Instrucciones (4) – Baixe HQ

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A cultura de download de HQs merece que se escreva mais a respeito, a começar pelo fato de tratar-se de um modo de democratização cujo triunfo mais corriqueiro é o de baratear este que no Brasil tem se tornado um dos formatos mais caro$ de informação. Ocorre em torno dos scans de quadrinhos [edições de papel escaneadas que podem ser confortavelmente lidas com este programa aqui.] a curiosa formação de coletivos que, mais do que apenas piratear os famigerados gibis de banca [pelo que pessoalmente agradeço, aliás], se dedicam à tradução e à disponibilização de material inédito no Brasil.

É o caso de The Walking Dead, criação de Robert Kirkman e Tony Moore [desenhista substituído por Charlie Adlard a partir da edição nº 7] responsável por repetidas negligências de minha parte na entrega de trabalhos de todo tipo. Sinto muito, mas entre entregar no prazo um artigo sobre qualquer coisa e acompanhar apreensivamente o FIM DO MUNDO, well, o segundo será sempre mais divertido.

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The Walking Dead começa assim: um policial duma cidadezinha americana acorda no hospital após ser baleado num tiroteio e basicamente se vê cercado por zumbis, zumbis, zumbis. No hospital, zumbis. Nas ruas, zumbis. No supermercado, zumbis. Até que encontra um sujeito que lhe avisa que todo mundo se mandou pra capital. Ele vai atrás da família, claro, mas lembre-se dos zumbis. Nos EUA acabou de sair a edição 54 [com cada vez menos humanos e cada vez mais…zumbis], e dá pra encontrar cada uma das edições aqui.

A vantagem da comunidade aí é que o lançamento é praticamente simultâneo, o que também nos leva a uma desvantagem, se for o caso de tu ter dificuldades de ler em inglês: a tradução dos coletivos de scans [voluntária e geralmente anônima, para evitar problemas legais] nem sempre acompanha o ritmo da publicação [no caso de TWD, mensal]. Em todo caso, se tu tem problemas com o inglês e não conhece ainda o belo trabalho de Kirkman [não vou cair no clichê de afirmar que The Walking Dead é mais que uma HQ de zumbi], não vai se importar em ler apenas as 38 primeiras edições traduzidas aqui no Vertigem. [Repare na barra lateral esquerda a quantidade de outros títulos disponíveis pra baixar. Repare também, no final da mesma barra, o convite feito pelo Vertigem a possíveis colaboradores, tradução e/ou diagramação].

No próximo post da série quadrinhos-fundamentais-que-tu-não-acha-no-mercado-brasileiro, prometo falar sobre o Transmetropolitan, de onde saiu a epígrafe que abre o BaixaCultura. E, para as próximas semanas, coerentemente com a primeira frase deste texto, prometo uma matéria aprofundando a questão dos scans. Até lá!

[Reuben da Cunha Rocha.]

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