Os livros da UNESP para download. Mas só pra isso. [Ou não, a gente dá um jeito]


Semanas atrás foi muito divulgado e prometido que a Universidade Estadual Paulista (UNESP) disponibilizaria, no dia 27 de abril, 50 livros para download totalmente de grátis. Cumpriram. Os títulos integram o selo Cultura Acadêmica (criado em 1987) e dão continuidade à Coleção Propg Digital, que oferece obras inéditas para baixar. A primeira fase do programa foi em 2010, quando lançaram 46 obras.

Vale mencionar como foi o lançamento dos livros em que havia uma “Degustação Literária”, oferecendo aos presentes a oportunidade de acessar, em 49 iPads, cada uma das obras lançadas. O objetivo era aproximar o público do real propósito do projeto, além de exibir a versão digital dos textos. A meta é publicar mil títulos em 10 anos, permitindo maior acesso à produção acadêmica da universidade. Ou seja, é uma ação exemplar para todas as universidades públicas (e privadas também). Mas nem tanto.

É possível baixar os livros, mas não imprimir e nem selecionar o conteúdo das páginas. E assim é com todos os livros da Coleção. Todos estão protegidos com senha. Tentamos subir um dos livros (do qual falamos abaixo) para o Scribd e não conseguimos. Mas calma. Demos um jeitinho de quebrar isso. A solução foi baixar esse programinha bem leve aqui ó, o “Portable PDF Password Remover 3.0”. Depois, abrir com o programa o livro baixado da Unesp e salvar de novo. Pronto, já pode imprimir e fazer o que quiser.

Para baixar os livros do site oficial, é preciso realizar um cadastro, com Nome, E-mail, Cidade e Estado como campos obrigatórios. Nas páginas das obras há até audio de entrevistas com os autores. Mas fazendo uma busca no Google com o nome dos livros, os arquivos aparecem diretamente. O cardápio é bem rico, tem de muitos sabores: agronomia, antropologia, arquitetura, comunicação, design, direito, economia, educação, geografia, filosofia, história, literatura, matemática, medicina, meteorologia, música, política, entre outras áreas mais específicas.

O livro que nos interessou, e que tiramos a senha de proteção, foi Criação, proteção e uso legal da informação em ambientes da World Wide Web. A obra resulta da dissertação de mestrado de Elizabeth Roxana Mass Araya, orientada por Silvana Aparecida Borsetti Gregório Vidotti e defendida em 2009. As 147 páginas são divididas em três capítulos, que fazem uma boa contextualização de como as leis dos direitos autorais não estão adaptadas aos meios de informação digitais – algo que, tu sabe, temos falado aqui quase que semanalmente.

No primeiro capítulo do documento, “Ambientes informacionais digitais“, é feita uma revisão histórica da internet como Tecnologia da Comunicação e Informação, do desenvolvimento da Arpanet, das redes BBS, até a Web, chegando na chamada Web 2.0 e na ainda-mais-promessa-do-que-realidade Web semântica. Da Web Colaborativa, como Elizabeth denomina a web 2.0, surgem os problemas com arte, autoria, e propriedade, devido principalmente a constante modificação na forma de criar e recriar conteúdos informacionais e à desatualização da legislação sobre propriedade intelectual, que é anterior à esse cenário.

Em “Autoria e Legislação de Conteúdo Intelectual“, o capítulo 2, há uma revisão não só histórica mas conceitual sobre direitos autorais. São relatadas noções de propriedade antes da escrita, passando pela invenção da imprensa e pelo primeiro privilégio de copyright, em 1557 – do qual, aliás, também já andamos comentando por aqui.

Após a oficialização da lei, 1710, os princípios ingleses são levados para os Estados Unidos, que acabam se tornando a base para muitas legislações sobre direitos autorais no planeta – inclusive a repressiva e limitada lei brasileira de 1998 que está em vias de ser reformulada hoje. O funcionamento da Lei dos Direitos Autorais (LDA) brasileira e do nitidamente falho Escritório Central de Arrecadação e Distribuição (do que mesmo?), o ECAD,  é contado, juntamente a algumas normas internacionais.

O terceiro capítulo apresenta ações da sociedade na Web que entram em conflito com a antiquada lei. A Campus Party, com seus usuários baixando e subindo arquivos à todo instante, é citada, ao lado das frequentes retiradas de videos, colocados por usuários, do Youtube. Como alternativas de flexibilização dos direitos autorais na internet,  o conceito de copyleft e o projeto Creative Commons, além do subprojeto Science Commons, são mostrados.

Cabe destacar também o subcapítulo “Acesso livre ao conhecimento científico”, responsável por um apanhado das publicações livres digitais e que ainda traz um relato dos (ex)esforços do Ministério da Cultura para a discussão sobre cultura livre. Aquele papo da Reforma da Lei dos Direitos Autorais sabe? Que era aberta e pública. Como deveria ser a coleção também.

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Créditos: 1, 2.

[Marcelo De Franceschi]

Campus Parte Final

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Eu prometi no post de sexta falar dos eventos dos dias finais da Campus Party 2009, especialmente do acalorado debate sobre a questão do futuro da internet no Brasil. Mas acontece que a canseira bateu, em todos os sentidos, e me senti obrigado a encarar dois dias sem internet para poder digerir melhor tudo aquilo que vi e ouvi pelo Imigrantes, até para fazer um balanço final da coisa toda.

Para começar: apesar dos pesares, não posso deixar de fazer um balanço mais positivo que negativo do evento. A programação da área Campus Blog, que acompanhei mais de perto, esteve na maior parte do tempo bastante interessante, com temas e convidados que tinham o que dizer sobre aquilo que estavam dizendo. Noutros momentos, não esteve tão boa, mas aí porque certos convidados – ou certos assuntos, ao meu ver – não renderam, o que é normal num evento de 5 dias com no mínimo 3 palestras a cada dia. Tudo bem que a superficialidade foi a tônica das palestras, mas creio que ninguém esperava muito mais que isso por ali.

Protestos no debate sobre a questão da Lei Azeredo
Protestos no debate sobre a questão da Lei Azeredo

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Sei que a maioria dos blogueiros que estava lá saiu reclamando de muitos problemas dessa edição, a começar pela presença gigantesca dos patrocinadores e pelas diversas falhas com a acústica de cada uma das áreas, já que falas de algumas áreas eram invadidas por outras com mais constância do que deveriam. Mas eu entendo que a maioria dos blogueiros é reclamona por demais, o que, afinal de contas, não é problema deles: simplesmente é muito mais fácil, para qualquer ser humano, apontar mais defeitos do que qualidades, descontinuidades do que continuidades.

A maioria dos problemas da #cparty, ao meu ver, decorreu do enorme tamanho que o evento adquiriu – muito maior do que a maioria dos presentes gostaria, é bem verdade, embora esses mesmos tenham adorado os diversos pontos positivos que só um evento dessa magnitude traz, a começar pela presença dos “notáveis” em sua programação. Se a segurança não foi 100% eficiente, já que a organização constou um notebook roubado, pode-se dizer que ela foi boa, porque, afinal de contas, um notebook roubado em meio a 4000 é uma média até aceitável num Brasil como o nosso. Se a acústica não foi boa, já que havia palestras simultâneas em 13 palcos muito próximos uns dos outros, como melhorar isso sem perder a liberdade de acesso de um palco a outro, e a interação inédita que isso proporcionava, que, penso eu, faz parte do espírito anárquico que permeia o evento?

Coelhinhas da Playboy, atrativos femininos para a nerdzada
Coelhinhas da Playboy, atrativos femininos para a nerdzada

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Disse Juca Kfouri, em uma entrevista no sábado, que este ano a Campus party estava muito “Salão do Automóvel” , algo que não foi ano passado,  sendo que ela não pode ser um Salão do Automóvel, principalmente pela natureza anárquica e nada hierárquica/ostentantiva que o evento tem como aspecto fundamental.

Acredito que um evento da magnitude da Campus Party 2009 só se diferenciará dum “Salão do Automóvel” quando houver uma participação genuinamente colaborativa entre seus participantes, e aí entra incluso a arrecadação para custear a coisa toda. Como isso é pouco provável – pelo evidente nível de organização que isso demandaria, e que ainda não estamos preparados para atingir –  a #cparty só continuará existindo  – e crescendo a cada ano – enquanto a parceria com as empresas privadas patrocinadoras do evento continuar existindo.

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Heresia dizer isso? Mas é verdade, sejamos sinceros. Porque hoje não há como montar uma estrutura daquele tamanho sem um dinheirinho bom das malvadas patrocinadoras do evento. E se a tendência do evento é crescer ainda mais nas próximas edições, é certo que teremos de lidar com ainda mais $$ das Telefonicas da vida.

Em tempo: O caderno Link, do Estadão, fez uma lista dos pontos positivos e negativos desta edição do evento. E também fez o seu balanço do evento, bem mais crítico do que o meu.

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Como esse post é para encerrar de vez o tema Campus Party, fiz uma seleção de vídeos que dão uma boa noção do que aconteceu no Imigrantes durante a semana passada:

1) Abertura,  com direito a discurso ufanista de Marcelo Branco, o organizador-chefe do evento;

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2) A Vingança dos Nerds; a manifestação da cambada nerd contra o show da banda Leme, capitaneada pelo rapper carioca De Leve, desde já um dos grandes momentos da Campus Party;

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3) Competição de robôs Lego, em vídeo feito pelo blog do IDG Now na Campus Party.

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4) Parte da Dança do Ventre que relatei no post Causos da Campus Party, por Luana Hazine, que foi ajudada pelo post, segundo comentário seu no mesmo.

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5) Debate sobre o substitutivo de lei proposto pelo senador Azeredo, no momento da explanação de José Henrique Portugal, representando o senador juntamente com o Desembargador mineiro Fernando Botelho, enquanto Sérgio Amadeu e Ronaldo Lemos, no lado esquerdo do vídeo, preparam seus argumentos para a réplica;

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6) Show de um grupo de Maracatú (penso eu) de Campinas, um dos momentos mais interessantes do evento por justamente não fazer parte do imaginário da maioria das pessoas que estavam por ali. A energia presente no momento foi algo inexplicável, bonito de se ver e sentir.

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7) A “dança das cadeiras” promovida pelos campuseiros na sexta à noite, totalmente sem sentido ou explicação. É aquela coisa: um resolveu fazer uma “ola”, outros foram atrás, e quando se vê….

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[Leonardo Foletto, enviado especial e conclusivo a São Paulo]

Créditos Fotos: 1 e 2,  Flickr de Tuca Hernandes; 3 e 4 do Flickr oficial do evento.

Campus Parte 5

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Quinta-feira foi outro dos dias movimentados por aqui, principalmente na área da Campus Blog.  Para aguentar o excesso de programação, só com Açaí ou Red Bull – disparado o líquido mais vendido aqui,  a ponto de acumular latas e latas nas mesas dos mais viciados. Lamentável é a proibição de venda de bebidas alcólicas, já que uma parte do público é menor de 18 anos. Uma cerveja seria muito bom pra ficar pensando melhor, inclusive para os mais novos. Percebo que a vontade de beber aqui é imensa; há um incipiente mercado informal de bebidas no camping, onde latinhas adquirem preços de até R$12,00. Na entrada do centro de exposições, acumulam-se grupinhos com seus isopores lotados de bebida, principalmente à noite. Outros levam às escondidas em pequenos cantis. É uma grande necessidade coletiva que precisa ser resolvida para o próximo Campus Party.

Dois painéis mereceram mais a minha atenção ontem: o lançamento do livro Blogs.com: Estudos Sobre Blogs e Comunicação, organizado pelas pesquisadoras Adriana Amaral (U. Tuiuti do Paraná), Raquel Recuero (UCPEL) e Sandra Montardo (Feevale), pelo motivo de que um dos 11 artigos do livro é  o  Blogosfera X Campo Jornalístico: Aproximação e Consequências, fruto de minhas elocubrações acadêmicas no ano passado; e a palestra “O direito conhece a internet?“, pela óbvia relevância do tema também para o BaixaCultura.

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Comecemos pelo merchand, então. O livro foi lançado após a palestra da Raquel – uma das organizadoras, aí na foto acima – sobre os microblogs e o twitter, que foi uma das mais concorridas do espaço e, também, uma das que o pessoal mais gostou, a considerar os comentários via twitter na LiveStream do BlogBlogs.

(Acho que não contei o que é a LiveStream do BlogBlogs, então vale um novo parêntese: é um agregador que pega tudo quanto é post em blogs, fotos no Flickr, twitters, vídeos no YouTube e mais um monte de coisas que usem a tag #cparty, atualizando de minuto a minuto. Se você usar essa tag em qualquer um dos programas acima e mais outros quantos, vai aparecer no LiveStream. É um dos negócios mais populares daqui, já que os cerca de quatro milhares de computadores aqui produzem no mínimo três vezes isso sob a tag #cparty)

Ao fim da palestra, Raquel chamou as outras organizadoras do livro, que falaram sobre o quanto ele pode ser importante para a pesquisa de blogs no Brasil, já que não existe muita bibliografia nacional sobre o assunto, e do processo que fizeram para selecionar os doze artigos (+ prefácio de André Lemos e posfácio de Henrique Antoun). Por enquanto, ele só está disponível em versão E-Book, que dá para baixar grátis aqui.

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Algumas horas mais tarde teve o debate sobre direito e internet. Estavam lá o onipresente Ronaldo Lemos, Ivo Côrrea, advogado do Google no Brasil, Renato Opice Blum, da Blum Advogados, e Franciso Madureira, jornalista responsável pelos blogs do UOL – na foto, da esquerda para direita. Feito um guri birrento, tentei de novo fazer uma cobertura em “tempo real” via twitter.  Se novamente não consegui direito, pelo menos o que escrevi na hora me ajudou a gravar algumas falas da palestra, tipo:

_ Ronaldo Lemos: Não existe regulamentação específica sobre qualquer pessoa que coloca conteúdo na internet. Cada juiz acaba decidindo segundo suas próprias convicções, porque não existe detalhamento na lei para estes crimes.

_ Renato Blum: “A grande maioria das decisões judiciais no Brasil segue a regulamentação da lei americana“.

_ Ivo Côrrea: Há uma dificuldade do judiciário em entender a internet, sejam juízes, advogados, promotores…

Como pode-se notar, não se ouviu muita novidade; as falas acima, e o tom restante da palestra, foram mais no sentido de reforçar que há a necessidade de um marco regulatório civil para a internet brasileira, porque do jeito que está hoje há uma brecha tremenda para a interpretação pessoal de cada um. E aí pode praticamente tudo, desde proibições ridículas a liberações abusivas.

Ainda assim, a mesa estava bem interessante. Reforçou essa posição que falei acima, e houve vários exemplos para ilustrar isso. Deu pra ver que espera-se cada vez mais uma movimentação da sociedade com relação a esta dita regulamentação, principalmente em não deixar que ela não seja restritiva demais  – e que essa restrição se dê na esfera penal, a “última” das esferas a se recorrer – como aquela que propõe a Lei Azeredo. Aliás, daqui a pouco vai ter um debate imperdível sobre esse tema: O futuro da Internet no Brasil“. De um lado, José Henrique Santos Portugal (Representando o Senador Eduardo Azeredo) e o Desembargador Fernando Neto Botelho; do outro, Sérgio Amadeu, um dos principais coordenadores do evento, e, novamente, Ronaldo Lemos. O nobre senador mineiro negou-se a vir pessoalmente ao evento, embora boatos dêem como não impossível sua presença. Vai apanhar na certa, aparecendo ou não.

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Mais à noite houve dois lançamentos de livro na área da música. Um foi o de TecnoBrega: O Pará reiventando o negócio da musica“, de Oona Castro, do Overmundo, e dele, o  irrequieto da Cultura Livre no Brasil,  Ronaldo Lemos. O livro está disponível em PDF e impresso, a módicos R$30,00.  Vale a pena: é um estudo profundo, acadêmico (no melhor dos sentidos da palavra, parece) e bem escrito sobre o fenômeno da música tecnobrega do Pará. Como diz o outro irrequieto da cultura livre no Brasil, Hermano Vianna, na contracapa do livro:

“Escondido em Belém do Pará, o tecnobrega testa uma original economia cria há aos, na marra. As músicas saem direto de estúdios da periferia e são distribuídas nos camelôs da cidade, animando gigantescas festas de aparelhagem, sem mais depender da grande mídia ou gravadoras. Um mundo paralelo cujo funcionamento é finalmente revelado neste livro: estudo pioneiro sobre as novas indústrias culturais que comandam a vida musical mais popular no Brasil de hoje. Quem quiser pensar o futuro da música não pode ignorar as lições tecnobregas da Amazônia digital.”

O outro foi O Futuro da Música depois do CD“, no mesmo esquema coletânea e E-Book do livro sobre blogs, organizado por Sérgio Amadeu e Irineu Franco Perpétuo.  O livro é bem abrangente: tem artigos de músicos, (Chico Pinheiro, André Mehmari), engenheiros (Davi N. Nakano, João C. leão), comunicólogos/jornalistas (Adriana Amaral, Laam Mendes de Barros), sociólogos (Sérgio Amadeu), antropólogos (Simone Pereira de Sá) produtores musicais (Pena Schimidt), musicólogos (Harry Crowl, Ricado Bernardes), dentre outros. Desde já penso que o livro é essencial para entender essa coisa toda que a gente tá passando. Para baixar, entre aqui.

Os dois compensam a leitura, e o bom de ser lançado por aqui é que sempre dá pra acessar os livros gratuitamente em PDF.

[Leonardo Foletto, enviado especial e irrequieto a São Paulo]

Créditos fotos: 1) Minha 2) João Pedro 3, 4) Flickr de Talita Mariano
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Coisas da Campus Party

Em vez de uma cobertura das atividades de ontem – que, se você quiser, pode ver tanto aqui quanto aqui e em mais  outros tantos portais do país – hoje vou listar algumas das muitas coisas curiosas que existem por aqui. Vejamos:

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1) Telefone Gratuito

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O grupo Liberdade Telefonica, “em protesto contra as tarifas abusivas da Telefônica (patrocinadora do evento), disponibilizou um orelhão com a tecnologia VOIP que faz ligações grátis para 55 países, desde que para telefones fixos. Sempre tem alguma fila para usar o dito, mas a intenção é das melhores.

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2) Tunning de computadores

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Sabe aquela prática bastante comum em carro, de modificá-los completamente para obter uma melhor perfomance? E que às vezes faz do carro uma anomalia difícil de entender como tem gente que gosta?  Pois é, existe também para PC, com o nome de Modding, e é até uma das sub-áreas da Campus Party 2009. Existem modding dos mais variados, de Ferrari a Alien, como esses aqui de baixo.

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3) Jogos interativos

Sim, a Telefônica é a patrocinadora master do evento, o que signfica que gastou uma baita grana pra bancar a Campus Party – na edição do ano passado, gastou cerca de 40% dos cerca de R$10 milhões de gastos totais; calcule que essa edição tem quase o dobro dos participantes e multiplique os gastos para o resultado deste ano. Sim, a Telefônica é o principal alvo dos críticos do evento, porque é um tanto incoerente uma empresa de telefonia estrangeira (espanhola) bancar um evento que tem como ponto forte a cultura livre. Mas olha como ela é boazinha também: tem um dos estandes mais legais da parte de exposições, que é aberta a qualquer público. São quatro jogos diferentes que ela oferece:

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Esse aí de cima é o BrainBall. O objetivo de cada participante é mover a bolinha para o seu lado. Como? Registrando o menor nível de ondas nas telinhas ali em cima. Ganha quem consegue manter seu cérebro mais tranquilo, ou “winning by relax” como diz a apresentação do joguinho.

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Esse é o EarthWalk, que é basicamente uma interface baseada no Google Earth que permite que nós  caminhemos pelo planeta como se estivessemos voando. Eu experimentei enquanto ia buscar um cafezinho no estande do Terra e é realmente divertido; movimentamos o mapa através dos pés, podendo até dar aquele zoom pra ver as ruas com detalhezinhos.

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Massage me, que eu apelidei mui criativamente de Tekken soca-jaqueta. Atrás das jaquetas tem uns dispositivos que funcionam como botões de um controle de videogame, e para apertá-los basta tocar (ou socar, como se vê na foto).

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dsc07649Kick ass Kung Fu: Dois telões, um espaço vazio no meio onde tu luta contra os inimigos imaginários do telão. Luta fazendo qualquer movimento que consiga atingir, na tela, os inimigos.

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4) O velho console de Fliperama

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Um dos lugares mais disputados daqui tem sido esse aí da foto, bolado pela rede Metareciclagem. Dá pra jogar dois jogos: Street Fighter 2 e The King of Fighters, só clássicos. É o lado nostálgico da tecnologia, que faz quase tanto sucesso quanto os mais moderninhos tipo o da foto abaixo.

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Em breve mais coisas da Campus Party.

[Leonardo Foletto, enviado especial e sonolento a São Paulo]

Créditos fotos: Minhas, com a câmera do João Pedro. A ultima é do G1.

Berners-Lee, Gil, Noblat e as interrupções

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Como eu vinha dizendo no post anterior, a terça-feira foi movimentada por aqui. Teve Tim Berners-Lee, Gilberto Gil, Ricardo Noblat, Teatro Mágico (de novo), e mais tantas e tantas palestras e oficinas acontecendo ao mesmo tempo em cada um dos espaços do evento. Vale dizer que, como tudo acontece no mesmo pavilhão, sem divisão espacial e muito menos acústica, frequentemente há interrupções de alguma atividade de uma área em outra, quando essa intervenção não vem do próprio palco principal, localizado no meio do pavilhão. As interrupções são dos mais variados tipos: nerds dos Games que aumentam demais o volume em suas “partidas” de Guitar Hero no telão; malucos gritando coisas sem sentido nos diversos megafones espalhados pela área; parabéns-a-você puxados do nada e cantados em uníssono segundos depois; comunicados oficiais da organização do evento no palco principal; dentre outras atividades.

Mas vamos às atividades. A conferência de Tim Berners-Lee aconteceu às 13h, no intervalo de almoço da maioria. Foi no palco central, como convém à personalidade em questão, que capitaneou a criação da linguagem web e do protocolo http – ou, resumindo, “inventou” a internet – quando trabalhava no CERN, na Suiça, o mesmo laboratório que hoje termina o  LHC, o maior acelerador de partículas no mundo. Berners-Lee é inglês com cara e jeito de inglês, portanto dotado de um humor menos nerd que o de seus companheiros americanos Bill Gates e Steve Allen, também importantes e reverenciados na área. Mas isso não significa que sua palestra tenha sido boa: explicar a web 3.0, tema da palestra, em um palco enorme, com um datashow atrás e uma tradutora do lado não é bem apropriado para conseguir o entendimento do expectador comum como eu, que até gostaria mas ainda não consegue entender os complicados diagramas de setas e balões que apareceram no telão. Mas talvez a maioria tenha entendido, e é isso que vale. De qualquer forma, se você quer saber mais detalhes do que ele falou, entre aqui que tá tudo explicado, mais do que foi na palestra.

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Chamou a atenção dos fotógrafos e curiosos a presença do excelentíssimo ex-ministro Gilberto Gil nas primeiras filas da palestra, acompanhado de sua mulher, Flora. Gil que, aliás, ao fim da palestra, cruzou na minha frente na praça de alimentação, enquanto comia um interessante X-Salada a R$6,00. Chegou a esbarrar na cadeira ao meu lado, com suas tranças que ao vivo parecem bem maiores e exóticas do que vistas de outras formas.

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A programação da área destinada aos blogs esteve interessante durante toda a tarde. Primeiramente, Alex Primo apresentou sua tipologia de blogs em sua pesquisa sobre conteúdos e interações de blogs em português. Apesar de estar na bancada quase ao lado do palestrante, não consegui ouvir muita coisa – culpa das já faladas interrupções e do sistema acústico caótico. Primo faz um excelente trabalho acadêmico com os blogs, fora o fato de conseguir articular como poucos as pesquisas da academia com o interesse do público comum. As minhas poucas divergências com relação ao seu trabalho são mais com posturas tomadas frente ao jornalismo, por às vezes, no meu entendimento, se esquecer que o jornalismo é uma prática consolidada por séculos, que tem uma tradição teórica e histórica que não pode ser menosprezada pelo advento de novas tecnologias. Mas como ele é Doutor e eu sou um reles mestrando – portanto nada, na hierarquia acadêmica – esqueçam essa parte e pulem para o parágrafo depois da foto.

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O primeiro blogueiro-jornalista profissional do país, Ricardo Noblat, foi o convidado do espaço de blogs. Ele é daquele tipo em extinção hoje em dia: o jornalista de décadas de redação, falante e irônico, malandro em qualquer tipo de conversa. Tentei me encaixar no ritmo do evento todo e fiz uma cobertura da palestra, em tempo praticamente real, no Twitter. Logo percebi que não era o único, mas de qualquer forma fui até o fim – dá pra ver lá no meu twitter a minha cobertura, sob a tag #cparty.

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Ao mesmo tempo da palestra do Noblat, Gil fazia uma “palestra cantada” em outro espaço, o da Inclusão Digital. Bem ao seu gosto, Gil falou, cantou e viajou bastante. Levado a comentar a questão do Projeto Azeredo e a censura sobre a internet, ele se saiu assim:

“Esse pessoal inflexível, rígido, tão sempre achando que qualquer coisa nova pode ser uma ameaça à esse… esse mundo, essa idealização da ordem absoluta. As ordens são aquilos que nós fazemos; as ordenações, em quaisquer níveis que se tem, são sempre o que nós dispomos. Nós, os homens, com a nossa vida (…) As ordens são transformações, processos permanentes de transformação. Esses, por outro lado, que advogam por uma ordem rígida – a ordem é isso que se estabeleceu aqui, qualquer coisa, enfim, que tente deslocar um centímetro desse… monolito,  um pedacinho dessa pedra, deve ser evitado. Eu acho que hoje, o medo e o pânico com relação à internet, que evidentemente veio derrarmar uma série de novos elementos do caos, da caotificação necessária, da problematização permanente das coisas, que é o que mantém a capacidade de investigar, de inquirir, de perguntar, de descobrir (…) Agora tão com medo da internet. Tão achando que a internet é o lugar do caos, do caos absoluto…”

Não vou continuar mais porque não consigo escutar mais do vídeo que fiz do Gil falando. Mas seguiu essa linha caótica até o fim, quando ele encerrou a palestra cantando “Banda Larga Cordel“, música de seu último disco e com uma letra pertinente à temática da Campus Party. O vídeo abaixo  – perdoem a má qualidade do áudio – mostra o finalzinho da palestra e o início da música, já que acabou a bateria da câmera no meio da apresentação. Durante três momentos, Gil parou de tocar e olhou pra cima, no que eu entendi ser uma tentativa de encontrar o restante das palavras para prosseguir a música.

[Leonardo Foletto, enviado especial e rabugento a São Paulo]

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Correção: No post de ontem, Live At Campus Party, falei que haviam 4000 barracas, quando na verdade são pouco mais de 2000. Quatro mil é o número de inscritos com computador, segundo informações oficiais do evento.

Créditos fotos:  A primeira, a segunda e a terceira são do Flickr oficial da Campus Party. A quarta é do João Pedro, o mesmo do post anterior.

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Causos da Campus Party (1)

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Terça-feira foi um dia bastante movimentado por aqui. Melhor: ainda está sendo, porque enquanto escrevo o Teatro Mágico, de novo, ocupa o palco principal na abertura da chamada Creative Party, que segue até as 2h da manhã. O mais estranho episódio da noite aconteceu agora pouco, e é ainda sob os efeitos do acontecimento que me obrigo a dedicar um post  sobre isso.

Bueno, foi assim: todos os campuseiros estavam com suas respectivas atividades no pavilhão principal, onde se concentra boa parte das pessoas aqui presentes. Minha posição na bancada era na parte do Campus Blog, onde me inscrevi, que fica mais ou menos no centro do pavilhão. Minha visão é da lateral do palco principal; enquanto escrevo, olho para a frente e vejo os sete palhaços (literalmente, não ironicamente)  do Teatro Mágico e o público, que agora está batendo palmas no ritmo da música, como ainda vão fazer mais umas setes vezes hoje.

Por volta das 21h30 de hoje, portanto há nem pouco mais de três horas, uma correria se deu na minha frente. As arquibancadas em frente ao palco foram escaladas com um só pulo de tênis-lancha; as laterais foram cercadas por câmeras fotográficas sedentas de flashes esvoaçantes; os camisas pretas-brancas-azuis-verdes cercaram o pequeno espaço em frente ao palco, formando um semi-círculo de algumas camadas de pessoas, de modo que tornou-se impossível visualizar o centro do foco de todas as câmeras.

Uma música com um perceptível toque árabe soou, seguida de uma luz tão amarela quanto possível. Punheteiros gritos masculinos espalharam-se como um viagra para os que ainda estavam sentados em suas bancadas, que resolveram levantar, chegar mais perto e finalmente visualizar o motivo de tudo: uma moça solitária, de véu na cabeça, bustiê, pés descalços, barriga de fora, fazendo a Dança do Ventre.

Ouviram-se mais gritos no decorrer dos minutos seguintes, e mais pessoas compareceram ao semi-círculo.  Viu-se, depois, que também houve toques e esbarrões na moça, tanto que  o diretor da Campus Party, Marcelo Branco, teve de ir ao palco para pedir mais espaço para a moça. Atendeu a um pedido dela, talvez apavorada com tanto desejo acumulado voltado para si.

[Leonardo Foletto, enviado especial e apavorado a São Paulo]

Live At Campus Party

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Cá estamos na Campus Party, depois de 20h de ônibus, 3h na fila e mais algumas poucas no Terminal Tietê, auto proclamado o segundo maior terminal rodoviário das Américas. Minha vinda ao evento estava condicionada a um free pass que surgiu na última hora, sendo isso o principal fator para a viagem ter sido feita de ônibus. Mas não que eu reclame: estou aqui, e é isso que importa.

Este ano a Campus Party é sediada no Centro de Exposições Imigrantes, ao lado da Rodovia dos Imigrantes, acho que na Zona Sul de São Paulo. Dá pra chegar aqui fácil: só pegar o metrô linha azul e descer na última estação, Jabaquara. Foi o que fiz, e lá esperei algum tempo para pegar o prometido ônibus que levaria as hordas de nerds para o Imigrantes, uns 15 minutos a pé da estação. Não foi difícil achar outros que fizeram o mesmo trajeto: mochilão nas costas, bolsa grande nas mãos, calça jeans folgada, tênis-lancha e o olhar indefectível de inocência nerd compartilhada funcionavam como identificação certa dos que também iam para a Campus Party.

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A fila que nos aguardava para entrar no local era surpreendentemente grande, se pensarmos que os portões ainda não estavam abertos.  Chegávamos de ônibus, passando por toda a extensão dela, como um perigoso jogo de quebra de expectativas para quem não dormia direito nem tomava banho havia mais de 24 horas. Menos mal (?) que havia gente na fila desde a noite do dia anterior, literalmente pré-acampando no recinto, e mais outros tantos com caixas e prédios de computadores, e outras tantas figuras raras de se ver para um interiorano como eu – japonês rastafari, japonês moicano, japonês loiro supostamente não falso e outros tipos de japoneses – que ao menos garantiam um atrativo para a espera na fila. Fora que nessas filas somos obrigados a comentar todas as coisas inusitadas que vemos para quem está atrás ou na nossa frente da fila, o que garante uma amizade momentânea prazerosa, que às vezes até parte para outras coisas que não vêm ao caso agora.

(Não pense em bobagem; estamos falando de um recinto com mais de 4500 pessoas que são tão aficcionadas por computador, e tudo que dele emana, quanto por sexo ou futebol, quando não pelas três coisas juntas.)

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Mas enfim que entrou todo o pessoal da fila. E enfim passamos mais umas boas duas horas numa outra fila dentro do Imigrantes, desta vez para acampar. Nada que as amizades de fila não façam passar rápido e sem dor, embora as costas começassem a latejar com o vai-e-para-pega mochila-larga mochila.

O espaço das barracas, caso não dê pra visualizar bem na foto, é realmente gigantesco, afinal são 4000 barracas . Filas e filas e filas e filas e filas de barraquinhas azuis, tipo Iglú, numeradas, iguaizinhas e bonitinhas. Demorei cerca de dez minutos para achar a minha, 732.  A vizinhança próxima revelou-se alguns minutos depois: jovenzinhos cariocas e seus rrr carregado, fascinados por games e do tipo que nunca acamparam na vida; um piauiense que trouxe um colchão inflável desde Teresina, 03 dias de viagem de ônibus; um estudante de jornalismo de Cricíuma-SC, sulista como eu, primeira amizade-de-fila; e mais alguns outros que no momento ainda não sei quem são.

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À noite resolvi andar por São Paulo. Encontrei um amigo ao lado da Igreja de Santa Cecília, sentamos num bar. Duas coisas inusitadas no local: uma jukebox, imitação modernosa daquelas clássicas de filme americano que se passa nas décadas de 40,50 e 60, recheada de sucessos sertanejos à R$1,00 a música; e o oferecimento do garçom para a compra de um cigarro no bar ao lado, típica malandragem que eu ainda não entendo direito com funciona.

Caminhamos por alguns dos pontos mais ou menos centrais da cidade, tipo embaixo do Minhocão, a pior obra de engenharia já feita no Brasil como dizem por aqui; a Avenida São João e a famosa esquina com a Ipiranga, o local onde Caetano Veloso diz sentir alguma coisa em seu coração; a Praça da República, decadente e algo ameaçadora à noite.

Fui embora a ponto de pegar o metrô aberto e chegar no Imigrantes para ver o Teatro Mágico. Não sei qual foi o critério que tiveram para escolher a banda para fazer o show de abertura da Campus Party, assim como não sei porque vão fazê-los tocar hoje à noite de novo, depois das 24h. Só posso dizer que ver o pessoal daqui aplaudindo a banda, e até batendo palma junto quando eles pediam, foi um troço tão bizarro que eu só tive tempo de tirar uma foto e ir dormir.

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[Leonardo Foletto, enviado especial e gratuito a São Paulo]

Créditos fotos: A primeira é de João Pedro Alves, o estudante de jornalismo de Cricíuma-SC. O restante é minha.
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BaixaCultura na Campus Party

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Começa hoje a Campus Party 2009, a segunda edição do evento realizada no Brasil. O encontro acontece em São Paulo, e vai até o dia 25. Entre os temas de interesse para este singelo bunker da cultura livre estão a discussão sobre software livre e a palestra do Tim Berners-Lee sobre Web 3.0. Tim Berners-Lee, o “inventor da internet” – ou, em termos mais precisos, da linguagem HTML, do protocolo HTTP, do sistema de localização URL…isso antes dos anos 90.

Por conta disso, ao longo desta semana nossa programação normal estará suspensa. Isso mesmo, suspeito leitor, nosso bravo correspondente interestadual Leonardo Foletto está lá para fazer a primeira cobertura in loco deste blog. Acompanhe diariamente notícias quentes, críticas, vídeos, fotos ou mais ou menos isso deste monstruoso evento da tecnologia.

[Reuben da Cunha Rocha.]

Notícias do Front Baixacultural (9)

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Pensando música (Pop Up!, 11/12)

O jornalista Ronaldo Evangelista, do blog Vitrola, convidou uma galera para um bate-papo  sobre música, internet, gravadoras, distribuidoras, dentre outras coisas: Maurício Tagliari, dono da gravadora YB; André Bourgeois, produtor do músico Curumim; Juliano Polimeno, do Phonobase; e Pena Schmidt, que já foi dono tanto de gravadoras grandes como de pequenas. O resultado, em vídeo, tá nesse post do blog de Bruno Nogueira, divido em 3 partes. É para ser um piloto de um programa  – Think Thank – que vai continuar. Esperemos.

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Estamos sendo observados (Veja, 17/12)

A matéria é de uma edição já antiga, mas como li nesse final de semana, linko-a aqui: trata-se de um bom relato sobre a quantas andam as intenções megalomaníacas do Google. Quer um exemplo: o projeto O3b (sigla em inglês de “os outros 3 bilhões”), que, através da instalação de um cinturão de dezesseis satélites que ficarão fixados na órbita geoestacionária sobre a linha do Equador, vai oferecer internet de alta velocidade sem fio a 3 bilhões de pessoas que moram em países pobres ou em desenvolvimento, principalmente na África, e que não têm acesso à internet por completa ausência de infra-estrutura.

(Jogada de mestre, convenhamos: além de passar adiante a fama de “empresa generosa”, sabemos todos que mais gente com acesso à internet é incremento de acessos ao Google e suas empresas, o que, por sua vez, se traduz em mais cliques nos Ad Sense e, por fim, em dinheiro de publicidade. Legal né?)

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Song From the Heart of Marketing Plan (NY Times, 24/12)

Em artigo para o principal jornal americano, o jornalista Jon Pareles levanta uma interessante questão sobre o inóspito futuro da música: “What happens to the music itself when the way to build a career shifts from recording songs that ordinary listeners want to buy to making music that marketers can use?”. O artigo não é muito longo – duas páginas, em inglês –  e vale pela abordagem algo inédita sobre um tema que todos se atiram a traçar comentários.

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Editora indepedente estabelece parceria com tracker de Bit Torrent What.cd (Remixtures, 2/01)

Miguel Caetano fez um post sobre uma atitude provavelmente inédita até aqui: uma gravadora (pequeníssima, mas enfim uma gravadora) irá permitir que os membros do What.cd, um site privado de torrent, tenham em primeira mão acesso aos novos discos produzidos sob a sua chancela. A gravadora – ou editora, no português sempre mais correto de Portugal – é a Open Eye Records, sediada em Rochester, no estado de Nova Iorque, Estados Unidos, que é especializada em promover sonoridades próximas do Hardcore e do Punk.

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Vamos trazer o criador da web para polemizar” (Link, 5/01)

O Caderno Link desta semana traz uma entrevista com Marcelo Branco, responsável pela edição brasileira do Campus Party – se você não sabe o que vai ser o Campus Party, entre aqui e descubra. O cara fala da “politização” desta próxima edição, e da presença ilustre de Tim Berners-Lee, um dos criadores da web, que estará na abertura do evento e em uma palestra sobre web 3.0 (sim, mal sabemos do que se trata a 2.0 e já se fala em 3.0).

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[Leonardo Foletto]

Crédito foto: World War II Photos