fotos, livros, quadros, música

maio 21st, 2009 § Deixe um comentário

.

petropolis.

Vocês tem observado que nos últimos tempos cada vez mais se noticia revistas, institutos ou bibliotecas disponibilizando seus acervos/arquivos gratuitamente na web. Nós mesmos já falamos de algumas dessas iniciativas, e aqui voltamos a tratar do assunto porque o Instituto Moreira Salles é outra instituição que está disponibilizando um arquivo excelente para consulta via web, de grátis.

O acervo divide-se em quatro áreas: artes plásticas, biblioteca (literatura), fotografia e música. Nas artes plásticas, há uma coleção com mais de 1.700 obras. Entre os destaques, segundo a apresentação do acervo, estão o Highcliffe Album, importante conjunto de desenhos e aquarelas sobre o Brasil do século XIX, e a Coleção Unibanco, em sua maioria formada por pinturas modernas e contemporâneas.

Na fotografia estão 5 mil fotos das 450 mil que o instituto tem em seu arquivo, incluído algumas do século XIX e do início do século XX, – como  a que abre esse post, do Palácio Imperial, em Petrópolis, datada de 1860. Na biblioteca, outro acervo considerável, composto por livros, correspondências e outros objetos de personalidades da cultura brasileira. A biblioteca também guarda publicações do próprio IMS, como os Cadernos de Literatura Brasileira e os Cadernos de Fotografia Brasileira.

Mas é na música que a coisa fica melhor, com um  gigantesco acervo de música brasileira: mais de 100 mil gravações, incluindo perólas como “Pelo Telefone“, escrita por Donga e considerada o primeiro samba gravado, em 1917. Dá também para buscar as clássicas marchinhas que fizeram sucesso em carnavais passados e por canções de Noel Rosa, Lamartine Babo, Dorival Caymmi e Adoniran Barbosa, dentre inúmeros outros.

Todas as músicas estão catalogadas direitinho, com nome do autor, gênero musical, gravadora, data de lançamento, etc, e podem ser ouvidas em Windows Media Player e  QuickTime. Basta digitar o nome do autor ou da música, no mesmo esquema de funcionamento do  Google.

O acervo de música do IMS fazem parte de biblioteca de colecionadores  individuais, dos quais o mais conhecido é o  jornalista José Ramos Tinhorão.

[Leonardo Foletto.]

Crédito foto: Klumb, Revert Henrique.

Notícias do Front Baixacultural (21)

maio 18th, 2009 § 1 Comentário

.ww2-21.

Imprensa repercurte ato contra o AI-5 digital (Trezentos, 17/05)

Clipping do clipping: a repercussão do protesto contra o projeto de lei do senador Azeredo em alguns jornais on-line brasileiros, dentre eles a Folha Online (Ato contra “Lei Azeredo” reúne 300 pessoas na Assembleia de SP), o IDG Now Tarso Genro critica e prega texto alternativo para lei de crimes digitais ) e o BOL( Suplicy apoia novo texto para “Lei Azeredo”). Como pode-se notar, cada um dando ênfase a um personagem diferente da história.

Em tempo: Acho um tanto equivocado usar o termo”AI-5″ digital para se referir ao projeto de lei do Senador Azeredo. Todos temos alguma noção de que o projeto de lei seja arbitrário, ditatorial e ridículo, mas é forçar um pouco trazer  o famigerado “Ato Institucional nº5” para a comparação, pelo simples motivo de que não é recomendável tirar um elemento de um contexto e colocar em outro completamente diferente. Entendo a ideia de chamar atenção para a situação, mas dá para fazer isso sem precisar buscar elementos tão controversos do passado, não?

*

França aprova projeto que desconecta quem faz download ilegal (G1 tecnologia/Reuters, 12/05)

Foi amplamente divulgado e discutido a aprovação de um projeto de lei que permite desativar as conexões de internet daqueles que forem pegos repetidamente fazendo download ilegal de filmes e música. Nós já tinhamos falado desse projeto quando ele tinha sido, inicialmente, rechaçado na França. Mas ele voltou e foi aprovado primeiro pela Assembléia Legislativa da França por 296 votos a 233, e no dia seguinte pelo Senado francês por 189 votos a favor, 14 contra e 109 abstenções, sem nenhuma alteração.

De acordo com o projeto de lei francês, que conta também com apoio da ministra da cultura Christine Albanel, os acusados de pirataria on-line receberão dois e-mails, seguidos de uma notificação oficial. Se os downloads ilegais continuarem a ser feitos pelos infratores dentro de um período de um ano após os avisos, o acesso à internet dessas pessoas será cortado por um período que vai de dois meses a um ano. Mas o mais grave de tudo é que os punidos deverão continuar a pagar pela manutenção do serviço, mesmo durante esse período de inatividade.

Quem será encarregado da burocracia de avisos e suspensões ao usuário é o orgão HADOPI (“Alta Autoridad Para la Difusión de Obras y la Protección de Derechos en Internet“) que vai ser criado exclusivamente pare este fim. Segundo nos conta o sempre atualizado Remixtures, a coisa ainda não está liquidada: o deputado do parlamento Europeu Guy Bono, ligado ao partido socialista, já prometeu solicitar à Comissão Europeia que instaure um procedimento por infracção contra o governo francês por desrespeito do direito comunitário. Quem também manifestou o seu descontentamento para com a lei para com o governo foi a Comissão Nacional da Informática e da Liberdade (CNIL). Na opinião desta entidade, a HADOPI implicar na prática a monitorização extensiva dos internautas sem que uma autoridade judicial seja chamada a intervir antes da aplicação de qualquer sanção contra os internautas identificados pelos seus endereços IPs.

A discussão continua, e o mundo acompanha atento porque um precedente deste tipo pode “incentivar” projetos parecidos em outros países, inclusive no Brasil. Para uma cobertura aprofundada do caso, recomendo o  Remixtures em português, o El País em espanhol, o Accueil – La Quadrature du Net em inglês e francês, e o Framablog só em francês – este, inclusive, pegou uma declaração do nosso velho conhecido Richard Stallman resumindo o caso e que vale a pena ser transcrita aqui:

“The French national assembly voted for a law to give the media companies the power to cut off people’s internet connections on mere accusation.The same law will also require people to install non-free software in order to make their networks “secure”.

*

Família acusada de pirataria faz acordo de US$7 mil com gravadoras (G1 Tecnologia, 29/04)

Essa também não é nova, mas vale pela representatividade da coisa: a indústria fonográfica aceitou US$ 7 mil para encerrar um processo (que durou quatro anos) de pirataria musical aberto contra Patricia Santangelo, 46 anos, que foi acusada de baixar e distribuir música “ilegal” na web. O engraçado é que ela alega que nunca realizou qualquer tipo de download, pelo motivo de que não sabia como fazê-lo; quem provavelmente baixou e distribuiu mais de 1 mil músicas -  incluindo “MMMBop”, dos Hanson, e “Beat It”, de Michael Jackson – foram seus dois filhos, Michelle e Robert, que quando o processo começou tinham 20 e 16 anos, respectivamente.

Segundo os termos para encerrar o caso, que está no tribunal de White Plains, a família terá de pagar US$ 7 mil. Eles já deram quase metade da quantia no dia 20 de abril e farão mais seis pagamentos de US$ 583,33 até outubro. O advogado afirmou que a família aceitou o acordo para “controlar custos”, pois agora alguns filhos estão na faculdade.

Este trecho da matéria chega a ser bizarro. A ânsia de lucrar das gravadoras chega ao ponto de processar uma simples família e fazê-la pagar uma dívida em 6 parcelas (!), justamente no momento em que ela junta dinheiro para pagar as caríssimas universidades americanas para seus membros mais jovens.

“Estamos satisfeitos em ter chegado a um acordo com os Santangelos”, disse Cara Duckworth, porta-voz da RIAA. De acordo com ela, o processo obteve sucesso em mostrar as consequências para aqueles que quebram as regras, além de levar os fãs de música para os serviços on-line legalizados, “que compensam de maneira justa os músicos e gravadoras”.

Se o outro trecho é bizarro, esse é nojento, principalmente pela barbaridade dita na última frase.

*

Pirataria [digital] chega à literatura [de uma vez por todas] (dia a dia, bit a bit, 13/05)

O sempre bem informado Sílvio Meira pega o recente lançamento do Kindle – aquela telinha pra visualizar ebooks/jornais on-line que que provavelmente você ouviu falar na última semana – para tratar da pirataria de livros na rede, e do começo do fim do que conhecemos como a indústria do livro.  Diferente da indústria musical, falida e fadada ao desaparecimento já há alguns anos, o suporte físico clássico dos livros, o papel, vem resistindo bravamente às novas tecnologias. Porque, afinal de contas, livro é livro, um troço difícil de se preterir em relação à uma fria tela de cristal líquido.

Mas Meira acredita ser bem possível que o kindle, o e-paper colorido, flexível, de alta resolução e brilho, e os serviços de compartilhamento de “livros”  e documentos tipo slideshare.net, wattpad.com e scribd.com – isso sem falar nos milhões de livros compartilhados via torrent – sejam o começo do fim do que conhecemos como a indústria do livro. Será?

.

[Leonardo Foletto.]

Amanhã: Baderne!

maio 13th, 2009 § Deixe um comentário

cartazeatopublicofinal

Vai rolar transmissão ao vivo pelo site da Assembléia Legislativa de SP.

[Reuben da Cunha Rocha.]

Onde estou?

You are currently viewing the archives for maio, 2009 at Baixa Cultura.

Seguir

Obtenha todo post novo entregue na sua caixa de entrada.

Join 756 other followers