Coisas da Campus Party
janeiro 23rd, 2009 § Deixe um comentário
Em vez de uma cobertura das atividades de ontem – que, se você quiser, pode ver tanto aqui quanto aqui e em mais outros tantos portais do país – hoje vou listar algumas das muitas coisas curiosas que existem por aqui. Vejamos:
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1) Telefone Gratuito

O grupo Liberdade Telefonica, “em protesto contra as tarifas abusivas da Telefônica (patrocinadora do evento), disponibilizou um orelhão com a tecnologia VOIP que faz ligações grátis para 55 países, desde que para telefones fixos. Sempre tem alguma fila para usar o dito, mas a intenção é das melhores.
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2) Tunning de computadores

Sabe aquela prática bastante comum em carro, de modificá-los completamente para obter uma melhor perfomance? E que às vezes faz do carro uma anomalia difícil de entender como tem gente que gosta? Pois é, existe também para PC, com o nome de Modding, e é até uma das sub-áreas da Campus Party 2009. Existem modding dos mais variados, de Ferrari a Alien, como esses aqui de baixo.


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3) Jogos interativos
Sim, a Telefônica é a patrocinadora master do evento, o que signfica que gastou uma baita grana pra bancar a Campus Party – na edição do ano passado, gastou cerca de 40% dos cerca de R$10 milhões de gastos totais; calcule que essa edição tem quase o dobro dos participantes e multiplique os gastos para o resultado deste ano. Sim, a Telefônica é o principal alvo dos críticos do evento, porque é um tanto incoerente uma empresa de telefonia estrangeira (espanhola) bancar um evento que tem como ponto forte a cultura livre. Mas olha como ela é boazinha também: tem um dos estandes mais legais da parte de exposições, que é aberta a qualquer público. São quatro jogos diferentes que ela oferece:

Esse aí de cima é o BrainBall. O objetivo de cada participante é mover a bolinha para o seu lado. Como? Registrando o menor nível de ondas nas telinhas ali em cima. Ganha quem consegue manter seu cérebro mais tranquilo, ou “winning by relax” como diz a apresentação do joguinho.
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Esse é o EarthWalk, que é basicamente uma interface baseada no Google Earth que permite que nós caminhemos pelo planeta como se estivessemos voando. Eu experimentei enquanto ia buscar um cafezinho no estande do Terra e é realmente divertido; movimentamos o mapa através dos pés, podendo até dar aquele zoom pra ver as ruas com detalhezinhos.
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Massage me, que eu apelidei mui criativamente de Tekken soca-jaqueta. Atrás das jaquetas tem uns dispositivos que funcionam como botões de um controle de videogame, e para apertá-los basta tocar (ou socar, como se vê na foto).
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Kick ass Kung Fu: Dois telões, um espaço vazio no meio onde tu luta contra os inimigos imaginários do telão. Luta fazendo qualquer movimento que consiga atingir, na tela, os inimigos.
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4) O velho console de Fliperama

Um dos lugares mais disputados daqui tem sido esse aí da foto, bolado pela rede Metareciclagem. Dá pra jogar dois jogos: Street Fighter 2 e The King of Fighters, só clássicos. É o lado nostálgico da tecnologia, que faz quase tanto sucesso quanto os mais moderninhos tipo o da foto abaixo.

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Em breve mais coisas da Campus Party.
[Leonardo Foletto, enviado especial e sonolento a São Paulo]
Créditos fotos: Minhas, com a câmera do João Pedro. A ultima é do G1.Causos da Campus Party (1)
janeiro 21st, 2009 § 5 Comentários
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Terça-feira foi um dia bastante movimentado por aqui. Melhor: ainda está sendo, porque enquanto escrevo o Teatro Mágico, de novo, ocupa o palco principal na abertura da chamada Creative Party, que segue até as 2h da manhã. O mais estranho episódio da noite aconteceu agora pouco, e é ainda sob os efeitos do acontecimento que me obrigo a dedicar um post sobre isso.
Bueno, foi assim: todos os campuseiros estavam com suas respectivas atividades no pavilhão principal, onde se concentra boa parte das pessoas aqui presentes. Minha posição na bancada era na parte do Campus Blog, onde me inscrevi, que fica mais ou menos no centro do pavilhão. Minha visão é da lateral do palco principal; enquanto escrevo, olho para a frente e vejo os sete palhaços (literalmente, não ironicamente) do Teatro Mágico e o público, que agora está batendo palmas no ritmo da música, como ainda vão fazer mais umas setes vezes hoje.
Por volta das 21h30 de hoje, portanto há nem pouco mais de três horas, uma correria se deu na minha frente. As arquibancadas em frente ao palco foram escaladas com um só pulo de tênis-lancha; as laterais foram cercadas por câmeras fotográficas sedentas de flashes esvoaçantes; os camisas pretas-brancas-azuis-verdes cercaram o pequeno espaço em frente ao palco, formando um semi-círculo de algumas camadas de pessoas, de modo que tornou-se impossível visualizar o centro do foco de todas as câmeras.
Uma música com um perceptível toque árabe soou, seguida de uma luz tão amarela quanto possível. Punheteiros gritos masculinos espalharam-se como um viagra para os que ainda estavam sentados em suas bancadas, que resolveram levantar, chegar mais perto e finalmente visualizar o motivo de tudo: uma moça solitária, de véu na cabeça, bustiê, pés descalços, barriga de fora, fazendo a Dança do Ventre.
Ouviram-se mais gritos no decorrer dos minutos seguintes, e mais pessoas compareceram ao semi-círculo. Viu-se, depois, que também houve toques e esbarrões na moça, tanto que o diretor da Campus Party, Marcelo Branco, teve de ir ao palco para pedir mais espaço para a moça. Atendeu a um pedido dela, talvez apavorada com tanto desejo acumulado voltado para si.
[Leonardo Foletto, enviado especial e apavorado a São Paulo]



