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	<title>Baixa Cultura &#187; Notas</title>
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		<title>Baixa Cultura &#187; Notas</title>
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		<title>Tradução do Manual do Copyleft</title>
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		<pubDate>Thu, 12 Jan 2012 17:05:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>baixacul</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Um dos trabalhos mais importantes sobre o copyleft que temos notícia chama-se &#8220;Copyleft &#8211; Manual de Uso&#8220;,  publicado pela editora espanhola Traficante de Sueños. Em 9 capítulos, o manual tem como seu maior mérito relacionar a parte conceitual do copyleft com aspectos práticos, relacionado a aplicação das licenças nas áreas da música, audiovisual, software, dos livros [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=baixacultura.org&amp;blog=4369641&amp;post=6123&amp;subd=baixacultura&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:justify;"><a href="http://baixacultura.files.wordpress.com/2012/01/copyleft-manual-2.png"><img class="aligncenter size-full wp-image-6187" title="copyleft manual 2" src="http://baixacultura.files.wordpress.com/2012/01/copyleft-manual-2.png?w=500" alt=""   /></a></p>
<p style="text-align:justify;">Um dos trabalhos mais importantes sobre o copyleft que temos notícia chama-se &#8220;<strong>Copyleft &#8211; Manual de Uso</strong>&#8220;,  publicado pela editora espanhola <a href="http://www.traficantes.net/" target="_blank">Traficante de Sueños</a>.</p>
<p style="text-align:justify;">Em 9 capítulos, o manual tem como seu maior mérito relacionar a parte conceitual do copyleft com aspectos práticos, relacionado a aplicação das licenças nas áreas da música, audiovisual, software, dos livros e das artes visuais.</p>
<p style="text-align:justify;">Desconhecemos um outro manual sobre copyleft no mundo [<em>mas se você conhece, nos avise!</em>], o que dá uma medida da importância do livrinho &#8211; ou da nossa falta de capacidade de achar um outro, quem sabe.</p>
<p style="text-align:justify;">Mas isso tudo talvez tu já saiba, porque <a href="http://baixacultura.org/2009/10/03/introducao-ao-copyleft/" target="_blank">falamos do manual longamente neste post</a>, em que também traduzimos a &#8220;Introdução&#8221; como forma de difundir o copyleft  - e, quem sabe, diminuir algumas dúvidas das pessoas com respeito ao conceito, que, ao contrário dos que alguns surpreendentemente pensam, NÃO É pirataria.</p>
<p style="text-align:justify;">[<em>Publicamos, inclusive, a <a href="http://www.overmundo.com.br/overblog/introducao-ao-copyleft" target="_blank">tradução no Overmundo</a>.</em>]</p>
<p style="text-align:justify;">*</p>
<p style="text-align:justify;">Eis que, 2 anos depois, o parceiro Arthur Jodorowsky resolveu dar seguimento ao trabalho de tradução do &#8220;<strong>Copyleft &#8211; Manual de Uso</strong>&#8220;. Criou um <a href="http://copyleftmanual.wordpress.com/" target="_blank">blog específico pra isso</a>, lugar onde tem postado periodicamente os trechos em que vai traduzindo.</p>
<p style="text-align:justify;">Por enquanto, estão em português os dois primeiros capítulos: <em>Guia do Software Livre</em> e <em>Guia do Autor de Música Livre</em>. O primeiro faz um panorama geral do software livre, desde uma resposta a clássica pergunta &#8220;Por que produzir software livre?&#8221; até a aspectos legais relacionados aos tipos de licença livre para distribuição/remix dos softwares.</p>
<p style="text-align:justify;">Já o segundo é um valioso passo a passo sobre como você, músico afinado com as ideias da cultura livre, pode fazer para gravar, editar e distribuir/vender sua música. Vender sim, porque a ideia de música livre não impede que os autores vendam seus próprios discos; ela apenas sugere que, sem a ânsia de lucro dos grandes intermediários, você possa colocar um preço razoável e justo para isso.</p>
<p>**</p>
<div id="attachment_6186" class="wp-caption aligncenter" style="width: 510px"><a href="http://baixacultura.files.wordpress.com/2012/01/copyleft-manual.png"><img class="size-full wp-image-6186" title="copyleft manual - tradução" src="http://baixacultura.files.wordpress.com/2012/01/copyleft-manual.png?w=500&#038;h=287" alt="" width="500" height="287" /></a><p class="wp-caption-text">Blogue criado para a tradução do manual do copyleft</p></div>
<p style="text-align:justify;">Mas voltamos a falar do &#8220;Manual de Uso&#8221; do Copyleft neste post também para comunicar que o Arthur está pedindo apoio na tradução do livro. Por enquanto, ele está sozinho no trabalho, mas a ideia é que a tradução seja coletiva.</p>
<p style="text-align:justify;">Nas palavras dele: &#8220;Como o texto é longo (209 páginas, das quais já traduzi 41), estou chamando interessados. Se alguém se interessar, pode mandar um email para <a href="mailto:manualcopyleft@hotmail.com">manualcopyleft@hotmail.com</a> para a gente combinar detalhes.&#8221; Dá para baixar o manual na íntegra <a href="http://www.traficantes.net/index.php/trafis/content/download/16728/179476/file/guia%20copyleft%20web.pdf" target="_blank">aqui</a>.</p>
<p style="text-align:justify;">Dado o recado, fique com um trechinho do manual, já traduzido pelo Arthur, que fala um pouco da especificidade do Software Livre:</p>
<blockquote>
<p style="text-align:justify;"><em>Na maior parte, <strong>a ideia de software livre surge como reação à evolução da indústria de produção de programas, que, mesmo que de uma perspectiva histórica pareça quase inevitável, levou a conclusões e resultados que põem em questão algumas intuições básicas</strong>. Há mais de trinta anos temos nos acostumado a que quem produz um programa possa impor (e de fato imponha) as condições sob as quais pode ser usado, distribuído e modificado. Pode, por exemplo, proibir que o programa possa ser emprestado (mesmo temporariamente). Ou declarar ilegal a modificação do mesmo para evitar um problema de segurança (mesmo se for para uso próprio). Ou impedir que se possa adaptar a certas necessidades concretas. E, de fato, <strong>a legislação sobre propriedade intelectual e direitos de autor declara, em praticamente todo o mundo, que tudo isso (e muitas outras coisas) não pode ser feito, salvo explicitamente permitido pelo produtor do programa</strong>. Definitivamente, estamos acostumados a que essa permissão não exista.</em></p>
<p style="text-align:justify;"><em>No entanto, o software é basicamente informação, e, como tal, apresenta flexibilidade e possibilidades assombrosas quando o comparamos com qualquer objeto do mundo físico. Por exemplo, temos tecnologias (internet) que permitem distribuir um número indeterminado de cópias de um programa para quase qualquer ponto do planeta, e isso de forma quase instantânea e com custo praticamente zero. Podemos (sempre que tenhamos os conhecimentos técnicos adequados) modificar um programa, e, para isso, necessitamos de (relativamente) poucos recursos, além de obter um efeito multiplicador enorme. (&#8230;)</em></p>
<p style="text-align:justify;"><em><strong>O software é o elemento tecnológico mais flexível e adaptável de que dispomos, o que mais facilmente pode se replicar e transportar</strong>. E, contudo, admitimos uma legislação que permite proibir a exploração dessas características, e alguns usos comerciais que de fato a proíbem, fazendo dos programas de computador um dos elementos mais imutáveis da nossa volta.</em></p>
</blockquote>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/baixacultura.wordpress.com/6123/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/baixacultura.wordpress.com/6123/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/baixacultura.wordpress.com/6123/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/baixacultura.wordpress.com/6123/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/baixacultura.wordpress.com/6123/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/baixacultura.wordpress.com/6123/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/baixacultura.wordpress.com/6123/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/baixacultura.wordpress.com/6123/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/baixacultura.wordpress.com/6123/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/baixacultura.wordpress.com/6123/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/baixacultura.wordpress.com/6123/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/baixacultura.wordpress.com/6123/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/baixacultura.wordpress.com/6123/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/baixacultura.wordpress.com/6123/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=baixacultura.org&amp;blog=4369641&amp;post=6123&amp;subd=baixacultura&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Propagandas Antipirataria [4]</title>
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		<pubDate>Mon, 22 Aug 2011 19:59:27 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Nobre usuário de um computador conectado à internet: Se tu é daqueles que, como nós, se incomoda com a hipocrisia e o desgaste de criatividade maléfica em campanhas contra a pirataria de tudo, junte-se a nós na caça de imagens e vídeos dessas famigeradas estratetegemas endinheiradas. Quem sabe organizando-as e compilando-as em um alguns posts [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=baixacultura.org&amp;blog=4369641&amp;post=3462&amp;subd=baixacultura&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:justify;">Nobre usuário de um computador<del></del> conectado à internet:</p>
<p style="text-align:justify;">Se tu é daqueles que, como nós, se incomoda com a hipocrisia e o desgaste de criatividade maléfica em campanhas contra a pirataria <em>de tudo</em>, junte-se a nós na caça de imagens e vídeos dessas famigeradas estratetegemas endinheiradas. Quem sabe organizando-as e compilando-as em um alguns posts a hipocrisia da coisa toda se faça mais visível.</p>
<p style="text-align:justify;">Nesse quarto episódio (aqui o <a href="http://baixacultura.org/2010/03/30/propagandas-antipirataria-o-retorno-1/" target="_blank">primeiro</a>,<a href="http://baixacultura.org/2010/04/22/propagandas-antipirataria-o-retorno-2/" target="_blank"> segundo</a> e <a href="http://baixacultura.org/2010/08/26/propagandas-antipirataria-3/" target="_blank">terceiro</a>) dessa busca implacável por mais exemplos de engenhosidade a serviço dos grande$ arti$ta$, encontramos mais duas campanhas trazendo músicos de fantoches. Uma agência indiana bolou uma ação em que pessoas mendigam na rua e nos semáforos usando máscaras de gente ryca como Bono Vox, Rihana e Sting. Não seria uma ofensa aos mendigos?</p>
<p style="text-align:justify;">Uma campanha com peças mais trabalhadas foi a &#8220;Piracy”, divulgada em março. A criação era da agência italiana <a href="www.tbwa.it">TBWA</a> e de sua revista digital  <a href="http://firstfloorunder.com/">First Floor Under</a> para promover a festa de inauguração de seu novo estúdio de criação em Milão. As sete imagens são montagens de astros  da música, já mortos, feitas a partir de 6500 CDs originais atacados por CDs piratas. Junto a um stop-motion (no fim do post), o  senso comum do trabalho foi muito reproduzido (ou pirateado?) na <a href="http://www.google.com.br/search?q=first+floor+under+piracy&amp;ie=utf-8&amp;oe=utf-8&amp;aq=t&amp;rls=org.mozilla:en-US:official&amp;client=firefox-a">web</a>, indo parar <a href="http://www.clicrbs.com.br/anoticia/jsp/default2.jsp?uf=2&amp;local=18&amp;source=a3277937.xml&amp;template=4191.dwt&amp;edition=16918&amp;section=1186">até em jornais impressos</a>.</p>
<p style="text-align:justify;"> <a href="http://baixacultura.files.wordpress.com/2011/08/livewiremask.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-5338" title="livewiremask" src="http://baixacultura.files.wordpress.com/2011/08/livewiremask.jpg?w=500&#038;h=294" alt="" width="500" height="294" /></a></p>
<p style="text-align:justify;"><a href="http://baixacultura.files.wordpress.com/2011/08/first_floor_under_james_brown.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-5325" title="first_floor_under_bob_marley" src="http://baixacultura.files.wordpress.com/2011/08/first_floor_under_bob_marley.jpg?w=500&#038;h=353" alt="" width="500" height="353" /></a></p>
<p style="text-align:justify;"><a href="http://baixacultura.files.wordpress.com/2011/08/first_floor_under_freddie_mercury.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-5327" title="first_floor_under_freddie_mercury" src="http://baixacultura.files.wordpress.com/2011/08/first_floor_under_freddie_mercury.jpg?w=500&#038;h=353" alt="" width="500" height="353" /></a></p>
<p style="text-align:justify;"><a href="http://baixacultura.files.wordpress.com/2011/08/first_floor_under_james_brown.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-5329" title="first_floor_under_jim_morrison" src="http://baixacultura.files.wordpress.com/2011/08/first_floor_under_jim_morrison.jpg?w=500&#038;h=353" alt="" width="500" height="353" /></a></p>
<p style="text-align:justify;"><a href="http://baixacultura.files.wordpress.com/2011/08/first_floor_under_jimi_hendrix.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-5330" title="first_floor_under_jimi_hendrix" src="http://baixacultura.files.wordpress.com/2011/08/first_floor_under_jimi_hendrix.jpg?w=500&#038;h=353" alt="" width="500" height="353" /></a></p>
<p style="text-align:justify;"><a href="http://baixacultura.files.wordpress.com/2011/08/first_floor_under_james_brown.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-5328" title="first_floor_under_james_brown" src="http://baixacultura.files.wordpress.com/2011/08/first_floor_under_james_brown.jpg?w=500&#038;h=353" alt="" width="500" height="353" /></a></p>
<p style="text-align:justify;"><a href="http://baixacultura.files.wordpress.com/2011/08/first_floor_under_elvis_presley.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-5326" title="first_floor_under_elvis_presley" src="http://baixacultura.files.wordpress.com/2011/08/first_floor_under_elvis_presley.jpg?w=500&#038;h=355" alt="" width="500" height="355" /></a></p>
<p style="text-align:justify;"><div class='embed-vimeo' style='text-align:center;'><iframe src='http://player.vimeo.com/video/20884785' width='400' height='300' frameborder='0'></iframe></div></p>
<p style="text-align:justify;">Créditos das Imagens: <a href="http://adsoftheworld.com/media/ambient/livewire_masks">1</a>, <a href="http://adsoftheworld.com/media/print/first_floor_under_magazine_piracy_bob_marley">2 a 7</a>.</p>
<p style="text-align:right;"><em>[Marcelo De Franceschi]</em></p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/baixacultura.wordpress.com/3462/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/baixacultura.wordpress.com/3462/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/baixacultura.wordpress.com/3462/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/baixacultura.wordpress.com/3462/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/baixacultura.wordpress.com/3462/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/baixacultura.wordpress.com/3462/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/baixacultura.wordpress.com/3462/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/baixacultura.wordpress.com/3462/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/baixacultura.wordpress.com/3462/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/baixacultura.wordpress.com/3462/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/baixacultura.wordpress.com/3462/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/baixacultura.wordpress.com/3462/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/baixacultura.wordpress.com/3462/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/baixacultura.wordpress.com/3462/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=baixacultura.org&amp;blog=4369641&amp;post=3462&amp;subd=baixacultura&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<pubDate>Tue, 17 May 2011 14:16:39 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Textos do Baixa andaram circulando por outras paragens nestas últimas semanas. Os dois artigos foram publicados em jornais da querida Santa Maria, que promoveu sua &#8220;polêmica&#8221; 38ª Feira do Livro, de 30 de abril à 15 de maio. Em meio a ela, foi impresso o Jornal Rascunho, produzido pela Cooperativa dos Estudantes de Santa Maria [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=baixacultura.org&amp;blog=4369641&amp;post=4840&amp;subd=baixacultura&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:justify;"><a href="http://baixacultura.files.wordpress.com/2011/05/baixacultura_rascunho_cesma.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-4844" title="baixacultura_rascunho_cesma" src="http://baixacultura.files.wordpress.com/2011/05/baixacultura_rascunho_cesma.jpg?w=500&#038;h=706" alt="" width="500" height="706" /></a></p>
<p style="text-align:justify;">Textos do Baixa andaram circulando por outras paragens nestas últimas semanas.</p>
<p style="text-align:justify;">Os dois artigos foram publicados em jornais da querida Santa Maria, que promoveu sua <a href="http://www.clicrbs.com.br/dsm/rs/impressa/4,1300,3288915,16986">&#8220;polêmica&#8221;</a> 38ª Feira do Livro, de 30 de abril à 15 de maio. Em meio a ela, foi impresso o <a href="http://www.cesma.com.br/sites.php?siteid=40">Jornal Rascunho</a>, produzido pela Cooperativa dos Estudantes de Santa Maria (CESMA) &#8211; cuja sede aconteceu o primeiro<a href="http://baixacultura.org/2009/12/07/ciclo-copy-right/" target="_blank"> ciclo copy, right?</a>. No jornal, de circulação gratuita na cidade, <strong>está o texto da imagem que abre esse post </strong>(dá pra clicar nele para aumentar), um artigo que apresenta o blog e nossa visão sobre copyright e cultura livre e digital.</p>
<p style="text-align:justify;">O outro texto apareceu na edição de sábado/domingo do Diário de Santa Maria, o jornal do grupo RBS na cidade. Assim como o texto &#8220;<a href="http://baixacultura.org/2009/09/12/de-quem-e-a-musica/">De quem é a música&#8221;,</a>  em 2009, <a href="http://www.clicrbs.com.br/dsm/rs/impressa/4,1304,3309984,17108">&#8220;Páginas digitalizadas&#8221;</a> ocupa a seção &#8220;Ideias&#8221; do Caderno Mix, e é uma versão totalmente remixada do longo post &#8220;<a href="http://baixacultura.org/2011/05/02/juremir-machado-e-os-finados-direitos-autorais-na-internet/">Juremir Machado e os (finados) direitos autorais</a>&#8220;. A ideia foi apresentar um contraponto à visão que é predominante no jornal, que em março publicou, no mesmo caderno, uma <a href="http://www.clicrbs.com.br/dsm/rs/impressa/4,1304,3252821,16773">criminalizadora</a> reportagem versando sobre as locadoras da cidade e suas adaptações ao fato das pessoas baixarem filmes ou preferirem comprar no camelô a alugar. O timing de publicação do texto, no final de semana do encerramento da Feira do Livro, ajudou a provocar (alguma) discussão.</p>
<p style="text-align:justify;">
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/baixacultura.wordpress.com/4840/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/baixacultura.wordpress.com/4840/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/baixacultura.wordpress.com/4840/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/baixacultura.wordpress.com/4840/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/baixacultura.wordpress.com/4840/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/baixacultura.wordpress.com/4840/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/baixacultura.wordpress.com/4840/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/baixacultura.wordpress.com/4840/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/baixacultura.wordpress.com/4840/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/baixacultura.wordpress.com/4840/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/baixacultura.wordpress.com/4840/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/baixacultura.wordpress.com/4840/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/baixacultura.wordpress.com/4840/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/baixacultura.wordpress.com/4840/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=baixacultura.org&amp;blog=4369641&amp;post=4840&amp;subd=baixacultura&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Quadrinhos pirata</title>
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		<pubDate>Fri, 18 Mar 2011 13:46:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>baixacul</dc:creator>
				<category><![CDATA[Notas]]></category>
		<category><![CDATA[CartoonStock]]></category>
		<category><![CDATA[Laerte]]></category>
		<category><![CDATA[Malvados]]></category>
		<category><![CDATA[Mark Parisi]]></category>
		<category><![CDATA[Patrick Corregan]]></category>
		<category><![CDATA[Pirataria]]></category>
		<category><![CDATA[Quadrinhos]]></category>
		<category><![CDATA[quadrinhos pirataria]]></category>

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		<description><![CDATA[Uma nova seleção de quadrinhos sobre pirataria &#38; assuntos correlatos se faz necessária, já que a nossa última tem quase dois anos. Clique nas imagens para ver elas maiores, caso queira. Créditos: 1, 2 (Patrick Corregan); 3; 4,5,6 (by Mark Parisi); 7 (CartoonStock); 8 (Laerte); 9,10 (Malvados).<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=baixacultura.org&amp;blog=4369641&amp;post=4558&amp;subd=baixacultura&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:justify;">Uma nova seleção de quadrinhos sobre pirataria &amp; assuntos correlatos se faz necessária, já que a <a href="http://baixacultura.org/2009/03/26/ah-os-quadrinhos/" target="_blank">nossa última</a> tem quase dois anos. Clique nas imagens para ver elas maiores, caso queira.</p>
<p><a href="http://baixacultura.files.wordpress.com/2011/03/quadrinhospirata1.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-4559" title="Quadrinhos " src="http://baixacultura.files.wordpress.com/2011/03/quadrinhospirata1.jpg?w=500" alt=""   /></a></p>
<p><a href="http://baixacultura.files.wordpress.com/2011/03/quadrinhospirataria2.jpeg"><img class="aligncenter size-full wp-image-4560" title="Quadrinhos 2" src="http://baixacultura.files.wordpress.com/2011/03/quadrinhospirataria2.jpeg?w=500" alt=""   /></a></p>
<p style="text-align:center;"><a href="http://baixacultura.files.wordpress.com/2011/03/moses.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-4600" title="quadrinhospirata3" src="http://baixacultura.files.wordpress.com/2011/03/moses.jpg?w=500" alt=""   /></a></p>
<p><a href="http://baixacultura.files.wordpress.com/2011/03/quadrinhospirata4.gif"><img class="aligncenter size-full wp-image-4582" title="quadrinhospirata4" src="http://baixacultura.files.wordpress.com/2011/03/quadrinhospirata4.gif?w=500" alt=""   /></a><a href="http://baixacultura.files.wordpress.com/2011/03/quadrinhospirata5.gif"><img class="aligncenter size-full wp-image-4583" title="quadrinhospirata5" src="http://baixacultura.files.wordpress.com/2011/03/quadrinhospirata5.gif?w=500" alt=""   /></a></p>
<p><a href="http://baixacultura.files.wordpress.com/2011/03/quadrinhospirata6.gif"><img class="aligncenter size-full wp-image-4584" title="quadrinhospirata6" src="http://baixacultura.files.wordpress.com/2011/03/quadrinhospirata6.gif?w=500" alt=""   /></a><a href="http://baixacultura.files.wordpress.com/2011/03/quadrinhospirata7.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-4585" title="quadrinhospirata7" src="http://baixacultura.files.wordpress.com/2011/03/quadrinhospirata7.jpg?w=500" alt=""   /></a></p>
<p><a href="http://baixacultura.files.wordpress.com/2011/03/laerte_cigarra.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-4591" title="laerte_cigarra" src="http://baixacultura.files.wordpress.com/2011/03/laerte_cigarra.jpg?w=500&#038;h=151" alt="" width="500" height="151" /></a></p>
<p><a href="http://baixacultura.files.wordpress.com/2011/03/gravadoras_mavaldos.gif"><img class="aligncenter size-full wp-image-4592" title="gravadoras_mavaldos" src="http://baixacultura.files.wordpress.com/2011/03/gravadoras_mavaldos.gif?w=500&#038;h=159" alt="" width="500" height="159" /></a></p>
<p><a href="http://www.google.com.br/imgres?imgurl=http://themule.info/files/imagecache/articleimage/files/article/downloadingCartoon.gif&amp;imgrefurl=http://internet-televisionlaw.blogspot.com/2010_01_01_archive.html&amp;usg=__TbopUOhZOL5iF3S20CuCWw6cw8M=&amp;h=378&amp;w=351&amp;sz=65&amp;hl=pt-br&amp;start=0&amp;zoom=1&amp;tbnid=1sbscgsb_nXO2M:&amp;tbnh=126&amp;tbnw=117&amp;ei=PWJ-TdvULIKQ0QHaybXrAw&amp;prev=/images%3Fq%3Dpiracy%2Bcartoon%26um%3D1%26hl%3Dpt-br%26biw%3D1280%26bih%3D675%26tbs%3Disch:1&amp;um=1&amp;itbs=1&amp;iact=hc&amp;vpx=604&amp;vpy=195&amp;dur=448&amp;hovh=233&amp;hovw=216&amp;tx=115&amp;ty=115&amp;oei=PWJ-TdvULIKQ0QHaybXrAw&amp;page=1&amp;ndsp=28&amp;ved=1t:429,r:10,s:0"></a></p>
<p><a href="http://baixacultura.files.wordpress.com/2011/03/bvy5zv.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-4593" title="malvados" src="http://baixacultura.files.wordpress.com/2011/03/bvy5zv.jpg?w=500&#038;h=954" alt="" width="500" height="954" /></a></p>
<address>Créditos: <a href="http://from-nowhere-to-here.blogspot.com/2009/12/deep-packet-inspection-technology.html" target="_blank">1</a>, <a href="http://www.runwiththelaw.com/2009/06/the-rhetoric-of-copyright-piracy/" target="_blank">2</a> (Patrick Corregan); <a href="http://www.pritchettcartoons.com/moses.htm">3</a>; 4,5,6 (by <a href="http://offthemark.com/search-results/key/piracy/" target="_blank">Mark Parisi</a>); 7 (<a href="http://www.cartoonstock.com" target="_blank">CartoonStock</a>); 8 (<a href="http://verbeat.org/laerte/2010/07/almanaques-05.html">Laerte</a>); 9,<a href="http://malvados.wordpress.com/2010/09/30/um-cartum-para-o-jornal-brasil-economico-3/">10</a> (<a href="http://www.malvados.com.br/" target="_blank">Malvados</a>).</address>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/baixacultura.wordpress.com/4558/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/baixacultura.wordpress.com/4558/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/baixacultura.wordpress.com/4558/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/baixacultura.wordpress.com/4558/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/baixacultura.wordpress.com/4558/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/baixacultura.wordpress.com/4558/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/baixacultura.wordpress.com/4558/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/baixacultura.wordpress.com/4558/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/baixacultura.wordpress.com/4558/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/baixacultura.wordpress.com/4558/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/baixacultura.wordpress.com/4558/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/baixacultura.wordpress.com/4558/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/baixacultura.wordpress.com/4558/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/baixacultura.wordpress.com/4558/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=baixacultura.org&amp;blog=4369641&amp;post=4558&amp;subd=baixacultura&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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			<media:title type="html">Quadrinhos </media:title>
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		<title>A fugaz e inofensiva saga do Capitão Copyright</title>
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		<pubDate>Fri, 29 Oct 2010 13:14:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>baixacul</dc:creator>
				<category><![CDATA[Matérias]]></category>
		<category><![CDATA[Notas]]></category>
		<category><![CDATA[Canadá]]></category>
		<category><![CDATA[Capitão Copyright]]></category>
		<category><![CDATA[Copyright]]></category>
		<category><![CDATA[Creative Commons]]></category>
		<category><![CDATA[Cultura Livre]]></category>
		<category><![CDATA[Quadrinhos]]></category>
		<category><![CDATA[Super-Herói]]></category>

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		<description><![CDATA[Dando sequência a mais uma seção efêmera do BaixaCultura, falemos de um outro personagem quadrinístico. Dessa vez,  um herói que virou vilão e sumiu, tanto que tu provavelmente nem se lembra de que ele existiu. . O famigerado Capitão Copyright foi criado em 2006 pela &#8220;Access Copyright&#8221; &#8211; também conhecido como Canadian Copyright Licensing Agency, [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=baixacultura.org&amp;blog=4369641&amp;post=3574&amp;subd=baixacultura&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:13.3333px;">Dando sequência a mais uma seção efêmera do BaixaCultura, falemos de um outro personagem quadrinístico. Dessa vez,  um herói que virou vilão e sumiu, tanto que tu provavelmente nem se lembra de que ele existiu.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:13.3333px;">.</span></p>
<p style="text-align:center;"><span style="font-size:13.3333px;"><a href="http://www.zeropaid.com/news/8349/captain_copyright_rip/"><img class="aligncenter size-full wp-image-3771" title="Captain Copyright 2" src="http://baixacultura.files.wordpress.com/2010/10/captain_copyright3.jpg?w=500" alt="Captain Copyright 2"   /></a><br />
</span></p>
<p style="text-align:justify;">O famigerado <a href="http://www.google.com.br/url?q=http://en.wikipedia.org/wiki/Captain_Copyright&amp;sa=U&amp;ei=yL3KTKOCDMGB8gahg_G5AQ&amp;ved=0CC0QFjAJ&amp;usg=AFQjCNFy3kuLrGwz-p2fWv-XPQPy0ubqHQ" target="_blank">Capitão Copyright</a> foi criado em 2006 pela &#8220;<a href="http://www.google.com.br/url?q=http://www.accesscopyright.ca/&amp;sa=U&amp;ei=IcDKTNbALoH78Ab6tIGBAg&amp;ved=0CBkQFjAA&amp;usg=AFQjCNH1gvhBvdteYV7X6XcrOEMBavILYg" target="_blank">Access Copyright</a>&#8221; &#8211; também conhecido como Canadian Copyright Licensing Agency, uma reunião de editores, fotógrafos e escritores que defendem o <em>status quo </em>do copyright - para &#8220;educar&#8221; as crianças canadenses sobre os limites do copyright e as consequências de seu infrigimento.</p>
<p style="text-align:justify;">No papel, a ideia era que o capitão fosse uma ferramenta útil para professores promoverem a doutrina do &#8220;Acess Copyright&#8221; &#8211; ou seja, de que &#8220;roubo&#8221; de obras com copyright é errado.</p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:13.3333px;">Como era de se imaginar, não deu certo. Já no mesmo ano, em 2006, o projeto parou de funcionar. A explicação oficial foi a seguinte: &#8220;<em>we have come to the conclusion that the current climate around copyright issues will not allow a project like this one to be successful</em>&#8220;. Algo como &#8220;<em>Nós tivemos que finalizar o projeto por conta de que o atual clima que envolve os assuntos de copyright não permite que um projeto como este tenha sucesso</em>&#8220;.</span></p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-3768" title="Capitão Copyright" src="http://baixacultura.files.wordpress.com/2010/10/ccpyrgt.jpg?w=500" alt="Capitão Copyright"   /></p>
<p style="text-align:justify;">Este &#8220;clima&#8221; contrário ao copyright na época se manifestou em blogueiros, pensadores, artistas e outros tantos que começaram a perseguir o tal &#8220;herói&#8221;, publicando textos e mais textos que versavam sobre o grande equívoco de ensinar as crianças canadenses as malícias ultrapassadas das leis de copyright.</p>
<p style="text-align:justify;"><a href="http://www.google.com.br/url?q=http://www.michaelgeist.ca/content/view/268/147/&amp;sa=U&amp;ei=HsPKTJ6IIoT68AaE2Yy0AQ&amp;ved=0CBgQFjAA&amp;usg=AFQjCNE_OTjeMEOaHjfl_xuectMVU5ysYA" target="_blank">Michael Geist</a>, colunista de tecnologia do jornal Ottawa Citizen, deu essa declaração em <a href="http://www.canada.com/topics/technology/story.html?id=280dac35-a15e-4336-ab73-2f3579213f84&amp;k=48104" target="_blank">uma matéria</a> produzida sobre o assunto no site Canada.com:</p>
<blockquote>
<p style="text-align:justify;">&#8220;Nossas crianças precisam desenvolver o gosto pela aprendizagem, a paixão pela criatividade. (&#8230;) Estes exercícios [do Capitão Copyright] não oferecem nada disso, são uma vergonha que não deveria ter espaço em nenhuma sala de aula do país.&#8221;</p>
</blockquote>
<p style="text-align:justify;">Depois dessa e uma série de outras críticas, o Capitão Copyright não teve como continuar. Todos os sites da iniciativa desapareceram, mas como <em>uma vez na rede sempre na rede</em>, dá pra dar uma olhadela nas páginas oficiais do projeto via <a href="http://web.archive.org/web/*/http://www.captaincopyright.ca" target="_blank">Wayback Machine</a>. Ou, então, fique com essa HQ aqui abaixo, fazendo piada com uma situação que já nasceu como piada pronta.</p>
<p style="text-align:justify;"><a href="http://blogoscoped.com/copyright/"><img class="aligncenter size-full wp-image-3769" title="Captain Copyright HQs" src="http://baixacultura.files.wordpress.com/2010/10/captain-copyright.png?w=500&#038;h=1239" alt="Captain Copyright HQs" width="500" height="1239" /></a></p>
<p style="text-align:justify;">&nbsp;</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/baixacultura.wordpress.com/3574/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/baixacultura.wordpress.com/3574/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/baixacultura.wordpress.com/3574/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/baixacultura.wordpress.com/3574/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/baixacultura.wordpress.com/3574/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/baixacultura.wordpress.com/3574/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/baixacultura.wordpress.com/3574/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/baixacultura.wordpress.com/3574/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/baixacultura.wordpress.com/3574/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/baixacultura.wordpress.com/3574/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/baixacultura.wordpress.com/3574/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/baixacultura.wordpress.com/3574/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/baixacultura.wordpress.com/3574/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/baixacultura.wordpress.com/3574/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=baixacultura.org&amp;blog=4369641&amp;post=3574&amp;subd=baixacultura&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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			<media:title type="html">baixacul</media:title>
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			<media:title type="html">Captain Copyright 2</media:title>
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			<media:title type="html">Capitão Copyright</media:title>
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			<media:title type="html">Captain Copyright HQs</media:title>
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		<title>II Fórum da Cultura Digital Brasileira</title>
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		<pubDate>Thu, 21 Oct 2010 13:00:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>baixacul</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Boa parte das pessoas que passam por aqui já devem estar sabendo, mas não custa reforçar: o II Fórum da Cultura Digital Brasileira vai acontecer no próximo mês, entre 14 e 17 de novembro, na Cinemateca, em São Paulo. O legal é que está com as chamadas para apresentação de atividades (oficinas, experiências, redes e [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=baixacultura.org&amp;blog=4369641&amp;post=3732&amp;subd=baixacultura&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:center;"><a href="http://culturadigital.br/forum2010/" target="_blank"><img class="aligncenter size-full wp-image-3741" title="Página do Fórum 2010" src="http://baixacultura.files.wordpress.com/2010/10/forum-2010.jpg?w=500" alt="Página do Fórum 2010"   /></a></p>
<p style="text-align:justify;">Boa parte das pessoas que passam por aqui já devem estar sabendo, mas não custa reforçar: o <a href="http://culturadigital.br/forum2010" target="_blank">II Fórum da Cultura Digital Brasileira</a> vai acontecer no próximo mês, entre 14 e 17 de novembro, na <a href="http://www.cinemateca.com.br/" target="_blank">Cinemateca</a>, em São Paulo. O legal é que está com as <a href="http://culturadigital.br/forum2010/2010/10/05/chamada-publica-para-apresentacao-de-atividades-no-forum-da-cultura-digital-brasileira/" target="_blank">chamadas para apresentação de atividades</a> (oficinas, experiências, redes e pesquisas acadêmicas) abertas até pelo menos o dia 22, ou seja, amanhã.</p>
<p style="text-align:justify;">A ideia do evento este ano é a de reunir pessoas, Brasil e mundo afora, e suas experiências com a cultura digital. Daí vem o nome que acompanha o fórum &#8220;a rede das redes&#8221;, que representa a intenção de ouvir/reunir todos que estejam fazendo alguma coisa em prol da tal cultura digital, seja nas suas localidades interioranas quanto nas capitais mundiais tecnológicas.</p>
<p style="text-align:justify;">A programação do evento ainda está para ser fechada (creio que no início da semana que vem já esteja sendo divulgada), mas a julgar <a href="http://culturadigital.br/seminariointernacional/programacao-completa/" target="_blank">pela do ano passado</a>, coisa boa deve vir por aí. Um dos ilustres que estiveram em novembro passado, data do I Fórum, foi <a href="http://culturadigital.br/seminariointernacional/2009/12/15/entrevista-com-jamie-king/" target="_blank">Jamie King</a>, idealizador dos documentários &#8220;Steal This Film&#8221;, que <a href="http://baixacultura.org/2009/12/21/roube-este-filme-i-e-ii-no-ciclo-copy-right/" target="_blank">exibimos</a> e<a href="http://baixacultura.org/2009/04/18/roube-este-filme-legendado/" target="_blank"> traduzimos</a> por aqui &#8211; aliás, parece que ele <a href="http://culturadigital.br/forum2010/2010/10/14/networks/#comment" target="_blank">vem novamente este ano</a>, agora para apresentar sua experiência do <a href="http://vo.do/" target="_blank">Vodo Project</a>, uma iniciativa que auxilia videomakers na circulação (e remuneração) de seus filmes pelo planeta.</p>
<p style="text-align:justify;"><a href="http://picasaweb.google.com/gilprado/ForumCulturaDigital2009#5409229685899873282"><img class="aligncenter size-full wp-image-3743" title="Foto do Fórum 2009" src="http://baixacultura.files.wordpress.com/2010/10/forum-2009.jpg?w=500&#038;h=333" alt="Foto do Fórum 2009" width="500" height="333" /></a></p>
<p style="text-align:justify;">O fórum do ano passado teve diversos shows, de Porcas Borboletas à Mini-Box Lunar, passando por Jorge Mautner, Lucas Santanna e Teatro Mágico (foto acima). Ao que tudo indica, este ano não haverá shows nos dias do evento &#8211; mas se tu quiser levar tua banda pros lados da Cinemateca entre os dias 15 e 17 de novembro, provavelmente haverá um espaço livre para &#8220;manifestações artísticas&#8221;.  É esperado, também, um show grandão para a abertura do evento, no domingo dia 14, no <a href="http://www.auditorioibirapuera.com.br/" target="_blank">Auditório Ibirapuera</a>, pertinho da Cinemateca.</p>
<p style="text-align:justify;">Assim que houver a confirmação dos convidados do II Fórum divulgaremos por aqui. Vale dizer que, independente dos convidados &#8220;principais&#8221;, muita gente &#8220;anônima&#8221; (e interessante) que trabalha com cultura digital &#8211; e tudo que esse guarda chuva engloba, de programadores <em>hard users</em> à artistas yuppies que usam o digital em suas obras &#8211; vai estar por São Paulo nestes três dias de novembro, seja apresentando algo, assistindo as palestras e/ou somente fazendo contatos para projetos posteriores.</p>
<p style="text-align:justify;">*</p>
<address><a href="http://picasaweb.google.com/gilprado/ForumCulturaDigital2009#"><img class="aligncenter size-full wp-image-3745" title="Foto Fórum 2009" src="http://baixacultura.files.wordpress.com/2010/10/forum-2009-1.jpg?w=500&#038;h=333" alt="" width="500" height="333" /></a>Espaço da Cinemateca, São Paulo, em foto do Fórum da Cultura Digital 2009</address>
<address>.</address>
<p style="text-align:justify;">Lamentavelmente, quando ocorreu a primeira edição do Fórum, ano passado, estávamos viajando e postando pouco no BaixaCultura, de modo que não acompanhamos o evento. Perdemos coisas interessantes que, felizmente, podem ser recuperadas através do <a href="http://culturadigital.br/seminariointernacional/" target="_blank">blog do I Fórum</a>, como a entrevista com <a href="http://culturadigital.br/seminariointernacional/2009/12/16/a-criacao-em-arte-digital-e-compartilhada-desde-sempre-entrevista-com-cicero-silva/" target="_blank">Cícero Silva</a> (curador de arte do <a href="http://culturadigital.br" target="_blank">culturadigital.br</a> e um dos organizadores do <a href="http://www.file.org.br/" target="_blank">FILE</a>), <a href="http://culturadigital.br/seminariointernacional/2009/12/16/a-cultura-da-periferia-esta-se-fundindo-com-a-cultura-digital-entrevista-com-heloisa-buarque-de-holanda/" target="_blank">Heloísa Buarque de Holanda</a> (professora da UFRJ que já <a href="http://baixacultura.org/2010/07/27/tramas-urbanas-e-digitais/" target="_blank">falamos por aqui</a>), <a href="http://culturadigital.br/seminariointernacional/2009/12/14/tecnologia-digital-e-instrumento-para-preservar-a-cultura-entrevista-com-anapuaka-muniz/" target="_blank">Anapuaká Muniz </a>(um dos coordenadores da rede <a href="http://www.webbrasilindigena.org/" target="_blank">Web Brasil Índigena</a>), dentre outras coisas que tu pode ver com calma e tranquilidade lá no blog do fórum.</p>
<p style="text-align:justify;">.</p>
<address>As fotos dessse post são de <a href="http://picasaweb.google.com/gilprado/ForumCulturaDigital2009#" target="_blank">Gil Prado</a>.</address>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/baixacultura.wordpress.com/3732/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/baixacultura.wordpress.com/3732/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/baixacultura.wordpress.com/3732/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/baixacultura.wordpress.com/3732/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/baixacultura.wordpress.com/3732/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/baixacultura.wordpress.com/3732/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/baixacultura.wordpress.com/3732/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/baixacultura.wordpress.com/3732/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/baixacultura.wordpress.com/3732/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/baixacultura.wordpress.com/3732/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/baixacultura.wordpress.com/3732/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/baixacultura.wordpress.com/3732/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/baixacultura.wordpress.com/3732/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/baixacultura.wordpress.com/3732/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=baixacultura.org&amp;blog=4369641&amp;post=3732&amp;subd=baixacultura&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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			<media:title type="html">Foto do Fórum 2009</media:title>
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			<media:title type="html">Foto Fórum 2009</media:title>
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		<title>Notícias do front baixacultural (23)</title>
		<link>http://baixacultura.org/2010/09/23/noticias-do-front-baixacultural-23/</link>
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		<pubDate>Thu, 23 Sep 2010 12:00:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>baixacul</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Excepcionalmente hoje vamos ressuscitar reativar essa seção, já que a semana foi mais movimentada do que as avenidas gaúchas no 20 de setembro. . Lançado o The #copyright Daily (Twitter, 30/08) Criaram uma interface nova para apresentar o conteúdo que vai de tweet-em-tweet: o jornal. No sistema paper.li, desenvolvido em março deste ano, são agregados [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=baixacultura.org&amp;blog=4369641&amp;post=3604&amp;subd=baixacultura&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:justify;"><a href="http://baixacultura.files.wordpress.com/2010/09/ww2-58.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-3607" title="ww2-58" src="http://baixacultura.files.wordpress.com/2010/09/ww2-58.jpg?w=500&#038;h=626" alt="" width="500" height="626" /></a></p>
<p style="text-align:justify;">Excepcionalmente hoje vamos <a href="http://baixacultura.org/2009/06/02/noticias-do-front-baixacultural-22/"><span style="text-decoration:line-through;">ressuscitar</span></a> reativar essa seção, já que a semana foi mais movimentada do que as avenidas gaúchas no 20 de setembro.</p>
<p style="text-align:justify;">.</p>
<p style="text-align:justify;">Lançado o The <a title="#copyright" href="http://twitter.com/search?q=%23copyright" rel="nofollow">#copyright</a> Daily (<a href="http://twitter.com/pedroparanagua/status/22538291505">Twitter</a>, 30/08)</p>
<p style="text-align:justify;">Criaram uma interface nova para apresentar o conteúdo que vai de tweet-em-tweet: o jornal. No sistema paper.li, desenvolvido em <a href="http://blog.paper.li/2010/03/turning-stream-into-daily-newspaper.html">março deste ano</a>, são agregados tweets e links que são do mesmo assunto, ou seja, que contém a mesma #hashtag &#8211; #copyright, no caso <a href="http://paper.li/tag/copyright">deste paper.li</a>.</p>
<p style="text-align:justify;">É possível também agregar tweets de determinados usuários ou listas. O conteúdo dos links então é organizado na página, com textos, pdfs, vídeos, etc. As edições são lançadas diariamente e para recebê-las é preciso fazer a assinatura, por e-mail, clicando em &#8220;Alert me&#8221;.</p>
<p style="text-align:justify;">.</p>
<p style="text-align:justify;"><a href="http://www.a2kbrasil.org.br/wordpress/lang/pt-br/2010/09/jean-luc-godard-doa-mil-euros-a-frances-condenado-a-pagar-multa-por-pirataria/">Jean-Luc Godard doa mil euros a francês condenado a pagar multa por pirataria</a> (O Globo, 15/09)</p>
<p style="text-align:justify;">O fotógrafo James Climent, condenado a pagar uma multa de 20 mil euros por baixar 13 mil arquivos, recebeu uma ajuda de custo de mil euros do seu compatriota Jean-Luc Godard. Antes de fazer isso, o diretor deu numa entrevista ao <a href="http://blogs.lesinrocks.com/cannes2010/2010/05/18/le-droit-dauteur-un-auteur-na-que-des-devoirs-jean-luc-godard/">site inRocks</a> em que declarou seu ceticismo para com os direitos do autor. &#8220;Direitos do autor? Um autor só tem deveres” disse um dos pais da já cinquentona <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Nouvelle_vague" target="_blank">Nouvelle Vague</a>. Vale destacar que Godard é um notório amante das colagens, algo que usou na série de oito filmes <em><a href="http://www.dvdbeaver.com/film2/dvdreviews29/histoire_du_cinema.htm" target="_blank">História do Cinema</a></em> e no recente <a href="http://www.imdb.com/title/tt0360845/" target="_blank"><em>Notre Musique</em></a>.</p>
<p style="text-align:justify;">Mas voltando ao assunto: Climent agradeceu ao cineasta em seu blog num post intitulado <a href="http://etpaflapuce.blogspot.com/2010/09/bettencourt-etait-busy-voir-dernier.html">&#8220;God(ard) bless us&#8221;</a>. Na página, ele também presta contas sobre outras doações que vem arrecadando através do PayPal, do <a href="http://baixacultura.org/2010/02/22/flattr-e-a-uma-nova-velha-discussao/" target="_blank">Flattr</a> e de uma ONG.</p>
<p style="text-align:justify;">.</p>
<p style="text-align:justify;"><a href="http://www.trezentos.blog.br/?p=4994">Polícia Civil fecha “xerox” na Praia Vermelha</a> (ADUFRJ, 15/09)</p>
<p style="text-align:justify;">Professores e universitários foram considerados criminosos quando a polícia CIVIL apreendeu material didático da <a href="http://www.ess.ufrj.br/">Escola de Serviço Social</a> da Universidade FEDERAL do Rio de Janeiro, dia 13 de setembro. Uma boca de xerox foi fechada.  <a href="http://www.youtube.com/watch?v=KPA6M99Js_E">Imagens</a> e <a href="http://picasaweb.google.com/luiseduacosta/PoliciaCivilInvadeCampusDaPraiaVermelhaDaUFRJ#">fotos</a> feitas no local mostram como foi a operação dos <span class="status-body"><span class="status-content"><span class="entry-content">sete policiais, três viaturas e uma delegada</span></span></span>.</p>
<p style="text-align:justify;">O dono da boca e as cópias ilícitas e foras-da-lei foram encaminhados para a Delegacia de Repressão aos Crimes contra a Propriedade Imaterial (DRCPIM) vinculada ao muito útil <a href="http://www.ancine.gov.br/cacp/programa.htm">Centro de Apoio ao Combate à Pirataria</a>. Para fazer uma coisa dessas, a polícia do Rio certamente já deve ter resolvido o problema da segurança pública. Contra a ação, professores da UFRJ se reuniram com o Reitor e com o Conselho da Universidade e fizeram uma moção de repúdio e um <a href="http://www.abaixoassinado.org/abaixoassinados/7052">abaixo-assinado</a>. A professora Ivana Bentes acompanhou e emite detalhes do caso em seu <a href="http://twitter.com/ivanabentes">twitter</a> e o professor Alexandre Nodari fez uma análise em seu<a href="http://www.culturaebarbarie.org/blog/2010/09/para-alem-dos-direitos-autorai.html"> blog</a>.</p>
<p style="text-align:justify;">.</p>
<p style="text-align:justify;"><a href="http://www.estadao.com.br/noticias/tecnologia,militantes-pro-pirataria-atacam-sites-das-industrias-de-filme-e-musica,612670,0.htm">Militantes pró-pirataria atacam sites das indústrias de filme e música</a> (Estadão, 20/09)</p>
<p style="text-align:justify;">O grupo Anônimo (esse é o nome) deu uma rasteira nas páginas da Motion Picture Association of America (MPAA) e da Recording Industry Association of America (RIAA). Organizados através do fórum <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/4chan">4chan</a>, os piratas decidiram sobrecarregar os servidores dos sites, tirando-os do ar. O ataque &#8220;anti&#8221; anti-pirataria ocorreu devido a uma declaração da empresa de software Aiplex.com, que disse ter atacado ano passado o site de torrent The Pirate Bay.</p>
<p style="text-align:justify;">O blog da empresa de segurança Panda Security <a href="http://pandalabs.pandasecurity.com/4chan-users-organize-ddos-against-mpaa/">mostrou em detalhes</a> como foi a primeira ofensiva dos piratas. No mesmo post, a empresa conta que a segunda ofensiva, contra a <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/British_Phonographic_Industry">British Phonographic Industry (BPI)</a>, falhou. É de se lembrar que a <a href="http://idgnow.uol.com.br/internet/2010/06/22/associacao-britanica-pede-que-google-remova-links-para-baixar-musicas/">BPI requeriu ao Google a remoção</a> de links de servidores de arquivos em junho deste ano, tentando tolir os downloads  divulgados em blogs e fóruns.</p>
<p style="text-align:justify;">.</p>
<address><em>Crédito foto:</em></address>
<address><em>1) <a href="http://www.archives.gov/research/ww2/photos/#france">World War II Photos</a></em></address>
<address> </address>
<p style="text-align:right;"><em>[Marcelo De Franceschi]</em></p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/baixacultura.wordpress.com/3604/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/baixacultura.wordpress.com/3604/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/baixacultura.wordpress.com/3604/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/baixacultura.wordpress.com/3604/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/baixacultura.wordpress.com/3604/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/baixacultura.wordpress.com/3604/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/baixacultura.wordpress.com/3604/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/baixacultura.wordpress.com/3604/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/baixacultura.wordpress.com/3604/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/baixacultura.wordpress.com/3604/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/baixacultura.wordpress.com/3604/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/baixacultura.wordpress.com/3604/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/baixacultura.wordpress.com/3604/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/baixacultura.wordpress.com/3604/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=baixacultura.org&amp;blog=4369641&amp;post=3604&amp;subd=baixacultura&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Curso Grátis de Propriedade Intelectual</title>
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		<pubDate>Thu, 12 Aug 2010 22:56:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>baixacul</dc:creator>
				<category><![CDATA[Notas]]></category>
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		<category><![CDATA[Propriedade Intelectual]]></category>
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		<description><![CDATA[Distintivo da Organização Mundial de Propriedade Intelectual O que é Propriedade Intelectual? O que são Direitos de autor? O que são marcas, patentes? Como são registradas? Uma maneira fácil de se iniciar neste e em outros assuntos é se inscrever no Curso Geral de Propriedade Intelectual, oferecido de graça pela Organização Mundial de Propriedade Intelectual [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=baixacultura.org&amp;blog=4369641&amp;post=3405&amp;subd=baixacultura&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:center;"><a href="http://baixacultura.files.wordpress.com/2010/08/wipo_logo.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-3409" title="wipo_logo" src="http://baixacultura.files.wordpress.com/2010/08/wipo_logo.jpg?w=500&#038;h=218" alt="" width="500" height="218" /></a><em>Distintivo da Organização Mundial de Propriedade Intelectual</em></p>
<p style="text-align:justify;">O que é Propriedade Intelectual? O que são Direitos de autor? O que são marcas, patentes? Como são registradas? Uma maneira fácil de se iniciar neste e em outros assuntos é se inscrever no <strong>Curso Geral de Propriedade Intelectual, </strong>oferecido de graça pela Organização Mundial de Propriedade Intelectual (<a href="http://www.wipo.int/">WIPO</a>, na sigla em inglês). O curso tem valor de 50 horas aula e duração de seis semanas – com um certificado após uma prova final. Para cursar, basta ter acesso à internet nesse tempo e preencher um questionário para se registrar.</p>
<p style="text-align:justify;">A Organização Mundial de Propriedade Intelectual, de acordo com a <a href="http://www.direitoshumanos.usp.br/index.php/WIPO-World-Intellectual-Property-Organization-Organiza%C3%A7%C3%A3o-Mundial-de-Propriedade-Intelectual/o-que-e-a-wipo-ompi.html">Biblioteca Virtual de Direitos Humanos da USP</a>, é um organismo da ONU que tem como objetivo manter e aprimorar o respeito pela propriedade intelectual (marcas, patentes, registro geográfico) &#8211; o Brasil, como membro da ONU, é um dos 180 estados membros dessa entidade reguladora do copyright. A oportunidade é boa para aprender as regras e os acordos de como funciona hoje o tal mundo da propriedade intelectual – nem que seja para criticar o <em>status quo </em>atual com propriedade.</p>
<p style="text-align:justify;">Antes desse curso geral com data marcada, é possível fazer a qualquer hora um curso mais básico, o de <a href="http://www.wipo.int/academy/en/courses/distance_learning/catalog/pt/dl001primer.html">Introdução à Propriedade Intelectual</a>, que, segundo o próprio portal, <em>apresenta de um modo pouco aprofundado os aspectos fundamentais de propriedade intelectual</em>. Como o conteúdo só fica disponível por 3 horas, nos inscrevemos e baixamos os pdfs explicativos, inclusive o de exercícios de fixação, tornando-o ainda mais aberto. Quem quiser se iniciar nos conceitos é só ver os 13 arquivos no nosso <a href="http://www.scribd.com/baixacultura">scribd</a>.</p>
<p style="text-align:justify;">Lamentável é o fato de os cursos mais avançados serem pagos – com desconto para o Brasil e outros países sai por 80 dólares cada. Qualquer nível desse conhecimento legislativo internacional deveria ser gratuito. Enquanto ele não é copiado, as inscrições para <a href="http://www.wipo.int/academy/en/courses/distance_learning/catalog/pt/c_index.html">o curso mais Geral</a> vão até dia 20 de setembro.</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>.</strong></p>
<p style="text-align:right;"><em>[Marcelo De Franceschi]</em></p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/baixacultura.wordpress.com/3405/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/baixacultura.wordpress.com/3405/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/baixacultura.wordpress.com/3405/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/baixacultura.wordpress.com/3405/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/baixacultura.wordpress.com/3405/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/baixacultura.wordpress.com/3405/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/baixacultura.wordpress.com/3405/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/baixacultura.wordpress.com/3405/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/baixacultura.wordpress.com/3405/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/baixacultura.wordpress.com/3405/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/baixacultura.wordpress.com/3405/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/baixacultura.wordpress.com/3405/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/baixacultura.wordpress.com/3405/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/baixacultura.wordpress.com/3405/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=baixacultura.org&amp;blog=4369641&amp;post=3405&amp;subd=baixacultura&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>O encontro de Byrne com Yorke e as estratégias para um mundo novo</title>
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		<pubDate>Wed, 09 Jun 2010 21:00:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>baixacul</dc:creator>
				<category><![CDATA[Ensaios]]></category>
		<category><![CDATA[Entrevista]]></category>
		<category><![CDATA[Notas]]></category>
		<category><![CDATA[Tradução]]></category>
		<category><![CDATA[Cultura Livre]]></category>
		<category><![CDATA[David Byrne]]></category>
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		<category><![CDATA[Música]]></category>
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		<description><![CDATA[. David Byrne &#8211; músico, escritor, ciclista, frontman do Talking Heads, descobridor de Tom Zé e, como diz a Wired, um inovador lendário de si mesmo,  &#8211; lançou em dezembro de 2007 um texto intitulado &#8220;Estratégias de sobrevivência para artistas emergentes e megaestrelas&#8220;. O artigo foi publicado na revista Wired e já tinha ganho uma tradução [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=baixacultura.org&amp;blog=4369641&amp;post=3147&amp;subd=baixacultura&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://baixacultura.files.wordpress.com/2010/06/ff_yorke2_f.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-3166" title="ff_yorke2_f" src="http://baixacultura.files.wordpress.com/2010/06/ff_yorke2_f.jpg?w=500&#038;h=333" alt="" width="500" height="333" /></a>.</p>
<p style="text-align:justify;">David Byrne &#8211; músico, escritor, ciclista, frontman do Talking Heads, descobridor de Tom Zé e, como diz a Wired, um inovador lendário de si mesmo,  &#8211; lançou em dezembro de 2007 um texto intitulado &#8220;<strong>Estratégias de sobrevivência para artistas emergentes e megaestrelas</strong>&#8220;. O artigo foi <a href="http://www.wired.com/entertainment/music/magazine/16-01/ff_byrne">publicado</a> na revista Wired e já tinha ganho uma tradução bem resumida para o espanhol, feita por <a href="http://velvetown.blogspot.com/2009/08/la-musica-actual-segun-david-byrne.html">este blog aqui</a> em 2009. Há poucos dias veio à tona uma <a href="http://www.musicnews.art.br/news.aspx?ID=30061">tradução</a> para o português vinda do site Music News.</p>
<p style="text-align:justify;">Vamos fazer o seguinte: junto com o pequeno ensaio de Byrne, a revista Wired publicou <a href="http://www.wired.com/entertainment/music/magazine/16-01/ff_yorke">uma conversa</a> entre Byrne e Thom Yorke, do Radiohead, que na época (dezembro de 2007) estava recém lançando o emblemático In Rainbows. Traduziremos aqui a introdução e abriremos uma fresta nas nossas atoladas agendas para traduzir o papo inteiro, cheios de gírias e correndo o sério risco de cometer aberrações tradutórias. Mas qualquer coisa comentem e sugiram melhorias.</p>
<p style="text-align:justify;">Mais embaixo, confiram o texto de Byrne, recheado de &#8220;food for thinking&#8221;, como dizem os que dominam a língua de Shakespeare, cheia de &#8220;coisas pra pensar&#8221;, na nossa língua de Camões.</p>
<blockquote>
<p style="text-align:justify;"><strong>David Byrne e Thom Yorke sobre o Valor Real da Música</strong></p>
<p style="text-align:justify;">Parecia uma ideia louca. Quando o Radiohead disse que iria lançar seu novo álbum, In Rainbows, por download no esquema pague-o-quanto-quiser, você pensaria que o grupo tinha virado comunista. Afinal, Thom Yorke e companhia são um dos grupos mais bem sucedidos do mundo &#8211; um querido da crítica e favorito dos fãs por quase 15 anos. Eles não tinham lançado um novo álbum em mais de quatro anos, o mercado estava ansioso para o próximo disco. Então, por que o Radiohead faria uma experiência tão radical?</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>Acontece que a jogada foi um astuto movimento de negócios</strong>. <strong>No primeiro mês, cerca de um milhão de fãs baixaram In Rainbows. Cerca de 40 % deles pagaram por ele, de acordo com a comScore, a uma média de seis dólares cada, compensando a banda com aproximadamente US$ 3 milhões</strong>. Além disso, uma vez que possui a gravação original (o primeiro da banda), o Radiohead também pode licenciar o álbum para uma gravadora e distribuir a maneira antiga &#8211; em CD. Nos Estados Unidos, o disco vai à venda dia 01 de janeiro pela TBD Records/ATO Records Group.</p>
<p style="text-align:justify;">Mesmo que o pague-o-quanto-quiser tenha funcionado para o Radiohead, no entanto, é difícil imaginar o modelo rendendo para Miley Cyrus &#8211; também conhecida como a patricinha hippie top das paradas Hannah Montana. A gravadora de Cyrus, Walt Disney Records, vai manter a venda de CDs no Wal-Mart, muito obrigado. Mas a verdade é que o Radiohead não pretendia iniciar uma revolução com In Rainbows. O experimento prova simplesmente que há uma profusão de oportunidades para a inovação nos negócios da música &#8211; este é apenas um dos muitos novos caminhos. Wired convidou David Byrne &#8211; um inovador lendário de si mesmo e o homem que escreveu a canção &#8220;Radio Head&#8221; dos Talking Heads &#8211; para conversar com Yorke sobre a estratégia de distribuição do In Rainbows e o que os outros podem aprender da experiência.</p>
</blockquote>
<blockquote>
<p style="text-align:justify;"><span id="result_box" class="long_text"><strong>B</strong><strong>yrne</strong>: OK.</span></p>
<p><span style="background-color:#ffffff;"><strong>Yorke</strong>: [Para o assistente.] Feche a maldita porta.</span></p>
<p><span style="background-color:#ffffff;"><strong>Byrne</strong>: Bem, bom disco, muito bom disco.</span></p>
<p><span style="background-color:#ffffff;"><strong>Yorke</strong>: Obrigado. </span>Excelente.</p>
<p><strong>Byrne</strong>: [Risos].</p>
<p><span style="background-color:#ffffff;"><strong>Yorke</strong>: É isso, não é?</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="background-color:#ffffff;"><strong>Byrne</strong>: É isso aí, estamos feitos. </span>[Risos.] OK. <span style="background-color:#ffffff;">Vou começar perguntando algumas coisas do negócio. </span><span style="background-color:#ffffff;">O que você fez com esse disco não era tradicional, nem mesmo no sentido de envio de cópias para a imprensa e tal.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="background-color:#ffffff;"><strong>Yorke</strong>: A maneira que nós denominamos isso foi &#8220;nossa data de vazamento.&#8221; </span><span style="background-color:#ffffff;">Cada gravação das últimas quatro &#8211; incluindo minha gravação solo &#8211; tinha sido vazada. </span>Então, a idéia era, vamos vazar isso, então.</p>
<p style="text-align:justify;"><span style="background-color:#ffffff;"><strong>Byrne</strong>: Primeiramente haveria uma data de lançamento, e cópias adiantadas seriam enviadas aos colunistas meses antes disso.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="background-color:#ffffff;"><strong>Yorke</strong>: Sim, e então você telefonaria e diria: &#8220;Você gostou? O que você acha?&#8221; </span><span style="background-color:#ffffff;">E é de três meses de antecedência. </span><span style="background-color:#ffffff;">E, então, seria: &#8220;Você faria isso para a revista&#8221;, e talvez este jornalista tenha escutado. </span>Todos esses jogos bobos.</p>
<p style="text-align:justify;"><span id="result_box" class="long_text"><strong>Byrne</strong>: Isso é principalmente sobre as paradas, certo? <span style="background-color:#ffffff;">Sobre o funcionamento da comercialização e do pré-lançamento até o momento que um disco sai de modo que &#8211; bum! </span>- ele vai para as paradas.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="background-color:#ffffff;"><strong>Yorke</strong>: Isso é o que as grandes gravadoras fazem, sim. </span>Mas isso não nos faz bem, porque nós não avançamos [para as outras camadas de fãs]. A principal coisa foi, havia todo esse exagero [com a mídia]. Nós estávamos tentando evitar todo o jogo de quem fica primeiro com as resenhas. Naqueles dias<span style="background-color:#ffffff;"> havia tanto papel para preencher, ou papel digital para preencher, que qualquer um que escreva as primeiras coisas é copiado e colado. Qualquer um que</span> tenha a sua opinião primeiro tem todo esse poder. <span style="background-color:#ffffff;">Especialmente para uma banda como a nossa, é totalmente uma sorte se essa pessoa está conosco ou não. Isso só parece </span><span style="background-color:#ffffff;">selvagemente injusto, eu acho.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span id="result_box" class="long_text"><strong>Byrne</strong>: Portanto, esse [In Rainbows] se desvia de todos esses colunistas </span><span id="result_box" class="long_text">e vai direto para os fãs.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="background-color:#ffffff;"><strong>Yorke</strong>: De certa forma, sim. E foi uma emoção. Nós masterizarmos, e dois dias depois ele estava no site sendo, você sabe, pré-lançado. Isso foi só umas poucas semanas realmente emocionantes </span><span id="result_box" class="long_text"><span style="background-color:#ffffff;">para ter aquela conexão direta.</span></span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="background-color:#ffffff;"><strong>Byrne</strong>: E deixar as pessoas escolherem os seus próprios preços?</span></p>
<p style="text-align:justify;"><strong>Yorke</strong>: Isso foi uma idéia [do empresário Chris Hufford]. <span style="background-color:#ffffff;" title="We all thought he was barmy.">Nós todos pensávamos que ele estava maluco. Enquanto estávamos colocando o site, ainda estávamos dizendo: &#8220;Você tem certeza disso?&#8221; </span>Mas foi muito bom. Nos liberou de alguma coisa. Não era niilista, implicando que música não valia nada. Era o total oposto. E as pessoas entenderam isso tal como foi concebido. Talvez seja apenas pessoas tendo um pouco de fé no que estamos fazendo.</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>Byrne</strong>: E isso funciona para vocês. Vocês têm um público formado. Como eu &#8211; se eu ouço que há algo de novo de vocês lá fora, eu vou sair e comprar sem confiar no que os colunistas dizem.</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>Yorke</strong>: Bem, sim. A única razão que nós poderíamos nem ter saído com essa, a única razão que ninguém nem dá a mínima, é o fato de que nós passamos por toda a linha dos negócios em primeiro lugar. Não é suposto ser um modelo para qualquer outra coisa. Era simplesmente uma resposta a uma situação. Estamos fora do contrato. Temos o nosso próprio estúdio. Temos este novo servidor. Que diabos faríamos então? Esta foi a coisa óbvia. Mas só funcionou para nós por causa de onde estamos.</p>
<p style="text-align:justify;"><span id="result_box" class="long_text"><strong>Byrne</strong>: E quanto às bandas que estão começando?</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="background-color:#ffffff;"><strong>Yorke</strong>: Bem, primeiro e </span><span class="descricao">antes de tudo</span><span id="result_box" class="long_text"><span style="background-color:#ffffff;">, você não assina um imenso contrato de gravação que tira de você todos os seus direitos digitais, então quando você vender algo no iTunes, você consegue absolutamente nada. </span><span style="background-color:#ffffff;">Essa seria a primeira prioridade. </span><span style="background-color:#ffffff;">Se você é um artista emergente, deve ser assustador no momento. </span>Então de novo não vejo uma desvantagem em todas as grandes gravadoras não terem acesso a novos artistas, porque elas não têm idéia do que fazer com eles agora de qualquer forma.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span id="result_box" class="long_text"><strong>Byrne</strong>: Deve ser uma coisa fora de suas cabeças.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="background-color:#ffffff;"><strong>Yorke</strong>: Exatamente.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span id="result_box" class="long_text"><span style="background-color:#ffffff;"><strong>Byrne</strong>: Eu estive me perguntando: Por que lançar essas coisas &#8211; CDs, álbuns? </span><span style="background-color:#ffffff;">A resposta que eu tiro disso é, bem, às vezes é artisticamente viável. </span><span style="background-color:#ffffff;">Não é apenas uma coleção aleatória de músicas. </span><span style="background-color:#ffffff;">Às vezes, as canções têm uma linha comum, mesmo que não seja óbvio ou até consciente por parte dos artistas. </span><span style="background-color:#ffffff;">Talvez seja apenas porque todo mundo está pensando musicalmente da mesma maneira por dois meses.</span></span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="background-color:#ffffff;"><strong>Yorke</strong>: Ou anos.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><strong>Byrne</strong>: No entanto isso leva tempo. E outras vezes, existe um óbvio &#8230;</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>Yorke</strong>: &#8230; Propósito.</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>Byrne</strong>: Certo. <span style="background-color:#ffffff;">Provavelmente, o motivo pelo qual é um pouco difícil de romper </span><span style="background-color:#ffffff;">completamente</span><span style="background-color:#ffffff;"> com o formato de álbum é, se você está começando uma banda no estúdio, faz sentido do ponto de vista financeiro fazer mais do que uma música de uma vez. </span><span style="background-color:#ffffff;">E faz mais sentido, se você está pondo todo o esforço em executar e fazer qualquer outra coisa a mais, se há um tipo de pacote.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span id="result_box" class="medium_text"><strong>Yorke</strong>: Sim, mas outra coisa é o que esse pacote pode fazer. <span style="background-color:#ffffff;">As canções podem se amplificar cada uma se você colocá-los na ordem correta.</span></span></p>
<p style="text-align:justify;"><strong>Byrne</strong>: Você sabe, mais ou menos, de onde o seu rendimento vem? Para mim, é provavelmente muito pouco da música atual ou vendas de discos. Eu faço um pouco em turnê e, provavelmente, a maioria vem de material de licenças. Não para comerciais &#8211; eu licencio para filmes e séries de televisão e esse tipo de coisa.</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>Yorke</strong>: Certo. A gente faz algo disso.<strong> </strong></p>
<p style="text-align:justify;"><strong><strong>Byrne</strong>: </strong>E para algumas pessoas, os custos para sair em turnê são realmente baixos, então eles fazem muito em cima isso e não se preocupam com nada além.</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>Yorke</strong>: Nós sempre entramos em turnê dizendo: &#8220;Desta vez, não vamos gastar o dinheiro. Desta vez, vamos fazer o básico.&#8221; E então é: &#8220;Ah, mas nós precisamos deste teclado. E destas luzes.&#8221; Mas, no momento, ganhamos dinheiro principalmente de turnês. As quais são difíceis para mim conciliar, porque eu não gosto de todo o consumo de energia, a viagem. É um desastre ecológico, viajar, fazer turnês.</p>
<p style="text-align:justify;"><strong><strong>Byrne</strong>: </strong>Bem, existem os ônibus biodiesel e tudo isso.</p>
<p style="text-align:justify;"><strong><strong>Yorke</strong>: </strong>Sim, depende de onde você consegue o seu biodiesel. Há maneiras de minimizar isso. Fizemos uma dessas medições de carbono recentemente em que eles avaliaram o último período da turnê que fizemos, e tentaram descobrir onde estavam os maiores problemas. E foi obviamente todos viajando para o show.</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>Byrne</strong>: Ah, você quer dizer o público.</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>Yorke</strong>: Yeah. Especialmente nos Estados Unidos. Todo mundo dirige. Então, como vamos abordar isso? A ideia é que toquemos em locais urbanos, com alguns sistemas de transporte alternativos a carros. E minimizar o vôo do equipamento, o envio por navio tudo. <em>Nós</em> não podemos ser enviados no navio, no entanto.</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>Byrne</strong>: [Risos].</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>Yorke</strong>: Se você for no <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/RMS_Queen_Mary_2">Queen Mary</a> ou algo assim, na verdade é pior do que voar. Então voar é sua única opção.</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>Byrne</strong>: Você está fazendo dinheiro com o download de In Rainbows?</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>Yorke: Em termos de receita digital, fizemos mais dinheiro com este disco do que com todos os outros álbuns do Radiohead juntos, para sempre &#8211; em termos de qualquer coisa na rede. E isso é loucura. É em parte devido ao fato de que a EMI não estava nos dando todo o dinheiro das vendas digitais. Todos os contratos assinados em uma determinada época não têm nenhuma dessas coisas.</strong></p>
<p style="text-align:justify;"><strong>Byrne</strong>: Então, quando o álbum sair como um CD físico, em Janeiro, vai contratar sua própria empresa de marketing?</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>Yorke</strong>: Não. Isso começa a ficar um pouco mais tradicional. Quando nós começamos primeiro com a idéia, não íamos fazer um CD normal físico. Mas depois de um tempo que era como, bem, isso é só esnobismo. [Gargalhada.] A, que está pedindo por problemas, e B, que é esnobe. Então, agora estão falando em colocar no rádio e esse tipo de coisas. Eu acho que é normal.</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>Byrne</strong>: Eu estive pensando sobre como a distribuição e lojas de discos e CDs e todas essas coisas que estão mudando. Mas estamos falando de música. O que é música, o que a música faz para as pessoas? O que as pessoas pegam disso? Para que é isso? Essa é a coisa que está sendo mudada. Nem todas as outras coisas. As outras coisas é o carrinho de compras que segura um pouco disso.</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>Yorke</strong>: É um serviço de entrega.</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>Byrne</strong>: Mas as pessoas continuarão a pagar para ter essa experiência. Você cria uma comunidade com a música, não só nos shows mas falando sobre isso com seus amigos. Ao fazer uma cópia e entregá-la aos seus amigos, você estabeleceu um relacionamento. A implicação é que eles agora são obrigados a lhe dar algo de volta.</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>Yorke</strong>: Yeah, yeah, yeah. Eu só estava pensando enquanto você dizia que: Como é que uma gravadora põe suas mãos naquilo? Isso me faz pensar no livro <em>Sem Logo</em> em que Naomi Klein descreve como as pessoas da Nike pagariam caras para imitar os jovens e agradá-los. Eu sei por fato que as grandes gravadoras fazem a mesma coisa. Mas ninguém nunca me explicou exatamente como. Quero dizer, eles se escondem em torno de fóruns de discussão e postam &#8220;Você já ouviu falar do &#8230;&#8221;? Talvez eles façam isso. E então eu estava pensando no filme do Johnny Cash, quando Cash entra e diz: &#8220;Eu quero fazer um disco ao vivo em uma prisão&#8221;, e sua gravadora acha que ele é maluco. Ainda naquela época, a gravadora foi capaz de alguma forma compreender o que os jovens queriam e de dar para ele [a oportunidade]. Considerando agora, eu penso que há uma falta de compreensão. Não é sobre quem está roubando quem, e não se trata de ordens judiciais, e não é sobre DRM e todo esse tipo de coisa. <strong>É sobre se a música afeta você ou não. E por que você iria se preocupar com um artista ou com uma empresa depois que as pessoas copiam a sua música se a música em si não é valorizada?</strong></p>
<p style="text-align:justify;"><strong>Byrne: Você está valorizando o sistema de entrega como oposto da relação e da coisa emocional &#8230;</strong></p>
<p style="text-align:justify;"><strong>Yorke: Você está avaliando a companhia ou o interesse dos artistas em vez da música em si. Eu não sei. Nós sempre fomos muito ingênuos. Nós não temos outra alternativa para fazer isso. É a única coisa óbvia a se fazer.</strong></p>
<p>***</p></blockquote>
<p><a href="http://baixacultura.files.wordpress.com/2010/06/discussao_david_byrne.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-3149" title="discussão_david_byrne" src="http://baixacultura.files.wordpress.com/2010/06/discussao_david_byrne.jpg?w=500&#038;h=730" alt="" width="500" height="730" /></a></p>
<blockquote><p><strong>Estratégias de sobrevivência para artistas emergentes &#8211; e megaestrelas.</strong></p>
<p>Por David Byrne</p>
<p>Eu costumava ter uma gravadora. Este selo, Luaka Bop, ainda existe, embora eu não esteja mais envolvido em sua execução. Meu último disco saiu pela Nonesuch, uma subsidiária do império Warner Music Group. Eu também tenho lançado música por gravadoras independentes como Thrill Jockey, e eu tenho prensado CDs e vendido-os em turnê. Eu faço turnê a cada ano, e eu não vejo isso como uma simples perda de líderança em vendas de CD. Então eu vi esse negócio de ambos os lados.Ganhei dinheiro, e fui roubado. Tive liberdade criativa e fui pressionado para fazer hits. Eu tenho lidado com o comportamento de diva de músicos loucos, e eu vi registros gêniais de artistas maravilhosos ficarem completamente ignorados. Eu amo música. Eu sempre amarei. Ela salvou a minha vida, e eu aposto que não sou o único que pode dizer isso.</p>
<p>O que é chamado hoje o negócio da música, no entanto, não é o negócio de produzir música. Em algum momento ele se tornou o negócio de vender CDs em caixas de plástico e esse negócio vai acabar em breve. Mas isso não é uma má notícia para a música, e certamente não é uma má notícia para os músicos. De fato, com todas as formas de atingir um público, nunca houve mais oportunidades para os artistas.</p>
<p>Onde as coisas estão caminhando? Bem, para algumas pessoas os gráficos são assim:</p></blockquote>
<p style="text-align:center;"><a href="http://baixacultura.files.wordpress.com/2010/06/ff_bryne1_500.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-3176" title="ff_bryne1_500" src="http://baixacultura.files.wordpress.com/2010/06/ff_bryne1_500.jpg?w=500&#038;h=331" alt="" width="500" height="331" /></a></p>
<blockquote><p>Alguns vêem esse quadro como uma tendência terrível. O fato do Radiohead estrear seu mais recente álbum online e Madonna abandonar a Warner Bros para a Live Nation, empresa promotora de shows , é considerado como um sinal do fim do negócio da música como a conhecemos. Na verdade, estes são apenas dois exemplos de como os músicos estão cada vez mais capazes de trabalhar fora da relação das gravadoras tradicionais. Não existe uma maneira única de se fazer negócio estes dias. Para mim, existem na verdade, seis modelos viáveis. Essa variedade é boa para os artistas, pois lhes dá mais possibilidades de ganhar dinheiro e viver da profissão. E é bom para o público também, que terá mais &#8211; e mais interessante &#8211; música para ouvir. Vamos voltar e ter alguma perspectiva.</p>
<p>O que é  música?<br />
Primeiro, uma definição dos termos. O que é isso que estamos falando aqui? O que exatamente está sendo comprado e vendido? No passado, a música era algo que você ouvia e experimentava &#8211; ela servia tanto como um evento social como uma forma puramente musical. Antes da tecnologia de gravação existir, você não podia separar a música do seu contexto social. Canções épicas e baladas, trovadores, espetáculos da corte, música de igreja, cantos xamânicos, cantores de bar, música cerimonial, música militar, música para dançar &#8211; isso era muito bonito, tudo vinculado a funções sociais específicas. Era comum e freqüentemente utilitarista. Você não pode levar para casa, copiá-la, vendê-la como uma mercadoria (exceto a folha da partitura, mas isso não é a música em si), ou mesmo ouví-la novamente. A música era uma experiência, intimamente ligada a sua vida. Você podia pagar para ouvir música, mas depois de fazê-lo, a experiência acabava, restava apenas a lembrança.</p>
<p>A tecnologia mudou tudo no século 20. Música &#8211; ou o seu artefato registrado, pelo menos &#8211; tornou-se um produto, uma coisa que poderia ser comprada, vendida, trocada, e repetida indefinidamente em qualquer contexto. Isto levantou a economia da música, mas nossos instintos humanos permaneceram intactos. Eu passo muito tempo com fones nos meus ouvidos escutando gravações, mas eu ainda saio para estar no meio da multidão com o público. Eu canto para mim mesmo, e sim, toco um instrumento (nem sempre muito bem).</p>
<p>Nós sempre queremos usar a música como parte do nosso tecido social: para reunir em concertos e em bares, mesmo se o som for péssimo, para passar música de mão em mão (ou via Internet) como uma forma de moeda social; a construir templos onde só o &#8220;nosso tipo de gente&#8221;, pode ouvir música (casas de ópera e salas de sinfonia); queremos saber mais sobre os nossos poetas favoritos &#8211; suas vidas amorosas, suas roupas, suas crenças políticas. Isso revela um desejo eterno  num contexto muito mais amplo que um pedaço de plástico. Pode-se dizer que este impulso faz parte de nossa composição genética.</p>
<p>Tudo isso é o que comentamos quando falamos de música.</p>
<p>Tudo isso.</p>
<p>O que as gravadoras fazem?<br />
Ou, mais precisamente, o que eles fizeram?</p>
<p>* Financiamento de sessões de gravação<br />
* Fabricação de produtos<br />
* Distribuição de produtos<br />
* Criação de um mercado<br />
* Empréstimos e adiantamentos em dinheiro para as despesas (viagens, vídeos, cabelo e maquiagem)<br />
* Assessoria e orientação de artistas em suas carreiras e gravações<br />
* Manipulação da contabilidade</p>
<p>Este foi o sistema que evoluiu ao longo do século passado para comercializar o produto, isto é, o suporte físico -  vinil, fita ou disco &#8211; que contém a música.Mas muitas coisas mudaram na última década, que reduzem o valor destes serviços aos artistas.</p>
<p>Por exemplo:</p>
<p><strong>Os custos de gravação caíram para quase zero</strong>. Artistas normalmente precisavam de selos para bancar suas gravações. A maioria das pessoas não tem os US $ 15.000 (mínimos) necessários para alugar um estúdio profissional e pagar um engenheiro de som e um produtor. Para muitos artistas esse não é mais o caso. Agora um álbum pode ser feito no mesmo laptop que você usa para checar e-mail.</p>
<p><strong>Custos de produção e distribuição estão se aproximando de zero.</strong> Esse costumava ser um ponto que tornava impraticável a distribuição de uma gravação. Com LPs e CDs, haviam os custos de produção de base, custos de impressão, transporte e assim por diante. Para se pagar esses custos era necessário vender em volume, porque era assim que muitos desses custos eram amortizados.Hoje não mais: a distribuição digital é bastante livre. Não sai mais barato distribuir por unidade um milhão de cópias que uma centena delas.</p></blockquote>
<p><a href="http://baixacultura.files.wordpress.com/2010/06/ff_bryne2_500.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-3177" title="ff_bryne2_500" src="http://baixacultura.files.wordpress.com/2010/06/ff_bryne2_500.jpg?w=500&#038;h=198" alt="" width="500" height="198" /></a></p>
<blockquote><p><strong>Turnê não é apenas promoção.</strong> performances ao vivo costumavam ser vistas como formas de divulgar um novo produto &#8211; um meio parase chegar a um fim e não um fim em si mesmo. Bandas que entravam em dívidas para fazer turnê, recuperariam suas perdas mais tarde através de recordes de vendas. Para ser franco, está tudo errado. É retrógrado. Apresentações são um acontecimento em si, uma habilidade distinta, diferente de fazer uma gravação. E para aqueles que podem fazê-lo, é uma maneira de ganhar a vida.</p>
<p>Assim, com todas estas mudanças, o que acontece com os selos? Alguns irão sobreviver. Nonesuch, onde fiz vários álbuns, prosperou sob propriedade da Warner Music Group, operando com uma equipe enxuta de 12 pessoas e permanecendo focado no talento. &#8221;Artistas como Wilco, Philip Glass, kd lang, e outros têm vendido mais aqui do que quando foram chamados por grandes gravadoras&#8221;, Bob Hurwitz, presidente da Nonesuch, me disse, &#8220;mesmo durante um período de declínio.&#8221;</p>
<p>Mas alguns selos vão desaparecer. Em uma conversa recente que tive com Brian Eno (que está produzindo o próximo álbum do Coldplay e compõe com o U2), ele estava entusiasmado com o <strong>I THINK MUSIC</strong> &#8211; uma rede online de bandas indie, fans e lojas &#8211; e pessimista sobre o futuro das gravadoras tradicionais. &#8221;Estruturalmente, eles são muito grandes&#8221;, disse Eno. &#8221;E eles estão totalmente na defensiva agora. A única idéia que eles tem é de que podem lhe dar um grande advance &#8211; o que ainda é atraente para muitas bandas jovens que estão começando. Mas isso é tudo que eles representam agora: o capital&#8221;.</p>
<div>
<p>Então, onde os artistas se encaixam nesta paisagem está mudando? Encontramos novas opções, novos modelos.</p>
<p><strong>As seis possibilidades</strong> Onde havia um, agora são seis: seis modelos possíveis de distribuição de música, variando de um em que o artista não faz nada, até aquele onde o artista faz quase tudo.Não surpreendentemente, quanto mais envolvido é o artista, mais ele pode fazer por suas vendas. O modelo totalmente DIY certamente não é para todos &#8211; mas esse é o ponto. Agora há escolha.1. Num extremo da escala o modelo 360, modelo esse em que todos os aspectos da carreira do artista são conduzidos pelos produtores, promotores, profissionais de marketing e gerentes. A idéia é que você pode conseguir grande exposição e vendas, impulsionado por uma máquina que o trabalho que se beneficia de tudo o que você faz. O artista se torna uma marca, de propriedade e operado pela gravadora e, em teoria isto dá à empresa uma perspectiva de longo prazo e interesse em consolidar a carreira do artista.Pussycat Dolls, Korn e Robbie Williams fizeram acordos como este, mantendo esse modelo em tudo o que tocam. Camisetas, gravações, shows, vídeos, molho de churrasco. O artista muitas vezes fica com um monte de dinheiro em sua frente. Mas duvido que as decisões criativas serão deixadas em suas mãos. Como regra geral, quando o dinheiro entra, sai o controle criativo. O parceiro de capital simplesmente tem muita coisa em jogo.</p>
<p>Este é o tipo de acordo que Madonna fez com a Live Nation. Por um reporte de $ 120 milhões, a empresa &#8211; que até agora tem principalmente produzido e promovido concertos &#8211; vai pegar um pedaço de suas receitas de shows e da venda de sua música. Eu, por exemplo, não gostaria de estar em dívida com a Live Nation &#8211; uma subsidiária da Clear Channel, um conglomerado de rádio que transformou as ondas radiofônicas em conteúdo banal. Mas Madge é uma garota esperta, ela sempre foi adepta de controlar seu próprio material, por isso vamos ver.</p>
<p>2. O próximo é o que eu vou chamar o negócio de distribuição padrão. Isso é mais ou menos o que eu vivi por muitos anos como membro do Talking Heads. A gravadora banca a gravação e lida com a fabricação, distribuição, imprensa e promoção. O artista recebe uma porcentagem do royalty, depois que todos os outros custos são reembolsados. O selo, neste cenário, detém os direitos autorais da gravação. Para sempre.</p>
<p>Há um outro entrave com esse tipo de negócio: A estrela pop típica geralmente vive em dívida com sua gravadora e com uma série de outras entidades, e se acontecer um período de seca, eles podem ir à falência. Michael Jackson, MC Hammer, TLC &#8211; o perigo da dívida e seu prolongamento excessivo é uma velha história.</p>
</div>
<div id="_mcePaste" style="overflow:hidden;position:absolute;left:-10000px;top:1136px;width:1px;height:1px;"><span id="result_box" class="long_text">Acontece que a jogada foi um movimento negócio savvy. <span style="background-color:#ffffff;">No primeiro mês, cerca de um milhão de fãs baixaram In Rainbows. </span><span style="background-color:#ffffff;">Cerca de 40 por cento deles pagou por ele, de acordo com a comScore, a uma média de US $ 6 cada, a compensação da banda cerca de US $ 3 milhões. </span><span style="background-color:#ffffff;">Além disso, uma vez que possui a gravação original (o primeiro da banda), Radiohead também foi capaz de licenciar o álbum para uma gravadora para distribuir a maneira antiga &#8211; em CD. </span>Em os E.U., ele vai à venda 01 de janeiro através TBD Records / ATO Records Group.</span></div>
</blockquote>
<p><a href="http://baixacultura.files.wordpress.com/2010/06/ff_bryne3_500.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-3178" title="ff_bryne3_500" src="http://baixacultura.files.wordpress.com/2010/06/ff_bryne3_500.jpg?w=500&#038;h=241" alt="" width="500" height="241" /></a></p>
<blockquote><p>Claro, muitos dos serviços tradicionalmente fornecidos pelas gravadoras no âmbito do acordo padrão estão sendo cultivados fora. Imprensa e publicidade, marketing digital, design gráfico &#8211; todos estão muitas vezes manipulados por empresas menores e independentes. Mas quem paga o flautista dá o tom. Se a gravadora paga a subempreiteiros, em seguida, a gravadora decide em última instância quem ou o que tem prioridade. Se eles &#8220;não ouvirem o single,&#8221; eles podem dizer que sua gravação não irá sair.</p>
<p>Então o que acontece quando as vendas online eliminam muitas destas despesas? Olhe para o iTunes: $ 10 pelo download de um CD reflete a redução de custos de distribuição digital, o que parece justo &#8211; em primeiro lugar. É certamente melhor para os consumidores. Mas depois que a Apple pegar seus 30%, a porcentagem de royalties é aplicada e o artista &#8211; surpresa! - Não tem a melhor situação.</p>
<p>Não por coincidência, os problemas aqui são semelhantes aos da recente greve dos roteiristas de Hollywood. Estarão gravadoras bandas e artistas juntos ou entrarão em choque?</p>
<p>3. O acordo de licença é similar ao negócio padrão, exceto neste caso, o artista retém os direitos autorais e propriedade da master da gravação. O direito de explorar essa propriedade é concedido a um selo por um período limitado de tempo &#8211; geralmente de sete anos. Depois disso, os direitos de licença para programas de TV, comerciais, e o que ocorrer revertem para o artista. Se os membros dos Talking Heads detivessem os direitos da master em seu catálogo, nós ganharíamos duas vezes mais em licenciamento do que ganhamos agora &#8211; e é aí que artistas como eu perdem em suas rendas. Se uma banda fez um registro próprio e não precisa de criação ou ajuda financeira, este modelo vale a pena olhar. Ele permite um pouco mais de liberdade criativa, pois você pode ter menos interferência dos indivíduos em grandes ternos. O outro lado é que pelo fato do selo não ser proprietário da master, ele vai investir menos em fazer do lançamento um sucesso.</p>
<p>Mas com o selo certo, o acordo de licença pode ser uma ótima maneira de seguir. Este é a relação que o Arcade Fire tem com a Merge Records, uma gravadora independente que fez muito pela banda, evitando grandes gastos, ferramenta de grandes gravadoras. &#8221;Parte disso é ser apenas realista e não se colocar num buraco&#8221;, diz o co-fundador da Merge Mac McCaughan. &#8221;As bandas com quem trabalhamos, recomendamos que não façam vídeos. Gosto de vídeos, mas eles não vendem um lote de gravações. O que realmente vende discos é estar em turnê &#8211; e artistas podem realmente fazer dinheiro na turnê se mantiverem seus orçamentos para baixo. &#8220;</p>
<p>4. Então há o acordo de participação nos lucros. Eu fiz algo parecido com isso com meu álbum <em>Lead Us Not Into Temptation</em> em 2003. Eu tive um advance mínimo do selo Thrill Jockey, pois os custos de gravação foram cobertos por um orçamento de trilha sonora de um filme, e nós dividimos os lucros desde o primeiro dia. Eu mantive os direitos da master. Thrill Jockey faz algum marketing e assessoria de imprensa. Eu posso ou não ter vendido tantos discos quanto eu teria com uma empresa maior, mas no final eu levei para casa uma parte maior de cada unidade vendida.</p>
<p>5. No acordo de fabricação e distribuição, o artista faz tudo, exceto fabricar e distribuir o produto. Muitas vezes as empresas que fazem estes tipos de negócio também oferecem outros serviços, como marketing. Mas, devidas proporções, eles não podem fazer muita coisa, por isso o incentivo aqui é limitado. Grandes gravadoras tradicionais não fazem acordos M &amp; D (<em>manufacturing and distribution)</em>.</p>
<p>Neste cenário, o artista recebe um controle criativo absoluto, mas é uma grande aposta. Aimee Mann faz isso, e ele funciona muito bem para ela. &#8221;Muitos artistas não percebem o quanto dinheiro eles poderiam fazer por conservar a propriedade e licenciamento de suas obras diretamente&#8221;, o gerente de Mann, Michael Hausman, disse-me. &#8221;Se for feito corretamente, você é pago rapidamente, e começa a ser pago novamente e novamente. Isso é uma grande fonte de renda.&#8221;</p>
<p>6. Finalmente, no extremo da escala, está o modelo de distribuição própria, onde a música é auto-produzida,  auto-escrita, auto-executada, e auto-comercializada. CDs são vendidos em shows e através de um site. A promoção é uma página do MySpace. A banda compra ou loca de um servidor para lidar com as vendas de download.Dentro dos limites do que podem pagar, esses artistas tem total controle criativo. Na prática, especialmente para artistas emergentes, isso pode significar liberdade sem recursos &#8211; uma espécie bastante abstrata de independência. Para aqueles que pretendem ter o seu material na estrada e tocar ao vivo, os cortes e restrições financeiras são ainda mais profundos. Backup de orquestras, telas de vídeo e luzes estranhas de alta tecnologia não são baratos.</p>
<p>O Radiohead adotou esse modelo DIY para vender na Rainbows online &#8211; e, em seguida, deu um passo adiante, permitindo que os fãs dessem seu próprio preço para o download. Eles não foram os primeiros a fazer isso &#8211; Issa (anteriormente conhecida como Jane Siberry) foi pioneira no modelo &#8220;pague o que quiser&#8221; há alguns anos &#8211; mas o movimento do Radiohead foi muito maior. Pode ser menos arriscado para eles, mas é um claro sinal de mudanças reais em andamento. Como um dos gestores do Radiohead, Bryce Edge, me disse: &#8220;A indústria reagiu como se o fim estivesse próximo. Eles desvalorizaram a música, dando tudo por nada.&#8221; O que não era verdade: Nós pedimos que as pessoas dessem o seu valor, o que é uma semântica muito diferente para mim. &#8220;</p>
<p>Nesta extremidade do espectro, o artista está pronto para receber a maior percentagem de receitas provenientes da venda por unidade &#8211; venda de qualquer coisa. A maior porcentagem de poucas vendas provavelmente, mas nem sempre. Artistas fazendo isso para si podem realmente fazer mais dinheiro do que a estrela pop em massa, embora os números de vendas possam parecer minúsculos em comparação. Naturalmente, nem todos são tão inteligentes quanto os meninos nerds do Radiohead . APete Doherty, provavelmente, não deve-se entregar o volante.</p></blockquote>
<p><a href="http://baixacultura.files.wordpress.com/2010/06/ff_bryne4_500.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-3179" title="ff_bryne4_500" src="http://baixacultura.files.wordpress.com/2010/06/ff_bryne4_500.jpg?w=500&#038;h=198" alt="" width="500" height="198" /></a></p>
<blockquote><p><strong>Liberdade versus pragmatismo</strong><br />
Estes modelos não são absolutos. Podem mudar e evoluir. Hausman e Mann tomaram totalmente o caminho DIY em primeiro lugar, recebendo ordens de pagamento e envio de CDs em envelopes de correio expresso, mais tarde, eles licenciaram suas gravações aos distribuidores. E todas as coisas mudam com o tempo. No futuro, veremos mais artistas pegando estes vários modelos ou misturando e combinando as versões deles. Para já estabelecidos e artistas emergentes &#8211; que leram sobre o negócio da música que vai pelo ralo &#8211; isso é realmente um grande momento, cheio de opções e possibilidades. O futuro da música como uma carreira está aberto.</p>
<p>Muitos que colocam o dinheiro na frente nunca saberão que pensar a longo prazo pode ter sido mais acertado. Mega artistas pop ainda precisarão que poderosos os empurrem e realizem esforços de marketing para um novo lançamento que somente as gravadoras tradicionais podem proporcionar. Para outros, o que hoje chamamos de uma gravadora poderia ser substituído por uma pequena empresa que gera renda e fatura de várias entidades e mantém as contas em ordem. Um grupo de artistas de nível médio pode fazer este modelo de trabalho. Músicos Unidos, a companhia que Hausman fundou, é um exemplo.</p>
<p>Gostaria de aconselhar os artistas pessoalmente para manter os seus direitos autorais. Direitos autorais é um meio pelo qual você pode receber o pagamento por alguma interpretação de suas músicas, samplers ou utilização de música para um filme ou comercial. Isso, para um compositor, é o seu plano de pensões.</p>
<p>Cada vez mais, é possível para os artistas assegurarem os direitos de suas gravações também. Isso garante-lhes um outro pedaço do bolo lucrativos de licenciamento e dá-lhes também o direito de explorar o seu trabalho em meios a serem inventados no futuro &#8211; implantes cerebrais musicais e assim por diante.</p>
<p>Não existe um modelo único de trabalho para todos. Há espaço para todos nós. Alguns artistas são a Coca-Cola e Pepsi da música, enquanto outros são o vinho fino. E isso é ótimo. Eu gosto de &#8220;Rihanna&#8221; Umbrella &#8220;e Christina Aguilera&#8221; Ain&#8217;t No Other Man &#8220;. Às vezes, uma bebida suave corporativa é o que você quer &#8211; mas não à custa de outra coisa. No passado recente, muitas vezes parecia ser tudo ou nada, mas talvez agora não sejamos mais forçados a escolher.</p>
<p>Enfim, todas essas situações têm de satisfazer as mesmas necessidades humanas: Por que nós precisamos fazer música? Como é que vamos visitar um lugar em nossas mentes e um lugar em nossos corações que a música nos leva? Posso obter um bilhete de ida e volta?</p>
<p>Realmente, não é isso que queremos ao comprar, vender, trocar ou fazer o download?</p>
<div><strong>David Byrne</strong> está colaborando atualmente com o Fatboy Slim e Brian Eno. Separadamente.</div>
<div>Fontes dos Gráficos: <em>Jupiter Research, Recording Industry Association of America, Almighty Institute of Music Retail, Wired Research </em></div>
<div><em><br />
</em></div>
<div>Imagem de abertura do ensaio <a href="http://www.flickr.com/photos/johnvbosco/3913330220/in/pool-davidbyrne">daqui</a>.</div>
<div></div>
</blockquote>
<div>.</div>
<div></div>
<div style="text-align:right;"><em>[Marcelo De Franceschi]</em></div>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/baixacultura.wordpress.com/3147/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/baixacultura.wordpress.com/3147/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/baixacultura.wordpress.com/3147/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/baixacultura.wordpress.com/3147/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/baixacultura.wordpress.com/3147/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/baixacultura.wordpress.com/3147/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/baixacultura.wordpress.com/3147/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/baixacultura.wordpress.com/3147/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/baixacultura.wordpress.com/3147/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/baixacultura.wordpress.com/3147/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/baixacultura.wordpress.com/3147/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/baixacultura.wordpress.com/3147/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/baixacultura.wordpress.com/3147/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/baixacultura.wordpress.com/3147/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=baixacultura.org&amp;blog=4369641&amp;post=3147&amp;subd=baixacultura&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Kopimi, ok?</title>
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		<pubDate>Tue, 18 May 2010 18:14:36 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Copie esse post. Vai: seleciona, dê Ctrl c e Ctrl v no seu site e venda se quiser. É isso que prega a licença anarquista Kopimi. Com ela, significa que o autor está abrindo mão de todos os direitos de sua obra, ou seja, nenhum direito reservado. Praticamente um Domínio Público. A licença, mais uma [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=baixacultura.org&amp;blog=4369641&amp;post=3001&amp;subd=baixacultura&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:justify;"><a href="http://baixacultura.files.wordpress.com/2010/05/kopimi_licence1.gif"><img class="aligncenter size-full wp-image-3091" title="kopimi_licence" src="http://baixacultura.files.wordpress.com/2010/05/kopimi_licence1.gif?w=500" alt=""   /></a><em>Copie esse post. Vai: seleciona, dê Ctrl c e Ctrl v no seu site e venda se quiser. </em>É isso que prega a licença anarquista <strong>Kopimi</strong>. Com ela, significa que o autor está abrindo mão de todos os direitos de sua obra, ou seja, nenhum direito reservado. Praticamente um Domínio Público. A licença, mais uma declaração de liberação geral, é muito pouco conhecida em português, o que não condiz com seu funcionamento mui simples: basta apenas colocar o selo dela &#8211; esse  triângulo aí de cima ou qualquer modificação dos logotipos da <a href="http://www.kopimi.com/kopimi/">página</a> &#8211; no seu site, livro, filme ou até na música ou o que quer que seja.</p>
<p style="text-align:justify;">Os ideiais do logotipo também estão presentes no e-book <strong><em>POwr, Broccoli and Kopimi</em></strong> lançado em 2009 pelos capitães do Pirate Bay. Isso porque tudo surgiu da organização anticopyright <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Piratbyr%C3%A5n">The Pirate Bureau</a>, criada na Suécia em 2003. Sabe-se que o grupo é formado por teóricos, artistas, consultores, ativistas e que em 2005 era composto por 40 mil membros. Mais do que isso ainda está por ser revelado <span style="text-decoration:line-through;">ou traduzido</span>, até é uma futura pauta para nós, mas é sabido também que deles surgiu o Pirate Bay &#8211; que inclusive tem um K no fim de sua <a href="http://thepiratebay.org/">página inicial</a> &#8211; e o Partido Pirata sueco.</p>
<p style="text-align:justify;">Sobre o livro, o Remixtures já <a href="http://remixtures.com/2009/02/pirate-bay-lanam-manifesto-sobre-brculos-e-filosofia-kopimi/">falou muito bem</a> a respeito, com uma tradução da introdução e da conclusão. O resto que falta para traduzir são as 100 pequenas regras do estilo de vida pirata digital, como podemos denominar.  Por parte do Pirate Bureau, também foi feita uma tentiva de ação viral com o símbolo. A &#8220;Embaixada da Pirataria&#8221; consistia em imprimir um <a href="http://embassyofpiracy.org/print/"><em>papercraft</em> de pirâmide</a> com os Ks do Kopimi, tirar uma foto e enviar pro site. Infelizmente, a iniciativa durou pouco, apenas quatro meses. Por aqui, o símbolo recebeu uma adaptação criativa do Partido Pirata brasileiro, numa tradução em português: a <a href="http://www.partidopirata.org/copie">CO-pie</a>, do logo abaixo.</p>
<p style="text-align:justify;"><a href="http://baixacultura.files.wordpress.com/2010/05/copie.png"><img class="aligncenter size-full wp-image-3090" title="copie" src="http://baixacultura.files.wordpress.com/2010/05/copie.png?w=500" alt=""   /></a></p>
<p style="text-align:justify;">Um outro uso da Kopimi, mais &#8220;lingüístico&#8221;, foi feito por um estudante de design americano. Dylan Roscover é fã dos caras do Pirate Bay há um bom tempo e resolveu homenageá-los  ao criar a Kopimi Magazine. Dylan pegou uns ótimos textos do <a href="http://torrentfreak.com/" target="_blank">Torrent Freak</a>, vetorizou algumas imagens dos Piratas e fez <a href="http://www.flickr.com/photos/dylanroscover/sets/72157615344497872/">a revista</a>. &#8220;<em>Eu recebo um monte de pedidos para os meus estilos mais populares, em parte porque eles são distribuídos e publicados livremente sem nenhum processo legal. Eu queria criar uma publicação que mostrasse essa atitude de uma forma criativa e unic</em>a&#8221; nos contou por e-mail o estudante da Universidade de Full Sail, da Florida. O site dele também tem umas ilustrações muito caprichadas, vale <a href="http://gorosco.com/">uma boa olhada</a>.</p>
<p style="text-align:justify;"><a href="http://baixacultura.files.wordpress.com/2010/05/kopimi1.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-3102" title="kopimi1" src="http://baixacultura.files.wordpress.com/2010/05/kopimi1.jpg?w=500&#038;h=647" alt="" width="500" height="647" /></a></p>
<p style="text-align:justify;">No flickr as imagens estão sob as condições de atribuição-compartilhamento, mostrando que o autor das ilustrações não concorda totalmente com a filosofia da licença Kopimi &#8211; ou não pôde disponibilizar do modo que desejaria no Flickr, vai saber. Ao fim da curta conversa, Dylan ainda deixou um recado sobre sua atitude:</p>
<p style="text-align:justify;">&#8220;<strong>File sharing is advantageous for new media. Getting your work out there is easier than ever, and should be encouraged, not discouraged <img src='http://s0.wp.com/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':-)' class='wp-smiley' /> </strong>&#8221; [<span id="result_box" class="medium_text"><span style="background-color:#ffffff;">Compartilhamento de arquivos é vantajoso para as novas mídias. </span><span style="background-color:#ffffff;color:#000000;">Ter o seu trabalho lá fora é mais fácil do que nunca, e deve ser incentivado, não desencorajado. <img src='http://s0.wp.com/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':-)' class='wp-smiley' /> ]</span></span></p>
<p style="text-align:justify;"><span id="result_box" class="medium_text"><span style="background-color:#ffffff;color:#000000;">.</span></span></p>
<p style="text-align:right;"><span id="result_box" class="medium_text"><span style="background-color:#ffffff;color:#000000;"><em>[Marcelo De Franceschi]</em><br />
</span></span></p>
<div id="_mcePaste" style="left:-10000px;overflow:hidden;width:1px;position:absolute;top:1145px;height:1px;">I wanted to create a publication that showcased this attitude in a creative and unique way.</div>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/baixacultura.wordpress.com/3001/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/baixacultura.wordpress.com/3001/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/baixacultura.wordpress.com/3001/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/baixacultura.wordpress.com/3001/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/baixacultura.wordpress.com/3001/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/baixacultura.wordpress.com/3001/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/baixacultura.wordpress.com/3001/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/baixacultura.wordpress.com/3001/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/baixacultura.wordpress.com/3001/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/baixacultura.wordpress.com/3001/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/baixacultura.wordpress.com/3001/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/baixacultura.wordpress.com/3001/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/baixacultura.wordpress.com/3001/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/baixacultura.wordpress.com/3001/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=baixacultura.org&amp;blog=4369641&amp;post=3001&amp;subd=baixacultura&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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