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		<title>Estamos Vencendo: resistência global no Brasil e no Mundo</title>
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		<pubDate>Thu, 02 Feb 2012 19:18:47 +0000</pubDate>
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			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://baixacultura.files.wordpress.com/2011/10/estamos-vencendo-we-are-winning.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-5750" title="Estamos-vencendo-we-are-winning" src="http://baixacultura.files.wordpress.com/2011/10/estamos-vencendo-we-are-winning.jpg?w=500&#038;h=360" alt="" width="500" height="360" /></a></p>
<p style="text-align:justify;">Bem antes de Charlie Shen adotar o lema &#8220;<a href="http://www.youtube.com/watch?v=pipTwjwrQYQ" target="_blank">Winning</a>&#8221; ou de Mark Zuckerberg pensar em criar o Facebook, um movimento profético se rebelava contra a falência de um sistema (financeiro, político) em pleno coração do capitalismo.</p>
<p style="text-align:justify;">Este movimento &#8211; que no subterrâneo existe desde sempre, seja nas mãos dos anarquistas, do movimento estudantil ou dos punks, situacionistas e outras redes culturais &#8211; tomou de &#8220;assalto&#8221; as ruas da capital grunge, Seattle, em 30 de novembro de 1999, na reunião da <a href="http://www.wto.org/" target="_blank">OMC</a> (Organização Mundial do Comércio), no que foi conhecido como a &#8220;<a href="https://secure.wikimedia.org/wikipedia/pt/wiki/Batalha_de_Seattle" target="_blank">Batalha de Seattle</a>&#8220;.</p>
<p style="text-align:justify;">Isso tudo tu já deve saber, pois explicamos brevemente <a href="http://baixacultura.org/2012/01/24/ativismo-digital-em-conexao-global/" target="_blank">neste texto</a>. O que não falamos é que Seattle foi a ponta de lança de um movimento subversivo -  anticapitalismo, anti-globalização, ou o nome que se queira dar – que se espalhou pelo mundo nos anos seguintes. Especialmente no período de 2000 a 2003, cidades como Washington, nos EUA, Gênova, na Itália, Praga, na República Tcheca, Quebec no Canadá, e São Paulo, no Brasil, foram palco de manifestações contra as múltiplas facetas autoritárias/ maléficas que a $$, o preconceito e o individualismo podem trazer para a sociedade.</p>
<p style="text-align:justify;">No Brasil, uma das melhores referências para entender o que aconteceu é o livro &#8220;<a href="http://www.lojaconrad.com.br/lojas/conrad/__Detalhes.cfm?produto=RQ16004" target="_blank">Estamos Vencendo! &#8211; Resistência Global no Planeta</a>&#8220;, de Pablo Ortellado e André Ryoki, publicado pela Conrad em 2004 na linda Coleção Baderna. Ele documenta, através das fotos do historiador <a href="https://twitter.com/andreryoki" target="_blank">Andre Ryoki</a>, e reflete, com um texto do hoje professor da USP <a href="http://www.gpopai.org/ortellado/" target="_blank">Pablo Ortellado</a>, como se deram as manifestações &#8221;antiglobalização&#8221; em terras brasileiras, especialmente aquelas que ocorreram em São Paulo, Fortaleza, Belo Horizonte e Curitiba.</p>
<p style="text-align:justify;">São as fotos do livro que tu encontra mais abaixo nesse post, colocadas em uma galeria do Picasa para facilitar a visualização. Clicando em cada foto, você é direcionado para o Picasa e poderá ver as fotos e as legendas originais que estão no livro.</p>
<div id="attachment_6259" class="wp-caption aligncenter" style="width: 510px"><a href="http://baixacultura.files.wordpress.com/2012/02/adbusters.jpg"><img class="size-full wp-image-6259" title="adbusters" src="http://baixacultura.files.wordpress.com/2012/02/adbusters.jpg?w=500&#038;h=319" alt="" width="500" height="319" /></a><p class="wp-caption-text">Cartaz do Adbusters, que esteve em Seattle 1999 e Wall Street 2011</p></div>
<p style="text-align:justify;">Qualquer semelhança de protestos no &#8220;coração&#8221; do sistema financeiro que foi (é) <a href="http://occupywallst.org/" target="_blank">Occupy Wall Street</a> não é mera coincidência. Como escrevemos anteriormente, existe (pelo menos) um elo que une estes dois momentos históricos: o <a href="http://www.adbusters.org/blogs/adbusters-blog/robinhood.html" target="_blank">Adbusters</a>, revista/movimento anticonsumo com sede no Canadá, que esteve nas manifestações de Seattle em 1999 e <a href="http://baixacultura.org/2011/10/03/nos-somos-os-99-occupy-wall-street/" target="_blank">convocou o Occupy Wall Street</a> em 2011. [<em>E que, em breve, vai ganhar mais destaque por aqui; aguarde</em>].</p>
<p style="text-align:justify;">Mas também há diferenças bem claras. Naomi Klein, escritora/ativista e autora de &#8220;<a href="http://www.amazon.com/No-Logo-Anniversary-Introduction-Author/dp/0312429274/ref=ntt_at_ep_dpt_2" target="_blank">No Logo</a>&#8221; (traduzido aqui como &#8220;<a href="http://pt.scribd.com/doc/6946446/KLEIN-Naomi-Sem-Logo-87" target="_blank">Sem Logo- A tirania das marcas em um planeta vendido</a>&#8220;), livro essencial para entender o mundo hoje, fez um discurso no parque Zucotti, em Wall Street, em que ressaltou estas diferenças de alvo, tática e contexto &#8211; não sem antes afirmar que &#8220;amava&#8221; os manifestantes que ali acampavam. <a href="http://baixacultura.org/2011/10/24/o-comercial-e-propagacao-do-occupy-wall-street/" target="_blank">Publicamos o discurso na íntegra</a>, em tradução do professor <a href="http://revistaforum.com.br/idelberavelar/" target="_blank">Idelber Avelar</a>, e reproduzimos aqui os trechos em que ela traça o paralelo entre as diferenças entre os dois movimentos:</p>
<blockquote>
<p style="text-align:justify;">Em Seattle, em 1999, <em>nós escolhemos as cúpulas como alvos: a Organização Mundial do Comércio, o Fundo Monetário Internacional, o G-8. As cúpulas são transitórias por natureza, só duram uma semana. Isso fazia com que nós fôssemos transitórios também. Aparecíamos, éramos manchete no mundo todo, depois desaparecíamos. E na histeria hiper-patriótica e nacionalista que se seguiu aos ataques de 11 de setembro, foi fácil nos varrer completamente, pelo menos na América do Norte.</em></p>
<p style="text-align:justify;"><em><strong>O Ocupar Wall Street, por outro lado, escolheu um alvo fixo.</strong> E vocês não estabeleceram nenhuma data final para sua presença aqui. Isso é sábio. Só quando permanecemos podemos assentar raízes. Isso é fundamental. É um fato da era da informação que muitos movimentos surgem como lindas flores e morrem rapidamente. E isso ocorre porque eles não têm raízes. Não têm planos de longo prazo para se sustentar. Quando vem a tempestade, eles são alagados.</em></p>
<p><em><strong>Mas a grande diferença que uma década faz é que, em 1999, encarávamos o capitalismo no cume de um boom econômico alucinado</strong>. O desemprego era baixo, as ações subiam. A mídia estava bêbada com o dinheiro fácil. Naquela época, tudo era empreendimento, não fechamento.</em></p>
<p style="text-align:justify;"><em>Nós apontávamos que a desregulamentação por trás da loucura cobraria um preço. Que ela danificava os padrões laborais. Que ela danificava os padrões ambientais. Que as corporações eram mais fortes que os governos e que isso danificava nossas democracias. Mas, para ser honesta com vocês, enquanto os bons tempos estavam rolando, a luta contra um sistema econômico baseado na ganância era algo difícil de se vender, pelo menos nos países ricos.</em></p>
<p style="text-align:justify;"><em>Dez anos depois, parece que já não há países ricos. Só há um bando de gente rica. Gente que ficou rica saqueando a riqueza pública e esgotando os recursos naturais ao redor do mundo.</em></p>
</blockquote>
<p style="text-align:justify;">Rodrigo Savazoni também lembra o discurso de Naomi e a relação Seattle 1999 Wall Street 2011 em um texto na <a href="http://www.select.art.br/" target="_blank">revista Select</a> deste bimestre (que entra no site na próxima semana), que também vale a leitura.</p>
<p style="text-align:justify;">**</p>
<p style="text-align:justify;"><a href="http://baixacultura.files.wordpress.com/2012/01/estamos_vencendo_capa_ortellado_ryoki.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-6166" title="estamos_vencendo_capa_ortellado_ryoki" src="http://baixacultura.files.wordpress.com/2012/01/estamos_vencendo_capa_ortellado_ryoki.jpg?w=500" alt=""   /></a></p>
<p style="text-align:justify;">Como diz o texto de divulgação de &#8220;Estamos Vencendo!&#8221;, &#8220;<em>a</em><span style="text-align:justify;"><em>s fotos destacam três dimensões constitutivas desse novo movimento: a ação direta das ruas, a criatividade auto-expressiva das manifestações e a constituição de um novo tipo de coletividade onde a massa homogênea é substituída pela diversidade individualizada da multidão</em>&#8220;. A maioria delas estão aqui abaixo, gentilmente cedidas por André Ryoki, a quem agradecemos imensamente. [O livro está em Copyleft].</span></p>
<p style="text-align:justify;"><strong>&#8220;Sobre a passagem de um grupo de pessoas por um breve período da história&#8221;, </strong>texto de Pablo Ortellado que abre o livro, contextualiza de forma interessantíssima o que ocorreu nas ruas brasileiras daquele início de década passada. Traz inicialmente uma breve explicação de onde e como surgiu o movimento antiglobalização no Brasil &#8211; &#8220;da convergência de outros dois movimentos que surgiram ou re-emergiram nos anos 1980, o movimento estudantil independente e autogestionário e o movimento anarquista propriamente dito&#8221;.</p>
<p style="text-align:justify;">Estas duas vertentes, continua Pablo, &#8220;convergiram, mais ou menos casualmente, atraídas pelos fascinantes acontecimentos de Seattle. Mas o movimento, claro, não começou em Seattle, como dizia o slogan das manifestações contra a ALCA em 2001. De fato, Seattle foi a vitrine midiática de um movimento que pode ter muitas origens, mas que, na sua vertente radical, remonta à inspiração da revolta zapatista em 1994 e à articulação dos dias de ação global em 1998.&#8221; [Para um estudo aprofundado dessas origens, ler <em>"<a href="http://www.midiaindependente.org/pt/blue//2002/01/14525.shtml">Aproximações ao movimento 'antiglobalização'</a>", </em>do próprio Pablo]<em>. </em></p>
<p style="text-align:justify;">A partir dessa contextualização inicial, o doutor em filosofia e hoje professor da USP Ortellado propõe reflexões sobre o movimento em torno de sete eixos: <strong>autonomia, anticapitalismo, redes, liderança, auto-expressão, mídias e alternativas</strong>. São páginas que todo movimento de hoje deveria ler para se fortalecer enquanto movimento e, principalmente, para aprender com as experiências anteriores, já que o texto é bem sincero e crítico quanto as agruras e maravilhas de se estar num convívio com pessoas diferentes de forma horizontal.</p>
<p style="text-align:justify;">Na parte que trata das redes, por exemplo, ele as diferencia conceitualmente de outras formas semelhantes de organização e aponta características dessa relativamente nova forma de se organizar que são as redes. Uma das características aqui abaixo:</p>
<blockquote>
<p style="text-align:justify;"><em>&#8220;As redes não precisam se desfazer e refazer a cada oportunidade, elas podem simplesmente adquirir diferentes formatos e composições. Se num determinado momento, um grupo tem um desentendimento pontual, ele não precisa abandonar a rede, mas pode simplesmente não colaborar naquele ponto, da mesma forma que, em momentos específicos, a rede pode incorporar a colaboração extraordinária de novos agentes que se interessam apenas por uma ação específica. Isso significa apenas levar o velho princípio anarquista da livre-associação até a sua conseqüência lógica: a livre dissociação.&#8221;</em></p>
</blockquote>
<p style="text-align:justify;">Por questões de espaço (o texto de abertura tem 15 páginas!), não vamos publicar aqui a íntegra. Pela mesma questão de espaço, não publicamos também a cronologia que o livro faz dos acontecimentos da época. Mas todas estas partes que não são fotos e imagens do livro podem ser lidas, baixadas e compartilhadas <a href="http://www.4shared.com/get/1GTedo8G/estamos_vencendo.html" target="_blank">neste link</a>.</p>
<p style="text-align:justify;">É uma referência histórica importante para entendermos o ativismo do intenso 2011 que passou e do transformador 2012 que está começando.</p>
<p style="text-align:justify;">**</p>
<p><strong>DA NECESSIDADE DE CONTINUAR OCUPANDO AS RUAS</strong></p>
<p><span style="display:block;width:425px;margin:0 auto;"><embed src='http://widgets.vodpod.com/w/video_embed/ExternalVideo.1009803' type='application/x-shockwave-flash' AllowScriptAccess='sameDomain' pluginspage='http://www.macromedia.com/go/getflashplayer' wmode='transparent' flashvars='host=picasaweb.google.com&noautoplay=0&hl=pt_BR&RGB=0x000000&feed=https%3A%2F%2Fpicasaweb.google.com%2Fdata%2Ffeed%2Fapi%2Fuser%2F116582576409264315180%2Falbumid%2F5669681182037024625%3Falt%3Drss%26kind%3Dphoto%26hl%3Dpt_BR' width='425' height='350' /></span></p>
<p><strong>SE EU NÃO PUDER DANÇAR, NÃO É MINHA REVOLUÇÃO</strong></p>
<p><span style="display:block;width:425px;margin:0 auto;"><embed src='http://widgets.vodpod.com/w/video_embed/ExternalVideo.1009804' type='application/x-shockwave-flash' AllowScriptAccess='sameDomain' pluginspage='http://www.macromedia.com/go/getflashplayer' wmode='transparent' flashvars='host=picasaweb.google.com&noautoplay=0&hl=pt_BR&RGB=0x000000&feed=https%3A%2F%2Fpicasaweb.google.com%2Fdata%2Ffeed%2Fapi%2Fuser%2F116582576409264315180%2Falbumid%2F5669681710672139985%3Falt%3Drss%26kind%3Dphoto%26hl%3Dpt_BR' width='425' height='350' /></span></p>
<p><strong>MULTIDÃO</strong></p>
<p><span style="display:block;width:425px;margin:0 auto;"><embed src='http://widgets.vodpod.com/w/video_embed/ExternalVideo.1009805' type='application/x-shockwave-flash' AllowScriptAccess='sameDomain' pluginspage='http://www.macromedia.com/go/getflashplayer' wmode='transparent' flashvars='host=picasaweb.google.com&noautoplay=0&hl=pt_BR&RGB=0x000000&feed=https%3A%2F%2Fpicasaweb.google.com%2Fdata%2Ffeed%2Fapi%2Fuser%2F116582576409264315180%2Falbumid%2F5668982475097638353%3Falt%3Drss%26kind%3Dphoto%26hl%3Dpt_BR' width='425' height='350' /></span></p>
<p><strong>ANEXOS </strong><span style="text-align:justify;">(documentos, panfletos e cartazes de algumas das manifestações que ocorreram no período)</span></p>
<p><span style="display:block;width:425px;margin:0 auto;"><embed src='http://widgets.vodpod.com/w/video_embed/ExternalVideo.1009806' type='application/x-shockwave-flash' AllowScriptAccess='sameDomain' pluginspage='http://www.macromedia.com/go/getflashplayer' wmode='transparent' flashvars='host=picasaweb.google.com&noautoplay=0&hl=pt_BR&RGB=0x000000&feed=https%3A%2F%2Fpicasaweb.google.com%2Fdata%2Ffeed%2Fapi%2Fuser%2F116582576409264315180%2Falbumid%2F5693566086018581841%3Falt%3Drss%26kind%3Dphoto%26hl%3Dpt_BR' width='425' height='350' /></span></p>
<p style="text-align:right;"><em>[Leonardo Foletto, Marcelo De Franceschi]</em></p>
<address>Crédito da imagem: <a href="http://www.bristolanarchistbookfair.org/?p=608">1</a> [we are winning] <a href="http://www.google.com.br/imgres?q=adbusters&amp;um=1&amp;hl=pt-BR&amp;sa=N&amp;biw=1256&amp;bih=615&amp;tbm=isch&amp;tbnid=Cv2cyUZZ0dgAtM:&amp;imgrefurl=http://art-234.blogspot.com/2011/02/adbusters.html&amp;docid=nvIAvOvUz9C7SM&amp;imgurl=http://2.bp.blogspot.com/_x82cnYUECjU/TUpnT6JOu1I/AAAAAAAAAhI/savOyucuEWw/s1600/photo04.jpg&amp;w=1330&amp;h=851&amp;ei=kNwqT7aVLoSCsgKWxKi6Dg&amp;zoom=1&amp;iact=rc&amp;dur=292&amp;sig=117661824132334325532&amp;page=1&amp;tbnh=130&amp;tbnw=186&amp;start=0&amp;ndsp=21&amp;ved=1t:429,r:3,s:0&amp;tx=48&amp;ty=87" target="_blank">2</a> [adbusters]</address>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/baixacultura.wordpress.com/5746/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/baixacultura.wordpress.com/5746/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/baixacultura.wordpress.com/5746/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/baixacultura.wordpress.com/5746/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/baixacultura.wordpress.com/5746/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/baixacultura.wordpress.com/5746/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/baixacultura.wordpress.com/5746/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/baixacultura.wordpress.com/5746/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/baixacultura.wordpress.com/5746/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/baixacultura.wordpress.com/5746/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/baixacultura.wordpress.com/5746/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/baixacultura.wordpress.com/5746/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/baixacultura.wordpress.com/5746/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/baixacultura.wordpress.com/5746/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=baixacultura.org&amp;blog=4369641&amp;post=5746&amp;subd=baixacultura&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Compartilhamento &amp; jornalismo com o Pirate Bay</title>
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		<pubDate>Mon, 30 Jan 2012 17:25:20 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Quase um ano depois, o Pirate Bay volta a ser assunto nesta página. E, não, não é porquê agora o maior tracker de bit torrrent do mundo lançou uma plataforma de divulgação de artistas, a PromoBay. Muito menos por conta de Paulo Coelho estar inaugurando este novo espaço, figurando na Home do PB e logo aqui em [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=baixacultura.org&amp;blog=4369641&amp;post=6243&amp;subd=baixacultura&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:justify;"><a href="http://baixacultura.files.wordpress.com/2012/01/pirate-coelho.png"><img class="aligncenter size-full wp-image-6244" title="pirate coelho" src="http://baixacultura.files.wordpress.com/2012/01/pirate-coelho.png?w=500&#038;h=366" alt="" width="500" height="366" /></a></p>
<p style="text-align:justify;">Quase um ano depois, o <a href="http://baixacultura.org/tag/pirate-bay/" target="_blank">Pirate Bay</a> volta a ser assunto nesta página. E, não, não é porquê agora o maior tracker de bit torrrent do mundo lançou uma plataforma de divulgação de artistas, a <a href="http://thepiratebay.org/promo" target="_blank">PromoBay</a>. Muito menos por conta de Paulo Coelho estar inaugurando este novo espaço, figurando na <a href="http://thepiratebay.org/" target="_blank">Home do PB</a> e logo aqui em cima.</p>
<p style="text-align:justify;">O assunto aqui é, <a href="http://baixacultura.org/2011/02/15/pirate-bay-jornalismo-e-cultura-livre/" target="_blank">como no texto de Eliane Fronza de quase um ano atrás</a>, uma pesquisa acadêmica de fim de curso. O jornalista capixaba, anarco-individualista e caoísta autodidata <a href="https://plus.google.com/114743031165414126909/about" target="_blank">Filipe Siqueira</a> resolveu pesquisar a forma com que dois veículos jornalísticos vêem o compartilhamento na rede. Para isso, escolheu acompanhar a cobertura do já lendário caso do processo contra o Pirate Bay, que foi pauta frequente em 2009, tando dos cadernos que cobrem tecnologia e cultura digital (raros) quanto de blogs, como foi o nosso caso.</p>
<p style="text-align:justify;">Filipe teve a irresponsabilidade de nos escolher como um desses veículos &#8211; embora até hoje não saibamos se é jornalismo o que aqui se encontra &#8211; o que nos deixou, de qualquer forma, muito honrados. Ao nosso lado, o capixaba estudou <a href="http://www.estadao.com.br" target="_blank">O Estado de São Paulo</a>. Seria fácil imaginar que a nossa cobertura do caso e a do Estadão tenha sido <em>beeeem</em> diferente, dada às tradições &#8220;republicanas&#8221; e &#8220;conservadoras&#8221; do diário paulista e o nosso total descompromisso com estes dois &#8220;palavrões&#8221;. Além, é claro, da gritante diferença de tamanho das duas estruturas, que não vamos nem comentar.</p>
<p style="text-align:justify;">Mas a coisa não foi <em>beeeem</em>assim. O melhor é ler o trabalho, intitulado &#8220;<strong>Compartilhamento e Jornalismo: Um estudo do Pirate Bay no jornal Estado de São Paulo e no blog BaixaCultura</strong>&#8220;, ao final desse post, para entender a que conclusão ele chegou.</p>
<p style="text-align:justify;">Antes, como é de praxe por aqui, o próprio Filipe apresenta o trabalho e as motivações que o levaram a estudar o assunto.</p>
<p style="text-align:justify;"><a href="http://baixacultura.files.wordpress.com/2012/01/the-pirate-bay-flag-20090904110825.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-6246" title="the-pirate-bay-flag-20090904110825" src="http://baixacultura.files.wordpress.com/2012/01/the-pirate-bay-flag-20090904110825.jpg?w=500&#038;h=332" alt="" width="500" height="332" /></a></p>
<blockquote>
<p style="text-align:justify;"><em>Sou de uma geração que levou o ato de Compartilhar até às últimas consequências. Se essa habilidade potencialmente poderosa nos humanos foi um dos motivos mais primordiais por trás de nossa evolução, a partir da reta final do século passado, com o desenvolvimento de ferramentas digitais, ela deu origem a um embate cada vez mais entranhado nas decisões corporativas e governamentais. Siglas como o ACTA e SOPA são nomenclaturas de entidades ditatoriais que crescem cada vez mais para abocanhar uma das principais características da Internet: a liberdade de Compartilhamento.</em></p>
<p style="text-align:justify;"><em>Essa guerra foi o principal gatilho na escolha do tema da minha Monografia &#8211; do curso de Jornalismo das Faculdades Integradas Espirito-Santenses (FAESA). Já tinha escrito várias matérias sobre a treta em volta do Pirate Bay para meu blog, o <a href="http://www.nerdssomosnozes.com/" target="_blank">Nerds Somos Nozes</a>, e considerava que já tinha uma certa base para cair de cabeça em uma pesquisa acadêmica.</em></p>
<p style="text-align:justify;"><em>Não deu outra. No início imaginei fazer uma reportagem investigativa profunda para descobrir a motivação de tais pessoas pelo ato de compartilhar. Mas após conversas com a orientadora do meu projeto, decidir me debruçar em um tema mais acadêmico, com uma pesquisa que usasse a mídia como principal suporte de investigação.</em></p>
<p style="text-align:justify;"><em>O resultado foi selecionar o Estadão e o blog BaixaCultura para servirem de veículos analisados &#8211; e com naturezas, imaginava eu, completamente opostas. Depois escolhi &#8211; obviamente &#8211; as notícias e artigos do emblemático ano de 2009, quando os fundadores (e o colaborador financeiro) do site foram julgados e condenados na Suécia, no fato mais importante para o compartilhamento desde 2006, para servirem como objeto de análise.</em></p>
<p style="text-align:justify;"><em>Uma das inspirações óbvias foi outro trabalho aqui da Biblioteca do BaixaCultura, Jornalismo e Cultura Digital: um estudo de caso do The Pirate Bay na Folha de S. Paulo, de Eliane Fronza, que decidi homenagear (alguns diriam remixar) até no nome, que ficou Compartilhamento e jornalismo &#8211; um estudo do Pirate Bay no jornal Estado de São Paulo e no blog Baixacultura.</em></p>
<p style="text-align:justify;"><em>Durante as pesquisas acabei por ir muito mais além do que achava que iria no início. Iniciei meu trabalho com um levantamento histórico do início das leis de direitos autorais e o motivo estritamente político e protecionista delas. Logo depois tratei de contar o processo de criação das modernas ferramentas de compartilhamento, a Internet e o ambiente social e contracultural da época.<strong> Sem grupos como os hackers, os hippies, os punks e os aditivos psicodélicos, provavelmente nunca veríamos uma Internet livre e vanguardista como a conhecemos.</strong></em></p>
<p style="text-align:justify;"><em>Depois estudei a chamada Indústria Cultural, seus métodos e os efeitos do lobby representado por ela em governos. O resultado &#8211; nada surpreendente &#8211; termina por agrupar nas mesmas páginas o pioneirismo de Richard Stallman e a estratégia agressiva de grupos de tecnobrega, especialmente o Calypso. <strong>A lama dos métodos usados por grupos extremamente protecionistas terminou por dar vida a iniciativas inéditas que aproximou e democratizou o acesso do público de bens culturais.</strong></em></p>
<p style="text-align:justify;"><em>Novidade? Não! Mas acredite, a frieza do Método Científico pode dar vazão a coisas essencialmente bem construídas e criativas &#8211; basta aplica-lo da forma correta. A reta final do meu trabalho consistiu em fazer um levantamento &#8220;completo&#8221; da história do Pirate Bay e do julgamento propriamente dito, reunido em pouco mais de 25 páginas.</em></p>
<p style="text-align:justify;"><em>As notícias e artigos analisados numa comparação metódica e explicada de forma completamente na reta final do trabalho guarda surpresas e uma série de hipóteses intrigantes. Como não sou de estragar surpresas, deixo para cada um ler e entender por si mesmo.</em></p>
<p style="text-align:justify;"><em>A banca me deu nota máxima &#8211; com um &#8220;Com Louvor&#8221; ao lado &#8211; após a apresentação, e os professores  me convidaram a escrever um artigo científico de 15 páginas sobre minha pesquisa para facilitar a inscrição dela em conferências de comunicação e outros eventos.</em></p>
<p style="text-align:justify;"><em>Pra mim foi um passeio, além de ter realizado parcialmente de um dia escrever um livro &#8211; 217 páginas de Monografia (160, se excluirmos os anexos) podem ser considerados um livro de respeito, creio. Gostei mesmo de colocar no mesmo estudo autores que considero fundamentais, como Robert Anton Wilson, Hakim Bey, Timothy Leary, Lawrence Lessig e Jean Baudrillard.</em></p>
<p style="text-align:justify;"><em>O estudo está aí abaixo, espero que curtam a viagem!</em></p>
</blockquote>
<p style="text-align:right;"><em>Filipe Siqueira</em></p>
<p style="text-align:justify;"><iframe class="scribd_iframe_embed" src="http://www.scribd.com/embeds/79860476/content?start_page=1&view_mode=list&access_key=key-xdivt1k1xkq80klixnp" data-auto-height="true" scrolling="no" id="scribd_79860476" width="100%" height="500" frameborder="0"></iframe>
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<address>Créditos imagens: Reprodução, <a href="http://info.abril.com.br/aberto/infonews/fotos/the-pirate-bay-flag-20090904110825.jpg" target="_blank">Info</a>.</address>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/baixacultura.wordpress.com/6243/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/baixacultura.wordpress.com/6243/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/baixacultura.wordpress.com/6243/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/baixacultura.wordpress.com/6243/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/baixacultura.wordpress.com/6243/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/baixacultura.wordpress.com/6243/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/baixacultura.wordpress.com/6243/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/baixacultura.wordpress.com/6243/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/baixacultura.wordpress.com/6243/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/baixacultura.wordpress.com/6243/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/baixacultura.wordpress.com/6243/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/baixacultura.wordpress.com/6243/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/baixacultura.wordpress.com/6243/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/baixacultura.wordpress.com/6243/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=baixacultura.org&amp;blog=4369641&amp;post=6243&amp;subd=baixacultura&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Ativismo (digital) em Conexão Global</title>
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		<pubDate>Tue, 24 Jan 2012 16:08:18 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[O ano é 1999. O mundo pop assiste ao momentâneo desaparecimento do rock das paradas, que são tomadas por boy e girls band insossas. O planeta econômico vive um de seus auges do livre-comércio, mercado regulando a tudo e a todos e &#8220;só&#8221; desfavorecendo quem não pode entrar nesse jogo &#8211; 99% da população global. [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=baixacultura.org&amp;blog=4369641&amp;post=6220&amp;subd=baixacultura&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:justify;"><a href="http://baixacultura.files.wordpress.com/2012/01/estamos_vencendo_andrc3a9_ryoki_pag-042.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-6231" title="Estamos_Vencendo_André_Ryoki_pag 042" src="http://baixacultura.files.wordpress.com/2012/01/estamos_vencendo_andrc3a9_ryoki_pag-042.jpg?w=500" alt=""   /></a></p>
<p style="text-align:justify;">O ano é 1999.</p>
<p style="text-align:justify;">O mundo pop assiste ao momentâneo desaparecimento do rock das paradas, que são tomadas por boy e girls band insossas. O planeta econômico vive um de seus auges do livre-comércio, mercado regulando a tudo e a todos e &#8220;só&#8221; desfavorecendo quem não pode entrar nesse jogo &#8211; 99% da população global.</p>
<p style="text-align:justify;">Nos Estados Unidos, a <a href="http://www.wto.org/" target="_blank">OMC</a> (Organização Mundial do Comércio), todo poderoso orgão do livre-mercado, escolhe Seattle como mais uma de suas reuniões anuais. Em <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Manifesta%C3%A7%C3%B5es_contra_o_encontro_da_OMC_em_Seattle" target="_blank">30 novembro de 1999</a>, data da reunião, um inesperado levante de pessoas &#8211; entre 40 e 100 mil, estudantes, anarquistas, trabalhadores, pacifistas, dentre outros tantos &#8211; paralizam as ruas da cidade berço do grunge. Os manifestantes bloquearam os cruzamentos de Seattle de modo a não deixar os delegados dos governos chegaram ao local de encontro da OMC. A polícia responde com violência e o encontro é cancelado.</p>
<p style="text-align:justify;">Quem imaginaria que, exatamente no momento em que o tal &#8220;poder&#8221; estava mais certo de que vencera a tudo e todos, eles apareceriam? Seattle se torna a vitrine de um movimento subversivo &#8211; anticapitalismo, anti-globalização, ou o nome que se queira dar &#8211; que, <a href="http://www.midiaindependente.org/pt/blue/2002/01/14525.shtml" target="_blank">nas palavras do sociólogo francês Edgar Morin</a>, inaugura o século XXI.</p>
<p style="text-align:justify;"><a href="http://baixacultura.files.wordpress.com/2012/01/occupy.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-6234" title="occupy" src="http://baixacultura.files.wordpress.com/2012/01/occupy.jpg?w=500&#038;h=333" alt="" width="500" height="333" /></a></p>
<p style="text-align:justify;">Corta para 2011. A primavera árabe, <a href="http://occupywallst.org/" target="_blank">Occupy WallStreet</a> e os ocupes que se espalharam pelo mundo, os <a href="http://tecnologia.terra.com.br/noticias/0,,OI5153676-EI12884,00-spanishrevolution+da+internet+para+as+ruas+e+para+o+mundo.html" target="_blank">Indignados da #spanishrevolution</a>. &#8221;Cadê aquela juventude de tão saudável apatia?&#8221; Nós somos os 99%. De novo: quem imaginaria que, exatamente no momento em que o &#8220;poder&#8221; estava mais certo de que vencera a tudo e todos, eles apareceriam?</p>
<p style="text-align:justify;">Apareceram. E com uma arma que, lá em 1999, ainda engatinhava em suas potencialidade de uso: a internet.</p>
<p style="text-align:justify;">O <a href="http://conexoesglobais.com.br" target="_blank">Conexões Globais</a>, que começa amanhã (25/01) na <a href="http://www.ccmq.com.br/" target="_blank">Casa de Cultura Mário Quintana</a> em Porto Alegre, tenta fazer uma ponte entre estas duas datas (e realidades) importantes. O Conexões está dentro da programação do <a href="http://www.fstematico2012.org.br/" target="_blank">Fórum Social Temático</a>, versão 2012 para o <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/F%C3%B3rum_Social_Mundial" target="_blank">Fórum Social Mundial</a> criado em 2001, tendo por sede inicial Porto Alegre &#8211; e, por uma das inspirações, os movimentos do 30N de 1999 em Seattle.</p>
<p style="text-align:justify;">[<em>O Fórum e o <a href="http://www.adbusters.org/blogs/adbusters-blog/robinhood.html" target="_blank">Adbusters</a>, movimento anti-consumo que esteve nas manifestações de Seattle em 1999 e <a href="http://baixacultura.org/2011/10/03/nos-somos-os-99-occupy-wall-street/" target="_blank">convocou o Occupy Wall Street</a> em 2011, são os possíveis elos perdidos entre os dois períodos</em>.]</p>
<p style="text-align:justify;">Mesmo que fazer a tal ponte não seja o objetivo declarado do evento, o paralelo é inevitável: as movimentações de Seattle em 1999 trouxeram novamente para a pauta do dia (e da &#8220;grande mídia&#8221;) a revolta contra um sistema (político, econômico) que tinha como principal produto a desigualdade (social, econômica).</p>
<p style="text-align:justify;">O mundo de 2012 é outro. O ano passado trouxe novamente para a pauta do dia a movimentação e a revolta contra um sistema (econômico, social, político) que, como dizem os indignados espanhóis, &#8220;não nos representa&#8221;. Mas agora há a diferença de que a &#8220;grande mídia&#8221; não é mais aquela que escolhia <em>sobre o quê</em> todos deveriam falar. Com a rede e os computadores, todos nós, descontentes ou não com a imprensa, podemos noticiar e divulgar o que quisermos &#8211; e, tão importante quanto, temos a infinita possibilidade de escolher o que ver.</p>
<p style="text-align:justify;">A internet taí, a diluir as barreiras do on e offline e a favorecer a diferença. É, enfim, a mais poderosa arma para realmente fazer crer o slogan do Fórum: <em>um outro mundo é possível</em>.</p>
<p style="text-align:justify;"><a href="http://baixacultura.files.wordpress.com/2012/01/conexos-globais.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-6230" title="conexos globais" src="http://baixacultura.files.wordpress.com/2012/01/conexos-globais.jpg?w=500&#038;h=323" alt="" width="500" height="323" /></a></p>
<p style="text-align:justify;">O <a href="http://conexoesglobais.com.br/" target="_blank">Conexões Globais</a> traz, em sua programação, palestras, desconferências, oficinas, shows e diálogos sobre ativismo, comunicação e cultura digital. Os <a href="http://conexoesglobais.com.br/dialogos-globais/" target="_blank">Diálogos Globais</a> (quarta a sábado, das 16 e 18h15), estabelecerão conexões diretas entre os presentes em Porto Alegre e participantes de movimentos ativistas em voga hoje, como a Primavera Árabe, os Indignados da Espanha, o Occupy em Nova York e Londres.</p>
<p style="text-align:justify;">Além da presença de ativistas que participaram dos movimentos acima, alguns dos destaques da programação são <a href="http://javierdelacueva.es/bio/" target="_blank">Javier de la Cueva</a> - advogado espanhol, especialista em direitos digitais, defensor do <a href="http://derecho-internet.org/node/357">Ladinamo</a> (primeira sentença que reconheceu o Copyleft), na quarta, às 16h15; Gilberto Gil, às 18h15 da mesma quarta, num painel com <a href="http://minotauro.periodismohumano.com/olga-rodriguez/" target="_blank">Olga Rodríguez</a>, jornalista que acompanhou a movimentação da Primavera Árabe; <strong> </strong><a href="http://conexoesglobais.com.br/programacao/stephanegrueso.blogspot.com" target="_blank">Stéphane M. Grueso</a>, diretor do doc “<a href="http://copiadmalditos.blogspot.com/p/home-que-es-esto.html">¡Copiad, malditos!</a>”, primeiro ducumentário exibido pela TVE (Televisão Espanhola) com licenças Creative Commons, na quinta às 18h15; <a href="http://twitter.com/#%21/urbanohumano" target="_blank">Domenico de Siena</a>, urbanista italiano que pesquisa o urbanismo e as cidades open codes, dos mais ativos atores no 15 M na Espanha; dentre outros participantes nacionais conhecidos na área da cultura digital, como Sérgio Amadeu, Ivana Bentes, Rodrigo Savazoni, Claudio Prado, Giuseppe Cocco, dentre outros.</p>
<p style="text-align:justify;">[<em>A programação completa do evento, que vai ser transmitido por streaming, você </em><a href="http://conexoesglobais.com.br/programacao/?atividade=29" target="_blank"><em>vê aqui</em></a>].</p>
<p style="text-align:justify;">O Conexões acontece numa hora movimentada para o ativismo digital planetário, principalmente pelos acontecimentos da semana passada. Só um pequeno balanço dos principais fatos da semana passada já rendem alguns parágrafos. Vejamos:</p>
<p style="text-align:justify;"><a href="http://baixacultura.files.wordpress.com/2012/01/wikiblackout.png"><img class="aligncenter size-full wp-image-6224" title="wikiblackout" src="http://baixacultura.files.wordpress.com/2012/01/wikiblackout.png?w=500" alt=""   /></a></p>
<p style="text-align:justify;">_<strong>Blecaute ao SOPA</strong>: Um grande número de sites aderiu ao bleucate, nos Estados Unidos e no Brasil. Nos país de Obama, o protesto não contou com os grandões da <a href="http://www.netcoalition.com/" target="_blank">NetCoalition</a>, Facebook e Google [<em>que chegou a colocar uma tarja preta na homepage de seu site americano e, depois, postou, abaixo da linha de busca, o link "Diga ao Congresso: Por favor, não censure a internet!</em>"], mas foi <a href="http://www.huffingtonpost.com/michael-hais-and-morley-winograd/sopa-blackout_b_1222318.html" target="_blank">liderado pela Wikipedia</a>, que em sua versão em inglês mostrava apenas a página acima quando se realizava alguma busca.</p>
<p style="text-align:justify;">Os protestos conseguiram um primeiro objetivo: adiar a votação. O  deputado republicano Lamar Smith, autor da lei, decidiu adiar a votação do projeto até que &#8220;haja amplo acordo sobre uma solução&#8221;, segundo<a href="http://tecnologia.terra.com.br/noticias/0,,OI5568912-EI12884,00-Apos+adiamento+do+Pipa+autor+do+Sopa+retira+texto+da+pauta.html" target="_blank"> informações do Terra</a>. O Protect IP Act (PIPA), projeto semelhante em andamento no Senado que seria votado hoje (24/01), também não foi votado. O senador Harry Reid afirmou que adiou em virtude dos &#8220;recentes acontecimentos&#8221;.</p>
<p style="text-align:justify;">Mas não se engane: o lado de lá está se reorganizando. E vai voltar à carga em breve, &#8220;pois o que se conseguiu até aqui foi parar o trator, mas não impedir –de uma vez por todas- a demolição das bases sobre as quais usamos a rede&#8221;, como escreveu o professor Sílvio Meira em sua <a href="http://smeira.blog.terra.com.br/2012/01/23/uma-sopa-entornando-o-caldo-da-rede-1/" target="_blank">coluna no Terra</a>.</p>
<p style="text-align:justify;"><a href="http://baixacultura.files.wordpress.com/2012/01/megaupload.png"><img class="aligncenter size-full wp-image-6227" title="megaupload" src="http://baixacultura.files.wordpress.com/2012/01/megaupload.png?w=500&#038;h=377" alt="" width="500" height="377" /></a></p>
<p style="text-align:justify;">_ <a href="http://www.techtudo.com.br/noticias/noticia/2012/01/fbi-desativa-site-de-pirataria-megaupload.html">Fechamento do Megaupload</a>: um dos maiores sites de compartilhamento online do mundo, o Mega foi desativado pelo FBI na última quinta-feira (19/01). O fundador do site, o gigante alemão <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Kim_Dotcom" target="_blank">Kim DotCom</a>, e três executivos da empresa foram presos na Nova Zelândia a pedido das autoridades norte-americanas. A acusação diz que o site lesou proprietários de direitos autorais em mais de US$ 500 milhões [<em>Queríamos entender como o cálculo que chega a este número é feito</em>] ao abrigar conteúdo pirateado, particularmente filmes e músicas.</p>
<p style="text-align:justify;">A ação aconteceu um dia depois do blecaute contra o SOPA e PIPA, que estavam em discussão no Congresso dos Estados Unidos</p>
<p style="text-align:justify;"><a href="http://baixacultura.files.wordpress.com/2012/01/anonymous.png"><img class="aligncenter size-full wp-image-6221" title="anonymous" src="http://baixacultura.files.wordpress.com/2012/01/anonymous.png?w=500&#038;h=515" alt="" width="500" height="515" /></a></p>
<p style="text-align:justify;"><strong>Reação do Anonymous</strong>: Em retaliação ao fechamento do MegaUpload, o Anonymous pegou os discos e filmes da Sony/Universal &#8211; um dos principais conglomerados de entretenimento que apoia o SOPA &#8211; e disponibilizou tudo para download <a href="http://pastehtml.com/view/bllpf04jv.html" target="_blank">neste site</a>, em torrents ou em outros sites que hospedam arquivos na rede, como o Deposit Files.</p>
<p style="text-align:justify;">Além de uma bela jogada política, a ação do Anonymous facilitou e muito o acesso ao belo acervo da Universal, organizando-o todo em ordem alfabética. Ali tem desde toda a discografia do <a href="http://depositfiles.com/files/kusoe101c" target="_blank">Pink Floyd</a> a do <a href="http://isohunt.com/torrent_details/107503409/Michael+Jackson+FULL?tab=summary" target="_blank">Michael Jackson</a>, para ficar só em dois nomes clássicos do rock/pop, até diversos filmes recentes do braço de cinema da Universal, divididos por ano de lançamento (de 2001 a 2011; corra até o fim da página para ver os links).</p>
<p style="text-align:justify;">Não foi só isso que o Anonymous andou aprontando: no mesmo dia 19/1, quinta-feira passada, eles derrubaram temporariamente sites de grupos como a Warner até órgãos ligados ao governo norte-americano, como o FBI e o Departamento de Justiça dos Estados Unidos, e da França, como o site do Hadopi, <a href="http://baixacultura.org/2009/09/24/aprovaram/" target="_blank">nefasta lei</a> que pode cortar o acesso a rede para quem baixar conteúdo supostamente protegido por copyright no país do Asterix.</p>
<div id="attachment_6223" class="wp-caption aligncenter" style="width: 510px"><a href="http://baixacultura.files.wordpress.com/2012/01/anonymous_jan_20121.jpg"><img class="size-full wp-image-6223" title="anonymous_jan_2012" src="http://baixacultura.files.wordpress.com/2012/01/anonymous_jan_20121.jpg?w=500&#038;h=545" alt="" width="500" height="545" /></a><p class="wp-caption-text">Sites que o Anonymous &quot;derrubou&quot; em 19/01</p></div>
<p style="text-align:justify;">Será o início de uma guerra digital global?</p>
<p style="text-align:justify;">A ver.</p>
<p style="text-align:justify;"><em><strong>P.S:</strong> Nas próximas semanas, iniciaremos uma série sobre os protestos em Seattle 1999 e os que vieram a ocorrer inspirados por este. </em></p>
<address>Créditos fotos: 1 (André Ryoki, <a href="http://www.lojaconrad.com.br/lojas/conrad/__Detalhes.cfm?produto=RQ16004" target="_blank">Estamos Vencendo!</a>); 2 (<a href="http://occupywallst.org/article/2011-year-revolt/" target="_blank">OccupyWallStreet</a>); 4 (<a href="http://smeira.blog.terra.com.br/2012/01/23/uma-sopa-entornando-o-caldo-da-rede-1/" target="_blank">Wikipedia Blackout</a>); 5 (<a href="http://pastehtml.com/view/bllpf04jv.html" target="_blank">Anonymous</a>) e 6 (<a href="http://www.techtudo.com.br/artigos/noticia/2012/01/em-resposta-ao-fechamento-do-megaupload-anonymous-derrubam-14-sites-de-gravadoras-e-do-governo-norte-americano.html" target="_blank">sites derrubados pelo Anonymous</a>)</address>
<p style="text-align:justify;">
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/baixacultura.wordpress.com/6220/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/baixacultura.wordpress.com/6220/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/baixacultura.wordpress.com/6220/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/baixacultura.wordpress.com/6220/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/baixacultura.wordpress.com/6220/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/baixacultura.wordpress.com/6220/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/baixacultura.wordpress.com/6220/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/baixacultura.wordpress.com/6220/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/baixacultura.wordpress.com/6220/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/baixacultura.wordpress.com/6220/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/baixacultura.wordpress.com/6220/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/baixacultura.wordpress.com/6220/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/baixacultura.wordpress.com/6220/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/baixacultura.wordpress.com/6220/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=baixacultura.org&amp;blog=4369641&amp;post=6220&amp;subd=baixacultura&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Dias decisivos para o #SOPA</title>
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		<pubDate>Mon, 16 Jan 2012 01:01:51 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Enquanto o SOPA (Stop Online Piracy Act) nos Estados Unidos não é votada (dizem que será em 24 de janeiro), os protestos contrários a lei que poderá bloquear domínios de sites supostamente envolvidos com pirataria correm soltos. A ação mais saliente que está sendo planejada é o blecaute por algumas horas dos sites que compõe a NetCoalition, coalizão de empresas [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=baixacultura.org&amp;blog=4369641&amp;post=6198&amp;subd=baixacultura&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:justify;"><a href="http://baixacultura.files.wordpress.com/2012/01/stop-sopa.jpeg"><img class="aligncenter size-full wp-image-6199" title="stop sopa" src="http://baixacultura.files.wordpress.com/2012/01/stop-sopa.jpeg?w=500&#038;h=500" alt="" width="500" height="500" /></a></p>
<p style="text-align:justify;">Enquanto o <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Stop_Online_Piracy_Act" target="_blank">SOPA</a> (Stop Online Piracy Act) nos Estados Unidos não é votada (dizem que será em 24 de janeiro), os protestos contrários a lei que poderá bloquear domínios de sites supostamente envolvidos com pirataria correm soltos.</p>
<p style="text-align:justify;">A ação mais saliente que está sendo planejada é <a href="http://blogs.estadao.com.br/link/google-e-facebook-preparam-blackout/" target="_blank">o blecaute</a> por algumas horas dos sites que compõe a <a href="http://www.netcoalition.com/" target="_blank">NetCoalition</a>, coalizão de empresas contrárias à lei que inclui Facebook, AOL, eBay, Facebook, Foursquare, Google, LinkedIn, Twitter, PayPal e Wikimedia.</p>
<p style="text-align:justify;">O blecaute, que ainda não tem data para acontecer, é uma ação política das empresas de internet contra os principais defensores do SOPA: emissoras de televisão, grupos de mídia, empresas de transmissão de eventos esportivos, editoras de livros, operadoras de cartão de crédito, empresas farmacêuticas, além de muitas associações que representam diversos setores, como artistas, compositores, atores, estúdios de cinema, policiais, empresas de telecomunicações.</p>
<p style="text-align:justify;">[<em>A lista completa dos apoiadores tu vê<a href="http://theoriesofconspiracy.com/2011/11/list-of-major-companies-supporting-sopa.htm" target="_blank"> aqui</a> e uma parte dos que se opoem tem <a href="http://blogs.estadao.com.br/link/lei-antipirataria-opoe-empresas-nos-eua/" target="_blank">aqui</a>, ao fim do post.</em>]</p>
<div id="attachment_6204" class="wp-caption aligncenter" style="width: 510px"><a href="http://baixacultura.files.wordpress.com/2012/01/sopa-empresas.jpg"><img class="size-full wp-image-6204" title="" src="http://baixacultura.files.wordpress.com/2012/01/sopa-empresas.jpg?w=500&#038;h=270" alt="" width="500" height="270" /></a><p class="wp-caption-text">Infográfico do Link Estadão com as empresas que apoiam ou se opõem ao SOPA</p></div>
<p style="text-align:justify;">Segundo os cálculos da<a href="http://maplight.org/" target="_blank"> Maplight.org</a>, uma organização que divulga as fontes de dinheiro de campanhas políticas, o lobby a favor do SOPA já arrecadou<a href="http://maplight.org/content/72899" target="_blank"> quatro vezes mais</a> dinheiro do que os lobistas contrários. São quase US$2.000.000 vindos de companhias como Time Warner e RIAA, contra meros US$500.000 provenientes de empresas do Vale do Silício como Google, eBay e Yahoo. [<em>Com informações do <a href="http://youpix.com.br/fights/tudo-o-que-voce-precisa-saber-sobre-o-sopa/" target="_blank">YouPix</a></em>].</p>
<p style="text-align:justify;">A <a href="http://blogs.estadao.com.br/link/condominio-fechado/" target="_blank">matéria publicada no Link Estadão da semana passada</a> diz que a indústria da tecnologia dos EUA, principal opositora do SOPA, ainda não aprendeu a fazer lobby, prática histórica na indústria cultural – e capaz de influenciar tanto a política interna quanto a externa do país.</p>
<p style="text-align:justify;">Na fala de <a href="http://www.linkedin.com/pub/michael-mcgeary/6/647/210" target="_blank">Michael McGeary</a>, diretor do Engine, escritório de advocacia especializado em startups, ao Link:</p>
<blockquote>
<p style="text-align:justify;"><em>“A indústria de conteúdo nos EUA tem sido muito boa ao longo do tempo em influenciar decisões políticas. Por décadas, eles controlaram a direção dos governos nesta área e facilitaram a aprovação de leis invasivas, não-intuitivas e não-inovativas, como a Sopa”.</em></p>
</blockquote>
<p style="text-align:justify;">O site Spacial Situation <a href="http://www.spatialsituation.com/sopa-map/">publicou um mapa interativo</a> com os deputados norte-americanos que são contra ou favor da lei.</p>
<p style="text-align:justify;"><a href="http://baixacultura.files.wordpress.com/2012/01/sopa-congresso.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-6203" title="mapa sopa nos eua" src="http://baixacultura.files.wordpress.com/2012/01/sopa-congresso.jpg?w=500&#038;h=267" alt="" width="500" height="267" /></a></p>
<p style="text-align:justify;">*</p>
<p style="text-align:justify;">O <a href="http://pt.scribd.com/" target="_blank">Scribd</a>, plataforma de compartilhamento de documentos na web que usamos para nossa Biblioteca, foi um dos primeiros a protestar. Em meados de dezembro, o site aplicou um efeito que fez desaparecer as palavras de um documento no site, colocando a frase <em>&#8220;See the words disappearing? See why in 10 seconds</em>&#8221; na parte superior da página.</p>
<p style="text-align:justify;">Tocar na famosa &#8220;<a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Primeira_Emenda_%C3%A0_Constitui%C3%A7%C3%A3o_dos_Estados_Unidos" target="_blank">Primeira Emenda</a>&#8221; da Constituição dos Estados Unidos, que diz ser proibido limitar a liberdade de expressão, é mexer em um dos pontos mais caros aos americanos. E o SOPA, se aprovado, tocará sensivelmente: para funcionar, ele vai ter de instituir um aparato de monitoramento na rede que, além de complicado de ser feito do ponto de vista tecnológico, é ainda mais do ponto de vista ético, porque viola a privacidade do usuário.</p>
<p style="text-align:justify;">Vai ferir consideravelmente a liberdade de expressão, pois as denúncias serão baseadas em acusações passíveis de julgamento (qualquer um poderia fazer uma acusação, mas nem todo mundo conhece os parâmetros certos para fazer isso).</p>
<p style="text-align:justify;">Os pacotes de dados trocados entre usuários podem ser examinados em buscas de irregularidades e infrações de direito autoral. Para isso, bastará a decisão de um juiz e a perseguição estará instalada.</p>
<p style="text-align:justify;">Com isso, a internet nos Estados Unidos pode ser tão vigiada quanto a da &#8220;comunista&#8221; China.</p>
<p style="text-align:justify;"><a href="http://baixacultura.files.wordpress.com/2012/01/sopa-china.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-6205" title="sopa china" src="http://baixacultura.files.wordpress.com/2012/01/sopa-china.jpg?w=500" alt=""   /></a></p>
<p style="text-align:justify;">As penas para as infrações são, como tudo aqui, abusivas. Como explica didaticamente esse <a href="http://www.terra.com.br/noticias/tecnologia/infograficos/sopa-eua/" target="_blank">infográfico do Terra</a>, &#8220;o site identificado como reprodutor de conteúdo ilegal seria bloqueado. Com isso, o acesso dos usuários a ele seria negado. Outra consequência seria o bloqueio das contas de publicidade – que são, basicamente, o meio de subsistência desses sites.&#8221;</p>
<p>Assim continua a explicar o Terra:</p>
<blockquote>
<p style="text-align:justify;">&#8220;<em>As consequências indiretas da medida seriam que sites que se autocensuram ganhariam mais relevância na medida em que sites que não possuem esse sistema desapareceriam dos resultados das buscas online. Além disso, a medida dificultaria a criação de novas startups porque limita a criatividade</em>.&#8221;</p>
</blockquote>
<p style="text-align:justify;">***</p>
<p style="text-align:justify;"><a href="http://baixacultura.files.wordpress.com/2012/01/sopa_blocked1.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-6210" title="SOPA_blocked" src="http://baixacultura.files.wordpress.com/2012/01/sopa_blocked1.jpg?w=500" alt=""   /></a></p>
<p style="text-align:justify;">Enquanto o blecaute geral não sai, alguns sites e pessoas já organizam seus protestos. É o caso do <a href="http://pt.reddit.com/" target="_blank">Reddit</a>, site de compartilhamento de notícias e <a href="http://pastebin.com/D4XcDKBu" target="_blank">um dos mais ativos contra o SOPA</a>, que nesta quarta feira, 18 de janeiro, vai parar por 12 horas em protesto ao projeto de lei.</p>
<p style="text-align:justify;">O <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Anonymous" target="_blank">Anonymou</a>s planeja uma ação na mesma quarta-feira: deixará muda sua conta no Twitter, <a href="http://twitter.com/AnonymousIRC">@AnonymousIRC</a>. O protesto já tem hashtag: #SOPAblackout ou #J18.</p>
<p style="text-align:justify;">No Brasil, o movimento <a href="http://meganao.wordpress.com/" target="_blank">Mega Não</a> está promovendo um blecaute contra o Sopa na mesma quarta-feira, das 8h as 20, uma ação que já conta com o apoio de <a href="http://www.cgi.br/">CGI.br</a>, <a href="http://www.trezentos.blog.br/">Trezentos</a>, <a href="http://idec.org.br/">IDEC</a>, <a href="http://www.revistaforum.com.br/">Revista Forum</a>, <a href="http://softwarelivre.org/">Software Livre Brasil</a>, <a href="http://www.ganesha.org.br/">Pontão Ganesha</a>, <a href="http://foradoeixo.org.br/">Fora do Eixo</a> e <a href="http://partidopirata.org/">Partido Pirata do Brasil</a> e já está marcado como<a href="http://www.facebook.com/events/282502988471409/" target="_blank"> evento no Facebook</a>.</p>
<p style="text-align:justify;"><a href="http://baixacultura.files.wordpress.com/2012/01/sopa-blackout1.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-6208" title="sopa blackout" src="http://baixacultura.files.wordpress.com/2012/01/sopa-blackout1.jpg?w=500" alt=""   /></a></p>
<p style="text-align:justify;">Os desenvolvedores do Google Chrome fizeram uma extensão ao navegador que alerta o usuário se o site visitado apóia o SOPA, o <a href="https://chrome.google.com/webstore/detail/gagmjmoimnkgoijihaaeodbefhcapjcj?utm_source=chrome-ntp-icon" target="_blank">No SOPA</a>. O Firefox já se adiantou à aprovação e saiu com o <a href="https://addons.mozilla.org/pt-PT/firefox/addon/desopa/" target="_blank">DeSOPA</a>, plugin feito pelo desenvolvedor Tamer Rizk que permite a qualquer usuário do navegador acessar sites bloqueados pelo SOPA.</p>
<p style="text-align:justify;">Já dois estudantes dos EUA criaram <a href="https://market.android.com/details?id=com.boycottsopa.android" target="_blank">um aplicativo para Android</a> [sistema operacional de telemóveis baseado em Linux e criado pelo Google] com o qual o usuário pode ler o código de barra de um produto e, assim, descobrir se ele pertence a alguma empresa que apoia o SOPA.</p>
<p style="text-align:justify;">Nas últimas semanas, quem entrou no Pirate Bay foi convidado a assistir um vídeo-protesto chamado &#8220;SOPA Cabana&#8221;, feito pelo rapper Dan Bull. O cara pediu aos seus seguidores no Twitter ideias para escrever uma canção sobre o SOPA. Após concluir a música, ele <a href="https://www.facebook.com/itsDanBull/posts/10150475207808399" target="_blank">foi ao Facebook</a> e pediu voluntários para tirarem fotos mostrando partes da letra. O resultado tu vê aqui abaixo:</p>
<p style="text-align:justify;"><span style="text-align:center; display: block;"><a href="http://baixacultura.org/2012/01/15/dias-decisivos-para-o-sopa/"><img src="http://img.youtube.com/vi/1w6GtwOvnWM/2.jpg" alt="" /></a></span></p>
<p style="text-align:justify;">Uma forma que nós, brasileiros, podemos apoiar na oposição ao SOPA é através das petições online. Tem<a href="http://www.avaaz.org/en/save_the_internet" target="_blank"> essa petição da Avaaz</a>, com o nome &#8220;Save the Internet&#8221;; as do site <a href="http://demandprogress.org/" target="_blank">DemandProgress</a>, que faz várias petições, desde convencer a <a href="http://www.wikipediablackout.com/" target="_blank">Wikipedia a participar do blecaute</a> até demonstrar seu descontentamento com a coisa toda e <a href="http://stopcensorship.org/" target="_blank">pedir para o senador Ron Wyden</a>, do estado do Oregon, para ler o seu nome durante a tentativa de obstrução do projeto.</p>
<p style="text-align:justify;">É importante nos manter informado sobre o que acontece por lá. Porque tu sabe: se o SOPA passar, não vai demorar muito pra algum burocrata lobbysta de terno e gravata  querer fazer o mesmo por aqui.</p>
<p style="text-align:justify;"><em><strong>P.s:</strong> Para saber mais sobre o SOPA, vale ler <a href="http://www.trezentos.blog.br/?p=6642" target="_blank">essa entrevista com Sérgio Amadeu</a> e ver <a href="http://www.youtube.com/watch?v=K3ORTCseHD8&amp;feature=player_embedded" target="_blank">este vídeo</a>, legendado (e <a href="http://baixacultura.org/2011/11/24/mafalda-y-los-argentinos-tentam-explicar-a-sopa-dos-eua/" target="_blank">já postado aqui</a>) por nós.</em></p>
<address>Créditos das imagens: <a href="http://www.google.com.br/imgres?q=vote+no+on+sopa+stop+internet+censorship&amp;um=1&amp;hl=pt-BR&amp;biw=1024&amp;bih=600&amp;tbm=isch&amp;tbnid=7_BXEB4D" target="_blank">1</a>, <a href="http://blogs.estadao.com.br/link/google-e-facebook-preparam-blackout/" target="_blank">2</a>, <a href="http://www.google.com.br/imgres?q=china+stop+online+piracy+act&amp;um=1&amp;hl=pt-BR&amp;biw=1024&amp;bih=600&amp;tbm=isch&amp;tbnid=6aFwAj4jUa73LM:&amp;imgrefurl=http://nerdpai.com" target="_blank">China</a>, <a href="http://www.facebook.com/media/set/?set=a.10150590130502386.439216.513962385&amp;type=1" target="_blank">Sopa Blackout</a>, <a href="http://www.google.com.br/imgres?q=sopa+internet&amp;um=1&amp;hl=pt-BR&amp;biw=1024&amp;bih=600&amp;tbm=isch&amp;tbnid=lX0HRgBdh3gUHM:&amp;imgrefurl=http://" target="_blank">American Censorship</a>, </address>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/baixacultura.wordpress.com/6198/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/baixacultura.wordpress.com/6198/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/baixacultura.wordpress.com/6198/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/baixacultura.wordpress.com/6198/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/baixacultura.wordpress.com/6198/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/baixacultura.wordpress.com/6198/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/baixacultura.wordpress.com/6198/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/baixacultura.wordpress.com/6198/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/baixacultura.wordpress.com/6198/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/baixacultura.wordpress.com/6198/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/baixacultura.wordpress.com/6198/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/baixacultura.wordpress.com/6198/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/baixacultura.wordpress.com/6198/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/baixacultura.wordpress.com/6198/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=baixacultura.org&amp;blog=4369641&amp;post=6198&amp;subd=baixacultura&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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			<media:title type="html">stop sopa</media:title>
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			<media:title type="html">mapa sopa nos eua</media:title>
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			<media:title type="html">sopa china</media:title>
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			<media:title type="html">SOPA_blocked</media:title>
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			<media:title type="html">sopa blackout</media:title>
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		<title>Tradução do Manual do Copyleft</title>
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		<pubDate>Thu, 12 Jan 2012 17:05:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>baixacul</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Um dos trabalhos mais importantes sobre o copyleft que temos notícia chama-se &#8220;Copyleft &#8211; Manual de Uso&#8220;,  publicado pela editora espanhola Traficante de Sueños. Em 9 capítulos, o manual tem como seu maior mérito relacionar a parte conceitual do copyleft com aspectos práticos, relacionado a aplicação das licenças nas áreas da música, audiovisual, software, dos livros [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=baixacultura.org&amp;blog=4369641&amp;post=6123&amp;subd=baixacultura&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:justify;"><a href="http://baixacultura.files.wordpress.com/2012/01/copyleft-manual-2.png"><img class="aligncenter size-full wp-image-6187" title="copyleft manual 2" src="http://baixacultura.files.wordpress.com/2012/01/copyleft-manual-2.png?w=500" alt=""   /></a></p>
<p style="text-align:justify;">Um dos trabalhos mais importantes sobre o copyleft que temos notícia chama-se &#8220;<strong>Copyleft &#8211; Manual de Uso</strong>&#8220;,  publicado pela editora espanhola <a href="http://www.traficantes.net/" target="_blank">Traficante de Sueños</a>.</p>
<p style="text-align:justify;">Em 9 capítulos, o manual tem como seu maior mérito relacionar a parte conceitual do copyleft com aspectos práticos, relacionado a aplicação das licenças nas áreas da música, audiovisual, software, dos livros e das artes visuais.</p>
<p style="text-align:justify;">Desconhecemos um outro manual sobre copyleft no mundo [<em>mas se você conhece, nos avise!</em>], o que dá uma medida da importância do livrinho &#8211; ou da nossa falta de capacidade de achar um outro, quem sabe.</p>
<p style="text-align:justify;">Mas isso tudo talvez tu já saiba, porque <a href="http://baixacultura.org/2009/10/03/introducao-ao-copyleft/" target="_blank">falamos do manual longamente neste post</a>, em que também traduzimos a &#8220;Introdução&#8221; como forma de difundir o copyleft  - e, quem sabe, diminuir algumas dúvidas das pessoas com respeito ao conceito, que, ao contrário dos que alguns surpreendentemente pensam, NÃO É pirataria.</p>
<p style="text-align:justify;">[<em>Publicamos, inclusive, a <a href="http://www.overmundo.com.br/overblog/introducao-ao-copyleft" target="_blank">tradução no Overmundo</a>.</em>]</p>
<p style="text-align:justify;">*</p>
<p style="text-align:justify;">Eis que, 2 anos depois, o parceiro Arthur Jodorowsky resolveu dar seguimento ao trabalho de tradução do &#8220;<strong>Copyleft &#8211; Manual de Uso</strong>&#8220;. Criou um <a href="http://copyleftmanual.wordpress.com/" target="_blank">blog específico pra isso</a>, lugar onde tem postado periodicamente os trechos em que vai traduzindo.</p>
<p style="text-align:justify;">Por enquanto, estão em português os dois primeiros capítulos: <em>Guia do Software Livre</em> e <em>Guia do Autor de Música Livre</em>. O primeiro faz um panorama geral do software livre, desde uma resposta a clássica pergunta &#8220;Por que produzir software livre?&#8221; até a aspectos legais relacionados aos tipos de licença livre para distribuição/remix dos softwares.</p>
<p style="text-align:justify;">Já o segundo é um valioso passo a passo sobre como você, músico afinado com as ideias da cultura livre, pode fazer para gravar, editar e distribuir/vender sua música. Vender sim, porque a ideia de música livre não impede que os autores vendam seus próprios discos; ela apenas sugere que, sem a ânsia de lucro dos grandes intermediários, você possa colocar um preço razoável e justo para isso.</p>
<p>**</p>
<div id="attachment_6186" class="wp-caption aligncenter" style="width: 510px"><a href="http://baixacultura.files.wordpress.com/2012/01/copyleft-manual.png"><img class="size-full wp-image-6186" title="copyleft manual - tradução" src="http://baixacultura.files.wordpress.com/2012/01/copyleft-manual.png?w=500&#038;h=287" alt="" width="500" height="287" /></a><p class="wp-caption-text">Blogue criado para a tradução do manual do copyleft</p></div>
<p style="text-align:justify;">Mas voltamos a falar do &#8220;Manual de Uso&#8221; do Copyleft neste post também para comunicar que o Arthur está pedindo apoio na tradução do livro. Por enquanto, ele está sozinho no trabalho, mas a ideia é que a tradução seja coletiva.</p>
<p style="text-align:justify;">Nas palavras dele: &#8220;Como o texto é longo (209 páginas, das quais já traduzi 41), estou chamando interessados. Se alguém se interessar, pode mandar um email para <a href="mailto:manualcopyleft@hotmail.com">manualcopyleft@hotmail.com</a> para a gente combinar detalhes.&#8221; Dá para baixar o manual na íntegra <a href="http://www.traficantes.net/index.php/trafis/content/download/16728/179476/file/guia%20copyleft%20web.pdf" target="_blank">aqui</a>.</p>
<p style="text-align:justify;">Dado o recado, fique com um trechinho do manual, já traduzido pelo Arthur, que fala um pouco da especificidade do Software Livre:</p>
<blockquote>
<p style="text-align:justify;"><em>Na maior parte, <strong>a ideia de software livre surge como reação à evolução da indústria de produção de programas, que, mesmo que de uma perspectiva histórica pareça quase inevitável, levou a conclusões e resultados que põem em questão algumas intuições básicas</strong>. Há mais de trinta anos temos nos acostumado a que quem produz um programa possa impor (e de fato imponha) as condições sob as quais pode ser usado, distribuído e modificado. Pode, por exemplo, proibir que o programa possa ser emprestado (mesmo temporariamente). Ou declarar ilegal a modificação do mesmo para evitar um problema de segurança (mesmo se for para uso próprio). Ou impedir que se possa adaptar a certas necessidades concretas. E, de fato, <strong>a legislação sobre propriedade intelectual e direitos de autor declara, em praticamente todo o mundo, que tudo isso (e muitas outras coisas) não pode ser feito, salvo explicitamente permitido pelo produtor do programa</strong>. Definitivamente, estamos acostumados a que essa permissão não exista.</em></p>
<p style="text-align:justify;"><em>No entanto, o software é basicamente informação, e, como tal, apresenta flexibilidade e possibilidades assombrosas quando o comparamos com qualquer objeto do mundo físico. Por exemplo, temos tecnologias (internet) que permitem distribuir um número indeterminado de cópias de um programa para quase qualquer ponto do planeta, e isso de forma quase instantânea e com custo praticamente zero. Podemos (sempre que tenhamos os conhecimentos técnicos adequados) modificar um programa, e, para isso, necessitamos de (relativamente) poucos recursos, além de obter um efeito multiplicador enorme. (&#8230;)</em></p>
<p style="text-align:justify;"><em><strong>O software é o elemento tecnológico mais flexível e adaptável de que dispomos, o que mais facilmente pode se replicar e transportar</strong>. E, contudo, admitimos uma legislação que permite proibir a exploração dessas características, e alguns usos comerciais que de fato a proíbem, fazendo dos programas de computador um dos elementos mais imutáveis da nossa volta.</em></p>
</blockquote>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/baixacultura.wordpress.com/6123/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/baixacultura.wordpress.com/6123/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/baixacultura.wordpress.com/6123/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/baixacultura.wordpress.com/6123/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/baixacultura.wordpress.com/6123/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/baixacultura.wordpress.com/6123/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/baixacultura.wordpress.com/6123/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/baixacultura.wordpress.com/6123/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/baixacultura.wordpress.com/6123/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/baixacultura.wordpress.com/6123/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/baixacultura.wordpress.com/6123/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/baixacultura.wordpress.com/6123/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/baixacultura.wordpress.com/6123/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/baixacultura.wordpress.com/6123/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=baixacultura.org&amp;blog=4369641&amp;post=6123&amp;subd=baixacultura&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Quatro ensaios visuais sobre cultura digital</title>
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		<pubDate>Mon, 09 Jan 2012 18:59:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>baixacul</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Tempos atrás, reclamávamos da falta de vídeos sobre cultura digital que a focassem pelo viés brasileiro. Pois bem, não reclamamos mais. O Fórum da Cultura Digital de 2010 deu origem ao projeto 5x Cultura Digital, cinco ensaios sobre a cultura contemporânea realizado por quatro coletivos de audiovisual do Brasil. Já falamos do primeiro destes filmes, [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=baixacultura.org&amp;blog=4369641&amp;post=5855&amp;subd=baixacultura&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://baixacultura.files.wordpress.com/2012/01/5x-cultura-digital.png"><img class="aligncenter size-full wp-image-6146" title="5x cultura digital" src="http://baixacultura.files.wordpress.com/2012/01/5x-cultura-digital.png?w=500&#038;h=275" alt="" width="500" height="275" /></a></p>
<p>Tempos atrás, reclamávamos da falta de vídeos sobre cultura digital que a focassem pelo viés brasileiro.</p>
<p style="text-align:justify;">Pois bem, não reclamamos mais. O Fórum da Cultura Digital de 2010 deu origem ao projeto <a href="http://cincovezes.culturadigital.org.br/" target="_blank">5x Cultura Digital</a>, cinco ensaios sobre a cultura contemporânea realizado por quatro coletivos de audiovisual do Brasil. Já <a href="http://baixacultura.org/2011/05/25/um-remix-brasileiro-sim-senhor/" target="_blank">falamos do primeiro destes filmes</a>, o Remixofagia, produzido pela Casa da Cultura Digital através principalmente de <a href="http://twitter.com/rodrigosavazoni" target="_blank">Rodrigo Savazoni</a> e da produtora <a href="http://www.filmesparabailar.com/" target="_blank">Filmes para Bailar</a>.</p>
<p style="text-align:justify;">Agora é a vez dos outros quatro, também belas produções sobre a cultura digital, cada um retratando muito das visões de mundo (e de trabalho) dos coletivos escolhidos. Variam inclusive no tempo: de 12 a 21 minutos.</p>
<p style="text-align:justify;">Na apresentação do projeto, Rodrigo Savazoni, que coordenou o projeto, explica como se deu o processo de gestação do 5x Cultura Digital:</p>
<blockquote>
<p style="text-align:justify;"><em>Inspirado pela vinda de Jean Pierre Gorin para o evento, propus convidarmos quatro coletivos de audiovisual que conhecíamos – mais nós mesmos – para produzirem ensaios que tomassem como ponto de partida a #culturadigitalbr.</em></p>
<p style="text-align:justify;"><em>Um dia antes do Fórum, organizamos na Casa da Cultura Digital um almoço para os realizadores se conhecerem pessoalmente. Fizemos um longo papo, no qual já pudemos antever que o clima das gravações seria ótimo. De lá, fomos filmar e gravar no show de abertura,<a href="http://futurivel.org.br/"> Futurível</a>, com Gilberto Gil, Macaco Bong e grande elenco, no Auditório Ibirapuera. Ali começou o registro do Fórum. </em></p>
<p style="text-align:justify;"><em>Nos três dias restantes, as equipes flanaram pela Cinemateca registrando detalhes, conversas, apresentações, debates, diálogos, gravaram entrevistas e pintaram o set. Nos despedimos com o compromisso de cada um finalizaria, com total liberdade, um corte de cerca de 12 minutos sobre a cultura digital brasileira. O resultado está reunido neste site. Vídeos livres, ideias livres, sobre este nosso tempo.</em></p>
<p style="text-align:justify;">
</blockquote>
<p style="text-align:justify;"><div class='embed-vimeo' style='text-align:center;'><iframe src='http://player.vimeo.com/video/19547682' width='400' height='300' frameborder='0'></iframe></div></p>
<p style="text-align:justify;">&#8220;<strong>Guerrilha Midiática</strong>&#8220;, produzido por André de Oliveira e Jefferson Pinheiro, do <a href="http://coletivocatarse.blogspot.com/" target="_blank">Coletivo Catarse</a>, de Porto Alegre, trata de &#8220;politizar as imagens&#8221; por meio de depoimentos colhidos no Fórum da Cultura Digital com imagens de manifestações do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra e trechos de entrevistas sobre a cena tecnobrega do pará, dentre outros vídeos/trechos colocados. Unindo tudo, uma narração em off com textos do poeta italiano <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Giuseppe_Ungaretti" target="_blank">Giuseppe Ungaretti</a>, que, por sua vez,  cita bastante <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Vil%C3%A9m_Flusser" target="_blank">Vilem Flusser</a>, filósofo tcheco que muito se relaciona com questões de cultura digital hoje.</p>
<p style="text-align:justify;"><div class='embed-vimeo' style='text-align:center;'><iframe src='http://player.vimeo.com/video/21772397' width='400' height='300' frameborder='0'></iframe></div></p>
<p style="text-align:justify;">&#8220;<strong>Re-evolución Compartida</strong>&#8220;, de Gilberto Manea e Gustavo Castro do Coletivo, do <a href="http://soylocoporti.org.br/" target="_blank">Soy Loco por Ti</a>, busca ver a identidade latino-americana &#8211; tema central nos trabalhos do coletivo de Curitiba &#8211; e a sua relação com as novas tecnologias partir de depoimentos colhidos no evento com nomes como Afonso Luz e Américo Córdula, do MinC, Pati Pataxó, da Metareciclagem e Victoria Tinta, do <a href="http://www.jaqi-aru.org/" target="_blank">JaquiAru.org</a>, interessante iniciativa de jornalismo cidadão oriundo da Bolívia, além de falas de Gilberto Gil, Cláudio Prado, LadiPablo Capilé, dentre outros presentes no Fórum de 2010.</p>
<p style="text-align:justify;"><div class='embed-vimeo' style='text-align:center;'><iframe src='http://player.vimeo.com/video/22635244' width='400' height='300' frameborder='0'></iframe></div></p>
<p style="text-align:justify;">Já &#8220;<strong>Deus e Diabo @ terra digital</strong>&#8221; é um quase um ensaio-poético, com longos planos onde se alternam as imagens colhidas no Fórum com pedaços de &#8220;Deus e o Diabo na Terra do Sol&#8221;, clássico de Glauber Rocha, e de um passeio pelo interior da Paraíba, terra dos realizadores do filme, Gian Orsini e Ely Marques, da Associação brasileira de Documentaristas (<a href="http://abdpb.org.br/" target="_blank">ABD-Paraíba</a>).</p>
<div class='embed-vimeo' style='text-align:center;'><iframe src='http://player.vimeo.com/video/17913747' width='400' height='300' frameborder='0'></iframe></div>
<p style="text-align:justify;">Por fim, &#8220;<strong>Digirealejototal</strong>&#8220;, produção de Cardes Amâncio da <a href="http://www.avessofilmes.com.br/" target="_blank">Avesso Filmes</a>, produtora com sede em Belo Horizonte, tem por foco a &#8220;circulação livre da informação na internet como possibilidade de independência frente à antiga mídia&#8221;. Com caráter político bem definido, o filme traz diversos nomes da cultura digital (<a href="http://twitter.com/ivanabentes" target="_blank">Ivana Bentes</a>, da UFRJ; Anápuáka Muniz, da <a href="http://pontoporponto.org.br/webbrasilindigena" target="_blank">Web Brasil Indígena</a>; Léo Germani, do <a href="http://hacklab.com.br/" target="_blank">Hacklab</a>; o sociólogo <a href="http://www.ifch.unicamp.br/pos/sociologia/index.php?texto=laymert&amp;menu=menudocente" target="_blank">Laymert Garcia dos Santos</a>; Lino Bochinni, do <a href="http://desculpeanossafalha.com.br/" target="_blank">Desculpe a Nossa Falha</a>; entre outros) em depoimentos sobre políticas públicas para a cultura digital, servidores livres, liberdade de imprensa, dentre outros temas.</p>
<p style="text-align:justify;">Os quatro vídeos vão entrar na nossa BaixaTV a partir da semana que vem. Bom proveito!</p>
<p style="text-align:justify;">
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<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/baixacultura.wordpress.com/5855/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/baixacultura.wordpress.com/5855/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/baixacultura.wordpress.com/5855/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/baixacultura.wordpress.com/5855/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/baixacultura.wordpress.com/5855/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/baixacultura.wordpress.com/5855/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/baixacultura.wordpress.com/5855/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/baixacultura.wordpress.com/5855/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/baixacultura.wordpress.com/5855/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/baixacultura.wordpress.com/5855/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/baixacultura.wordpress.com/5855/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/baixacultura.wordpress.com/5855/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/baixacultura.wordpress.com/5855/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/baixacultura.wordpress.com/5855/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=baixacultura.org&amp;blog=4369641&amp;post=5855&amp;subd=baixacultura&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Efêmero Revisitado em Santa Maria</title>
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		<pubDate>Fri, 06 Jan 2012 11:50:17 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Depois do lançamento no Rio, desembarcamos com &#8220;Efêmero Revisitado&#8221; em Santa Maria, no coração do Rio Grande. Muitos talvez já saibam, mas o lançamento vai ser hoje, sexta 6 de janeiro, às 18h, no Sesc Santa Maria (Avenida Itaimbé, 66); primeiro uma conversa sobre o livro e o tema teatro e cultura digital, com a participação [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=baixacultura.org&amp;blog=4369641&amp;post=6141&amp;subd=baixacultura&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://baixacultura.files.wordpress.com/2012/01/cartaz.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-6142" title="cartaz" src="http://baixacultura.files.wordpress.com/2012/01/cartaz.jpg?w=500" alt=""   /></a></p>
<p style="text-align:justify;">Depois do <a href="http://baixacultura.org/2011/12/09/festival-culturadigital-br-3-notas-pessoais-e-aleatorias/" target="_blank">lançamento no Rio</a>, desembarcamos com &#8220;Efêmero Revisitado&#8221; em Santa Maria, no coração do Rio Grande.</p>
<p style="text-align:justify;">Muitos talvez já saibam, mas o lançamento vai ser hoje, <strong>sexta 6 de janeiro, às 18h, no Sesc Santa Maria </strong>(<a href="http://maps.google.com.br/maps?um=1&amp;ie=UTF-8&amp;q=sesc+santa+maria&amp;fb=1&amp;gl=br&amp;hq=sesc&amp;hnear=0x9503cb5d0da567bf:0xa44d9c1e7f7f7297,Santa+Maria+-+RS" target="_blank">Avenida Itaimbé, 66</a>); primeiro uma conversa sobre o livro e o tema teatro e cultura digital, com a participação de <a href="http://www.facebook.com/lucaspretti" target="_blank">Lucas Pretti</a> &#8211; que é ator, jornalista, parceiro de <a href="http://www.casadaculturadigital.com.br" target="_blank">Casa da Cultura Digital </a>e integrante do <a href="http://www.teatroparaalguem.com.br" target="_blank">Teatro para Alguém</a>, um dos grupos estudados para o livro &#8211; e depois o lançamento propriamente dito, com um coquetel e o livro a disposição, de graça (mas atenção; temos um limite de livros a disponibilizar).</p>
<div style="text-align:justify;">
<div>Segue abaixo um texto que remixamos para o folder de divulgação. Amigos e interessados de Santa Maria, apareçam!</div>
<div style="text-align:justify;"></div>
<div style="text-align:justify;"><strong>Atores + bits, eis um teatro digital?</strong></div>
</div>
<div style="text-align:justify;">
<p><strong></strong>O teatro foi a última das artes a perceber que somos todos feitos de 0 e 1. A música já era mp3, o cinema avi, os livros pdf e as fotos e quadros jpg quando, enfim, os atores sobre um palco diante de um público se viram representados por avatares feitos de dígitos. Estão ali atores, palco e público, cada um num espaço e num tempo, na mais complexa das manifestações artísticas já produzidas por humanos. As 11 artes misturadas.</p>
<p>O espectador normalmente não pensa nesses termos quando repete o gesto já habitual de apertar play em um vídeo transmitido ao vivo na internet. São apenas pessoas em algum lugar com uma câmera em punho enviando a gravação na hora para a rede. Digitalizar a presença &#8211; e portanto questioná-la, relativizá-la, expandi-la &#8211; foi o que emancipou a cena dos seus limites físicos. Limites. Amarras. Finitude. Controle. Até o século 20 o teatro era (só) assim.</p>
<p>Na segunda metade da primeira década deste nosso novo milênio, dois grupos de São Paulo romperam formalmente esta barreira da matéria. O trio do Teatro para Alguém arriscou ao produzir e encapsular peças curtas na internet (ao vivo e em arquivo). O quarteto da Phila7 conectou três palcos em três países no mesmo espetáculo. Misturaram cultura livre a encenações proprietárias, filosofia open source a dramaturgias fechadas, remix a interpretações autorais. Começou-se, então, a falar em teatro digital no Brasil.</p>
<p>Produzido a partir de uma bolsa de pesquisa da Funarte (Fundação Nacional das Artes) chamada Reflexão Crítica e Produção Cultural para Internet 2010, “<a href="http://baixacultura.org/2011/11/29/efemero-revisitado-conversas-sobre-teatro-e-cultura-digital/" target="_blank">Efêmero Revisitado: Conversas sobre teatro e cultura digital</a>“ conta um pouco dessa história recente da arte brasileira a partir da fala dos seus personagens.</p>
<p>O livro é o primeiro projeto do Selo BaixaCultura, braço impresso do <a href="http://baixacultura.org/" target="_blank">baixacultura.org</a>, página criada em 2008 que trata de temas como cultura livre, (contra) cultura digital, direitos autorais, remix, pirataria, entre outros tantos temas relacionados.</p>
<p>Em Santa Maria, “Efêmero” será apresentado em uma conversa/palestra com a presença de Lucas Pretti, integrante do Teatro para Alguém, que vai mostrar alguns vídeos do seu grupo, pioneiro no trabalho com peças teatrais pensadas para a internet e indicado ao prêmio Shell de 2009, na categoria Especial.</p>
<p>Após a conversa/ palestra/debate, vai acontecer um coquetel de lançamento do livro, no hall do andar térreo do SESC, onde o livro estará disponível, de grátis. Vale lembrar também que o livro <a href="http://baixacultura.org/2011/12/20/efemero-revisitado-para-download/" target="_blank">está também para download</a>.</p>
</div>
<div style="text-align:justify;"></div>
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<div><strong><br />
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<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/baixacultura.wordpress.com/6141/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/baixacultura.wordpress.com/6141/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/baixacultura.wordpress.com/6141/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/baixacultura.wordpress.com/6141/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/baixacultura.wordpress.com/6141/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/baixacultura.wordpress.com/6141/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/baixacultura.wordpress.com/6141/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/baixacultura.wordpress.com/6141/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/baixacultura.wordpress.com/6141/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/baixacultura.wordpress.com/6141/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/baixacultura.wordpress.com/6141/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/baixacultura.wordpress.com/6141/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/baixacultura.wordpress.com/6141/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/baixacultura.wordpress.com/6141/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=baixacultura.org&amp;blog=4369641&amp;post=6141&amp;subd=baixacultura&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Internet livre? Not if we don&#8217;t fight</title>
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		<pubDate>Mon, 02 Jan 2012 13:12:34 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Começamos este 2012 com a lembrança da fala mais proeminente da palestra de Yochai Benkler na abertura do FestivalCulturaDigital.br - ou pelo menos a mais tuítada, que corresponde a parte em inglês do título desse post. Ela diz muito da importância que nós, simples usuários da rede, temos na defesa de uma internet livre. A afirmação tem muito [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=baixacultura.org&amp;blog=4369641&amp;post=5985&amp;subd=baixacultura&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:justify;"><a href="http://baixacultura.files.wordpress.com/2011/12/benkler1.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-6047" title="benkler" src="http://baixacultura.files.wordpress.com/2011/12/benkler1.jpg?w=500&#038;h=333" alt="" width="500" height="333" /></a></p>
<p style="text-align:justify;"><em>Começamos este 2012 com a lembrança da fala mais proeminente da palestra de Yochai Benkler na <a href="http://baixacultura.org/2011/12/06/festival-cultura-digital-br-2-um-balanco-geral-e-subjetivo/" target="_blank">abertura do FestivalCulturaDigital.br</a> - ou pelo menos a mais tuítada, que corresponde a parte em inglês do título desse post. Ela diz muito da importância que nós, simples usuários da rede, temos na defesa de uma internet livre. </em></p>
<p style="text-align:justify;"><em>A afirmação tem muito a ver com um texto que publiquei <a href="http://culturadigital.org.br/2011/11/por-uma-internet-livre-neutra-e-nao-utopica/" target="_blank">no blog do mesmo festival</a>, que aqui reproduzo, com uma leve editada. Chama-se &#8220;Por uma Internet Livre, neutra e não-utópica&#8221; e &#8211; bem, tu vai entender o porquê do título ao ler o texto.</em></p>
<p style="text-align:justify;">*</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>Por uma internet livre, neutra e não-utópica</strong></p>
<p style="text-align:justify;">Começo esse texto com uma pergunta: é utopia pensar em uma internet democrática e livre, sem privilégios de acesso e tráfego de dados para nenhum lado, assim como foi definido nos princípios do desenvolvimento da rede? Guarde e reflita sobre isso; ela permeará muita coisa aqui escrita.</p>
<p style="text-align:justify;">Antes, um causo. Que aconteceu há cerca de duas semanas, numa aula de especialização em que participei, em São Paulo. Estava falando a alguns alunos sobre a história da internet e alguns dos princípios que norteiam seu funcionamento (inimputabilidade, anonimato e neutralidade em especial), assim como de movimentos e conceitos criados a partir da ideia de liberdade na rede (copyleft e software livre, por exemplo).</p>
<p style="text-align:justify;">Eis que, ao fim da minha fala, um aluno, já há um bom tempo com a mão levantada, começou a falar: “muito bonito esses princípios e esses movimentos todos, mas não é um pouco ingênuo acreditar que eles serão mantidos num mundo capitalista onde o dinheiro impera?”.</p>
<p style="text-align:justify;">Talvez a pergunta não tenha sido formulada exatamente com estes termos; a memória é sempre inventiva, dizia Jorge Luis Borges. Mas o fato é que ela me intrigou: será que estou falando de uma utopia, de um ideal inatingível diante da força descomunal do dinheiro? Será que exigir igualdade na internet, assim como na sociedade, é uma luta ingênua e fadada a fracassar?</p>
<p style="text-align:justify;"><a href="http://baixacultura.files.wordpress.com/2011/12/benkler-2.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-6051" title="benkler 2" src="http://baixacultura.files.wordpress.com/2011/12/benkler-2.jpg?w=500" alt=""   /></a></p>
<p style="text-align:justify;">Segundos depois de pensar nisso, comecei a responder para o aluno: “Não é ingenuidade. A internet foi criada assim, como uma rede descentralizada e autônoma. E não estamos falando de uma utopia, mas de uma realidade; a internet, hoje, funciona deste jeito”.</p>
<p style="text-align:justify;">Foi a resposta que encontrei para o momento; agora, escrevendo esse texto, vejo que talvez ela não foi tão satisfatória, pois a dúvida em mim permaneceu. E provavelmente nele também, já que ao fim da aula o estudante veio a mim para “pedir desculpas” pela provocação e disse que “não queria desacreditar a minha fala”.</p>
<p style="text-align:justify;">O questionamento sobre a validade dos princípios da internet e, também, sobre como sustentar iniciativas como o software livre e o copyleft, volta e meia surgem em conversas que tenho por aí. As pessoas – tanto jovens quanto mais velhos – se espantam especialmente quando falo em copyleft: mas e onde está o dinheiro? Cadê a sustentabilidade disso? São as questões mais recorrentes.</p>
<p style="text-align:justify;">As vezes, explicar que “o dinheiro” não está mais no mesmo lugar de antes (no caso da cultura, nas grandes gravadoras e editoras, estúdios de cinema, etc) e que estamos num mundo sem respostas prontas (invente a sua!, falo) funciona.</p>
<p style="text-align:justify;">Mas às vezes não funciona. E, neste caso, duas coisas são recorrentes: como você é “ingênuo” em acreditar nessas iniciativas!, dizem alguns, tal qual o aluno da especialização. Outros falam: “mas isso é socialismo; você é comunista?”, afirmam, confundindo alhos com bugalhos sem cerimônia.</p>
<p style="text-align:justify;">Digo que nem uma nem outra se aplicam; trazer um termo carregado de significado histórico como o comunismo para o debate sobre a liberdade na rede é forçar demais a barra, como disse certa vez Lawrence Lessig, um dos pais do Creative Commons. E achar que a defesa da manutenção da internet tal qual ela surgiu, aberta e autônoma, é uma proposta ingênua e utópica é entregar demais os pontos.</p>
<p style="text-align:justify;">Se ainda hoje, em que empresas e governos põe a rede literalmente sob ataque, ela funciona assim, por que não acreditar – e lutar – para que ela continue permanecendo desta maneira nos próximos anos, décadas e séculos?</p>
<p style="text-align:justify;"><a href="http://baixacultura.files.wordpress.com/2011/12/forum-da-internet.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-6049" title="forum da internet" src="http://baixacultura.files.wordpress.com/2011/12/forum-da-internet.jpg?w=500&#038;h=291" alt="" width="500" height="291" /></a></p>
<p style="text-align:justify;"><strong>Fórum da Internet no Brasil</strong></p>
<p style="text-align:justify;">Foi com essa intenção (não declarada, mas percebida) de defender os princípios da rede que se deu o primeiro <a href="http://baixacultura.org/2011/10/12/discutir-o-presente-e-o-futuro-da-rede-i-forum-da-internet-no-brasil/" target="_blank">Fórum da Internet no Brasil</a>, que aconteceu nos dias 13 e 14 do mês de outubro, em São Paulo, e contou com a presença de mais de mil pessoas de todos os lugares do Brasil.</p>
<p style="text-align:justify;">[<em>Parêntese: Os princípios de que falo são os de governança mundial e uso da internet – podem ser vistos <a href="http://www.cgi.br/regulamentacao/resolucao2009-003.htm">aqui</a>,  - que inclui a defesa da neutralidade (privilégios de tráfego devem respeitar apenas critérios técnicos e éticos, não sendo admissíveis motivos políticos, comerciais, religiosos ou qualquer outra forma de discriminação ou favorecimento), da inimputabilidade (a internet é meio, não fim; as medidas de combates a crimes na rede deve atingir os responsáveis finais e não os meios), dentre outros oito</em>].</p>
<p style="text-align:justify;">Os <a href="http://www.cgi.br/regulamentacao/resolucao2009-003.htm" target="_blank">10 princípios</a> que balizam a ação do CGI.br (Comitê Gestor da Internet no Brasil), organizador do Fórum, deram origem a seis trilhas de discussão: Liberdade, privacidade e direitos humanos; Governança democrática e colaborativa; Universalidade e Inclusão Digital; Diversidade e conteúdo; Padronização, interoperabilidade, neutralidade e Inovação; Ambiente legal, regulatório, segurança e Inimputabilidade da rede.</p>
<p style="text-align:justify;">Ao final, cada trilha produziu um relatório próprio com os principais consensos atingidos pelos debatedores. Como o Fórum não tinha caráter de determinar políticas a serem seguidas, mas apenas de sugeri-las, os relatos finais das seis trilhas (que podem ser vistos <a href="http://forumdainternet.cgi.br/?page_id=998">aqui</a>) funcionaram como um termômetro de como a sociedade está pensando e querendo a internet no Brasil, o que vai balizar a atuação do CGI daqui pra frente na proposição de políticas para a internet.</p>
<p style="text-align:justify;"><a href="http://baixacultura.files.wordpress.com/2011/12/forum-da-internet-2.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-6052" title="forum da internet 2" src="http://baixacultura.files.wordpress.com/2011/12/forum-da-internet-2.jpg?w=500&#038;h=333" alt="" width="500" height="333" /></a></p>
<p style="text-align:justify;">Participei do Fórum como relator, na trilha sobre <a href="http://forumdainternet.cgi.br/?cat=11" target="_blank">Ambiente Legal</a>, que discutia questões bastantes técnicas, tais como guarda de logs, anonimato e necessidade (ou não) de um judiciário específico para julgar os crimes na internet. A primeira impressão da discussão corroborou, em parte, aquela suspeita que o estudante da especialização me colocou lá no início desse texto: somos realmente ingênuos em defender a liberdade na rede.</p>
<p style="text-align:justify;">Nos dois dias que durou o debate, houve diversas excelentes argumentações, outras tantas discussões produtivas e alguns consensos. Mas infelizmente teve pouco contraponto; quem mais deveria ouvir, porque tem maior poder de decidir, as falas sempre precisas e claras do professor Sérgio Amadeu sobre o anonimato na rede, por exemplo, não estava lá.</p>
<p style="text-align:justify;">As empresas de telefonia, a ANATEL, a gestão atual do Ministério da Cultura, o famigerado Escritório de Arrecadação Central (ECAD) e outros tantos que volte e meia dão sinais de não entender a lógica da rede e agir contra práticas cotidianas dos usuários, como o compartilhamento de arquivos, ou não sacar a importância de se ter uma banda larga pública independente de fins estritamente comerciais, como querem as empresas de telefonia, não estavam lá.</p>
<p style="text-align:justify;">E não estavam porque não quiseram dialogar, já que foram convidados para estarem.</p>
<p style="text-align:justify;">A maioria das pessoas que estavam na trilha 6 (pelo que ouvi, nas outras também) era composta de especialistas na área técnica (jurídica ou informática), representantes de movimentos sociais/culturais e curiosos sobre os assuntos ali debatidos. Boa parte deles concordavam com os argumentos colocados, que, em um resumo bem simplista pra não me alongar demais, tratavam de defender a internet como direito humano fundamental, e de que toda e qualquer regulamentação deve preservar a liberdade de expressão, de navegação, de criação de conteúdos e tecnologias, diversidade cultural e a universalidade de acesso.</p>
<p style="text-align:justify;">Foi aí que passei a entender melhor porque as vezes nos chamam de ingênuos por querer defender a liberdade na rede. Sem contrapontos ferrenhos, as falas acabavam ressonando em quem já concordava com elas. Perdia-se uma grande oportunidade de convencer ou esclarecer aqueles que precisam ouvir outros (bons) argumentos, caso das entidades e organizações já citadas.</p>
<p style="text-align:justify;">É assim que, para jovens e velhos céticos, debates como esses são identificados como ingênuos, sem caráter efetivo de mudança (ou manutenção) pois não consegue chegar aqueles que, na visão destes, realmente detém as rédea$ da sociedade.</p>
<p style="text-align:justify;"><a href="http://baixacultura.files.wordpress.com/2011/12/forum-da-internet-3.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-6053" title="forum da internet 3" src="http://baixacultura.files.wordpress.com/2011/12/forum-da-internet-3.jpg?w=500&#038;h=333" alt="" width="500" height="333" /></a></p>
<p style="text-align:justify;">Volto a questão que abriu esse texto: é utopia pensar em uma internet democrática e livre, sem privilégios de acesso e tráfego de dados para nenhum lado, assim como foi definido nos princípios do desenvolvimento da rede? Penso numa resposta: não é utopia nem ingenuidade, não.</p>
<p style="text-align:justify;">Iniciativas como o <a href="http://meganao.wordpress.com/">Mega Não</a>, que tem mobilizado a sociedade para o terror que são propostas vigilantistas como a lei do AI-5 digital, do deputado Eduardo Azeredo; o <a href="http://creativecommons.org/">Creative Commons,</a> <a href="http://creativecommons.org/weblog/entry/28041">com mais de 400 milhões de produtos licenciados de maneira alternativa ao copyright em todo o planeta</a>; o <a href="http://culturadigital.br/marcocivil/">Marco Civil da Internet</a>, uma pioneira legislação no Brasil em prol da defesa dos direitos do usuário na internet; e a gigantesca e autossustentável comunidade do software livre planetária são fatos que mostram, na prática, a efetividade e a atualidade de defender a internet como uma rede livre, neutra, inimputável e democrática.</p>
<p style="text-align:justify;">A internet que nós queremos foi pensada (ainda) é assim; se nós não acreditarmos que ela pode continuar a ser desta maneira por alguns bons anos, décadas e séculos, quem acreditará?</p>
<p style="text-align:right;"><em>[Leonardo Foletto]</em></p>
<p style="text-align:justify;">*</p>
<address>Créditos fotos: Pedro Caetano, André Motta (Benkler, <a href="http://www.flickr.com/photos/festivalculturadigitalbr" target="_blank">Flickr Festival</a>) Dan Baniwa e <a href="http://www.flickr.com/photos/41698799@N02/sets/72157627885212542/" target="_blank">Flickr I Fórum da Internet</a></address>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/baixacultura.wordpress.com/5985/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/baixacultura.wordpress.com/5985/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/baixacultura.wordpress.com/5985/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/baixacultura.wordpress.com/5985/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/baixacultura.wordpress.com/5985/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/baixacultura.wordpress.com/5985/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/baixacultura.wordpress.com/5985/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/baixacultura.wordpress.com/5985/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/baixacultura.wordpress.com/5985/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/baixacultura.wordpress.com/5985/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/baixacultura.wordpress.com/5985/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/baixacultura.wordpress.com/5985/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/baixacultura.wordpress.com/5985/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/baixacultura.wordpress.com/5985/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=baixacultura.org&amp;blog=4369641&amp;post=5985&amp;subd=baixacultura&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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			<media:title type="html">forum da internet 2</media:title>
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		<title>Propagandas Antipirataria [6]</title>
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		<pubDate>Mon, 26 Dec 2011 15:36:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>baixacul</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Mais algumas pérolas da nefasta coleção de propagandas antipirataria que o mundo insiste em soltar, contra toda a lógica possível das redes. É dito na campanha Pirata: To Fora!, do Sindicato Nacional dos Analistas-Tributários da Receita Federal do Brasil (Sindireceita) com apoio do Conselho Nacional de Combate à Pirataria, que, sem o imposto arrecadado das empresas, o Estado [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=baixacultura.org&amp;blog=4369641&amp;post=6057&amp;subd=baixacultura&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:justify;"><a href="http://baixacultura.files.wordpress.com/2011/12/pirataria-to-fora.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-6058" title="pirataria to fora" src="http://baixacultura.files.wordpress.com/2011/12/pirataria-to-fora.jpg?w=500&#038;h=292" alt="" width="500" height="292" /></a></p>
<p style="text-align:justify;"><em>Mais algumas pérolas da nefasta coleção de propagandas antipirataria que o mundo insiste em soltar, contra toda a lógica possível das redes.</em></p>
<p style="text-align:justify;">É dito na campanha <a href="http://www.piratatofora.com.br/">Pirata: To Fora!</a>, do Sindicato Nacional dos Analistas-Tributários da Receita Federal do Brasil (Sindireceita) com apoio do Conselho Nacional de <a href="http://portal.mj.gov.br/combatepirataria/data/Pages/MJD6459A18ITEMID3182C22C27AD4BB48E172430D4BF6489PTBRNN.htm">Combate à Pirataria</a>, que, sem o imposto arrecadado das empresas, o Estado perde um pouco  de receita.</p>
<p style="text-align:justify;">Na verdade, sabemos que não é bem assim, e tu já conhece como que se dá essa <a href="http://baixacultura.org/2011/03/14/a-falsificacao-da-numerologia-pirata/" target="_blank">falsificação da numerologia pirata</a> ou, ainda, como a economia informal <a href="http://baixacultura.org/2009/03/07/mais-tributos-mais-empregos-mais-downloads/" target="_blank">pode ser uma alternativa viável de sustento</a>.</p>
<p style="text-align:justify;">A questão central é que essas propagandas caem em diversos erros de generalização, a começar por 1) esquecer por completo o abuso que é o preço de um original aqui no Brasil, o que estimula a pirataria, como bem explicou Ronaldo Lemos <a href="http://mtv.uol.com.br/programas/mod/blog/exclusivo-felipe-van-deursen-entrevista-ronaldo-lemos" target="_blank">na metade desta entrevista</a>; e 2) misturar a reprodução de mídias digitais com a falsificação de produtos que podem afetar, de verdade, a saúde das pessoas.</p>
<p style="text-align:justify;">A pirataria de remédios é algo, sim, muito mais complexo de analisar e problemático de compreender que a de bens culturais, já que oferece risco direto ao bem estar do comprador, coisa que um CD ou um DVD não (bem, alguns sim, vai).</p>
<p style="text-align:justify;">A campanha da Receita Federal erra de cara com o logotipo, ao mostrar uma mão com um CD, como &#8220;símbolo&#8221; da &#8220;pirataria&#8221;, na palma. E cai na prepotência de apontar os &#8220;sete pecados&#8221; da pirataria, do qual tu vê o quinto na imagem aqui de baixo.</p>
<div id="attachment_6060" class="wp-caption aligncenter" style="width: 510px"><a href="http://baixacultura.files.wordpress.com/2011/12/pirataria-to-fora-3.jpg"><img class="size-full wp-image-6060" title="pirataria to fora 3" src="http://baixacultura.files.wordpress.com/2011/12/pirataria-to-fora-3.jpg?w=500&#038;h=286" alt="" width="500" height="286" /></a><p class="wp-caption-text">Diga, meu amor, quem não rouba ou copia ideias para criar</p></div>
<p style="text-align:justify;">**</p>
<p style="text-align:justify;">A campanha da <a href="http://www.rollingstone.de/" target="_blank">Rolling Stone</a> alemã é ainda mais apocalíptica que a propaganda brasileira. [<em>Rolling Stone, tu, filha da contracultura dos anos 1960, fazendo esse joguinho das gravadoras?</em>].</p>
<p style="text-align:justify;">Diz o texto: “<em>E um dia todos esses álbuns lendários desaparecerão. E as grandes bandas. E todos os talentosos musicos jovens. Como eles irão ganhar a vida se todos fazem download de seus trabalhos de graça? Ajude-nos: money-for-music.de</em>”.</p>
<p style="text-align:justify;">Não há como ajudar, pois <a href="http://money-for-music.de/">o site</a> não tem nada desde o lançamento.</p>
<p><a href="http://baixacultura.files.wordpress.com/2010/08/rolling-stone-baby.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-3420" title="rolling-stone-baby" src="http://baixacultura.files.wordpress.com/2010/08/rolling-stone-baby.jpg?w=500&#038;h=353" alt="" width="500" height="353" /></a></p>
<p><a href="http://baixacultura.files.wordpress.com/2010/08/rolling-stone-magazine-prism.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-3421" title="rolling-stone-magazine-prism" src="http://baixacultura.files.wordpress.com/2010/08/rolling-stone-magazine-prism.jpg?w=500&#038;h=353" alt="" width="500" height="353" /></a></p>
<p><a href="http://baixacultura.files.wordpress.com/2010/08/rolling-stone-magazine-aircraft.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-3422" title="rolling-stone-magazine-aircraft" src="http://baixacultura.files.wordpress.com/2010/08/rolling-stone-magazine-aircraft.jpg?w=500&#038;h=353" alt="" width="500" height="353" /></a></p>
<p><a href="http://baixacultura.files.wordpress.com/2010/08/rolling-stone-road-crossing.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-3423" title="rolling-stone-road-crossing" src="http://baixacultura.files.wordpress.com/2010/08/rolling-stone-road-crossing.jpg?w=500&#038;h=352" alt="" width="500" height="352" /></a></p>
<p><a href="http://baixacultura.files.wordpress.com/2010/08/rolling-stone-square-trails.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-3424" title="rolling-stone-square-trails" src="http://baixacultura.files.wordpress.com/2010/08/rolling-stone-square-trails.jpg?w=500&#038;h=353" alt="" width="500" height="353" /></a></p>
<p style="text-align:right;"><em>[Leonardo Foletto, Marcelo De Franceschi]</em></p>
<address>Créditos: <a href="http://adsoftheworld.com/media/print/rolling_stone_magazine_baby">Imagens da campanha da Rolling Stone Alemã</a>.</address>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/baixacultura.wordpress.com/6057/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/baixacultura.wordpress.com/6057/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/baixacultura.wordpress.com/6057/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/baixacultura.wordpress.com/6057/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/baixacultura.wordpress.com/6057/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/baixacultura.wordpress.com/6057/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/baixacultura.wordpress.com/6057/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/baixacultura.wordpress.com/6057/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/baixacultura.wordpress.com/6057/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/baixacultura.wordpress.com/6057/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/baixacultura.wordpress.com/6057/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/baixacultura.wordpress.com/6057/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/baixacultura.wordpress.com/6057/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/baixacultura.wordpress.com/6057/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=baixacultura.org&amp;blog=4369641&amp;post=6057&amp;subd=baixacultura&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>&#8220;Efêmero Revisitado&#8221; para download</title>
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		<pubDate>Tue, 20 Dec 2011 14:18:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>baixacul</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Depois do lançamento no Festival CulturaDigital.br, prometemos e, com alguma demora, aqui estamos cumprindo: “Efêmero Revisitado: Conversas sobre teatro e cultura digital&#8221; na íntegra, pra download e visualização on-line. Colocamos o livro no Scribd no Issuu, aquela site/ferramenta muito usado para disponibilizar revistas; e em PDF, pra download simples, neste link do rapidhsare (só clicar no [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=baixacultura.org&amp;blog=4369641&amp;post=6024&amp;subd=baixacultura&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:justify;">Depois do lançamento no <a href="http://baixacultura.org/2011/12/09/festival-culturadigital-br-3-notas-pessoais-e-aleatorias/" target="_blank">Festival CulturaDigital.br</a>, prometemos e, com alguma demora, aqui estamos cumprindo: “Efêmero Revisitado: Conversas sobre teatro e cultura digital&#8221; na íntegra, pra download e visualização on-line.</p>
<p>Colocamos o livro no Scribd</p>
<iframe class="scribd_iframe_embed" src="http://www.scribd.com/embeds/76133092/content?start_page=1&view_mode=book&access_key=key-2i1uaymj48nvac5pop8c" data-auto-height="true" scrolling="no" id="scribd_76133092" width="100%" height="500" frameborder="0"></iframe>
<div style="font-size:10px;text-align:center;width:100%"><a href="http://www.scribd.com/doc/76133092">View this document on Scribd</a></div>
<p style="text-align:justify;">no <a href="http://issuu.com/leonardofoletto/docs/efemerorevisitado" target="_blank">Issuu</a>, aquela site/ferramenta muito usado para disponibilizar revistas;</p>
<p style="text-align:justify;">e em PDF, pra download simples, <a href="https://rapidshare.com/files/4190716991/efemero_revisitado_.pdf" target="_blank">neste link do rapidhsare</a> (só clicar no &#8220;save&#8221;, mais a direita).</p>
<p style="text-align:justify;">Para obter a versão impressa do livro, <del>estamos esquematizando uma distribuição via Estante Virtual que, esperamos, até o fim de 2011 esteja azeitado,</del> escreva para baixacultura@gmail.com que a gente conversa. Por enquanto, são três os lugares onde você pode encontrá-lo:</p>
<p style="text-align:justify;">_ São Paulo (SP): <a href="http://www.casadaculturadigital.com.br/" target="_blank">Casa da Cultura Digital</a>, Rua Vitorino Carmilo, 459, Barra Funda. Tel: (11) 3662 0571</p>
<p style="text-align:justify;">_ Santa Maria (RS): <a href="http://www.cesma.com.br/" target="_blank">Cesma</a> (Cooperativa dos Estudantes de Santa Maria), Rua Professor Braga, 55, Centro. Tel: (55) 3222-5584;</p>
<p style="text-align:justify;">_ Porto Alegre (RS): <a href="http://www.casafdepoa.org" target="_blank">Casa Fora do Eixo</a>, Rua José do Patrocínio, 34, apto 111, Cidade Baixa. Tel: (51) 3225-3975;</p>
<p style="text-align:justify;">
<p><strong>Selo</strong></p>
<p style="text-align:justify;">&#8220;Efêmero&#8221; é o primeiro projeto do Selo BaixaCultura, braço impresso da página, que quer publicar livros, revistas, zines, coletâneas e assemelhados que se encaixam no vasto cabedal de temas que tratamos por aqui desde setembro de 2008: cultura livre, (contra) cultura digital, remix, plágio, copyleft, direito autoral, software livre, ativismo nas redes (e ruas), cut-up, pirataria, comunicação digital, anarquia &amp; utopia criativa, vanguardas digitais, contracultura, etc.</p>
<p style="text-align:justify;">O próximo lançamento do Selo é para o 1º semestre de 2012 (mais detalhes nos próximos meses). Trata-se de uma revista com textos sobre cultura livre, estética do plágio, cópia, remix e cultura digital, alguns inéditos, outros traduções, outros ainda versões remixadas do que já publicamos por aqui.</p>
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