com/#!/jeffersonj" target="_blank">Jefferson Jota</a>, <a href="http://twitter.com/#!/lammel" target="_blank">Iuri Lammel</a>  e <a href="http://twitter.com/#!/samadeu" target="_blank">Sergio Amadeu</a> pelas referências do Derecho a Leer, Fight for the future e outros links citados no texto.</address>
<address>.</address>
<address> </address>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/baixacultura.wordpress.com/5826/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/baixacultura.wordpress.com/5826/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/baixacultura.wordpress.com/5826/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/baixacultura.wordpress.com/5826/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/baixacultura.wordpress.com/5826/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/baixacultura.wordpress.com/5826/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/baixacultura.wordpress.com/5826/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/baixacultura.wordpress.com/5826/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/baixacultura.wordpress.com/5826/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/baixacultura.wordpress.com/5826/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/baixacultura.wordpress.com/5826/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/baixacultura.wordpress.com/5826/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/baixacultura.wordpress.com/5826/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/baixacultura.wordpress.com/5826/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=baixacultura.org&amp;blog=4369641&amp;post=5826&amp;subd=baixacultura&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Notas sobre o futuro da música (1)</title>
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		<pubDate>Mon, 21 Nov 2011 13:45:45 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[O Auditório Ibirapuera é um prédio maravilhoso arquitetado por Oscar Niemeyer (ou seus asseclas) localizado no parque do Ibirapuera, em São Paulo. É uma casa de shows, com uma programação recheada de música boa, brasileira e internacional, a preços até que acessíveis (R$20 inteira, R$10 meia) e um Centro de Estudos, que inclui a Escola [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=baixacultura.org&amp;blog=4369641&amp;post=5785&amp;subd=baixacultura&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:justify;"><a href="http://baixacultura.files.wordpress.com/2011/11/auditorioibirapuera.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-5833" title="Auditorio Ibirapuera" src="http://baixacultura.files.wordpress.com/2011/11/auditorioibirapuera.jpg?w=500&#038;h=318" alt="" width="500" height="318" /></a></p>
<p style="text-align:justify;">O Auditório Ibirapuera é um <a href="http://www.auditorioibirapuera.com.br/quem-somos/" target="_blank">prédio maravilhoso arquitetado</a> por Oscar Niemeyer (ou seus asseclas) localizado no parque do Ibirapuera, em São Paulo. É uma casa de shows, com uma <a href="http://www.auditorioibirapuera.com.br/category/programacao/" target="_blank">programação</a> recheada de música boa, brasileira e internacional, a preços até que acessíveis (R$20 inteira, R$10 meia) e um <a href="http://www.auditorioibirapuera.com.br/category/centro-de-estudos/" target="_blank">Centro de Estudos</a>, que inclui a Escola e o núcleo de Cultura Digital.</p>
<p style="text-align:justify;">É desse centro de estudos que saiu a <a href="http://www.auditorioibirapuera.com.br/2011/08/29/revista-auditorio-1e-repensando-a-musica-para-download/" target="_blank">Revista Auditório</a>, uma publicação que, por enquanto, tem dois números com textos excelentes &#8211; uma edição especial chamada &#8220;Repensando Música&#8221; e a outra, a nº1, com nomes como Allen Ginsberg, David Byrne, Guilherme Wisnik, Paulo Lins, Luis Nassif, Romulo Froés, Idelber Avelar, Alexandre Matias, Pena Schmidt e Yochai Benkler falando também de música, além de (mais uma) boa entrevista com Kenneth Goldsmith, do <a href="http://www.ubuweb.com/" target="_blank">UbuWeb</a>.</p>
<p style="text-align:justify;">As duas revistas foram editadas por Lauro Mesquita, Alexandre Casatti, Joaquim Toledo Jr., Juliana Nolasco e Tiago Mesquita, que desde já merecem os nossos parabéns pelo belo trabalho realizado. As edições, que podem ser baixadas naquele link do parágrafo acima, tem muita munição para divulgar, discutir, refletir, coisa que tentaremos fazer a partir dos próximos parágrafos.</p>
<p style="text-align:justify;">*</p>
<p style="text-align:justify;"><a href="http://baixacultura.files.wordpress.com/2011/11/capa-revista-auditc3b3rio.png"><img class="aligncenter size-full wp-image-5835" title="capa revista auditório" src="http://baixacultura.files.wordpress.com/2011/11/capa-revista-auditc3b3rio.png?w=500" alt=""   /></a></p>
<p style="text-align:justify;">Na Revista Auditório nº1, um texto que merece atenção especial nesse post é &#8220;<strong>O Verdadeiro Futuro da Música</strong>&#8220;, por <a href="http://andrewdubber.com/" target="_blank">Andrew Dubber</a> &#8211; um cara abalizado pra falar sobre o assunto: é professor-assistente de Inovação na Indústria da Música do <a href="http://interactivecultures.org/" target="_blank">Centro de Mídia e Pesquisa Cultural de Birmingham</a>, &#8220;provavelmente a única pessoa com esse título profissional&#8221;, como ele diz no texto.</p>
<p style="text-align:justify;">Sendo o &#8220;futuro&#8221; da música algo que Dubber lida em sua rotina diária, suas opiniões sobre isso são bem pertinentes. Por exemplo, saca esse trecho abaixo onde ele dá um direto na cara dos futurólogos de ocasião:</p>
<blockquote>
<p style="text-align:justify;"><em>A verdade nua e crua é que aquilo para o qual você quer se preparar é algo absolutamente impossível de se conhecer. Não só não será a continuação de algo que vem crescendo paulatinamente – permitindo que os especialistas apontem e digam “Veja – ali está o futuro e será algo grande” – nem tampouco reconheceremos quando virmos. Somos  particularmente ruins em reconhecer o que é importante até que seja importante. Mas somos ainda piores em reconhecer o que é o futuro e o que não é. </em></p>
<p><em>O futuro não é celular. Não é o Facebook. Não é áudio em streaming. Não é assinatura, não é música ao vivo e não são aplicativos. Já  temos tudo isso.<strong> Isso é o presente e mesmo, até certo ponto, o passado da  música</strong> – <strong>não é o futuro</strong>.</em></p></blockquote>
<p style="text-align:justify;">Dubber continua a disferir diretos nos futurólogos dizendo que, mais do que ficar inventando coisas só pelo prazer de dizer depois que foi tu quem inventou isso antes de todo mundo, melhor é <em>prestar atenção</em> as trocentas coisas que estão acontecendo hoje. O truque, diz ele, <strong>é não tentar adivinhar o que vai acontecer em seguida, mas simplesmente tentar entender o mundo como é agora e então enfrentar a questão</strong>.</p>
<p style="text-align:justify;">A única coisa pior que ficar tentando adivinhar o futuro é fingir que ainda estamos no passado, continuar agindo como sempre agimos, e depois insistir que o resto do mundo se comporte da mesma forma &#8211; coisa que, tu sabe, as gravadoras, os grandes estúdios de Hollywood e outros barões do copyright continuam a fazer.</p>
<p style="text-align:justify;">Assim Dubber finaliza esta parte: &#8220;Quando o mundo muda à sua volta, você não pode continuar fazendo o que sempre fez, e não se pode obrigar que as pessoas façam o que costumavam fazer, só porque isso o deixa feliz. É preciso compreender o ambiente  contemporâneo da mídia e se adaptar a ele&#8221;. É uma variação da frase: <strong>Tá morrendo? Deixa morrer e ver o que vem no lugar &#8211; se vier algo</strong>.</p>
<p style="text-align:justify;">**</p>
<div id="attachment_5837" class="wp-caption aligncenter" style="width: 510px"><a href="http://baixacultura.files.wordpress.com/2011/11/notas-sobre-musica.jpg"><img class="size-full wp-image-5837" title="notas sobre musica" src="http://baixacultura.files.wordpress.com/2011/11/notas-sobre-musica.jpg?w=500&#038;h=403" alt="" width="500" height="403" /></a><p class="wp-caption-text">Até a cultura digital, música era sempre comercializada assim: em massa</p></div>
<p style="text-align:justify;">Para contextualizar a discussão, o professor inglês propõe uma divisão da história da mídia em &#8220;eras&#8221;, algo que tem sido bastante usado nos textos sobre o assunto hoje &#8211; nós mesmos fizemos algo do tipo <a href="http://baixacultura.org/2010/03/27/pequeno-ensaio-para-o-final-de-semana-1/" target="_blank">nesse </a>e <a href="http://baixacultura.org/2010/04/18/pequeno-ensaio-para-o-final-e-inicio-de-semana-2/" target="_blank">nesse post</a>, baseados num artigo de Alex Primo.</p>
<p style="text-align:justify;">Ele começa com a <strong>era oral</strong>, onde apenas falávamos uns com os outros e histórias eram contadas e passadas de geração em geração. Este período durou cerca de 10 mil anos; nele, diz Dubber, &#8220;<em>a forma principal de ganhar dinheiro com música nessa época era viajando de um lugar a outro, cantando e contando histórias</em>&#8220;. Foi a era do trovador.</p>
<p style="text-align:justify;">Depois veio a <strong>era da escrita</strong>, que provavelmente durou cerca de mil anos &#8211; a escala, mais que a precisão do tempo, é o que vale aqui, lembra o professor. Nessa época, o principal meio de se fazer dinheiro com música foi através do mecenato. &#8220;Pessoas ricas e membros dos mais altos escalões do clero pagavam aos compositores para irem morar com eles, escrever músicas e depois entregar as partituras a músicos profissionais para que interpretassem o que estava escrito e tocassem música para dançar nas festas dos ricos, e hinos e oratórios para as grandes catedrais&#8221;, escreve Dubber na página 113.</p>
<p style="text-align:justify;">A terceira é a <strong>era da produção em massa</strong>, que vem com a imprensa de Gutemberg. É a era da produção, impressão e de alfabetização em massa, que traz consequências de todas as ordens e durou cerca de 500 anos. Nela, o principal meio de fazer dinheiro com música foi a produção em massa de partituras de música; foi através de apresentações de um repertório internacional em todo o mundo que essa tecnologia se tornou possível.</p>
<p style="text-align:justify;">Na sequência, vem aquela em que muitos de nós nascemos: a <strong>era elétrica</strong>. É o período da comunicação de massa, com públicos nacionais, globais, e da música compartilhada, do consumo simultâneo de produtos de mídia. O modo principal de se fazer dinheiro com música é gravando e transmitindo. &#8220;É a abordagem do &#8216;faça um, venda muitos&#8217; da era da impressão, mas aumentada e turbinada, porque é a própria apresentação musical que está sendo produzida em massa e que repercute&#8221;.</p>
<p style="text-align:justify;">Dubber explica detalhadamente o funcionamento dessa era, que durou cerca de 100 anos.</p>
<blockquote>
<p style="text-align:justify;"><em>O truque econômico na era da mídia elétrica é “altos custos fixos, baixos custos marginais”. Isto é, custa caro gravar um disco, mas fazer cópias sai quase de graça, em relação ao preço cobrado no varejo. Há um custo grande para se produzir um vídeo de música, mas cada espectador adicional custa fundamentalmente nada em termos de custos adicionais. O cenário ideal, a propósito, é que haja um disco de um cantor que todo mundo compre no mundo inteiro. Quase chegamos a isso com Michael Jackson, a certa altura.</em></p>
</blockquote>
<p>***</p>
<div id="attachment_5834" class="wp-caption aligncenter" style="width: 438px"><a href="http://baixacultura.files.wordpress.com/2011/11/milloreradigital.gif"><img class="size-full wp-image-5834" title="Santo Vaso Nosso de cada dia na era digital, por Millor" src="http://baixacultura.files.wordpress.com/2011/11/milloreradigital.gif?w=500" alt=""   /></a><p class="wp-caption-text">Santo Vaso Nosso de cada dia na era digital, por Millor</p></div>
<p style="text-align:justify;">Pois aí é que entramos na <strong>era digital</strong>. Dubber enfatiza: não estamos mais na era elétrica, mesmo que muitos de nós (alô gravadoras, alguns artistas, ECAD) vejam ela como a &#8220;forma natural&#8221; de hoje.</p>
<p style="text-align:justify;">E explica: &#8220;Ainda podemos contar histórias em volta da fogueira e sair cantando por aí para ganhar dinheiro. Ainda podemos escrever música sob encomenda e escrever nossas composições em papel para que nossos amigos toquem. Ainda é possível ter um negócio perfeitamente legítimo imprimindo e vendendo partituras de música ou ter uma casa de espetáculos em que os artistas populares locais apresentam um repertório importante. Mas a questão é que esses não são mais os meios principais de se produzir, distribuir ou consumir música. Não é aí que está o dinheiro&#8221;.</p>
<p style="text-align:justify;">A configuração é outra. O inglês diz que &#8220;é uma questão de compreender o <em>muito</em> para <em>muitos</em>, o mundo comunicativo coloquial, vernáculo e interligado em que vivemos, e então, assim como nossos antecedentes musicais, encontrar um meio através do qual nossos talentos, habilidades, dons e habilidades empreendedoras possam adquirir renda com isso de que gostamos tanto&#8221;.</p>
<p style="text-align:justify;">Mas a notícia péssima é que não, ainda não sabemos como se ganha dinheiro com música na era digital. Não há uma resposta pronta, mas algumas possibilidades e oportunidades. E não há mais destas oportunidades porque, como cita com precisão o texto, &#8220;<em>a maior parte da indústria da música no planeta ainda age como se estivesse mais ou menos na era elétrica, só que com alguns brinquedinhos novos</em>. Ainda priorizamos a gravação e a transmissão como se continuassem a ser o meio principal de ganhar dinheiro com música – apesar de todas as provas em contrário&#8221;.</p>
<p style="text-align:justify;">****</p>
<div id="attachment_5838" class="wp-caption aligncenter" style="width: 410px"><a href="http://baixacultura.files.wordpress.com/2011/11/future-of-music.jpg"><img class="size-full wp-image-5838" title="future-of-music" src="http://baixacultura.files.wordpress.com/2011/11/future-of-music.jpg?w=500" alt=""   /></a><p class="wp-caption-text">Conjunto de suposições (regras?) sobre o futuro da música</p></div>
<p style="text-align:justify;">Na sequência conclusiva do artigo, Dubber fala de algo que deveria ser óbvio: em vez de querer prever o futuro da música (ou de qualquer coisa), o melhor é perceber o presente em que estamos e inventar um futuro.</p>
<blockquote>
<p style="text-align:justify;"><em>&#8220;O verdadeiro desafio para a indústria da música não é se manter ou se adaptar às mudanças da mídia.  O desafio está em inovar. Surgir com algo realmente novo, no qual ninguém tenha pensado ainda. Ser o primeiro a ligar, com uma nova forma, a composição à produção da música e a distribuição da música ao consumo da música, e vislumbrar o que deverá acontecer com a promoção da música ao final de tudo isso&#8221;.</em></p>
</blockquote>
<p style="text-align:justify;">Esse parte acima não te faz lembrar, mesmo que vagamente, na iniciativa de lançamento do novo <a href="http://baixacultura.org/2011/11/03/software-como-musica-poesia-jornalismo/" target="_blank">disco da Bjork que falamos aqui</a>? A ideia do software como música é uma alternativa que está, de alguma forma, tentando &#8220;inventar&#8221; um futuro, ainda que baseado nas possibilidades do presente. É uma estratégia que consegue pensar em produção, circulação e consumo ao mesmo tempo, tudo se ligando num mesmo lugar (o software).</p>
<p style="text-align:justify;">Há, claro, riscos nessa via do software: um deles é o fato de, no disco de Bjork, o aplicativo ser Apple, só visualizado em Iphone, um sistema fechado. Outro risco que se corre é o de, se o software como música &#8220;pegar&#8221;, todos quererem adotá-lo como &#8220;o&#8221; formato a ser seguido, replicando assim uma mesma solução para produtos com características bem diferentes.</p>
<p style="text-align:justify;">Não vai dar certo. Impor um único sistema e fazer o mundo inteiro se adequar para que ele seja sustentável não costuma funcionar em nenhum lugar do mundo, nem em qualquer tempo. Por mais difícil que seja para quem está na labuta diária, a ideia parece ser mais a que Gilberto Gil citou <a href="http://baixacultura.org/2009/10/06/cibercultura-em-debate/" target="_blank">numa fala já reproduzida por aqui</a>:  &#8221;<em>A digitalização não exige que toda obra de arte seja de graça, mas que um modelo próprio de comercialização seja criado para cada necessidade&#8221;.</em></p>
<p style="text-align:justify;"><em><br />
</em></p>
<p style="text-align:justify;">Créditos imagens: <a href="http://saopaulo.unlike.net/locations/300751-Audit-rio-Ibirapuera" target="_blank">1</a>, capa Revista Auditório, <a href="http://www.manutencaoesuprimentos.com.br/sub-segmento/meios-de-aquisicao-de-dados/" target="_blank">2</a>, <a href="http://www.google.com.br/imgres?q=era+digital&amp;um=1&amp;hl=pt-BR&amp;sa=N&amp;biw=1280&amp;bih=615&amp;tbm=isch&amp;tbnid=NnAOJE58FeRizM:&amp;imgrefurl=http://josiasdesouza.folha.blog.uol.com.br/arch2008-06-08_2008-06-14.html&amp;docid=eG_Mhl0QIQDJ-M&amp;imgurl=http://josiasdesouza.folha.blog.uol.com.br/images/MillorEraDigital.jpg&amp;w=428&amp;h=380&amp;ei=bEjKTs3ICoTAgAepqPxj&amp;zoom=1&amp;iact=rc&amp;dur=374&amp;sig=117661824132334325532&amp;page=1&amp;tbnh=133&amp;tbnw=150&amp;start=0&amp;ndsp=18&amp;ved=1t:429,r:9,s:0&amp;tx=102&amp;ty=45" target="_blank">3</a>, <a href="http://www.google.com.br/imgres?q=future+of+music&amp;um=1&amp;hl=pt-BR&amp;biw=1280&amp;bih=615&amp;tbm=isch&amp;tbnid=avYqJaS8C8HurM:&amp;imgrefurl=http://lizmorrowtx.wordpress.com/2011/07/27/changing-tides-in-the-music-industry/&amp;docid=X8gn6N5EAlClNM&amp;imgurl=http://lizmorrowtx.files.wordpress.com/2011/07/future-of-music.jpg&amp;w=400&amp;h=385&amp;ei=hVLKTrSEGMLFgAeUpvA8&amp;zoom=1&amp;iact=rc&amp;dur=316&amp;sig=117661824132334325532&amp;page=1&amp;tbnh=135&amp;tbnw=140&amp;start=0&amp;ndsp=21&amp;ved=1t:429,r:3,s:0&amp;tx=48&amp;ty=44" target="_blank">4</a>.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/baixacultura.wordpress.com/5785/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/baixacultura.wordpress.com/5785/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/baixacultura.wordpress.com/5785/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/baixacultura.wordpress.com/5785/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/baixacultura.wordpress.com/5785/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/baixacultura.wordpress.com/5785/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/baixacultura.wordpress.com/5785/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/baixacultura.wordpress.com/5785/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/baixacultura.wordpress.com/5785/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/baixacultura.wordpress.com/5785/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/baixacultura.wordpress.com/5785/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/baixacultura.wordpress.com/5785/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/baixacultura.wordpress.com/5785/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/baixacultura.wordpress.com/5785/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=baixacultura.org&amp;blog=4369641&amp;post=5785&amp;subd=baixacultura&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Software como música (poesia, jornalismo&#8230;)</title>
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		<pubDate>Thu, 03 Nov 2011 11:19:11 +0000</pubDate>
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			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://baixacultura.files.wordpress.com/2011/10/bjc3b6rk_-_biophilia_cover_capa.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-5638" title="Björk_-_Biophilia_Cover_Capa" src="http://baixacultura.files.wordpress.com/2011/10/bjc3b6rk_-_biophilia_cover_capa.jpg?w=500&#038;h=500" alt="" width="500" height="500" /></a></p>
<p style="text-align:justify;">Tu já ouviu falar sobre o mais recente álbum da exótica baixinha aí de cima, né? Estamos falando do saudado disco &#8220;<a href="https://secure.wikimedia.org/wikipedia/pt/wiki/Biophilia">Biophilia</a>&#8220;, lançado dia 11 de outubro, mas que causou frisson por também ser um aplicativo produzido especialmente para iPad. As dez músicas estão sendo lançadas, uma por uma, desde 27 de junho, quando a cantora islandesa se <a href="http://www.youtube.com/watch?v=BJHPuU9ARE0">apresentou no Machester International Festival</a>, na Inglaterra. Tratam-se de legítimos singles-programas, apps interativos com bem mais do que &#8216;só&#8217; informações sonoras.</p>
<p style="text-align:justify;">As músicas-aplicativos contêm jogos interativos, uma animação que ilustra os movimentos melódicos, partitura, letra, texto de apresentação e uma análise da musicóloga Nikki Dibben, tudo em inglês. É possível, por exemplo, que o ouvinte-interagente &#8220;toque&#8221; o baixo na segunda faixa, &#8220;Thunderbolt&#8221;, ou faça um remix da terceira, &#8220;Crystalline&#8221; [que ganhou <a href="http://www.youtube.com/watch?v=2PNzytx9EV0">um bonito clipe</a>; toca e segue lendo]. <a href="https://docs.google.com/viewer?a=v&amp;q=cache:uxWZp2dXEo8J:www.snibbe.com/blog/wp-content/uploads/2011/10/app_credits.pdf+&amp;hl=pt-BR&amp;pid=bl&amp;srcid=ADGEEShhta83JUxcdSavNOwJ0AUkLMpfMWzLacspgn9dS8NXrIu0etI9hmDIsyfFEj5yHWdEpUc-oUPQvLxHb5qZcwAv2w7qZcsRRUqJ5f0UurACUvBrjFRnGfCrW7B-UyJKQbPuAymC&amp;sig=AHIEtbSFhGYY7CO7f6xEH4R2vTJkul2gXQ">Os créditos do arranjo</a> são do estúdio de <a href="https://secure.wikimedia.org/wikipedia/en/wiki/Scott_Snibbe">Scott Snibble</a>, artista multimídia radicado nos Estados Unidos [que foi entrevistado pela <a href="http://www.select.art.br/article/reportagens_e_artigos/opera-do-seculo-21?page=unic">revista select</a>], e da dupla de designers franceses <a href="https://secure.wikimedia.org/wikipedia/en/wiki/M/M_Paris">M/M Paris</a>.</p>
<p style="text-align:justify;">O conjunto de dez aplicativos tem a forma de uma constelação e se junta em um outro &#8220;aplicativo mãe&#8221;, gratuito, para formar uma galáxia tridimensional navegável. Para criar esse universo, além de utilizar o <a href="http://mashable.com/2011/10/18/bjork-biophilia-ipad/">próprio aparelho da Apple</a>, Björk <a href="http://news.discovery.com/tech/bjork-biophilia-science-111010.html">se inspirou no livro &#8220;Musicophilia&#8221;</a>, do neurologista britânico Oliver Sacks, que disserta sobre a empatia da mente pela música. No sistema dela, a empatia seria pela vida, pela natureza. Dá um rolê pelo video aí abaixo pra tu ter uma noção do negócio:</p>
<p style="text-align:justify;"><span style="text-align:center; display: block;"><a href="http://baixacultura.org/2011/11/03/software-como-musica-poesia-jornalismo/"><img src="http://img.youtube.com/vi/dikvJM__zA4/2.jpg" alt="" /></a></span></p>
<p style="text-align:justify;">Como mostra essa <a href="http://oglobo.globo.com/cultura/mat/2011/08/04/projetos-como-biophilia-de-bjork-apontam-para-formacao-de-uma-nova-especie-de-compositores-925060408.asp">matéria do jornal O Globo</a>, &#8220;o projeto é mais um a se afastar do conceito tradicional de álbum, consagrado na segunda metade do século XX, mas em crise nesses tempos de mp3, iPods e torrents&#8221;. De fato, transformar ou adaptar as músicas para uma plataforma de interação é a grande sacada do lançamento de Bjork, que assim consegue chamar atenção para recursos informacionais e educativos para além da música, como ela mesmo explicou em entrevista ao <a href="http://blogs.estadao.com.br/combate_rock/bjork-arte-e-tecnologia-em-desafio-ludico/" target="_blank">Jornal da Tarde</a>, de São Paulo:  “<em>Procurei trabalhar com escalas, ritmos, acordes. Cada uma das músicas do disco aborda um desses elementos e os ilustra sempre da maneira mais simples possível para ensinar às crianças como música pode ser algo físico, tátil, em vez de teórico</em>”.</p>
<p style="text-align:justify;">Pode parecer mas &#8220;<a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Biophilia">Biophilia</a>&#8221; não é o primeiro disco-aplicativo criado. Salvo antepassados que desconhecemos (se souberem de algum, nos avisem por e-mail ou comentários), o título de pioneiro nesta área pertence ao duo Bluebrain e seu <a href="http://www.bluebra.in/nationalmallfaq.html" target="_blank">&#8220;The National Mall&#8221;</a>, lançado em maio de 2011 também para IPad.</p>
<p style="text-align:justify;">A proposta desse é bem distinta: cada uma das músicas só toca se você estiver no lugar certo &#8211; no caso, o parque National Mall, em Washington, EUA. Funciona como uma trilha sonora para diversos pontos do local: se, por exemplo, tu estiver subindo as escadas em direção ao Lincoln Memorial, uma grande estátua de Abrahan Lincoln [<a href="http://www.google.com/imgres?um=1&amp;hl=pt-BR&amp;client=ubuntu&amp;sa=N&amp;channel=fs&amp;biw=1280&amp;bih=575&amp;tbm=isch&amp;tbnid=Ii81Vcu9aEC1hM:&amp;imgrefurl=http://mariusostrowski.wordpress.com/2008/08/26/day-61-26viii08/&amp;docid=e1i_QIHySpMOeM&amp;imgurl=http://mariusostrowski.files.wordpress.com/2008/08/lincoln_memorial_lincoln_contrasty.jpg&amp;w=4072&amp;h=3390&amp;ei=6PGvTvmVAoPMgQfC7qm_AQ&amp;zoom=1&amp;iact=hc&amp;vpx=165&amp;vpy=142&amp;dur=450&amp;hovh=115&amp;hovw=119&amp;tx=136&amp;ty=123&amp;sig=104979143144413196970&amp;page=1&amp;tbnh=115&amp;tbnw=119&amp;start=0&amp;ndsp=20&amp;ved=1t:429,r:0,s:0" target="_blank">aqui</a>] no centro do parque, &#8220;<em>o som dos sinos aumenta ao ponto que, quando você está aos pés de Lincoln, eles estão envolvendo você</em>”, disse Ryan Holladay, um dos Bluebrain <a href="http://colunas.epoca.globo.com/menteaberta/2011/05/27/o-disco-que-so-toca-se-voce-estiver-no-lugar-certo/" target="_blank">em entrevista à revista Época</a>. Como isso funciona? Simples: o GPS do iPhone avisa para o aplicativo a hora certa de tocar. Dá uma olhada aqui abaixo no vídeo-teaser do disco:</p>
<p style="text-align:justify;"><div class='embed-vimeo' style='text-align:center;'><iframe src='http://player.vimeo.com/video/25374903' width='400' height='300' frameborder='0'></iframe></div></p>
<p style="text-align:justify;">*</p>
<p style="text-align:justify;">As iniciativas de Bjork e do Bluebrain são exemplos de uma certa &#8220;tendência&#8221; hoje no mundo digital: a de que os softwares sejam a <em>fonte</em> da música, não &#8220;apenas&#8221; programas. Para ficar num exemplo, pode ser que daqui em diante álbuns ou singles possam virar pop-ups em tablets, e não mais aquela história de um arquivo .rar ou .zip com todas as músicas comprimidas para download. Isso abre um espaço considerável para o remix, já que as novas formas rompem com a barreira de mera transposição de conteúdo e apostam na <em>recriação</em> do mesmo conteúdo para diferentes formatos.</p>
<div id="attachment_5764" class="wp-caption aligncenter" style="width: 510px"><a href="http://baixacultura.files.wordpress.com/2011/11/codepoetry.jpg"><img class="size-full wp-image-5764" title="codepoetry" src="http://baixacultura.files.wordpress.com/2011/11/codepoetry.jpg?w=500&#038;h=281" alt="" width="500" height="281" /></a><p class="wp-caption-text">Code is Poetry</p></div>
<p style="text-align:justify;">Esta &#8220;tendência&#8221; potencializa a relevância do desenvolvedor na indústria de música, livros, jornais, <a href="http://www.tiagodoria.ig.com.br/2010/03/17/revistas-podem-se-transformar-em-softwares/">revistas</a>, e até na de <a href="http://www.tecmundo.com.br/8599-warner-bros-distribui-filmes-como-aplicativos-na-appstore.htm">filmes e séries</a>. E também ajuda a colocar o antigo &#8220;nerd programador&#8221; em pé de igualdade com o &#8220;artista&#8221; , já que, afinal, ambos passam a ter participação igual na criação do produto/objeto artístico. Uma das frases de ordem mais vistas nos últimos tempos diz muito sobre esse novo status do programador/desenvolvedor:  &#8220;<strong>Código também é poesia</strong>&#8220;, que em uma variação em inglês, &#8220;Code is poetry&#8221;, virou lema do <a href="https://wordpress.org/">WordPress.org</a>.</p>
<p style="text-align:justify;">No caso de livros e revistas, em que é muito é mais comum vermos estes em <em>formato</em> de aplicativo do que como um próprio aplicativo, um trabalho interessante é o realizado no livro <a href="http://pushpoppress.com/ourchoice/" target="_blank">Our Choice</a>, de Al Gore. A versão <em>app </em>foi publicada pela <a href="http://pushpoppress.com/about/" target="_blank">Push Pop Press</a>, uma plataforma de publicação de livros digitais que quer revolucionar [<em>todo mundo quer, meus caros</em>] a publicação de livros na rede. Em <em>Our Choice</em>, o que vemos não é mais um e-book, mas outra coisa. Dá uma olhada no vídeo abaixo, em que Mike Matas, da PushPop e ex-Apple, apresenta o brinquedinho [a partir dos 35s]:</p>
<p style="text-align:justify;"><span style="text-align:center; display: block;"><a href="http://baixacultura.org/2011/11/03/software-como-musica-poesia-jornalismo/"><img src="http://img.youtube.com/vi/LV-RvzXGH2Y/2.jpg" alt="" /></a></span></p>
<p style="text-align:justify;">Assim <a href="http://www.tiagodoria.ig.com.br/2011/04/28/a-proxima-geracao-de-livros-digitais/" target="_blank">escreveu o blogueiro Tiago Dória</a> sobre o <em>Our Choice</em>:</p>
<blockquote>
<p style="text-align:justify;"><em>O aspecto visual e tátil é bem explorado. Você pode ler os 19 capítulos do livro/aplicativo de forma não linear, arrastar ou maximizar as imagens. Em um mapa, o livro mostra a localização geográfica de diversas informações (localização de um país citado em um texto). O mais interessante são as animações e os infográficos, que intercalam os textos. Além de firulas na navegação, alguns são acompanhados de áudio para ajudar na compreensão (se você assoprar no microfone do iPad, alguns elementos na tela se mexem).</em></p>
</blockquote>
<p style="text-align:justify;">Desde o ano passado, o mesmo Doria tem  se perguntado: <a href="http://www.tiagodoria.ig.com.br/2010/03/17/revistas-podem-se-transformar-em-softwares/" target="_blank">revistas podem se transformar em software?</a> Exemplos como os apps da<a href="http://itunes.apple.com/br/app/revista-select/id439705918?mt=8" target="_blank"> revista Select</a> [<em>somente para Ipad, infelizmente</em>] e o da <a href="http://edition.cnn.com/mobile/iphone/launch/index.html" target="_blank">rede de TV CNN</a> [<em>também só para Iphones, maldita Apple</em>!] não parecem (nem querem?) ser apenas transposição de conteúdos para um outro formato, mas uma outra coisa que ainda ninguém sabe o que é. Quando começarmos a pensar em softwares jornalísticos não somente para tablets e smartphones [da Apple!], mas também para desktops e notebooks, quem sabe daremos um passo adiante para um real &#8220;novo jornalismo&#8221; que se avizinha.</p>
<p style="text-align:justify;">**</p>
<div id="attachment_5652" class="wp-caption aligncenter" style="width: 510px"><a href="http://baixacultura.files.wordpress.com/2011/10/google_earth_software.jpg"><img class="size-full wp-image-5652" title="Google_Earth_software" src="http://baixacultura.files.wordpress.com/2011/10/google_earth_software.jpg?w=500&#038;h=358" alt="" width="500" height="358" /></a><p class="wp-caption-text">O mundo está mergulhado em software - e faz tempo.</p></div>
<p style="text-align:justify;">Os casos acima são apenas alguns exemplos de software como mídia (ou música, poesia, jornalismo); certamente existem outros tantos, e em breve vão existir ainda mais. São produtos em que a mídia, além de digitalizada, é &#8220;softwarizada&#8221;, programada mesmo.</p>
<p style="text-align:justify;">Um dos maiores pensadores da cultura digital, o <a href="http://baixacultura.org/2009/08/26/manovich-e-a-nova-midia/">russo Lev Manovich</a>, chama atenção para um fato que permeia a criação desses novos softwares: de que adiantaria digitalizar (por meio de um software) se não houvesse um programas para por ordem nos dígitos? Com um mundo mais digital, é provável que passem a existir programas cada vez mais avançados para, mais do que por ordem nos dígitos, <em>criar</em> com eles.</p>
<p style="text-align:justify;">Como diz Manovich no livro &#8220;<a href="http://pt.scribd.com/doc/8226164/SOFTWARE-TAKES-COMMAND">Software takes command</a>&#8220;, publicado em 2008, &#8220;<em>a escola e o hospital, a base militar e o laboratório científico, o aeroporto e a cidade &#8211; todos os sistemas sociais, econômicos e culturais da sociedade moderna &#8211; são acionados via software. <strong>O software é a cola invisível que une tudo e todos</strong></em>.&#8221;</p>
<p style="text-align:justify;">A partir de seus estudos na Universidade da California San Diego, sobre o qual já <a href="http://baixacultura.org/2009/08/26/manovich-e-a-nova-midia/" target="_blank">falamos um pouco</a>,  o pesquisador russo também propõe um campo de estudos para o software, os <em>software studies</em>, ou <a href="https://secure.wikimedia.org/wikipedia/pt/wiki/Estudos_do_Software">Estudos de software</a> (em linha com os <a href="http://industrias-culturais.blogspot.com/2006/03/cultural-studies-ii-continuao-de.html">Estudos Culturais</a> de origem inglesa), em que pretende investigar a relação do software com a cultura, arte e a sociedade.</p>
<p style="text-align:justify;">Outro pesquisador percursor na área, o britânico Matthew Fuller, chegou a afirmar na <a href="http://web.archive.org/web/20080216213512/http://pzwart.wdka.hro.nl/mdr/Seminars2/softstudworkshop/">primeira Oficina de Estudos de Software</a>, em 2006, que &#8220;<em>todo o trabalho intelectual é agora &#8216;estudo de software</em>&#8216;&#8221;. Manovich é um pouco mais focado, como dá para perceber  nas primeiras partes de seu livro, publicadas aqui abaixo, em tradução do blog do grupo de pesquisa <a href="http://www.softwarestudies.com.br/">Software Studies Brazil</a>, coordenado por <a href="http://www.cicerosilva.com/">Cicero Silva</a>, professor na <a href="http://www.ufjf.br/sws/">Universidade Federal de Juiz de Fora</a> e um dos<a href="http://culturadigital.org.br/curadores/" target="_blank"> curadores do Festival Cultura Digital</a>.</p>
<blockquote>
<p style="text-align:justify;"><em>Embora os estudos do software envolvam todos os softwares, temos especial interesse pelo que chamo de software cultural. Esse termo foi usado antes de maneira metafórica (por exemplo, ver J.M. Balkin, Cultural Software: A theory of Ideology, 2003), mas neste artigo uso o termo literalmente para me referir a programas como Word, PowerPoint, Photoshop, Illustrator, AfterEffects, Firefox, Internet Explorer e assim por diante. O software cultural, em outras palavras, é um subconjunto determinado de softwares de aplicação destinados a criar, distribuir e acessar (publicar, compartilhar e remixar) objetos culturais como imagens, filmes, seqüências de imagens em movimento, desenhos 3D, textos, mapas, assim como várias combinações dessas e de outras mídias.</em></p>
</blockquote>
<div class="mceTemp mceIEcenter" style="text-align:justify;">
<dl class="wp-caption aligncenter">
<dt class="wp-caption-dt"><a href="http://baixacultura.files.wordpress.com/2011/11/manovich-book.jpg"><img class="size-full wp-image-5765" title="manovich book" src="http://baixacultura.files.wordpress.com/2011/11/manovich-book.jpg?w=500" alt=""   /></a></dt>
<dd class="wp-caption-dd">Uma das capas possíveis do livro de Manovich</dd>
</dl>
</div>
<p style="text-align:justify;">***</p>
<p style="text-align:justify;">Uma questão que deriva dessa discussão é se o software pode ser aberto ou fechado, como bem aponta o professor <a href="http://wikipos.facasper.com.br/index.php/Ficheiro:Aula_manovich_software_como_midia.pdf">Sérgio Amadeu em uma aula na Casper Líbero</a>. Como são intermediários na nossa comunicação e na produção simbólica-cultural, eles condicionam e limitam nossas ações. Assim, &#8220;softwares fechados não possuem transparência e podem esconder fragilidades e possibilidades de intrusão e controle inaceitáveis para a sociedade em rede&#8221;, diz Amadeu. Já os softwares livres têm seu código-fonte disponível, o que permite adaptações para outras funções e/ou sistemas, além de, normalmente, serem transparentes com seus usuários.</p>
<p style="text-align:justify;">A discussão sobre software livre e proprietário nos faz retornar a questão do disco-aplicativo da Bjork: quem não tem um tablet ou smartphone da Apple pode brincar com as novas músicas da Björk? Oficialmente, não. As <em>pequenas</em> gravadoras Universal e Warner ainda não licenciaram o produto para outras plataformas, pois, claro, querem vender o máximo possível na Apple. Todavia, Bjork <a href="http://www.brasil247.com.br/pt/247/cultura/10835/Bj%C3%B6rk-apela-aos-piratas.htm">já declarou</a> ter uma posição mais livre: &#8220;<em>Eu não deveria dizer isso, mas eu confio que os piratas não vão ficar de mãos atadas</em>. É por isso que, quando nós criamos os programas, quisemos ter certeza de que eles poderiam ser transferidos para outros sistemas&#8221;.</p>
<p style="text-align:justify;">É mais uma rodada da discussão que volte e meia retornamos aqui: o artista/desenvolvedor quer que sua arte/produto seja o mais apreciada/difundida possível, mas quem detém os <em>direitos</em> de cópia desses produtos não. Como resolver esse embate? Cena dos próximos capítulos.</p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-5651" title="google-v-microsoft-v-apple" src="http://baixacultura.files.wordpress.com/2011/10/google-v-microsoft-v-apple.jpg?w=500&#038;h=1070" alt="" width="500" height="1070" /></p>
<p>Crédito das imagens: <a href="https://secure.wikimedia.org/wikipedia/pt/wiki/Ficheiro:Bj%C3%B6rk_-_Biophilia.jpg">1</a>,<a href="http://www.google.com/imgres?num=10&amp;um=1&amp;hl=pt-BR&amp;client=ubuntu&amp;channel=fs&amp;biw=1280&amp;bih=573&amp;tbm=isch&amp;tbnid=DaltMDKpNGVnVM:&amp;imgrefurl=http://www.artisopensource.net/2007/03/03/code-poetry/&amp;docid=fTcQ1Tb2xeyf-M&amp;imgurl=http://www.artisopensource.net/network/artisopensource/wp-content/uploads/2008/09/codepoetry.jpg&amp;w=1032&amp;h=580&amp;ei=-0WwTp6ELqji0QGx3qy2AQ&amp;zoom=1&amp;iact=rc&amp;dur=394&amp;sig=104979143144413196970&amp;sqi=2&amp;page=1&amp;tbnh=79&amp;tbnw=141&amp;start=0&amp;ndsp=21&amp;ved=1t:429,r:3,s:0&amp;tx=118&amp;ty=50" target="_blank">2</a>, <a href="http://my.opera.com/rogeriosilva/blog/show.dml/17947" target="_blank">3</a>, <a href="http://manovich.net/2008/11/20/download-my-new-book-software-takes-command/" target="_blank">4</a>, <a href="http://www.globalnerdy.com/2011/07/06/google-microsoft-and-apple/" target="_blank">5</a>.</p>
<p style="text-align:right;"><em>[Marcelo De Franceschi]</em></p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/baixacultura.wordpress.com/5258/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/baixacultura.wordpress.com/5258/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/baixacultura.wordpress.com/5258/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/baixacultura.wordpress.com/5258/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/baixacultura.wordpress.com/5258/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/baixacultura.wordpress.com/5258/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/baixacultura.wordpress.com/5258/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/baixacultura.wordpress.com/5258/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/baixacultura.wordpress.com/5258/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/baixacultura.wordpress.com/5258/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/baixacultura.wordpress.com/5258/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/baixacultura.wordpress.com/5258/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/baixacultura.wordpress.com/5258/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/baixacultura.wordpress.com/5258/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=baixacultura.org&amp;blog=4369641&amp;post=5258&amp;subd=baixacultura&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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