Causos da Campus Party (1)

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Terça-feira foi um dia bastante movimentado por aqui. Melhor: ainda está sendo, porque enquanto escrevo o Teatro Mágico, de novo, ocupa o palco principal na abertura da chamada Creative Party, que segue até as 2h da manhã. O mais estranho episódio da noite aconteceu agora pouco, e é ainda sob os efeitos do acontecimento que me obrigo a dedicar um post  sobre isso.

Bueno, foi assim: todos os campuseiros estavam com suas respectivas atividades no pavilhão principal, onde se concentra boa parte das pessoas aqui presentes. Minha posição na bancada era na parte do Campus Blog, onde me inscrevi, que fica mais ou menos no centro do pavilhão. Minha visão é da lateral do palco principal; enquanto escrevo, olho para a frente e vejo os sete palhaços (literalmente, não ironicamente)  do Teatro Mágico e o público, que agora está batendo palmas no ritmo da música, como ainda vão fazer mais umas setes vezes hoje.

Por volta das 21h30 de hoje, portanto há nem pouco mais de três horas, uma correria se deu na minha frente. As arquibancadas em frente ao palco foram escaladas com um só pulo de tênis-lancha; as laterais foram cercadas por câmeras fotográficas sedentas de flashes esvoaçantes; os camisas pretas-brancas-azuis-verdes cercaram o pequeno espaço em frente ao palco, formando um semi-círculo de algumas camadas de pessoas, de modo que tornou-se impossível visualizar o centro do foco de todas as câmeras.

Uma música com um perceptível toque árabe soou, seguida de uma luz tão amarela quanto possível. Punheteiros gritos masculinos espalharam-se como um viagra para os que ainda estavam sentados em suas bancadas, que resolveram levantar, chegar mais perto e finalmente visualizar o motivo de tudo: uma moça solitária, de véu na cabeça, bustiê, pés descalços, barriga de fora, fazendo a Dança do Ventre.

Ouviram-se mais gritos no decorrer dos minutos seguintes, e mais pessoas compareceram ao semi-círculo.  Viu-se, depois, que também houve toques e esbarrões na moça, tanto que  o diretor da Campus Party, Marcelo Branco, teve de ir ao palco para pedir mais espaço para a moça. Atendeu a um pedido dela, talvez apavorada com tanto desejo acumulado voltado para si.

[Leonardo Foletto, enviado especial e apavorado a São Paulo]

  1. Olá!
    Graças a seu post consegui ter noção da repercursão da minha dança no Cparty. Foi realmente meio assustador, mas, gratificante.
    Enfim, obrigada pela citação!
    beijos
    Luana Hazine

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