Histórico

Nascemos em 2008, por uma iniciativa de dois jornalistas que na época se encontravam em Florianópolis e queriam produzir relatos focado em produtos culturais que pudessem ser consumidos (apreciados, fruídos, curtidos mesmo) na rede. Aos poucos, a vasta discussão em torno das possíveis e impossíveis mudanças na forma de se praticar (fazer, distribuir, consumir) cultura após a popularização das mídias digitais se tornou o foco. Nos anos seguintes, download, pirataria, copyleft, contracultura, produção Independente, contra-Indústria, software livre, remix, cultura hacker e ciberativismo foram sendo nossas tags principais, agora baseados em São Paulo. Em 2010, entramos para a Casa de Cultura Digital, hub de ideias (pessoas, produtoras, ongs, agências, hackerspace) que marcou a cultura (então) digital brasileira. Ali, participamos da comunicação do II Fórum de Cultura Digital (2010) e do Festival CulturaDigital.br (2011), viajamos com o Ônibus Hacker (e até hoje fazemos parte da rede); ajudamos a fazer acontecer o Festival BaixoCentro (2012 e 2013), lançamos nosso Selo Editorial com a publicação do primeiro livro, “Efêmero Revisitado: Conversas sobre teatro e cultura digital”, produzido a partir de uma bolsa de pesquisa em mídias e artes digitais da Funarte. Em 2011, ganhamos também nosso primeiro e único financiamento externo para a manutenção do site, do ProAC do governo do Estado de São Paulo,e daí nasceu nossa Biblioteca (que em março de 2017 se juntou a Biblioteca do Comum) e nossa BaixaTV, um acervo de informação único sobre cultura livre no país.

Nesse tempo, além do trabalho de documentação e pesquisa, seguimos, também, o trabalho de formação e experimentação: produzimos oficinas de cultura livre, “pirataria”, comunicação digital, direito autoral, guerrilha da comunicação e ciclos de filmes (nomeado “copy, right?“, contou com 4 edições, em São Paulo, Santa Maria-RS e Porto Alegre) relacionados à temática que, desde 2008, nos guia: a cultura livre, a favor do compartilhamento, do copyleft e da democratização da comunicação e do conhecimento. Voltamos ao sul, agora Porto Alegre, em 2013, e dali passamos a fazer parte de redes e projetos com a América Latina, como o II Congresso de Cultura Livre no Equador, em 2013; a rede Cultura Libre, de Facción; e a que se formou no I Congresso Online de Gestão Cultural #Gcultural, que coproduzimos com mais 5 coletivos de Uruguai, Bolívia, Espanha e México em 2016. Seguimos com nosso selo, abrindo uma coleção de zines em 2015. No final de 2016, fomos à Espanha realizar nosso primeiro projeto de mapeamento internacional, Enfrenta!, que está em sua 2º fase ainda em andamento.

Fomos um blog, um site, um coletivo, um projeto, hoje somos um pouco disso tudo: um laboratório online de cultura livre. Tudo o que contribui para a construção de um contexto cultural mais acessível para criadores e espectadores nos interessa desde 2008. E muito.