O TOR e a resistência a distopia da vigilância

 

Isabela Bagueros, que logo assume como Diretora executiva do TOR (sua foto já está no blog do projeto), fez uma fala potente na abertura da #CryptoRave2018 lotada, ao ar livre, no deck da Cinemateca Brasileira. Afirmou que as empresas de tecnologia tomaram a internet e fazem do nosso comportamento uma commodity, abusando de práticas no mínimo controversas, como bloquear acessos a serviços para forçar a criação de novas contas, compartilhar (e não vazar, como alega o Facebook) dados dos usuários com terceiros sem avisar, fazer os termos de serviço escrito naquelas letrinhas miúdas que raramente se lê… Ela defende que o modelo de negócio da internet baseado na comercialização dos nossos dados de uso tem que mudar. “Não podemos mais aceitar a comercialização abusiva dos nossos dados. A privacidade tem que ser padrão, não exceção”, disse, no que nós concordamos, embora saibamos também que essa é uma batalha MUITO difícil e que estamos no centro dela neste momento.

O TOR, é claro, é um elemento central nessa batalha por privacidade na rede. Isabela fez uma apresentação geral da ferramenta (o vídeo abaixo desenha como ele funciona), que tem 63 mil servidores (voluntários) espalhados pelo mundo e uma estimativa de 2 milhões de usuários, e falou do ecossistema por trás do software: uma ONG, que tem cerca de 30 pessoas trabalhando remuneradas, o conselho administrativo, os voluntários e os contribuidores – o Tor é um software livre, portanto é possível contribuir para seu aprimorar seu código ou mesmo detectar falhas de segurança. Afirmou que a forma de financiamento do TOR é baseada em doações, sendo menos da metade de governos (EUA, Suécia, Alemanha), e a outra parte vem de fundações (Mozilla, por exemplo), empresas privadas e pessoas de todos os lugares do mundo.

Os serviços Onion – sites que só podem ser acessados pelo TOR e compõe boa parte do que as pessoas chamam de “Deep Web” – também foram tema da keynote, Aliás, sobre isso Isabela deu uma declaração que, se houvesse jornalistas da mídia tradicional na Cryptorave, seria muito problematizada: “Não existe deep web ou dark web, isso é invenção da mídia. Na verdade a chamada deep web são os serviços onion, que permitem distribuição de conteúdos de forma anônima, o que é importante na nossa sociedade”.

Um dos focos do TOR hoje, e que vai ser uma das pautas tocadas por Isabela na Diretoria Executiva da organização, é a diversidade. “Precisamos ter servidores rodando em vários lugares, de diversos tipos, pessoas diversas, sistemas operacionais diversos. Isso fortalece a rede”, afirmou ela. Quanto mais pessoas e computadores diversos usarem TOR, menos a possibilidade de você ser o único da sua rua-bairro-cidade a usar o Tor para navegar anonimamente na rede – e talvez ser discriminado e perseguido por isso. Aliás, se o Tor é censurado em algum país, entre neste site e você tem todas as informações para continuar navegando anonimamente.

Outro foco é OONI, um aplicativo que que ajuda a detectar censura e vigilância na internet de vários lugares do mundo. Você executa o app e tem acessos a uma série de dados sobre os sites que são bloqueados e em que lugares, além de detectar a velocidade da rede que você acessa, entre outras funções ainda em desenvolvimento. Já dá pra baixar na Play Store e na F-Droid (a loja de aplicativos livres).

Assista a íntegra da palestra de Isabela no canal da TV Drone no Youtube:

_ O Coletivo Encripta, um dos co-organizadores da CryptoRave, fez um excelente tutorial em português chamado “Conhecendo e Desmistificando o Tor“.
_ Confira as matérias na MotherBoard, da Vice, que tratam do TOR ou de algum assunto que ele é relacionado.

 

Diálogos Abertos #1: O Caso facebook

Junto com o Hackerspace Matehackers e a Casa da Cultura Digital Porto Alegre, começamos na última quinta-feira, 26 de abril,  uma série de debates sobre temas ligados à cultura digital, tecnopolítica, direitos digitais, cultura livre, ética hacker e outros do nosso cotidiano digital. Nosso intuito foi, e continuará sendo com os próximos, dissecar esses temas num momento em que a internet que conhecemos está acabando, e que novas “internets” estão sendo construídas, num campo em ferrenha disputa que acontece hoje.

O primeiro assunto dos Diálogos Abertos não poderia deixar de ser o recente caso envolvendo o Facebook, que supostamente vazou (compartilhou, melhor dizendo) dados de cerca de 87 milhões de pessoas para a empresa de marketing político Cambridge Analytica por meio de testes de personalidade. A situação levou o criador da rede social, Mark Zuckerberg, a defender sua empresa no Congresso dos Estados Unidos e despertou um sonoro “eu já sabia” nos meios do ciberativismo de proteção de dados e antivigilante, além de queda do valor das ações da empresa na Bolsa de Valores e alterações na política de proteção de dados da rede social, que vão afetar os mais de 1 bilhão de pessoas com perfis no Facebook.

A conversa realizada no miolo do Vila Flores, condomínio cultural criativo que abriga o Matehackers, girou em torno desse e outros temas correlatos, e teve a condução de Janaína Spode, integrante da CCD POA, produtora cultural e ciberativista nas lutas pelos avanços políticos para reforçar os Direitos Humanos no mundo digital;  Fabricio Solagna, doutorando em sociologia pela UFRGS com pesquisa focada em governança da Internet e Marco Civil na Internet e que já realizou projetos de participação digital no governo do RS e na presidência da República; e Leonardo Feltrin Foletto, doutor em comunicação pela UFRGS, integrante do Matehackers, da CCD POA e editor desta página.

Diálogos Abertos marcou também o lançamento da Newsletter quinzenal CCD POA + BaixaCultura (inscrição e todas as infos aqui), e da campanha de financiamento contínuo do BaixaCultura no Apoia.se. Teve a presença de cerca de 20 pessoas e outras tantas online, na transmissão que fizemos no YouTube e que está disponível aqui abaixo. As fotos são de Sheila Uberti. A 2º edição será realizada em maio.

Uma newsletter quinzenal

Nos reunimos com a CCD POA para organizar, embasar e ir mais fundo nas informações que todos os dias postamos nas nossas redes sociais e plataformas como este site. Daí nasceu a nossa Newsletter em conjunto, para informar e debater temas como tecnopolítica, direitos digitais, privacidade, cultura livre, remix e (contra) cultura digital – e também informar as atividades que realizamos por aí e organizar uma agenda de eventos nessas áreas. Mais uma newsletter, vocẽ pode pensar: e é, sim, mais uma newsletter, e ao mesmo tempo não é: nosso objetivo é trazer um conteúdo diverso, aprofundado, olhando para o que acontece no presente e sobre as transformações que a internet está passando e nos fazendo passar enquanto sociedades. Mas também queremos olhar para trás, para lembrar de textos, fatos e histórias que nos ajudam a entender esse frenético cotidiano de hoje, por isso em todos os envios vamos resgatar algum texto ou acontecimento passado que, no mar de informações compartilhadas todos os dias, acaba por se perder.

Se inscreva a nos acompanhe! O 1º envio é nessa quinta, 19/4, e os próximos serão sempre às quintas, a cada 2 semanas, salvo em ocasiões especiais.



Iniciativas feministas na cultura livre & ciberativismo #8M

Compilamos aqui neste post uma pequena série de projetos & textos feministas e/ou com uma perspectiva feminina sobre cultura livre, direitos digitais, cultura hacker, tecnologia e ciberativismo que publicamos em nossas redes sociais neste último dia 8 de março, dia da mulher.

PROJETOS

_ Cyborgfeministas “es un recurso para quienes quieran entender y explorar el punto donde se cruzan el género y las tecnologías”. É uma iniciativa de TEDIC, uma organização que defende os direitos digitais e promove o uso de tecnologias livres.


_ Economía Femini(s)ta (EF) “es una organización que nació en mayo de 2015 con el objetivo de visibilizar la desigualdad de género a través de la difusión de datos, estadísticas, contenidos académicos y producción original orientadas a todo público”;

_ GenderIT.org é um projeto internacional que pretende ser um think tank DE e PARA direitos da mulher, direitos sexuais e ativistas de direitos da internet, acadêmicos, jornalistas e defensores de uma variedade de disciplinas e contextos. A organização oferece um espaço de reflexão, influência e advocacia na política e cultura da internet, para ajudar a atender às necessidades das mulheres e não infringir seus direitos:

_ “Somos feministas interessadas em cultura hacker e os conhecimentos que unem política, gênero e suas tecnologias. Pautamos a interseccionalidade nas nossas ações, não toleramos machismo, homofobia, transfobia, misoginia, lesbofobia, xenofobia e racismo. Nosso objetivo é semear conhecimento, autonomia com corresponsabilidade e caminhos de mudanças sociais. Somos uma coletiva hackerfeminista”. Conheça a MariaLab.

_ Vedetas é uma servidora feminista produzida a partir de algumas integrantes do MariaLab. Ela existe para ajudar grupos feministas nas suas atividades online e aumentar a segurança e autonomia de mulheres na internet. Também há bastante material sobre cultura hacker, segurança da informação e feminismo.

 

_ Guia Prática de Estratégias e Táticas para a Segurança Digital Feminista foi construída pela Universidade Livre Feminista, o CFEMEA (Centro Feminista de Estudos e Assessoria), Marialab e Blogueiras Negras e SOS Corpo (Instituto Feminista para a Democracia). A proposta é provocar o debate sobre mudança de comportamento no espaço virtual e no uso de ferramentas e dispositivos que acessam a internet visando a proteger mulheres das violências sofridas na rede.

_ Mulheres na Tecnologia (MNT) é uma organização sem fins lucrativos cuja missão é contribuir para o protagonismo feminino na construção de um mundo sustentável na era digital. Habilitam organizações para a jornada de promoção da equidade de gênero, conectam comunidades de mulheres em TI e organizam eventos, encontros e apoiam iniciativas de protagonismo feminino na tecnologia.

_ A PyLadies  é um grupo de mentoria com foco em ajudar mais mulheres a se tornar participantes ativas e líderes na comunidade open source Python. Sua missão é promover, educar e promover uma comunidade Python diversificada através de divulgação, educação, conferências, eventos e encontros sociais. No Brasil organiza diversas atividades e tem núcleos em cidades como São Paulo, Porto Alegre, Campinas e Fortaleza, entre outras cidades.

_ A Django Girls é uma organização sem fins lucrativos e uma comunidade que capacita e ajuda as mulheres a organizar oficinas de programação gratuitas, de um dia, fornecendo ferramentas, recursos e suporte. “Somos uma organização de voluntariado com centenas de pessoas contribuindo para levar mulheres mais incríveis ao mundo da tecnologia. Estamos tornando a tecnologia mais acessível criando recursos projetados com empatia.” Durante cada um dos eventos, entre 30 e 60 mulheres criam sua primeira aplicação web usando HTML, CSS, Python e Django.

_GenderHacker é um “un estado de eterna transición y negación del binarismo extremo por el que el cuerpo indeciso debe transitar de una de las dos identidades permitidas a la otra y nunca quedarse en medio”. Site com diversos projetos, obras e trabalhos da artista e ativista trans Diego Marchante.

_ Fembot Collective é um coletivo fundado em 2009 na Universidade de Oregon, nos EUA, que edita a publicação aberta ADA sobre gênero, novas mídias e tecnologias. Produziram também a “Zen and the art of making tech work for you”, uma publicação de 2015 que trabalha com segurança da informação, privacidade e técnicas anti-vigilância para mulheres.

_ I am the Code é um movimento fundamental para mobilizar governos, empresas e investidores para apoiar mulheres jovens em STEAMD (Ciência, Tecnologia, Engenharia, Artes, Matemática e Design), aprendendo a codificar, aprender criativos e problemas de cracking.

TEXTOS & ENTREVISTAS & RELATÓRIOS

_ Relatório produzido pela organização Derecho Digitales sobre gênero, internet e feminismo na América Latina. Detalha vários projetos na área, alguns que já listados aqui, outros não. Vale acessar o texto completo, de 30 páginas.

 

_ A Revista Pillku, focada em cultura livre e procomún, trouxe como tema de sua edição de dez 2017 o ciberfeminismo. A edição fala desde “la resistencia, las identidades disidentes, la interseccionalidad, disputamos el acceso universal a internet, con deseos de inundar la red con contenidos feministas y descolonizar los medios digitales”.

_ Menstruapps é uma reportagem especial criado pela Coding Rights que documenta os aplicativos que monitoram a menstruação (e ganham dinheiro com isso). Reportagem, design e infográfico feito por mulheres, a partir de uma organização também com ênfase no ciberfeminismo.

_ “Ciberfeminismo“, livro sobre o empoderamento feminino através da tecnologia, produzido pela editora Monstro dos Mares e organizado por Cláudia Mayer com textos de várias autoras.

_ “Que se calem as musas: por que o feminismo deve se opôr ao copyright” é um texto da ciberativista argentina Evelin Heidel (Scann) que foi traduzido para o ptbr por Sheila Uberti e publicado no site da Casa da Cultura Digital Porto Alegre.

__ A Radios Libres é um projeto latino-americano que pretende ser um “espaço de formação e debate em torno das tecnologias livres e da cultura livre”. Nessa semana, entrevistaram a Loreto (Maka) Bravo de la Red de Radios Comunitarias y Software Libre y Palabra Radio, que explicou como o feminismo e as tecnologias livres são ferramentas que permitem lutar contra o patriarcado;

_ “Ciencia, Cyborgs y Mujeres: La Reinvención de la Naturaleza” é um livro de ensaios da antropóloga Donna Haraway. “O trabalho de Donna Haraway é uma verdadeira encruzilhada. Reúne diferentes disciplinas acadêmicas (Biologia, Antropologia, História), várias tecnologias (Fotografia, Manipulação Genética, Agricultura) e várias formas de construção de experiência (Turismo, Partidos Políticos). Seus ensaios são simultaneamente história da ciência, análise cultural, pesquisa feminista e posição política. Eles são escritos com a intenção de que aqueles que os abordem a partir de uma dessas perspectivas se encontrem caminhando pelos outros, já que nenhum deles é suficiente para capturar as nuances de textos polifônicos.”

Gracias a Sheila Uberti, Janaína Spode e outras várias mulheres que contribuírem para a lista, ainda em processo. Sabe de mais projetos? Nos escreva: info@baixacultura.org

 

 

A internet sob ataque cada vez mais forte

Estamos sendo todos vigiados, a internet é uma máquina de controle quase perfeita, nossos dados são o “novo petróleo” para empresas digitais, o Marco Civil foi desfigurado no congresso e na prática: a internet está sob ataque, e você sabe disso. A ideia improvável que uniu hackers, hippies, acadêmicos, militares e empresas nos anos 1960, e que se tornou uma realidade mundial na década de 1990, não é mais o que prometia ser. E ninguém sabe ao certo o que ela poderá se tornar, mas pelo menos ter um panorama do que está sendo feito hoje, neste quase final da segunda década dos anos 2000.

Todos os temas do parágrafo acima estão de alguma forma debatidos na mini-série “XPLOIT – Internet sob Ataque“, produção da TVDrone em parceria com a Actantes, TVT e Henrich Böll Stiftung, em 2017. Os seis episódios da série abordam “uma guerra silenciosa que acontece longe dos PCs, laptops e dispositivos móveis mas cujo o resultado interfere diretamente em nossas vidas online e offline”, como diz o texto de apresentação. Contou com a fala de um grupo de entrevistados que vai de Richard Stallman ao jornalista James Bamford, passando pela advogada Flávia Lefèvre, a jornalista Bia Barbosa (do Intervozes), a cientista social Esther Solano e o sociólogo e ciberativista Sérgio Amadeu da Silveira, e tem o mérito de introduzir qualquer pessoa em alguns meandros das disputas políticas políticas e econômicas que trazem consequências diretas em nossos diretos essenciais, dentro e fora do mundo digital. A direção de XPLOIT é de Fabrício Lima e a produção Executiva de André Takahashi. Vale destacar também que, no finald e 2017, receberam o prêmio de “Melhor Série de Documentário” no festival Rio WebFest.

Confira aqui abaixo (e na nossa BaixaTV) os 6 episódios da série

EPISÓDIO 1: Democracia Hackeada

O “Hackeamento” do Marco civil pelos poderes que deveriam zelar pelo estado democrático de direito e suas consequências direito uma democracia é o foco central do episódio. Há entrevistas com Sérgio Amadeu, Veridiana Alimonti, Bia Barbosa, Cristiana Gonzalez e Flávia Lefévre.

EPISÓDIO 2: Força Bruta

Neste episódio, fala-se da perseguição aos ativistas a partir das plataformas digitais, “23 do Rio”, o caso Balta Nunes e os ataques nos espaços periféricos. Entrevistas com Camila Marques, Esther Solano, Guilherme Boulos, Leonardo Sakamoto, de novo Sérgio Amadeu e Silvio Rhatto.

EPISÓDIO 3: Colonialismo 2.0

Como a concentração da infraestrutura da internet nas mãos de alguns países e empresas e a monocultura das grandes aplicações acaba desenhando contornos que lembram o período colonial entre os séculos XVI e XX, impondo uma dependência para seu funcionamento e restringindo a pluralidade sonhada pelos seus pioneiros. Com Carla Jancz, Rodolfo Avelino, Marina Pitta e Carlos Cecconi.

EPISÓDIO 4: Big Brother Big Data

Informações pessoais são o novo commoditie. E para desfrutar desse mercado valioso, empresas em todos os setores realizam uma caça indiscriminada de dados particulares em todo o mundo com consequências reais nas vidas das pessoas mesmo fora do ambiente digital. Planos de saúde recusados, crédito pessoal negado e produtos mais caros estão diretamente ligados à “listas de risco” baseada em uso de aplicativos ou bancos de dados de serviços e a compra e venda de bancos de dados – inclusive de serviços públicos. Diante disso, o congresso nacional vai cedendo ao lobby das corporações e protelando há quase 10 anos uma lei fundamental de proteção de dados pessoais. Falas de Rafael Zanatta, Sérgio Amadeu e Marina Pitta.

EPISÓDIO 5: Da liberdade ao controle

No seu início a internet era um universo de possibilidades. O navegador era uma janela para múltiplos espaços, pensamentos e invenções. Mas o mundo que conhecemos antes da rede mundial de computadores ser criada, não pode permitir que nada exista sem controle. E para um mundo de regras rígidas e relações de poder constituídas inflexíveis não pode permitir que um outro mundo espelhado nele possa existir de uma forma diferente. Assim, tanto corporações quanto Estados nacionais foram se apropriando, amarrando, restringindo e moldando a Internet. Mas nem sempre a Internet esteve sob controle. Houve uma outra internet que muitos já nem se lembram. Neste episódio tem Richard Stallman, Leo Germani, Pegs, Carlos Cecconi e Sacha Costanza-Chock.

EPISÓDIO 6: Resistência

A internet de hoje consegue agregar os piores pesadelos dos Estados totalitários com o ultra-liberalismo econômico. Controle da inovação, restrição do fluxo de ideias, guerra cibernética e caça aos dados pessoais dos usuários. Mas diante desse panorama, é possível resistir? Como e porquê vamos resistir? Entrevistas com Richard Stallman, Pegs, Leo Germani, James Bamford e Sacha Costanza-Chock.