Bailarinas e zumbis na rede
junho 10th, 2009 § 5 Comentários
um.

Eu ouvia falar de Bruno Azevêdo muito antes de conhecê-lo e quando o conheci foi na véspera de ir embora pra Floripa. Acho que faltavam uns dois dias e a providência possível foi um convite prum macarrão (ou um vinho, ou os dois) no apartamento dele. Na saída, Bruno me estendeu um disquinho sem capa e com um puta desenho bacana no rótulo. O desenhista era Marcelo D’Salete e o disco era A Bailarina no Espelho, um texto de Bruno lido pelo ator César Boaes. Voltei pra casa ouvindo o disco. Levei-o comigo pra Floripa. Emprestei pruma amiga que tinha um programa de rádio e acabei encerrando minha temporada na cidade sem pegá-lo de volta. O que foi um problema, porque às vezes bate a abstinência.
Problema resolvido, acabei de pegar de volta no link do parágrafo anterior.
dois.
Cronologicamente antes do email contando da publicação da Bailarina, Bruno mescreveu falando de zumbis. Dos zumbis do Portraits as living deads, blog que reúne uma série de estudos feitos pelo desenhista e autor de quadrinhos suíço Frederik Peeters sobre mortos-vivos. Só que neste caso os mortos-vivos são, digamos, pessoas reais. Célebres e, em alguns casos ainda vivas, como Alan Moore, Britney Spears e o próprio Peeters. É um troço bonito e desconsertante ver todos aqueles renomados personagens históricos, que a rigor só existem para nós enquanto imagens, humanizados na condição de mortos. E mortos que comem gente.

Brad Pitt
Até onde sei não existe nada do autor publicado no Brasil, a não ser uma recente entrevista feita por Bruno e publicada no blog Oputaquipariu!. Antes, um texto breve sobre zumbis, modernidade, canibalismo, e outros temas atuais.
três.
Saio do silêncio em que ando metido para abrir o breve parêntese destas notas, mas não sei quando volto. Até lá!
[Reuben da Cunha Rocha.]
BaixaCultura no RS
junho 3rd, 2009 § 2 Comentários
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Nesta sexta volto à minha base de origem (Santa Maria) para participar do Circuito em Construção – Seminário Estadual para auto-sustentabilidade Cineclubista na Cooperativa dos Estudantes de Santa Maria, a popular Cesma, talvez a cooperativa mais atuante do interior do Rio Grande e com certeza a melhor livraria da região central do Estado. Vou mediar (nunca fiz isso na vida, mas) um debate sobre Direito Autoral & Constituição de redes, onde vão falar Antonio Martins – jornalista, editor do Le Monde Diplomatique até fins do ano passado – e Gilvan Dockhorn, professor de história na URCAMP-RS e Diretor Regional do Conselho Nacional de Cineclubes Brasileiros.
Quem está organizando o seminário, além da Cesma, é o Conselho Nacional de Cineclubes Brasileiros, a Associação Cultural Tela Brasilis e o Cineclube Lanterninha Aurélio, que funciona religiosamente toda quarta feira às 19h no quarto andar do belo prédio da Cesma, oficialmente conhecido como Centro Cultural Cesma. Mas vamos a mais informações aqui abaixo:
Apresentação:
O advento do novo século trouxe consigo tanto o aperfeiçoamento quanto o barateamento das tecnologias digitais de captação, manipulação, armazenamento e exibição de filmes. Neste ultimo campo, a exibição sem fins lucrativos, ou seja, o cineclubismo experimenta uma verdadeira ebulição, tendo o Conselho Nacional de Cineclubes Brasileiros contabilizado mais de 300 ações por todo o país. Em um contexto em que muitos desses cineclubes começam a completar meia década de vida, é preciso contribuir para o amadurecimento do movimento rediscutindo e reelaborando suas atividades através dos conceitos de Auto-Sustentabilidade e Economia da Cultura.
O Brasil conta hoje, com pouco mais de 2 mil salas comerciais de cinema concentradas no Rio de Janeiro e São Paulo que conferem pouca visibilidade aos filmes nacionais e praticam ingressos caríssimos. O cineclubismo é, portanto, a via natural para esta produção. Por meio da construção de um circuito sustentável de exibição audiovisual espalhado por todo o país, o projeto é que o público possa ter garantido seu acesso gratuito, e que produtores, realizadores e distribuidores possam ser remunerados por seus trabalhos, e de modo a, inclusive, se assegurar a continuidade da oferta cultural.
Em consonância, portanto, com os princípios da Convenção Sobre a Proteção e a Promoção da Diversidade das Expressões Culturais e os propósitos do Programa Mais Cultura, e em um momento em que a “Cultura” alcança o status de campo estratégico dentro das políticas de Estado – para a produção, a circulação o acesso e o consumo de atividades, bens e serviços culturais se realizam -, a criação de um modelo sustentável, em rede, é ação prioritária.
Para tanto, a Associação Cultural Tela Brasilis realizou, de 10 a 12 de julho de 2008, no Rio de Janeiro, a segunda fase do projeto Circuito em Construção – Seminários Estaduais para a Auto-Sustentabilidade Cineclubista. A primeira etapa do projeto aconteceu na Feira Livre – Feira Audiovisual do Rio, de 6 a 8 de março de 2008, quando foram realizadas as primeiras mesas de debate sobre os temas aqui em questão, e onde se estabeleceu, pela primeira vez, uma Feira de Negócios direcionada ao produtor audiovisual independente e de pequeno porte, configurando, já, uma iniciativa da auto-sustentabilidade. A etapa posterior ao Seminário Nacional no Rio de Janeiro está sendo a reprodução deste encontro nos demais estados brasileiros. O conhecimento adquirido pelos participantes e o material didático formulado a partir das palestras e debates, tanto da Feira quanto do Seminário, estão utilizados para a promoção dos eventos locais.
Como no cineclubismo desembocam diversas questões que permeiam o universo do audiovisual, convidamos para as mesas produtores, realizadores, difusores, distribuidores e representantes de associações de classe do cinema. Para o fortalecimento do cineclubismo nos estados, a proposta é focar em temas como “leis de incentivo” e “programação” além do incentivo à constituição de Federações Estaduais. Assim, este projeto Circuito em Construção tem o compromisso de desenvolver ambiente para que agentes de produção, distribuição e, sobretudo, exibição audiovisual possam desempenhar suas atividades sob a lógica da Economia da Cultura, através do fortalecimento dos pontos de exibição sustentados existentes e o estímulo à criação de outros.
Associação Cultural Tela Brasilis
Circuito em Construção
Seminário Estadual para Auto-Sustentabilidade Cineclubista/RS
Data: 05 de junho de 2009
Local: Auditório João Miguel de Souza – Centro Cultural Cesma
Cooperativa dos Estudantes de Santa Maria Ltda – CESMA – Santa Maria/RS
A realização do Seminário Estadual para Auto-Sustentabilidade Cineclubista/RS é uma é uma co-realização da Cooperativa dos Estudantes de Santa Maria Ltda- CESMA, Cineclube Lanterninha Aurélio, Associação Cultural Tela Brasilis e Conselho Nacional de Cineclubes Brasileiros, e integra a programação dos 31 anos da CESMA, através do Programa Seminário Permanente de Cultura.
9h – inscrições e cadastramento dos participantes
MESA 01 – 9h30min
Distribuição de Conteúdos
Luiz Alberto Cassol
Vice-Presidente do Conselho Nacional de Cineclubes Brasileiros
Catálogo Cinesud & Cinemateca Carlos Vieira
Frederico Cardoso
Coordenador do Cine + Cultura
Programadora Brasil
Mediador: Paulo Henrique Teixeira – Cineclube Lanterninha Aurélio
12h30min – almoço
MESA 02 – 14h
Direito Autoral & Constituição de Redes
Antonio Martins
Jornalista, Editor do Le Monde Diplomatique Brasil, na internet (1999-2008)
Gilvan Dockhorn
Diretor Regional do Conselho Nacional de Cineclubes Brasileiros
Mediador: Leonardo Foletto – Jornalista, Baixacultura.org
17h – café
MESA 03 – 17h30min
Leis de Incentivo & Sustentabilidade.
Rosane Maria Dalsasso
Representação Regional Sul do Ministério da Cultura
Nova Lei Rouanet e Programa Cultura Viva
Josias Ribeiro
Secretaria de Município da Cultura de Santa Maria
Lei de Incentivo Estadual e Municipal
Eduardo Ades
Associação Cultural Tela Brasilis
Sustentabilidade Cineclubista
Mediadora: Cristina Jobim – Produtora Cultural
20h – Coquetel de Confraternização
[Leonardo Foletto.]



