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Carta aberta a Bill Gates

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André Solnik é paulista, mas não é tucano. É formado em jornalismo, mas tá desempregado. É palmeirense, mas isso vamos deixar pra lá. Abandonou o Windows há quase uma década, mas sente falta daquele joguinho de ski. É um dos nossos colaboradores esparsos, de duas boas entrevistas publicadas ano passado: a com Benjamin Mako Hill, “um jovem brilhante com causas demais“, entre elas a cultura e o software livre; e com Nina Paley, cineasta, diretora da animação “Sita Sings the Blues”, também tratado e retratado por aqui.

E, agora, ataca também com outro projeto ligado a cultura livre: a Ratão, que auxilia usuários comuns na transição do Windows para o GNU/Linux e divulga a filosofia do software livre por aí. Nessas de divulgar seu novo projeto, ele escreveu uma carta aberta ao Bill Gates pra tentar mostrar didaticamente qual é o problema estrutural do Windows. Ao nosso ver, conseguiu mostrar muito bem – confira você mesmo aqui abaixo.

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CARTA ABERTA A BILL GATES

Bill Gates,

Sei que você já largou a direção da Microsoft faz um tempo e agora paga de bom moço doando seus bilhões a causas sociais e pulando cadeiras de escritório (?), mas recentemente fiquei sabendo do lançamento do Windows 10 e seu nome rondou – e perturbou – a minha mente mais uma vez.

Também larguei a Microsoft faz um tempo e confesso que não estou por dentro das novidades da nova versão do seu sistema operacional, mas posso dar alguns palpites: mais rápido, mais bonito, mais intuitivo, mais seguro, mais integrado. Acertei? Bom, pelo menos é isso vocês vêm prometendo há um tempão…mas digamos que finalmente isso aconteceu. O Windows 10 é o suprassumo dos sistemas operacionais: estável, elegante, robusto, inteligente, veloz. Isso faria com que eu reconsiderasse a minha decisão e, finalmente, retornasse aos seus braços?

Não adianta, Bill…não tente me conquistar com amenidades. A Apple já fez um sistema com todas essas vantagens práticas e mesmo assim não me conquistou. Sabe por quê? Porque o grande problema do Windows – e do OS X – é estrutural. Ele é proprietário e, justamente por isso, desrespeita a liberdade dos usuários. Todo mundo deve ter a liberdade de executar, copiar, estudar, distribuir, mudar e melhorar um programa. Essa liberdades garantem que não existe ninguém controlando as coisas de um degrau mais alto do que o meu: o controle agora passa para as mãos dos usuários.

Admito que eu mesmo não consigo interpretar o código-fonte de um software, mas isso pouco importa. O fundamental é que ele esteja disponível pra quem quiser e que centenas de programadores estejam constantemente buscando por falhas, fazendo mudanças e liberando atualizações. E não venha me dizer que só porque eu não sei programar estou sendo dominado por quem sabe. Se um software é livre, qualquer um tem a liberdade de aprender e fuçar, e essa diferença é importante. Além disso, mesmo pra um usuário que não tenha vontade alguma de se aprofundar no assunto, o leque de escolhas no mundo do software livre é praticamente infinito. Aqui chegamos em outro ponto crucial: um software livre, ao contrário do seu monstro em forma de sistema operacional, estimula o conhecimento compartilhado: aprendemos, copiamos e criamos todos juntos. Ele conecta pessoas do mundo todo, criando um senso de comunidade muito forte.

Sei exatamente o que você retrucaria agora: “mas esse controle é essencial pra segurança e pra usabilidade do sistema”. Você deve enganar muita gente com essa, né? Um software proprietário não assegura nada disso. Se ninguém sabe como funciona seu programa, o que me garante que ele não é malicioso, não rouba, repassa e vende meus dados, não acessa meu computador sem minha permissão e não segue meus passos? Nada! E isso acontece – e muito – na prática (aliás, como andam seus amigos da NSA?). A chance de essas coisas acontecerem com um software livre é muito pequena, exatamente porque seu funcionamento não é nenhum segredo guardado a sete chaves.

Quanto à usabilidade, talvez você tenha razão. Afinal, o Windows é utilizado por 1 bilhão e meio de pessoas no mundo todo! É…mas vamos com calma. Quem realmente escolheu o Windows? Quantas pessoas sabem que existem outras opções além dele? Pois é…seus acordos milionários com fabricantes de computadores e de hardwares fizeram a diferença. Praticamente todos os PCs que chegam às lojas já vêm com o Windows instalado. Você convenceu o planeta inteiro de que computador era sinônimo de Windows e desse jeito conseguiu empurrar esse sisteminha ingrato pra todo mundo. Até a liberdade de escolher o sistema operacional que queremos usar você quer cercear…assim já não dá. Tenho muito mais pra te falar, mas fica pra outra hora. Enquanto isso, que tal você dar uma lida sobre o GNU/Linux e aprender com um sistema operacional que respeita a liberdade dos usuários?

Passar bem,

André Solnik

ps: Steve Jobs, esteja onde você estiver, essa carta serve pra você também!

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Carta aberta a Bill Gates

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Minha aportada por terras gaúchas, desde fevereiro de 2013, traz um primeiro evento aqui para falarmos no Baixa: trata-se do Cineclube Casa da Cultura Digital Porto Alegre.

O cineclube pretende exibir vídeos produzidos com base nos conceitos da cultura digital. São obras que discutem a questão dos direitos autorais, o copyleft, cultura livre, remix, redes sociais, cultura hacker, ciberativismo, software livre, liberdade na rede, compartilhamento, entre outros assuntos que entram no escopo da ideia de cultura digital. O BaixaCultura entra como parceiro da empreitada.

É uma espécie de continuidade do ciclo copy, right?, que foi realizado três vezes nos últimos anos, duas em Santa Maria-RS (primeira, segunda), em dois centros culturais locais, e uma em São Paulo, no Centro Cultural da Espanha. Agora: exibição de filmes (geralmente com menos de 1h30) seguido de comentários de algum convidado e/ou informado sobre o assunto do filme em questão.

A diferença dessa vez é ter uma periodicidade fixa (1x por mês), ser realizado num espaço maior (o teatro Bruno Kiefer, localizado no 6º andar da Casa de Cultura Mário Quintana, este prédio lindão logo abaixo onde a CCD POA está sediada) e ter sempre uma surpresa antes do filme.

A dessa estreia, dia 28 de março às 18h30, é a participação do  grupo Escuta, formado por mais de 30 compositores baseados em Porto Alegre que apostam nas composições autorais e num som baseado no violão e voz. Sediaram um primeiro festival ESCUTA, em dezembro de 2012 no Teatro de Arena, também em porto Alegre, e desde então vem crescendo em popularidade e qualidade em suas composições.

Kledir Ramil, ex-integrante dos grandes Almôndegas – a provável melhor banda de folk rock do país nos 1970 – escreveu recentemente, em sua coluna na Zero Hora, que a essência do grupo “é a mesma dos saraus: novos autores, mostrando suas canções, só de voz e violão. Tudo começou em apartamentos e evoluiu para espaços aberto ao público, não apenas para convidados.

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Na estreia do Cineclube, o filme escolhido é “Tudo é Remix”, documentário em quatro partes (de aproximadamente 10 min. cada uma) dirigido e produzido por Kirby Ferguson, lançado entre 2010 e 2012 na rede. O filme traz para o debate a ideia de que copiar e recombinar é um elemento essencial de criatividade; para isso, discute desde os casos de plágio do Led Zeppelin até as citações constantes ao cinema dos filmes de Quentin Tarantino, passando ainda pela crítica ao sistema de propriedade atual, onde “as idéias são consideradas como propriedade, lotes únicos e originais, com limites distintos”.

Em entrevista ao Baixa, o diretor Kirby Ferguson diz que fez o filme para ”mostrar como copiar é um elemento de criatividade, e de uma forma ou de outra, todos somos cópias”. “Tudo é Remix”, foi financiado por financiamento coletivo (crowdfunding) através do site norte-americano “Kickstarter” e está disponível para exibição na nossa BaixaTV. A exibição no cineclube vai ser em cópia digital com legendas em português.

A segunda data do Cineclube está marcada para o dia 23 de abril, no mesmo local e horário, com a exibição do filme “Arduíno – o documentário”, documentário de 2011 sobre a placa de hardware livre homônima que está revolucionando a produção caseira de objetos e artefatos digitais.

[Leonardo Foletto]

SERVIÇO

Estreia do Cineclube Casa da Cultura Digital Porto Alegre
28 de março – 18h30
(Abertura: Escuta! – O som do compositor, exibição de “Tudo é Remix”, seguido de debate)
Teatro Bruno Kiefer – 6º andar, Casa de Cultura Mário Quintana (Rua dos Andradas, 736 – Centro)

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Carta aberta a Bill Gates

 

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Santa Maria, a cidade que tanto nos abrigou/inspirou/ensinou/foi palco nestes 4 anos e tanto de estrada, está completamente arrasada pelo que tu sabe o quê. E esta página faz luto por alguns dias em homenagem a esta cidade que tanto nos é importante.

Mais informações sobre o ocorrido tem na Rádio Gaúcha, Zero Hora e Diário de Santa Maria, surpreendentemente fazendo uma cobertura adequada dos fatos, além de Correio do Povo, Folha, Sul 21, entre outros.

Foto: Ronald Mendes, Jean Pimentel e Emerson Souza / Agencia RBS

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Carta aberta a Bill Gates

Aqui está a nova versão do BaixaCultura que estamos aprontando faz algumas semanas. Ainda em fase “beta”, de ajustes e reajustes.

Como você tá vendo, as mudanças são basicamente de layout: sai o formato blog entra as “miniaturas” dos posts, que permite também a navegação lateral entre os posts, como páginas separadas.

Na BaixaTV, os docs, curtas, ficções e programas de TV estão mais organizados que antes: cada um tem uma miniatura respectiva, pra você clicar e vê-lo em uma página separada.

A Biblioteca lista os textos, para que você abra, leia e baixe em posts separados. Aqui é a parte mais “beta”: estamos a cata de um plugin de wordpress que torne mais bonito e fácil a coisa toda. Quem souber de algum (gratuito, de preferência), só entrar em contato via comentários aqui mesmo, ou pelo baixacultura@gmail.com.

[Aliás, se você quiser contatar, colaborar, sugerir pautas, reclamar, declarar o seu amor ou mandar vírus, o caminho é esse: baixacultura@gmail.com.]

O conteúdo continua o mesmo: informação, divulgação e discussão de conceitos, acontecimentos e propostas ligadas à cultura livre e  à (contra) cultura digital. A vasta discussão em torno das possíveis e impossíveis mudanças na forma de se praticar (fazer, distribuir, consumir) cultura após a popularização das mídias digitais. Download. Pirataria. Copyleft. Contracultura. Produção Independente. Contra-Indústria. Cópia livre.

Tudo o que contribui para a construção de um contexto cultural mais acessível para criadores e espectadores continua nos interessando. E muito.

O projeto gráfico é do Calixto Bento, parceiro de longa data.

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Carta aberta a Bill Gates

Eis que depois de alguns meses de molho, o “Efêmero Revisitado” volta a circular por estas bandas.

Desta vez, é por conta do lançamento do livro no Rio Grande do Sul. A primeira parada é amanhã, 9/5, novamente em Santa Maria, mas desta vez na Feira do Livro 2012, na praça Saldanha Marinho, em pleno coração do coração do Rio Grande.

Às 19h30, faço algumas “conversas sobre teatro e cultura digital” no espaço Livro Livre, em bate papo com André Galarça, ator formado pela UFSM e integrante do Teatro Por que Não?, de Santa Maria. Muita gente pode estar se perguntando “mas denovo?”, porque houve um lançamento no início de 2012 em Santa Maria, no SESC local (como pode-se ver na foto abaixo).

Conversa/lançamento do “Efêmero” em Janeiro, no Sesc Santa Maria

Apesar do bom público e da boa impressão (pelo menos pra mim) do evento de janeiro, o contexto agora é outro (a feira do livro), o lugar é diferente (na praça central da cidade), a conversa vai variar um tanto e o público, imagino, também será distinto.

De qualquer forma, pra mim vai ser muito lindo estar lançando um trabalho na Feira do Livro que mais frequentei na vida – e no 1º lugar onde fui recebido como, err, “aprendiz de jornalista”, no já longínquo 1º ano de faculdade na UFSM, em 2003, quando fomos convocados para fazer algumas “entrevistas” para a rádio Livre da Feira do Livro (que, pena, não existe mais).

No dia seguinte, 10/5, quinta-feira, tem lançamento do livro em Porto Alegre, na Palavraria, no Bom Fim (Vasco da Gama, 165). Lá vai rolar também uma conversa sobre teatralidade digital que será transmitida no #Tubodeensaio, programa da Pós-TV, webtv ligada ao Circuito Fora do Eixo. Eu e Cláudia Schulz, gestora do Palco Fora do Eixo, estaremos conversando por Skype com Márcio Meirelles, diretor do Teatro Vila Velha de Salvador-BA, e Leonardo Roat, doutorando em Ciências da Linguagem da Unisul, de Florianópolis-SC – e também um dos entrevistados do “Efêmero”.

Para fechar a semana, na sexta embarco com o Ônibus Hacker para Parati, na Virada Digital, que acontece de sexta a domingo em diversos locais e hubs na cidade do litoral fluminense.

A programação do evento – que em 2012 será no Rio de Janeiro e nos anos seguintes promete circular pelas cidades-sede da Copa do Mundo – é bem ampla; tem desde oficina de rima com MV Bill a de modelagem em 3D, passando por roda de prosa da cultura digital indígena, demonstração de tecnologias interativas para TV digital e painéis como “Geração Y e os novos desafios digitais“, com Bia Granja do YouPIX e Edney Souza do Interney e “Cibercidades e ciber-periferias“, com André Lemos e Ivana Bentes. A programação foi escolhida pela curadoria do evento, que inclui nomes como Sérgio Amadeu, Ivana Bentes, MV Bill e Cláudio Langone, Coordenador da Câmara Meio Ambiente e Sustentabilidade Copa 2014, dentre outros.

 

No Ônibus Hacker (foto acima), vamos fazer uma 2º edição da Feira do Compartilhamento (a primeira foi no BaixoCentro e a terceira vai rolar em junho; em breve mais informações) e participar de uma série de oficinas, de TV Pirata a Scrapper de Dados (não sabe o que é? olha aqui). A Rádio Hacker vai ser instalada no Busão Hacker e promete uma programação intensa.

[Leonardo Foletto]

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Carta aberta a Bill Gates

Não é novidade que nos últimos tempos o centro de São Paulo tem sido palco de confrontos dos mais tensos sobre moradia e urbanismo. A recente ação policial na Cracolândia, que resultou na dispersão dos usuários por toda a região central da cidade, foi talvez o fato que mais chamou dentre as inúmeras atrocidades “higienistas” promovida pelo governo de São Paulo no centro.

A dispersão à bala e truculência dos usuários de crack na Cracolândia foi mais uma prova do tipo de ação que São Paulo tem feito nos últimos tempos – ação de um governo que, vale lembrar, está há 17 anos nas mãos do maior covil de reacionários da política brasileira, os mesmos que vieram com uma “versão brasileira” do #sopa semana passada. A ideia é “limpar” a cidade de seus degenerados, levando-os para longe e “maquiando” o centro para a especulação imobiliária jogar seus edifícios em “ilhas” cada vez mais fechadas e menos integradas com o seu entorno.

O resultado é conhecido: criam-se guetos murados que passam a odiar qualquer ação que não esteja “de acordo” com os seus hábitos. E aí dê-lhe truculência, medo, intolerância, desrespeito “a tudo que não me diz respeito”, algo que já acontece em muitos lugares de São Paulo, como no bairro de Higienópolis – que teve a petulância de não querer (!) uma estação de metrô em suas dependências e gerou, como protesto, o já histórico Churrascão da Gente Diferenciada.

Qualquer um que entenda de viver em sociedade sabe que a melhor forma de se combater a insegurança é a ocupação, não o isolamento. É assim que, quanto mais próximo o morador estiver de seu bairro, de suas histórias, nuâncias e pessoas, maior será a sua sensação de segurança ao andar nele.

Essa longa introdução está aqui, numa página sobre cultura livre & digital, primeiro porquê é impossível dissociar a ação “digital”, “cultural”, da realidade das ruas. Fruto disso é a nossa participação no movimento BaixoCentro, que pretende justamente ocupar as ruas do centro de São Paulo e mostra que elas podem sim ser “para dançar”, não apenas para abrigar usuários de drogas ou passantes sem nenhum apreço por onde passam.

O segundo motivo que nos faz falar de moradia e urbanismo por aqui é que vamos participar, amanhã, da mostra multimídia “Inter-Ditos: mídia livre e o direito à cidade“, no terraço do Instituto Pólis, instituto de pesquisa, formação e assessoria em políticas sociais dos mais importantes do país, sede também da redação do Le Monde Diplomatique brasileiro.

A mostra está dentro do projeto “Pólis Digital“, uma plataforma colaborativa, física e virtual, de produções em mídias livres que tratam sobre os temas relevantes da cidade e do contexto global. A ideia do Polis Digital no seu lado “físico” é reunir grupos e artistas para apresentar e discutir suas produções.

Imagem da 1º edição do Pólis Digital, no terraço do edifício

A estreia se deu em dezembro, com o tema “Primavera Digital – Mídia Livre e os indignados” (na foto acima, imagem do terraço durante o evento) e a segunda edição é amanhã, a partir das 18h, entrada gratuita e com bebidas a vender no local. Serão três núcleos de projeção, instalações de vídeos, filmes, webdocs e instalações fotográficas ao ar livre, com direito a intervenções de vídeo mapping.

Tudo no terraço do prédio do Pólis, no (baixo) centro de SP, Rua Araújo 124, a uma quadra do famoso Edifício Copan, um dos cartões-postais de SP, e da praça da República, símbolo da ligação do centro velho – Anhangabaú, Viaduto do Chá – com o centro “novo”, formado pelos bairros República, Santa Cecília e Vila Buarque.

Na Tenda A, serão exibidos filmes essenciais para entender a situação de moradia em SP (e no Brasil inteiro), caso do webdoc “Ipiranga, 895” (imagem acima), do Outras Palavras, e do vídeo “Cidade Luz”, do coletivo Política do Impossível. A programação ainda tem instalações fotográficas relacionada ao tema – como a Morar, do coletivo Garapa (da Casa da Cultura Digital), que documentou os últimos dias do processo de demolição do edifício São Vito, ao lado do Mercado Municipal de São Paulo – e debates com os realizadores dos vídeos produzidos.

Nós cuidaremos da Tenda B, que será focada em filmes sobre cultura livre, cultura digital, remix, direitos autorais, etc, mas também trará vídeos sobre urbanismo e direito a moradia, temas do evento. Fizemos uma curadoria prévia de filmes a partir da BaixaTV, mas a ideia é que qualquer um chegue ali com seu pendrive e exiba seu vídeo relacionado aos temas tratados. Aproveite, não é sempre que se tem a oportunidade de ver seu vídeo sendo projetado nas costas dos prédios!

Aliás: se tu quiser sugerir algum vídeo para apresentarmos por lá, faça isso nos comentários (ou por email, facebook, twitter, enfim). Semana que vem tem fotos e comentários sobre o evento por aqui. Aos que moram em São Paulo, apareçam!

“Inter-Ditos: mídia livre e o direito à cidade”
Mostra multimídia de urbanismo e cultura livre
Terraço do Instituto Pólis – Pólis Digital
Rua Araújo, 124
15/3, A partir das 18h 

Créditos: 1 (Felipe Morozini), 2 (Pólis Digital), 3 (Ipiranga 895).
  • Outros Contatos

    Disque baixacultura@gmail.com, @baixacultura ou BaixaCultura para contatar, colaborar, sugerir pautas, reclamar, declarar o seu amor ou mandar vírus.