Mesa 4: como nos inserimos em um movimento global?

Nascido enquanto movimento *mais ou menos* organizado a partir da pauta anticopyright, a cultura livre é, para a maior parte da população do sul (e do norte também) global, uma incógnita. Cultura livre é compartilhar cultura nas redes para todes? É acesso livre e gratuito à bens culturais? Se é isso, como se sobrevive disponibilizando obras de formas gratuitas? Como fica a remuneração dos autores? Se cultura livre é buscar práticas alternativas de remuneração à autorxs e produtorxs de conteúdo, quais são estas práticas? quem sobrevive disponibilizando suas obras gratuitamente? Se cultura livre implica uma crítica à propriedade intelectual que restringe e criminaliza o intercâmbio de cultura, qual a alternativa que propõe? Se é um movimento social “digital”, como se organiza? quais são as pautas? quem são os principais atores nessa história? Se é uma cultura feita de forma “livre”, sem amarras com movimentos, organizações e quaisquer outros fatores que tornam a cultura presa e fechada, como ela se manifesta na sociedade? quem produz essa cultura livre?

Para discutir como o *movimento* de cultura livre se organiza no sul global é que propusemos esta mesa. Se a cultura livre é tudo isso falado acima – acesso livre e gratuito, formas alternativas de remuneração e disponibilização de bens culturais, movimento social digital, uma forma de fazer cultura mais “livre” – como que ela vem se organizando no nosso sul global? Quem são nossos parceiros institucionais ao redor do mundo e, principalmente, no sul global? quais as principais redes que lutam no dia a dia pela cultura livre e o conhecimento aberto? Quem são os principais instituições, coletivos, pessoas e redes que tomam parte nas disputas travadas sobre os nossos princípios de atuação?

Por quê, se ainda não está claro, deveria: para fazer e propagar a cultura livre, precisamos colaborar e tecer redes. Se a cultura livre é um movimento que se diz contra o status quo dos monopólios do copyright capitalista patriarcal, de que forma podemos nos unir e tentar pequenos “hackeamentos” nesse sistema? Como fazemos para juntarmos forças e cuidarmos de nossas redes, nossos trabalhos, esforços e vidas? A provocação que fazemos para a discussão nessa mesa é: quais os desafios para tecer e sustentar redes locais e globais e quem podemos contar como parceiros, institucionais e pessoais, no para nossa atuação no sul global?

Para isso, teremos como participantes:

_ Constanza Belén Verón, que ocupa a função de “Encargada de comunidad” da Wikimedia Argentina, espaço local de uma das principais instituições que defende a cultura livre e o conhecimento aberto, responsável pela Wikipedia, este monumento à colaboração e a cultura livre na rede;
_ Juliana Guerra, ativista e participante de espaços coletivos feministas da América Latina;
_ Leonardo Sehn, colaborador do Centro de Tecnologia Acadêmica do Intituto de Física da UFRGS (CTA IF/UFRGS), espaço voltado ao desenvolvimento de tecnologias livres e para a integração de novos paradigmas de produção e disseminação do conhecimento, como tecnologias livres, recursos educacionais abertos e ciência aberta; responsável pela EITCHA!, Escola Itinerante de Tecnologia Cidadã Hacker que foi beneficiária do primeiro Mozilla Science Mini-Grants, e participante da comunidade do GOSH, Hardware para Ciência Aberta Global;
_ Marcela Basch, periodista, editora de El Plan C, portal de economia colaborativa e cultura libre da argentina e uma das organizadoras de Comunes, encontro de de cultura libre y economia colaborativa anual em sua 3º edição, realizado em Buenos Aires;
_ Rodrigo Savazoni; escritor, pesquisador e diretor executivo do Instituto Procomum, responsável pelo LabxSantista, laboratório de inovação cidadã situado em Santos, São Paulo.

Como mediadores, relatores e co-participantes da charla, teremos:
_ Leonardo Foletto jornalista, pesquisador e professor, doutor em comunicação UFRGS, editor do BaixaCultura e integrante da CCD POA, coletivo de direitos digitais baseados em Porto Alegre;
_Janaína Spode, produtora cultural e ciberativista na CCD POA;

A transmissão da mesa será realizada via streaming no canal do BaixaCultura, às 19h GMT – 16h em Uruguay/Argentina, 17h no Brasil e 20h na Espanha.

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Nacido como movimiento * más o menos * organizado a partir de la pauta anticopyright, la cultura libre es, para la mayor parte de la población del sur (y del norte también) global, una incógnita. ¿La cultura libre es compartir cultura en las redes para todos? ¿Es el acceso libre y gratuito a los bienes culturales? Si es así, ¿cómo se sobrevive ofreciendo obras de formas gratuitas? ¿Cómo queda la remuneración de los autores? Si la cultura libre es buscar prácticas alternativas de remuneración a autorxs y productores de contenido, cuáles son estas prácticas? ¿quién sobrevive ofreciendo sus obras gratuitamente? Si la cultura libre implica una crítica a la propiedad intelectual que restringe y criminaliza el intercambio de cultura, ¿cuál es la alternativa que propone? Si es un movimiento social “digital”, cómo se organiza? ¿Cuáles son las pautas? ¿quiénes son los principales actores en esa historia? Si es una cultura hecha de forma “libre”, sin amarras con movimientos, organizaciones y cualesquiera otros factores que hacen la cultura presa y cerrada, como ella se manifiesta en la sociedad? ¿quién produce esa cultura libre?

Para discutir cómo el *movimiento* de cultura libre se organiza en el sur global es que propusimos esta mesa. Si la cultura libre es todo esto hablado arriba – acceso libre y gratuito, formas alternativas de remuneración y disponibilización de bienes culturales, movimiento social digital, una forma de hacer cultura más “libre” – cómo se viene organizando en nuestro sur global? ¿Quiénes son nuestros socios institucionales alrededor del mundo y, principalmente, en el sur global? ¿Cuáles son las principales redes que luchan día a día por la cultura libre y el conocimiento abierto? ¿Quiénes son las principales instituciones, colectivos, personas y redes que toman parte en las disputas trabadas sobre nuestros principios de actuación?

Por qué, si aún no está claro, debería: para hacer y propagar la cultura libre, necesitamos colaborar y tejer redes. Si la cultura libre es un movimiento que se dice contra el status quo de los monopolios del copyright capitalista patriarcal, ¿de qué forma podemos unirnos e intentar pequeños “hackeamientos” en ese sistema? ¿Cómo hacemos para juntar fuerzas y cuidar de nuestras redes, nuestros trabajos, esfuerzos y vidas? La provocación que hacemos para la discusión en esta mesa es: ¿cuáles son los desafíos para tejer y sostener redes locales y globales y quién podemos contar como socios, institucionales y personales, para nuestra actuación en el sur global?

Para ello, tendremos como participantes:

_ Constanza Belén Verón, encargada de comunidad de Wikimedia Argentina, espacio local de una de las principales instituciones que defiende la cultura libre y el conocimiento abierto, responsable de Wikipedia, este monumento a la colaboración y la cultura libre en la red ;
_ Juliana Guerra, activista y participante en espacios colectivos feministas en América Latina;
_ Leonardo Shen, colaborador del Centro de Tecnología Académica del Instituto de Física de la UFRGS (CTA IF/UFRGS), espacio orientado al desarrollo de tecnologías libres y para la integración de nuevos paradigmas de producción y diseminación del conocimiento, como tecnologías libres, recursos educativos abiertos y ciencia abierta; responsable por EITCHA!, Escuela Itinerante de Tecnología Ciudadana Hacker que se ha beneficiado de la primera Mozilla Science Mini-Grants, y participante de la comunidad del GOSH, Hardware para Ciencia Abierta Global;
_ Marcela Basch, periodista, editora de El Plan C, portal de economía colaborativa y cultura libre desde Argentina y una de las organizadoras de Comunes, encuentro de cultura libre y economía colaborativa anual en su 3º edición, realizado en Buenos Aires;
_ Rodrigo Savazoni; escritor, investigador y director executivo de Instituto Procomum, responsable por LabxSantista, laboratorio de inovación ciudadana em Santos, São Paulo.

Como mediadores y co-participantes de la charla, tenemos:
_ Leonardo Foletto, periodista, investigador y profesor, doctor en comunicación UFRGS, editor del BaixaCultura e integrante de la CCD POA, colectivo de derechos digitales basados ​​en Porto Alegre
_ Janaína Spode, productora cultural y ciberativista en la CCD POA;

La transmisión de la mesa será realizada vía streaming en el canal del BaixaCultura, a las 19:00 GMT – 16h en Uruguay / Argentina, 17h en Brasil y 20h en España.

 

 

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